Categoria: Saúde

  • Ministério da Saúde anuncia vacinação de profissionais contra dengue

    Ministério da Saúde anuncia vacinação de profissionais contra dengue

    A aplicação do imunizante Butantan-DV começa em fevereiro para trabalhadores da atenção primária, utilizando a primeira vacina de dose única do mundo desenvolvida com tecnologia nacional.

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, confirmou neste domingo, 18 de janeiro, que cerca de 1,1 milhão de profissionais de saúde de todo o país serão imunizados contra a dengue a partir de 9 de fevereiro. O público-alvo prioritário nesta etapa inclui médicos, enfermeiros, técnicos e agentes comunitários que atuam na linha de frente das unidades básicas de saúde.

    A vacina utilizada será a Butantan-DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan. O imunizante utiliza a tecnologia de vírus atenuado e é o primeiro no cenário global a oferecer proteção contra os quatro sorotipos da doença com apenas uma aplicação. Estudos clínicos apontam uma eficácia de 91% na redução de casos graves e 100% de proteção contra hospitalizações.

    Para garantir o abastecimento nacional, o Instituto Butantan firmou uma parceria de transferência de tecnologia com a empresa chinesa WuXi Vaccines. A expectativa do governo federal é que essa colaboração amplie a capacidade produtiva em até 30 vezes, possibilitando a entrega de aproximadamente 30 milhões de doses ainda no decorrer de 2026.

    Após a imunização dos profissionais de saúde, o Ministério da Saúde planeja estender a vacinação para a população geral na faixa de 15 a 59 anos, seguindo um cronograma decrescente de idade. Paralelamente, o SUS mantém a oferta da vacina japonesa QDenga para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos em todos os municípios brasileiros.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Auxílio-doença por burnout dispara no Brasil após reconhecimento da síndrome como doença ocupacional

    Auxílio-doença por burnout dispara no Brasil após reconhecimento da síndrome como doença ocupacional

    Mudanças na legislação e maior reconhecimento do nexo com o trabalho ajudam a explicar o avanço dos afastamentos por esgotamento mental

    A concessão de auxílio-doença por transtornos associados ao esgotamento profissional registrou crescimento acelerado no Brasil nos últimos anos. Dados do Ministério da Previdência Social mostram que os benefícios classificados como problemas relacionados à organização do trabalho passaram de 823, em 2021, para 4.880 em 2024. Somente no primeiro semestre de 2025, o número já alcança 3.494 concessões, indicando uma tendência de alta contínua.

    O avanço acompanha alterações normativas que reposicionaram a saúde mental no centro das relações de trabalho. Em 2024, o Ministério do Trabalho e Emprego incluiu a síndrome de burnout no rol de doenças ocupacionais, movimento reforçado pela atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-01). A norma passou a exigir que empresas identifiquem, avaliem e controlem riscos psicossociais, como pressão excessiva por desempenho, jornadas prolongadas e ambientes organizacionais disfuncionais.

    Para a advogada trabalhista Ana Gabriela Burlamaqui, o novo enquadramento jurídico não elimina a análise técnica do INSS, mas reduz a margem de subjetividade na caracterização do adoecimento. “O reconhecimento do burnout como doença ocupacional não dispensa a perícia médica, mas facilita o enquadramento quando há comprovação do nexo causal ou concausal com o trabalho. Nessas hipóteses, o afastamento pode ser equiparado a acidente de trabalho, com repercussões diretas nos direitos do empregado”, explica.

    Na avaliação da advogada trabalhista Elisa Alonso, o crescimento dos afastamentos também reflete uma mudança no comportamento dos trabalhadores e na atuação das empresas. “A legislação passou a tratar a saúde mental de forma objetiva, incorporando a gestão dos riscos psicossociais como obrigação empresarial. Isso influencia tanto o aumento dos benefícios previdenciários quanto a judicialização das relações de trabalho”, afirma.

    O crescimento dos afastamentos por burnout não aponta apenas para mais diagnósticos, mas para a formalização de um novo parâmetro jurídico: o de que o adoecimento psíquico deixou de ser tratado como fragilidade individual e passou a integrar o cálculo institucional do risco do trabalho. Essa mudança desloca o foco da reação ao dano para a estrutura que o produz, com impactos duradouros sobre gestão, fiscalização e responsabilização empresarial.

    Segundo o Ministério da Saúde, a síndrome de burnout se manifesta por um conjunto de sintomas físicos, emocionais e comportamentais. Entre os principais sinais estão o cansaço extremo e persistente, sensação de esgotamento mental, distanciamento afetivo em relação ao trabalho, irritabilidade, dificuldade de concentração, lapsos de memória e queda de desempenho.

    Também podem surgir alterações no sono, dores de cabeça frequentes, problemas gastrointestinais, palpitações, ansiedade e sentimentos de fracasso ou incompetência. O quadro costuma evoluir de forma gradual e está diretamente associado a contextos de trabalho marcados por sobrecarga, pressão constante e falta de apoio organizacional.

    FONTE: SBT NEWS

  • SUS começará a aplicação da vacina contra a dengue a partir do dia 17

    O público-alvo será composto pela população com a faixa etária entre 15 e 59 anos 

    Na luta contra a dengue, o Sistema Único de Saúde (SUS) vai aplicar a vacina produzida pelo Instituto Butantan, de dose única, em três cidades: Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), a partir de 17 de janeiro, e em Botucatu (SP), no dia 18.

    A ideia é avaliar os resultados com a imunização de pelo menos 50% dos moradores desses municípios. O público-alvo será composto pela população com a faixa etária entre 15 e 59 anos.

    “Para essa estratégia, será utilizada uma parte das primeiras 1,3 milhão de doses produzidas pelo Instituto Butantan”, afirmou o Ministério da Saúde, em nota.

    Ampliação

    O primeiro lote também será destinado aos profissionais da atenção primária, que atuam nas unidades básicas de saúde (UBS).

    Segundo o ministério, com o aumento da produção de doses, a partir da parceria de transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines, a estratégia será gradualmente ampliada para todo o país.

    A ideia é começar pela população de 59 anos e avançar até o público de 15 anos, conforme a disponibilidade de doses.

    Atualmente, o SUS oferece a vacina em duas doses (produzida no Japão) para adolescentes de 10 a 14 anos.

    Eficácia

    O Instituto Butantan divulgou, nesta semana, que a vacina poderá ajudar a reduzir a quantidade de vírus em pessoas infectadas pelo patógeno, além de manter eficácia contra os diferentes genótipos do vírus circulantes no Brasil. A conclusão surgiu de uma pesquisa tornada pública pela revista The Lancet Regional Health – Americas.

    Baixas cargas virais provocam, em geral, quadros menos graves. No levantamento, os pesquisadores analisaram amostras de 365 voluntários que tiveram dengue sintomática entre 2016 e 2021 em 14 estados do Brasil.

    O estudo comparou dados dos grupos de vacinados e o de não vacinados.

    Segundo a pesquisa, apesar de algumas pessoas terem sido infectadas após a vacinação, a carga viral nos vacinados foi consideravelmente menor do que em participantes não imunizados.

    Isso, conforme avaliaram os pesquisadores, demonstrou a eficácia da vacina em induzir resposta imune e diminuir a replicação do vírus nas células.

    A vacina da dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan foi aprovada pela Anvisa após análise dos dados de cinco anos de acompanhamento dos 16 mil voluntários participantes do ensaio clínico.

    No público de 12 a 59 anos, faixa etária indicada pela agência reguladora, o imunizante mostrou 74,7% de eficácia geral e 91,6% de eficácia contra dengue grave e com sinais de alarme.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Saúde vai monitorar cenário sanitário na fronteira com a Venezuela

    Saúde vai monitorar cenário sanitário na fronteira com a Venezuela

    Equipes enviadas a Roraima têm experiência em situações de tragédia

    O Ministério da Saúde enviou uma equipe da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) para Roraima, estado que faz fronteira com a Venezuela. O objetivo é avaliar estruturas de saúde, profissionais, vacinas e outros insumos. 

    Em nota, o ministério informou que estrutura um plano de contingência para resposta do SUS a um “possível agravamento da crise internacional e avanço da demanda de migrantes na região fronteiriça” após ataque conduzido pelo governo norte-americano. 

    “Até o momento, o fluxo migratório segue o mesmo na região”, destacou o ministério no comunicado. 

    Ainda segundo a nota, as equipes enviadas a Roraima possuem vasta experiência em situações de tragédia e estão identificando estruturas hospitalares e avaliando a possibilidade de ampliação. 

    Caso haja necessidade, o governo informou que vai montar hospitais de campanha e expandir estruturas existentes com o objetivo de reduzir os impactos no sistema público de saúde brasileiro.

    Na nota, o Ministério da Saúde se coloca à disposição da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para ajuda humanitária, citando apoio por meio do fornecimento de medicamentos e insumos para diálise, visto que o principal centro de distribuição da cidade de La Guaira, na Venezuela, ficou destruído após um ataque.

    “O Ministério da Saúde reafirma o papel do SUS como referência internacional ao garantir assistência médica integral a todas as pessoas em solo nacional. Para imigrantes em cidades de fronteira, esse direito é assegurado, independentemente do status migratório ou nacionalidade”, concluiu o comunicado. 

    Entenda 

    No sábado (3), diversas explosões foram registradas em bairros da capital venezuelana, Caracas. Em meio ao ataque militar, orquestrado pelos Estados Unidos, o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças de elite dos EUA e levados para Nova York. 

    O ataque marca um novo episódio de intervenções diretas norte-americanas na América Latina. A última vez que os Estados Unidos invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.

    Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano chamado De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência do cartel.

    O governo do presidente Donald Trump oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que culminassem na prisão de Maduro.

    Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Saúde lança versão atualizada da Caderneta da Pessoa Idosa

    Saúde lança versão atualizada da Caderneta da Pessoa Idosa

    Foram incluídas informações sobre saúde mental e prevenção à violência

    O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (2) uma versão atualizada da Caderneta da Pessoa Idosa. Segundo a pasta, o documento passa a incluir informações sobre saúde mental, prevenção de violência, cuidados paliativos e seguridade social.

    O material pode ser acessado em versão digital no site do ministério. A previsão é que, ainda neste ano, o documento esteja disponível também no aplicativo Meu SUS Digital. Além disso, uma versão física da caderneta será distribuída para todo o país.

    Em nota, a pasta informou que o material foi reestruturado para se tornar “mais acessível, acolhedor e robusto, funcionando como um elo entre a pessoa idosa, seus familiares e as equipes de saúde”.

    “Além de organizar o histórico clínico, o material agora incorpora novos elementos que levam em consideração a diversidade e a realidade social dos mais de 32 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais”, destacou o ministério.

    Mudanças

    Dentre as novidades incluídas na atualização está o Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional, que permite avaliação das condições de fragilidade e necessidades específicas de cada pessoa.

    O documento também apresenta conteúdos em fontes maiores e utiliza ilustrações e QR codes para direcionar o usuário e os profissionais a conteúdos complementares de educação em saúde.

    Entenda

    A Caderneta da Pessoa Idosa é um instrumento direcionado tanto para o cidadão quanto para profissionais de saúde, onde são organizados registros de consultas, vacinas, medicamentos e resultados de exames. Também podem ser acessadas informações sobre os direitos da pessoa idosa, alimentação saudável, serviços e telefones úteis.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Ministério da Saúde intensifica vigilância do vírus da Influenza

    Ministério da Saúde intensifica vigilância do vírus da Influenza

    Foram identificados quatro casos do subclado K no Brasil

    Em resposta ao alerta epidemiológico emitido pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), que aponta aumento de casos e de internações por gripe em países do hemisfério norte associados ao vírus da Influenza A (H3N2), incluindo países da Europa e da Ásia, o Ministério da Saúde intensificou as ações de vigilância do vírus da gripe, em especial ao subclado K, que tem sido mais frequente nos Estados Unidos e Canadá.

    De acordo com o Ministério da Saúde, foram identificados até agora quatro casos no Brsail do subclado K, também chamado de vírus K: um importado, no Pará, associado a viagem internacional, e três no Mato Grosso do Sul, que seguem em investigação para confirmação da origem.

    A vigilância da influenza é feita a partir do monitoramento de casos de síndrome gripal e de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). As ações incluem identificação e diagnóstico precoces, investigação e notificação imediata de eventos respiratórios incomuns, além do fortalecimento das medidas de prevenção e do acesso a vacinas e antivirais para grupos de risco.

    “As vacinas disponibilizadas pelo SUS protegem contra formas graves da gripe, inclusive as causadas pelo subclado K. Os grupos mais vulneráveis ao vírus são os mesmos já contemplados como prioritários na campanha de vacinação. A hesitação vacinal, cenário observado em países da América do Norte, contribui para a maior circulação do vírus, especialmente em contextos de baixa adesão à imunização”, informa o Ministério. 

    Além da imunização, o SUS oferece gratuitamente antiviral específico para o tratamento da gripe, indicado principalmente para os públicos prioritários, como estratégia complementar para reduzir o risco de agravamento dos casos. Aderir à  vacinação é a principal forma de prevenir casos graves e reduzir hospitalizações.

    Subclado K

    Até o momento, não há evidências de que essa variante esteja relacionada à maior gravidade dos casos. O que se observa é uma circulação mais intensa e antecipada em relação ao padrão esperado no hemisfério norte, o que resulta, consequentemente, em um aumento do número de internações.

    Os sintomas são os já conhecidos da doença, como febre, dor no corpo, tosse e cansaço, com atenção para sinais de agravamento, como falta de ar e piora rápida do quadro.

    A vacinação ofertada anualmente em todo o país é a principal forma de evitar casos graves e hospitalizações. Também são recomendadas medidas como o uso de máscara por pessoas com sintomas, higienização das mãos e ventilação adequada dos ambientes.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Lula sanciona lei que garante mamografia anual pelo SUS a partir dos 40 anos

    Lula sanciona lei que garante mamografia anual pelo SUS a partir dos 40 anos

    Nova regra amplia acesso ao exame e antecipa rastreamento do câncer de mama em relação às diretrizes atuais do Ministério da Saúde

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta sexta-feira (19), o projeto de lei que garante a realização anual de mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para todas as mulheres a partir dos 40 anos.

    Com o novo texto, o rastreamento por mamografia passa a ser anual e obrigatório para mulheres a partir dessa faixa etária, independentemente de histórico familiar ou outros fatores de risco.

    projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados em outubro, na forma de um substitutivo apresentado pelo deputado Adail Filho (Republicanos-AM). Em seguida, o texto voltou ao Senado, onde obteve aprovação definitiva em novembro.

    Qual era a regra antes da nova lei?

    Até agora, o Ministério da Saúde recomendava a mamografia a cada dois anos, para mulheres entre 50 e 69 anos e antes dos 50 anos, o exame pelo SUS era indicado apenas em situações específicas, como histórico familiar de câncer hereditário ou investigação de alterações já identificadas nas mamas.

    Com a nova legislação, o exame passa a ser ofertado anualmente a partir dos 40 anos, ampliando a cobertura do SUS.

    O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres brasileiras e a principal causa de morte por neoplasia feminina, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

    A detecção precoce é considerada o fator mais determinante para o sucesso do tratamento e para a redução da mortalidade.

    FONTE: SBT NEWS

  • SUS receberá de 300 mil doses da vacina contra dengue na próxima semana

    SUS receberá de 300 mil doses da vacina contra dengue na próxima semana

    Primeira vacina do mundo em dose única contra a dengue, produzida no Brasil, será ofertada exclusivamente pelo SUS a partir de 2026

    O Instituto Butantan e o Ministério da Saúde assinaram nesta sexta-feira (19) um contrato para a entrega de 300 mil doses da vacina contra a dengue ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) já na próxima semana.

    O imunizante produzido pelo instituto, chamado Butantan-DV, é o primeiro do mundo em dose única, com produção 100% nacional. Segundo a pasta, 1,3 milhão de doses devem ser disponibilizadas até o fim de janeiro de 2026.

    As primeiras doses serão destinadas prioritariamente aos profissionais do SUS que atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Estão inclusos agentes comunitários de saúde, agentes de combate às endemias, enfermeiros e técnicos de enfermagem e médicos que realizam visitas domiciliares.

    A estratégia de vacinação desse público, conforme informado pelo ministério no início do mês, deve começar no fim de janeiro.

    O que diferencia a vacina Butantan-DV?

    A Butantan-DV é a primeira vacina do mundo em dose única contra a dengue e é capaz de proteger contra os quatro sorotipos do vírus. Por ter esquema vacinal simples, o imunizante facilita a adesão e amplia a proteção da população em menos tempo.

    O registro para produção foi concedido pela Anvisa em 8 de dezembro, e a assinatura do contrato é considerada um marco para a saúde pública brasileira.

    Conforme a Anvisa, a vacina possui eficácia de 74,7% contra dengue sintomática em pessoas de 12 a 59 anos e 89% de proteção contra formas graves da doença.

    Investimentos

    Com o acordo, serão investidos R$ 368 milhões para o fornecimento inicial de 3,9 milhões de doses à rede pública de saúde.

    O desenvolvimento da vacina contou com R$ 130 milhões do BNDES, aportes contínuos do Ministério da Saúde, que investe mais de R$ 10 bilhões por ano no fortalecimento de laboratórios públicos.

    Com a vacina da dengue e parcerias internacionais, como com a China, esse investimento pode chegar a R$ 15 bilhões.

    Estratégia-piloto em municípios

    Com a chegada das doses, o Ministério da Saúde também vai adotar uma estratégia de avaliação do impacto do imunizante. Para isso, será realizada uma ação de aceleração da vacinação em municípios-piloto, como Botucatu (SP) e Maranguape (CE).

    Nessas cidades, o público-alvo será formado por adolescentes e adultos de 15 a 59 anos. Nova Lima (MG) também poderá integrar a estratégia.

    FONTE: SBT NEWS

  • SUS faz mutirão com 61 mil cirurgias e exames neste fim de semana

    SUS faz mutirão com 61 mil cirurgias e exames neste fim de semana

    Ação envolve 188 hospitais e busca reduzir a fila reprimida

    O Ministério da Saúde fará, neste sábado (13) e domingo (14), um mutirão com 61,6 mil cirurgias e exames pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Deste número, 11,5 mil são cirurgias eletivas. Todos os estados e o Distrito Federal serão contemplados. 

    A mobilização nacional reunirá 188 hospitais — entre Santas Casas, unidades filantrópicas, hospitais universitários da Rede Ebserh e institutos federais.

    Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a ação marca um esforço inédito do governo federal para acelerar o acesso à atenção especializada.

    “Neste sábado e domingo, vamos realizar o maior mutirão da história do Sistema Único de Saúde. Pela primeira vez, além dos hospitais universitários, as Santas Casas, hospitais filantrópicos e instituições privadas que atendem pelo ‘Agora Tem Especialistas’ participarão de um esforço nacional conjunto”, disse o ministro.

    O mutirão busca reduzir a fila reprimida de cirurgias em áreas como gastroenterologia, urologia, ortopedia, cardiologia e plásticas reparadoras, além de ofertar consultas especializadas e exames como ultrassonografias, tomografias, ressonâncias e endoscopias. O atendimento é voltado a pacientes previamente agendados no SUS.

    As Santas Casas terão participação decisiva: 134 unidades filantrópicas devem realizar mais de 9 mil cirurgias em 19 estados. Entre os procedimentos programados estão bariátrica por videolaparoscopia, hernioplastias, plástica abdominal, colecistostomia e vasectomia.

    Também integram o mutirão hospitais federais do Rio de Janeiro, como o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), o Instituto de Cardiologia (INC) e unidades como os Hospitais da Lagoa, Andaraí, Ipanema, Bonsucesso, Cardoso Fontes e dos Servidores.

    O mutirão faz parte do programa Agora Tem Especialistas, que tem como meta qualificar e acelerar o acesso a consultas, exames e cirurgias no SUS. Além das ações concentradas, o programa inclui carretas de saúde da mulher, oftalmologia e diagnóstico por imagem; ampliação de horários de atendimento; formação e provimento de especialistas; e parcerias com hospitais privados para atendimento gratuito mediante abatimento de dívidas com a União.

    Os 45 hospitais universitários da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) promovem a terceira edição do Mutirão no Dia E – Ebserh em Ação. Ao lado dos institutos e hospitais federais, a rede deverá realizar 2,2 mil cirurgias, 9,2 mil consultas e 40,7 mil exames.

    As duas primeiras edições do Dia E, realizadas em julho e setembro, somaram mais de 46,7 mil procedimentos.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Vacinação reduz internações por doenças causadas pelo HPV, diz estudo

    Vacinação reduz internações por doenças causadas pelo HPV, diz estudo

    Dados apontam redução de até 66% em lesões pré-cancerosas

    Mais uma evidência dos benefícios da vacina contra o Papilomavírus Humano (HPV) foi identificada durante  pesquisa. Após a implementação da vacina contra o HPV no Sistema Único de Saúde, em 2014, houve uma queda expressiva nas internações por duas doenças causadas pelo vírus: as verrugas anogenitais e a neoplasia intraepitelial cervical, doença precursora do câncer de colo de útero. 

    O estudo analisou a taxa de hospitalizações de adolescentes e jovens – com idades de 15 a 19 anos – e comparou os dados do período pré-vacinal com o período após a introdução da vacina, utilizando os registros do Sistema de Informações Hospitalares.

    No caso de meninas, houve uma diminuição de 66% nas internações por neoplasia intraepitelial cervical de alto grau; e de 77% nas hospitalizações por verrugas anogenitais, quando comparados os números de 2014 e 2019. 

    Como os meninos só começaram a ser vacinados em 2017, a comparação foi feita entre este ano e 2019, mas também mostrou queda de 50,9% nas hospitalizações por verrugas anogenitais.

    A pesquisa foi realizada pela empresa farmacêutica MSD e os resultados publicados na revista Human Vaccines and Immunotherapeutics.

    Segundo Cintia Parellada, diretora executiva de Pesquisa de Dados de Mundo Real Latam da MSD e líder do estudo, a redução das doenças causadas pelo HPV por causa da vacinação é um marco histórico na saúde pública, mas, “para eliminar os cânceres causados pelo vírus, além de manter a cobertura vacinal alta, também é necessário ampliar o rastreamento e garantir tratamento adequado para todos os estágios da doença”.

    Outra pesquisa recente – realizada pela Fundação Oswaldo Cruz – havia detectado redução de 58% nos casos de câncer de colo de útero.

    O HPV também pode causar outros tipos de câncer, como os de vulva, vagina, pênis, ânus e orofaringe. 

    Cobertura vacinal 

    A vacina contra o HPV é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o público-alvo, crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, e também pessoas com HIV, transplantadas e com câncer, usuários de PrEP (Profilaxia Pré-Exposição ao HIV) e pessoas com papilomatose respiratória recorrente. Desde 2024, a aplicação da vacina passou a ser em dose única, substituindo o modelo de duas doses. 

    Os números – atualizados em 2024 – mostram que, para as meninas, a adesão à vacina é de 82,83% e para os meninos, é de 67%, o que coloca o Brasil muito acima da média global de 12% medida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Entretanto, a cobertura ainda está abaixo da meta de 90%.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL