Categoria: Saúde

  • Covid-19 mata 29 pessoas em janeiro no Brasil

    Covid-19 mata 29 pessoas em janeiro no Brasil

    Principais vítimas foram homens com mais de 65 anos

    Ao menos 29 brasileiros morreram em janeiro deste ano por complicações em decorrência da Covid-19, segundo o informativo Vigilância das Síndromes Gripais. A informação coloca o SarsCov-2 como o vírus mais mortal entre os identificados para os brasileiros nesse mês. Os números podem aumentar, pois parte das investigações sobre causas de óbito ainda está em andamento ou pode não estar atualizada. 

    Das 163 mortes causadas por Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) nas primeiras quatro semanas deste ano, 117 não tiveram o principal vírus causador identificado.

    A mais letal, com 29 casos, foi a Covid-19, seguida pela Influenza A H3N2, com sete casos, pelo Rinovírus, com sete casos, e pela Influenza A não subtipada, com seis casos.

    Vírus

    Os demais vírus – H1N1, Influenza B e VSR – somaram cinco mortes. Ao todo, 4.587 casos, incluídos os não letais, foram registrados no período, dos quais 3.373 não tiveram os vírus causadores identificados. O estado com mais mortes confirmadas foi São Paulo: 15 óbitos em 140 casos registrados.

    As mortes atingiram principalmente os idosos com mais de 65 anos: 108 no total. Entre os casos com identificação de SarsCov-2, 19 tinham mais de 65 anos. Dados de vacinação indicam que a cobertura está abaixo do considerado ideal.

    Desde 2024, a vacina contra a Covid-19 foi incluída no calendário básico de vacinação de três grupos: crianças, idosos e gestantes.

    Além disso, pessoas que fazem parte de grupos especiais devem reforçar a imunização periodicamente. No entanto, cumprir esse calendário tem sido um desafio no Brasil.

    Vacinas

    A cobertura, no entanto, está longe do ideal. Em 2025, de cada dez doses distribuídas pelo Ministério da Saúde a estados e municípios, menos de quatro foram utilizadas. Foram, ao todo, 21,9 milhões de vacinas, e apenas oito milhões aplicadas.

    Dados da plataforma Infogripe – da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – que monitora a ocorrência da chamada síndrome respiratória aguda grave (SRAG), mostram que, em 2025, pelo menos 10.410 pessoas adoeceram com gravidade após a infecção pelo coronavírus, com cerca de 1,7 mil mortes.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • SUS inicia uso de insulina de ação prolongada em projeto piloto

    SUS inicia uso de insulina de ação prolongada em projeto piloto

    Ministério da Saúde começa transição da insulina humana para glargina em quatro estados, beneficiando crianças, adolescentes e idosos com diabetes, com previsão de expansão nacional.

    O Sistema Único de Saúde (SUS) iniciou a transição do uso da insulina humana (NPH) para a insulina análoga de ação prolongada, glargina, em projeto piloto que abrange Amapá, Paraná, Paraíba e Distrito Federal. A primeira fase atenderá crianças e adolescentes de até 17 anos com diabetes tipo 1 e idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2, alcançando mais de 50 mil pessoas.

    A insulina glargina tem efeito de até 24 horas, permitindo apenas uma aplicação diária e facilitando a manutenção dos níveis de glicose. A transição será gradual, com avaliação individual de cada paciente. Profissionais de saúde da atenção primária já recebem treinamentos nos estados piloto, e os resultados serão analisados antes da expansão para o restante do país.

    O Ministério da Saúde ressalta que o tratamento com glargina na rede privada pode custar até R$ 250 para dois meses, enquanto a ampliação pelo SUS segue práticas internacionais de cuidado com diabetes. A iniciativa é resultado de parceria de desenvolvimento produtivo entre Bio-Manguinhos/Fiocruz, Biomm e Gan & Lee, com transferência de tecnologia para o Brasil.

    Em 2025, mais de 6 milhões de unidades do medicamento foram entregues, com investimento de R$ 131 milhões. A expectativa é que, até o final de 2026, a produção alcance 36 milhões de tubetes, garantindo autonomia diante da escassez global de insulina.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • SUS oferece vacina contra bronquiolite para bebês prematuros

    SUS oferece vacina contra bronquiolite para bebês prematuros

    Crianças com comorbidade também poderão receber proteção

    A partir deste mês, bebês prematuros e com comorbidades poderão receber vacina contra bronquiolite no Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento oferecido é o nirsevimabe, que amplia a proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causa da doença.

    O ministério da Saúde explica que o nirsevimabe é um anticorpo monoclonal, capaz de fornecer proteção imediata. Não há necessidade, nesse caso, de estimular o sistema imunológico do bebê a produzir seus próprios anticorpos.

    São considerados bebês prematuros aqueles nascidos com idade gestacional inferior a 37 semanas. Entre as comorbidades que atingem bebês de até 2 anos de idade são: doença pulmonar crônica da prematuridade (broncodisplasia), cardiopatia congênita, anomalias congênitas das vias aéreas, doença neuromuscular, fibrose cística, imunocomprometimento grave, de origem inata ou adquirida, e síndrome de Down.

    Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, 300 mil doses já foram distribuídas para todo o país.

    O SUS já oferece a vacina contra o VSR para gestantes, a partir da 28ª semana de gravidez, protegendo os bebês desde o nascimento. O vírus é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% dos casos de pneumonia em crianças menores de dois anos.

    Em 2025, até a 22 de novembro, o Brasil registrou 43,2 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados por VSR. Desses casos, a maior concentração de hospitalizações ocorreu em crianças com menos de dois anos de idade, totalizando mais de 35,5 mil ocorrências, o que representa 82,5% do total de casos de SARG por VSR no período.

    Como a maioria dos casos é decorrente de infecção viral, não existe um tratamento específico para a bronquiolite. O manejo é baseado apenas no tratamento dos sinais e sintomas que incluem: terapia de suporte; suplementação de oxigênio, conforme necessário; hidratação; e uso de broncodilatadores, (substâncias que promovem a dilatação das pequenas vias aéreas nos pulmões), especialmente quando há chiados evidentes.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Ministério da Saúde diz que vírus Nipah não ameaça o Brasil

    Ministério da Saúde diz que vírus Nipah não ameaça o Brasil

    Avaliação é a mesma da Organização Mundial da Saúde

    O Ministério da Saúde explicou nesta sexta-feira (30) que o vírus Nipah, que teve dois casos confirmados na província indiana de Bengala Ocidental, na Índia, tem potencial baixo de causar uma nova pandemia e não representa uma ameaça para o Brasil.

    A avaliação é a mesma divulgada pela Organização Mundial da Saúde em uma entrevista coletiva nesta sexta-feira.

    A autoridade sanitária do governo brasileiro esclareceu que o último dos dois casos confirmados na Índia foi diagnosticado em 13 de janeiro, e que, desde então, foram identificados 198 contatos dos casos confirmados. Todos foram monitorados e os testes tiveram resultados negativos para a doença.

    “Diante do cenário atual, não há qualquer indicação de risco para a população brasileira. As autoridades de saúde seguem em monitoramento contínuo, em alinhamento com organismos internacionais”, esclareceu o Ministério da Saúde.

    O ministério afirmou que mantém no Brasil protocolos permanentes de vigilância e resposta a agentes altamente patogênicos, em articulação com instituições de referência como o Instituto Evandro Chagas e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além da participação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

    O Nipah já foi identificado outras vezes no Sudeste da Ásia. Segundo a Organização Mundial da Saúde, ele foi descoberto em 1999, em um surto entre criadores de porcos na Malásia, e é detectado com regularidade em Bangladesh e na Índia.

    Consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, o professor de infectologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) Benedito Fonseca explicou, em entrevista à Agência Brasil, que a incidência na Índia está ligada à presença de uma espécie de morcegos que serve de hospedeiro para o vírus, que por isso é classificado como zoonótico.

    Esses morcegos, que não vivem no continente americano, se alimentam de frutas e de uma seiva doce que também são consumidas por seres humanos e animais domésticos nesta época do ano, e isso causa a contaminação. Também há relatos de que secreções de pessoas infectadas podem transmiti-lo.

    “Os vírus [zoonóticos] normalmente têm uma relação muito íntima com o seu reservatório. E esse morcego tem uma distribuição grande na Ásia, mas não tem distribuição nem na Europa nem nas Américas. Acredito que o potencial pandêmico, de uma distribuição no mundo todo, é pequeno”, avaliou Fonseca.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Casos de síndrome respiratória grave estão em queda em quase todo país

    Casos de síndrome respiratória grave estão em queda em quase todo país

    Segundo Fiocruz, Região Norte ainda tem aumento de casos de influenza

    O boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (29) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apresenta um cenário nacional epidemiológico de queda dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), na maior parte do país. A principal exceção é o vírus da influenza A, que tem impulsionado o aumento de casos de SRAG em alguns estados da região Norte do país.

    Os estados do Acre, Amazonas e Roraima apresentam incidência de SRAG em nível de risco ou alto risco nas últimas semanas. A pesquisadora Tatiana Portella, responsável pelo Boletim InfoGripe, observou que o aumento acelerado de SRAG no Amazonas e no Acre continua sendo impulsionado pelo vírus da gripe.

    “Diante dessa alta de influenza A em alguns estados do Norte, é essencial que a população prioritária da região, como indígenas, idosos e pessoas com comorbidades, se vacine o quanto antes contra o vírus. A vacina contra a influenza é bastante segura e é a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos”, explicou.

    Incidência

    Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de: 

    • 20,1% de influenza A, 
    • 2,3% de influenza B, 
    • 10,7% de vírus sincicial respiratório, 
    • 32,6% de rinovírus e 
    • 20,4% de Sars-CoV-2 (Covid -19). 

    Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de:

    • 28,3% de influenza A, 
    • 3,5% de influenza B, 
    • 1,8% de vírus sincicial respiratório, 
    • 15,9% de rinovírus e 
    • 41,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Ministério da Saúde investe R$ 17 milhões na formação de enfermeiros obstétricos

    Ministério da Saúde investe R$ 17 milhões na formação de enfermeiros obstétricos

    Iniciativa visa capacitar 760 profissionais para atuar no SUS e fortalecer o parto humanizado; Brasil possui atualmente apenas cinco especialistas para cada mil nascidos vivos.

    O Ministério da Saúde iniciou o reforço do Sistema Único de Saúde (SUS) com a capacitação de 760 profissionais que estão cursando a Especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne. O curso, iniciado em novembro de 2025, é destinado a enfermeiros com experiência mínima de um ano na atenção à saúde da mulher e conta com um investimento de R$ 17 milhões.

    A carência de especialistas na área é um dos principais motivos para o investimento governamental. No Brasil, existem apenas 13 mil enfermeiros obstétricos registrados no Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), sendo que menos da metade atua em estabelecimentos de saúde cadastrados no sistema nacional. Enquanto países desenvolvidos apresentam entre 25 e 68 especialistas por mil nascidos vivos, a densidade brasileira é de apenas cinco profissionais para o mesmo grupo.

    O enfermeiro obstétrico desempenha papel central na humanização do nascimento, focando na fisiologia do parto e reduzindo intervenções desnecessárias, como a ocitocina indiscriminada ou manobras contraindicadas. Segundo o Cofen, a presença desse profissional no SUS ajuda a combater o alto índice de cesáreas no país, procedimento que chega a multiplicar por 70 o risco de morte materna.

    A formação é coordenada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceria com outras 38 instituições. A medida também integra os objetivos da Rede Alyne, programa que busca reduzir a mortalidade materna em 25% até 2027, com foco especial na redução da mortalidade de mulheres negras, historicamente mais afetadas pela desigualdade no atendimento.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Enchentes recorrentes no verão reacendem alerta para leptospirose

    Enchentes recorrentes no verão reacendem alerta para leptospirose

    Especialistas dizem sobre a importância do diagnóstico nas primeiras 48 horas

    As chuvas intensas registradas neste verão em diversas regiões do Brasil, especialmente no Sudeste, têm provocado enchentes e alagamentos. Em São Paulo, 13 mortes já foram registradas desde o início da estação em decorrência dos temporais.

    Com o aumento dos episódios de alagamento, cresce também o risco de leptospirose, uma doença infecciosa associada ao contato com água contaminada. Especialistas apontam que o atraso no diagnóstico é um dos principais fatores relacionados à gravidade dos casos.

    A leptospirose é transmitida pela exposição à água ou à lama contaminadas pela urina de roedores, situação que é comum após enchentes. Nos estágios iniciais, os sintomas costumam ser inespecíficos, como febre, dor de cabeça e mal-estar, o que dificulta a identificação precoce da doença.

    Segundo a infectologista Andrea Almeida, do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo, há um sinal clínico que pode ajudar na suspeita: “Em 90% dos casos, a doença desencadeia sintomas genéricos, como febre e dores de cabeça. Mas o que se deve observar é se há ou não forte dores musculares, marcadamente nas panturrilhas”, afirma.

    De acordo com a especialista, quando esse sintoma aparece junto de histórico recente de contato com água de enchente, a pessoa deve procurar ajuda médica o quanto antes: “Em um cenário onde dengue e gripe circulam simultaneamente, o histórico de exposição à água de chuva ou lama, somado a essa dor específica na ‘batata da perna’, deve levar o paciente imediatamente à investigação laboratorial”, orienta.

    Na prática, muitos casos só são identificados quando a doença já está em estágio avançado. A presença de icterícia, caracterizada pela coloração amarelada da pele e dos olhos, é um indicativo de que órgãos como rins, fígado e pulmões já estão comprometidos, o que eleva significativamente o risco de complicações.

    ““As primeiras 48 horas de sintomas são decisivas para impedir que a bactéria comprometa órgãos vitais como rins e pulmões. O tratamento eficaz exige antibióticos específicos que só devem ser administrados sob orientação médica, além de necessidade de terapia dialítica. O uso de anti-inflamatórios por conta própria, por exemplo, pode agravar o quadro”, finaliza a Dra. Andrea.

    FONTE: SBT NEWS

  • Após cinco anos de vacinação, covid recua, mas ainda preocupa

    Após cinco anos de vacinação, covid recua, mas ainda preocupa

    Em 2025, foram registradas 1,7 mil mortes após infecção da doença

    A vacinação contra a covid-19, iniciada há 5 anos no Brasil, levou ao fim da pandemia – mas a doença ainda persiste, mesmo que em patamares muito menores. Por isso, especialistas alertam que é essencial manter a imunização entre aqueles que não foram vacinados antes ou que têm risco maior de desenvolver quadros graves da doença.

    A cobertura, no entanto, está longe do ideal: em 2025, de cada 10 doses distribuídas pelo Ministério da Saúde aos estados e municípios, menos de 4 foram utilizadas. Foram, ao todo, 21,9 milhões de vacinas, e apenas 8 milhões aplicadas.

    Dados da plataforma Infogripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que monitora a ocorrência da chamada síndrome respiratória aguda grave (SRAG), mostram as consequências dessa baixa cobertura. Em 2025, pelo menos 10.410 pessoas adoeceram com gravidade após a infecção pelo coronavírus, com cerca de 1,7 mil mortes. Os números se referem apenas aos casos confirmados com teste laboratorial e, como alguns registros são inseridos tardiamente no sistema de vigilância do Ministério da Saúde, os dados de 2025 ainda podem aumentar.

    O coordenador do Infogripe Leonardo Bastos reforça que o coronavírus continua sendo um dos vírus respiratórios mais ameaçadores para a saúde.

    “A covid não foi embora. De tempos em tempos a gente tem surtos e avalia constantemente se esses surtos crescem, se eles podem se transformar em uma epidemia. O que a gente vê hoje de número de casos e mortes ainda é algo absurdo. Mas, como a gente passou por um período surreal na pandemia, o que seria considerado alto, acaba sendo normalizado”, diz.

    A pesquisadora da plataforma,Tatiana Portella complementa que o vírus ainda não demonstrou ter uma sazonalidade, como a influenza, por exemplo, que costuma apresentar aumento de casos no inverno.

    “A gente pode ter uma nova onda a qualquer momento com o surgimento de uma nova variante, que pode ser mais transmissível, infecciosa, e não tem como prever quando que vai surgir essa nova variante. Por isso que é importante que a população sempre esteja em dia com a vacinação”, recomenda. 

    Desde 2024, a vacina contra a covid-19 foi incluída no calendário básico de vacinação de três grupos: crianças, idosos e gestantes. Além disso, pessoas que fazem parte de grupos especiais (confira as informações completas abaixo) devem reforçar a imunização periodicamente. No entanto, cumprir esse calendário tem sido um desafio no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, 2 milhões de doses foram aplicadas no público infantil em 2025, mas a pasta não especificou qual o índice de cobertura atingido com esse total.

    O painel público de vacinação indica que apenas 3,49% do público-alvo menor de 1 ano foi vacinado em 2025. Em nota, o Ministério informou que “os dados atuais subestimam a cobertura real: o painel apresenta apenas a aplicação em crianças menores de um ano, enquanto o público-alvo inclui crianças menores de cinco anos, gestantes e pessoas com 60 anos ou mais” e que “está desenvolvendo a consolidação dos dados por coorte etária”

    Mesmo enquanto o status de emergência sanitária estava em vigor, a cobertura ideal de 90% ficou longe de ser atingida. A vacinação infantil começou em 2022, e até fevereiro de 2024, apenas 55,9% das crianças na faixa etária de 5 a 11 anos, e 23% das que tinham 3 e 4 anos tinham sido vacinadas. 

    Para a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabela Ballalai, a principal causa disso é a baixa percepção de risco.

    “O ser humano é movido pela percepção de risco. O Brasil foi um dos primeiros países que atingiram uma cobertura maior de 80% para toda a população adulta. Mas quando a vacina chegou para as crianças, o cenário era outro, com menos casos, menos mortes e a percepção de risco tinha diminuído. Aí o antivacinismo começa a fazer efeito. Porque as fake news contra a vacina só dão certo quando as pessoas não estão vendo o risco”, argumenta.

    Mas o risco da covid existe e é alto. As crianças com menos de 2 anos são o segundo grupo mais vulnerável às complicações pela covid-19, atrás apenas dos idosos. Segundo dados da plataforma Infogripe, de 2020 a 2025, quase 20,5 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave foram registrados nessa faixa etária, com 801 mortes. Mesmo no ano passado, em que a doença estava teoricamente controlada, foram 55 mortes e 2.440 internações.

    As crianças também podem desenvolver uma complicação rara associada à covid-19 chamada de Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), que provoca a morte em cerca de 7% dos casos. De 2020 a 2023, o Brasil registrou cerca de 2,1 mil casos de SIM-P, com 142 óbitos. Além disso, um estudo com quase 14 milhões de crianças e adolescentes na Inglaterra mostrou também maior incidência de doenças cardiovasculares como miocardite e tromboembolismo após a infecção pela Covid-19. 

    Por outro lado, a eficiência da vacina também foi comprovada. O acompanhamento de 640 crianças e adolescentes vacinados com a coronavac em São Paulo, mostrou que apenas 56 delas foram infectadas pela covid depois da vacinação e nenhuma com gravidade. As vacinas infantis também já se provaram seguras. Em 2022 e 2023, o Brasil aplicou mais de 6 milhões de doses da vacina contra a covid-19 em crianças, com poucas notificações de eventos adversos e a grande maioria leves, segundo o monitoramento do Ministério da Saúde.

    A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações ressalta a importância dos profissionais de saúde para aumentar as coberturas vacinais. Isabela Ballalai defende que é preciso melhorar a formação médica, e que os profissionais já atuantes devem se manter atualizados conforme as melhores evidências da ciência, e recomendar a vacinação às famílias.

    “Infelizmente nós temos médicos renomados, que sempre defenderam as vacinas, agora dizendo que nem todas as vacinas. Por trás disso há muitos interesses, políticos, financeiros, de vários tipos. E entre um médico que você já conhece e alguém que você ainda não conhece, em quem você vai confiar? Mas nós que defendemos as vacinas temos todas as evidências científicas pra provar o que a gente diz”

    Quem deve se vacinar contra a covid-19?

    Bebês:

    – 1ª dose aos 6 meses

    – 2ª dose aos 7 meses

    – 3ª dose aos 9 meses, apenas para as crianças que tiverem recebido a vacina da Pfizer

    Crianças imunocomprometidas:

    – 1ª dose aos 6 meses

    – 2ª dose aos 7 meses

    – 3ª dose aos 9 meses, independente do imunizante

    – Dose de reforço a cada 6 meses

    Crianças indígenas, ribeirinhas, quilombolas ou com comorbidades:

    – Esquema básico semelhante ao das crianças em geral

    – Dose de reforço anual

    Crianças com menos de 5 anos que ainda não foram vacinadas ou que não receberam todas as doses devem completar o esquema básico

    Gestantes:

    – Uma dose a cada gravidez

    Puérperas (até 45 dias após o parto):

    – Uma dose, caso não tenham tomado durante a gravidez

    Idosos, a partir dos 60 anos:

    – Uma dose a cada 6 meses

    Pessoas imunocomprometidas:

    – Uma dose a cada 6 meses

    Pessoas vivendo em instituições de longa permanência, indígenas que vivem ou não em terra indígena, ribeirinhos, quilombolas, trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente, pessoas com comorbidades, pessoas privadas de liberdade, funcionários do sistema de privação de liberdade, pessoas em situação de rua e trabalhadores dos Correios:

    – Uma dose por ano

    Pessoas entre 5 e 59 anos, que não se encaixam nos grupos prioritários mas nunca foram vacinadas contra a covid-19:

    – Uma dose

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Conselho Federal de Enfermagem autoriza enfermeiros a prescrever antibióticos a pacientes

    Conselho Federal de Enfermagem autoriza enfermeiros a prescrever antibióticos a pacientes

    Resolução publicada no Diário Oficial da União atualiza lista e inclui amoxicilina, ampicilina, azitromicina e eritromicina

    O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) publicou nesta quinta-feira (22) uma resolução que autoriza a prescrição de antibióticos por enfermeiros. O documento foi publicado no Diário Oficial da União (DOU).

    Na resolução, o Cofen apresentou uma lista atualizada de medicamentos que podem ser prescritos pelos profissionais da enfermagem. Dentre eles, quatro antibióticos: amoxicilina, ampicilina, azitromicina e eritromicina. Além dos medicamentos presentes na lista, o Cofen destaca que o rol de remédios pode ser ampliado, observando as políticas públicas de saúde e as necessidades epidemiológicas locais.

    “A ampliação pelos serviços de saúde deverá estar fundamentada em evidências científicas e formalmente incorporada a protocolos ou rotinas institucionais aprovadas”, informou.

    Segundo o conselho, “a prescrição medicamentosa deve obedecer rigorosamente aos protocolos institucionais, contemplando o nome do medicamento, sua concentração, forma de apresentação e posologia indicada para o tratamento”, completou.

    No ano passado, o assunto foi muito discutido e virou debate entre o Conselho Federal de Medicina (CFM), o Cofen e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Isso porque houve uma atualização pela Anvisa no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), que passou a incluir o registro profissional de enfermeiros.

    O sistema monitora as movimentações de entrada (compras e transferências) e saída (vendas, transformações, transferências e perdas) de medicamentos comercializados em farmácias e drogarias privadas do país.

    Com essa atualização, a Anvisa reconhecia o registro de enfermagem na prescrição apenas para monitoramento. A autorização para que enfermeiros pudessem prescrever medicamentos como antibióticos dependia de uma resolução do Cofen, como essa publicada nesta quinta-feira.

    Na época, o CFM se posicionou contra a atualização, chegando a solicitar à Anvisa a revogação imediata do ato que autorizava a inclusão do enfermeiro como prescritor de antibióticos. Segundo o conselho, a decisão era vista como um “risco à saúde da população”. Para o CFM, a prescrição de medicamentos é uma “competência privativa do médico”.

    Com a publicação da resolução do Cofen nesta quarta, o SBT News entrou em contato com o Conselho Federal de Medicina, que ainda não se manifestou até a publicação desta reportagem.

    FONTE: SBT NEWS

  • Ministério lança módulo para monitorar saúde de crianças indígenas

    Ministério lança módulo para monitorar saúde de crianças indígenas

    Nova ferramenta da Secretaria Especial de Saúde Indígena permitirá o registro detalhado do desenvolvimento neuropsicomotor e rastreio precoce de doenças em territórios.

    O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), lançou nesta segunda-feira, 19 de janeiro, o módulo de Monitoramento do Desenvolvimento na Infância. A iniciativa visa padronizar e aprofundar a coleta de dados sobre a saúde de crianças nos 34 distritos sanitários indígenas do país.

    Até então, o sistema oficial não possuía uma área específica para o acompanhamento detalhado dos marcos do crescimento infantil. Com a atualização, as equipes multidisciplinares poderão registrar informações estratégicas, como resultados da triagem neonatal, que inclui os testes do pezinho, coraçãozinho e orelhinha.

    A diretora do Departamento de Atenção Primária à Saúde, Putira Sacuena, destacou que a sistematização dos dados permite identificar precocemente riscos e vulnerabilidades. O foco é garantir intervenções oportunas em casos de doenças prevalentes na infância e assegurar um histórico clínico completo para os profissionais de saúde.

    O monitoramento também passará a incluir o rastreio de sinais de risco para o transtorno do espectro autista e a avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor. Além disso, o sistema conta com campos obrigatórios para identificar situações de vulnerabilidade social e possíveis suspeitas de violência contra menores nos territórios atendidos.

    A implementação do novo módulo faz parte de um esforço do governo federal para reduzir as desigualdades no acesso à saúde básica. A Sesai espera que o planejamento de ações se torne mais efetivo ao utilizar dados reais sobre o crescimento e o desenvolvimento das crianças indígenas de todo o Brasil.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL