Categoria: Saúde

  • Fiocruz alerta para avanço da influenza A e aumento de casos de SRAG no Brasil

    Fiocruz alerta para avanço da influenza A e aumento de casos de SRAG no Brasil

    Novo Boletim InfoGripe aponta crescimento do vírus respiratório em quatro regiões do país; pesquisadores reforçam importância da vacinação iniciada em março.

    O Brasil enfrenta um aumento sustentado nos casos de influenza A, conforme os dados da última edição do Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quarta-feira, 1º de abril. O relatório indica que a maioria dos estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste está em situação de alerta para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O cenário é classificado como de risco ou alto risco, com sinais claros de crescimento na transmissão de vírus que podem levar a complicações graves e óbitos.

    De acordo com o levantamento referente à última semana epidemiológica de março, a influenza A responde por 27,4% dos casos positivos de SRAG no país. No entanto, o impacto do vírus é ainda mais severo nas estatísticas de mortalidade, representando 36,9% dos óbitos registrados no período. Além da gripe, outros agentes infecciosos como o rinovírus (45,3% dos casos) e o vírus sincicial respiratório (VSR) continuam circulando intensamente, exigindo atenção redobrada das autoridades sanitárias e da população.

    Diante da escalada dos índices, os pesquisadores da Fiocruz destacam que a imunização é a ferramenta mais eficaz para conter o avanço da doença. A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, iniciada no último sábado, 28 de março, segue disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) até o dia 30 de maio. O foco principal são os grupos prioritários, como idosos, crianças, gestantes e profissionais das áreas de saúde e educação, que possuem maior vulnerabilidade a quadros clínicos complexos.

    Além da vacina, a Fiocruz recomenda a retomada de medidas preventivas clássicas, especialmente nos estados onde a SRAG está em evolução. O uso de máscaras de alta proteção (PFF2 ou N95) em locais fechados ou com aglomeração, a higienização frequente das mãos e o isolamento em caso de sintomas gripais são orientações fundamentais. Para as gestantes a partir da 28ª semana, a recomendação específica é a vacinação contra o VSR, garantindo que os bebês já nasçam com proteção contra um dos principais causadores de internações infantis.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Dia D de vacinação: Brasil inicia campanha contra a gripe neste sábado (28)

    Dia D de vacinação: Brasil inicia campanha contra a gripe neste sábado (28)

    Imunização vai até maio e busca grupos prioritários; a cidade do Rio de Janeiro antecipou a campanha e já tem doses disponíveis para a população

    A campanha de vacinação contra a gripe começa oficialmente no país neste sábado (28), com o Dia D de mobilização em vários estados. A estratégia nacional segue até 30 de maio e é voltada, inicialmente, aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde.

    A vacinação é considerada a principal forma de prevenção contra a influenza e ajuda a reduzir casos graves, internações e mortes, especialmente no período de maior circulação do vírus. No Brasil, a circulação varia ao longo do ano por causa das diferenças climáticas e regionais.

    Dados recentes mostram por que a campanha da vacinação é tão importante. Em São Paulo, até a última sexta-feira (20), foram registrados 5.801 casos de síndrome respiratória aguda grave por influenza, com 401 mortes.

    No Rio de Janeiro, em 2025, foram 1.036 casos e 144 mortes. A cidade do Rio antecipou a campanha e o imunizante já está disponível desde terça-feira (24) nas salas de vacinação do município.

    A vacina faz parte do calendário nacional para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos com 60 anos ou mais e gestantes. Outros grupos também fazem parte da campanha, que envolve estados e municípios para ampliar o acesso à imunização.

    A imunização é anual e, na maioria dos casos, feita em dose única. Crianças menores de 9 anos que serão vacinadas pela primeira vez devem receber duas doses, com intervalo de 30 dias.

    Entre os grupos prioritários estão:

    • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos
    • Gestantes e puérperas
    • Idosos com 60 anos ou mais
    • Povos indígenas e quilombolas
    • Pessoas em situação de rua
    • Trabalhadores da saúde e professores
    • Profissionais das forças de segurança e das Forças Armadas
    • Pessoas com deficiência permanente
    • Caminhoneiros e trabalhadores do transporte coletivo
    • Trabalhadores portuários e dos correios
    • População privada de liberdade e jovens em medidas socioeducativas
    • Pessoas com doenças crônicas ou outras condições clínicas
    • A campanha mobiliza estados em todo o país neste sábado.

    FONTE: SBT NEWS

  • Ministério da Saúde realiza mutirão nacional para atendimento feminino

    Ministério da Saúde realiza mutirão nacional para atendimento feminino

    Ação inédita ocorre neste sábado e domingo em centenas de hospitais; iniciativa inclui cirurgias agendadas, exames de alta complexidade e transporte gratuito.

    O Ministério da Saúde promove, neste final de semana (21 e 22), um mutirão nacional exclusivo para o atendimento de mulheres em todas as regiões do país. A mobilização envolve hospitais públicos, filantrópicos e universitários, com o objetivo de agilizar a realização de procedimentos que já estavam agendados pelas centrais de regulação municipais. A iniciativa abrange desde exames de diagnóstico precoce, como ressonâncias e tomografias, até cirurgias ginecológicas e gerais, incluindo reconstruções mamárias, histerectomias e retirada de tumores.

    As instituições mobilizadas somam um esforço robusto que inclui 45 hospitais universitários federais e institutos de referência como o INCA, o Into e o INC. Além dos procedimentos cirúrgicos, o mutirão oferecerá a pacientes do SUS cerca de 3,8 mil implantes de Implanon, um método contraceptivo subdérmico de alta eficácia com duração de três anos. A ação é voltada a todos os ciclos de vida, atendendo desde crianças e adolescentes até idosas que aguardavam na fila de espera por procedimentos especializados.

    Para garantir o acesso das pacientes, o governo federal estabeleceu uma parceria com o aplicativo de mobilidade 99, oferecendo transporte gratuito para 36 mil mulheres em 40 cidades, sendo 21 capitais. Foram disponibilizados 73 mil vouchers de deslocamento, com valor de até R$ 150 cada, distribuídos pelas secretarias locais de saúde. A logística também contempla mulheres indígenas moradoras de áreas remotas, com a organização de hospedagem e transporte para centros urbanos de referência em estados como Roraima, Amazonas e Mato Grosso do Sul.

    O Ministério da Saúde reforça que o mutirão é uma estratégia para reduzir as filas acumuladas e garantir um atendimento humanizado e resolutivo. As Casas de Apoio à Saúde Indígena (Casais) foram estruturadas para receber as pacientes de territórios de difícil acesso, permitindo que os hospitais universitários próximos ofereçam respostas rápidas às demandas de saúde dessa população. A expectativa é que a concentração de esforços nestes dois dias gere um impacto significativo nos indicadores de assistência feminina em todo o território nacional.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Brasil registra 149 casos de mpox em 2026; São Paulo concentra dois terços das infecções

    Brasil registra 149 casos de mpox em 2026; São Paulo concentra dois terços das infecções

    São 140 confirmações laboratoriais e nove casos prováveis; doença já foi registrada em 13 Estados e no Distrito Federal

    O Brasil já soma 149 casos registrados de mpox — entre confirmações laboratoriais e infecções consideradas prováveis — nos primeiros meses de 2026, segundo dados do painel de monitoramento do Ministério da Saúde.

    Desse total, 140 diagnósticos foram confirmados por exames laboratoriais, enquanto outros nove permanecem em investigação. Os registros já alcançam 13 Estados e o Distrito Federal, o que mantém autoridades sanitárias em alerta para reforço da vigilância epidemiológica e das ações de prevenção.

    São Paulo concentra a maior parte das ocorrências no país. O estado registra 93 casos confirmados, cerca de 66% do total nacional. Na sequência aparecem Rio de Janeiro, com 18 registros, e Roraima, com 11.

    A distribuição atual dos casos por região é a seguinte:

    • Sudeste: São Paulo (93), Rio de Janeiro (18) e Minas Gerais (11)
    • Norte: Roraima (11) e Pará (1).
    • Sul: Rio Grande do Sul (3), Paraná (2) e Santa Catarina (3).
    • Nordeste: Rio Grande do Norte (3), Sergipe (1) e Ceará (1).
    • Centro-Oeste: Goiás (1) e Distrito Federal (1).

    Além das infecções já contabilizadas, o sistema de vigilância em saúde acompanha mais de 570 notificações suspeitas da doença em todo o país.

    FONTE: SBT NEWS

  • Ministério da Saúde confirma 140 casos de Mpox no Brasil em 2026

    Ministério da Saúde confirma 140 casos de Mpox no Brasil em 2026

    São Paulo lidera o número de registros com 93 confirmações; Rondônia aparece em terceiro lugar com 11 casos da doença.

    O Ministério da Saúde atualizou, nesta segunda-feira (9), o cenário epidemiológico da Mpox no país, revelando que o total de casos confirmados chegou a 140 desde o início de janeiro. Embora o número de casos suspeitos em investigação seja expressivo, somando 539 notificações, não houve o registro de óbitos decorrentes da enfermidade neste ano. A distribuição mensal mostra uma estabilidade entre janeiro (68 casos) e fevereiro (70 casos), com as primeiras 11 confirmações registradas nos primeiros dias de março.

    No recorte regional, o estado de São Paulo concentra a maioria absoluta das ocorrências, com 93 pacientes diagnosticados. O Rio de Janeiro ocupa a segunda posição com 18 registros, seguido por Rondônia, que contabiliza 11 casos confirmados. As autoridades de saúde monitoram ainda 9 casos classificados como prováveis, reforçando a necessidade de vigilância contínua para evitar surtos localizados.

    Sintomas e formas de transmissão

    A Mpox é uma zoonose viral cujos sintomas costumam ser menos letais que os da varíola humana tradicional, mas exigem cuidado imediato. O quadro clínico geralmente apresenta:

    Erupções cutâneas: Feridas ou lesões na pele que podem ser dolorosas.

    Linfonodos inchados: Surgimento de ínguas pelo corpo.

    Sintomas gripais: Febre, calafrios, dor de cabeça e dores musculares intensas.

    A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com fluidos corporais, lesões na pele ou materiais contaminados de pessoas infectadas. O contato com animais silvestres portadores do vírus também é uma via de contágio documentada.

    Orientações à população

    O Ministério da Saúde recomenda que qualquer pessoa que apresente lesões suspeitas ou sintomas compatíveis procure imediatamente uma unidade de saúde para diagnóstico. A principal medida preventiva após a suspeita é o isolamento, evitando o contato próximo com outras pessoas para interromper a cadeia de transmissão do vírus.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Rondônia confirma novos casos de mpox; total de infectados sobe para seis

    Rondônia confirma novos casos de mpox; total de infectados sobe para seis

    A confirmação foi divulgada por fontes oficiais da saúde estadual nas últimas 24 horas.

    O Estado de Rondônia confirmou dois novos casos de mpox nesta semana, elevando o total de infectados para seis pacientes diagnosticados com a doença no território rondoniense. A confirmação foi divulgada por fontes oficiais da saúde estadual nas últimas 24 horas.

    O mpox, vírus semelhante ao da varíola, tem causado preocupação em autoridades de saúde local devido à facilidade de transmissão por contato próximo e sintomas que incluem febre, dores, e lesões na pele. As secretarias de saúde têm reforçado orientações preventivas à população e ampliado a vigilância nos municípios onde novos casos surgiram.

    As autoridades estaduais reforçam que o diagnóstico precoce e o isolamento dos casos suspeitos continuam sendo as medidas principais para conter a disseminação do vírus. Equipamentos de vigilância epidemiológica e unidades de saúde estão em alerta para orientar a população sobre como identificar sinais e buscar atendimento adequado.

    O crescimento do número de casos em Rondônia ocorre em um momento em que outras regiões do Brasil também registram surtos, o que tem levado especialistas a recomendar atenção redobrada especialmente em grandes centros urbanos e em grupos de maior risco.

    FONTE: JH NOTICIAS

  • Brasil se aproxima da marca de 90 casos confirmados de MPOX

    Brasil se aproxima da marca de 90 casos confirmados de MPOX

    O Brasil tem 88 casos confirmados de mpox e outros 171 casos suspeitos, segundo dados do painel epidemiológico do Ministério da Saúde. A última atualização, realizada nesta terça-feira, 24, inclui episódios confirmados em Minas Gerais (3) e no Paraná (1). Até o momento, não há nenhum óbito relacionado à doença.

    A maior concentração de casos constatados está no Estado de São Paulo, com 63 registros. Na sequência, vem o Rio de Janeiro, com 15. Em todo o ano de 2025, foram contabilizados 1.045 casos confirmados e três óbitos.

    A doença

    A mpox, também conhecida como varíola dos macacos, é causada pelo vírus MPXV, e a transmissão ocorre por contato com pessoas infectadas (via abraços, beijos, relações sexuais ou lesões cutâneas) ou materiais contaminados pelo microrganismo, como roupas e talheres. O período de incubação, segundo o ministério, pode variar de três a 21 dias.

    Os principais sintomas são erupções cutâneas ou lesões de pele, linfonodos inchados, febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e fraqueza. Os sinais geralmente duram de duas a quatro semanas. O recomendado é que, ao apresentar sintomas, o indivíduo busque ajuda médica.

    Em casos em que o contato com pessoas infectadas seja necessário, a pasta recomenda o uso de luvas e máscaras como medida de prevenção.

    Também são recomendadas medidas como a lavagem frequente das mãos com água e sabão, o uso de álcool em gel e a limpeza regular de roupas, lençóis e toalhas. Além disso, é importante higienizar e desinfetar superfícies e garantir o descarte adequado de resíduos contaminados.

    Vacinação

    No Brasil, a vacinação contra mpox foi iniciada em 2023, após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberar o uso provisório de um imunizante conhecido como Jynneos ou Imvanex, produzido pela farmacêutica Bavarian Nordic.

    Os imunizantes devem ser aplicados em duas doses, com um intervalo de quatro semanas entre elas. Eles são destinados a grupos específicos:

    Pré-exposição: pessoas entre 18 e 49 anos que vivem com HIV/Aids e profissionais que atuam diretamente em contato com o vírus em laboratórios. Caso haja vacina disponível na rede, a imunização pode ser indicada também para indivíduos em situação de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP). Nesses casos, a orientação é que a aplicação da vacina seja feita com um intervalo de 30 dias entre qualquer imunizante previamente administrado.

    Pós-exposição: pessoas com mais de 18 anos que foram expostas ao vírus mpox por contato direto ou indireto com fluidos e secreções de uma pessoa contaminada, o que pode acontecer pelo toque na pele ou mucosa; por relações sexuais; pela inalação de gotículas em ambientes fechados de convívio comum; pelo compartilhamento de objetos, especialmente os perfurocortantes. Nesses casos, a recomendação é que a vacina seja administrada em até quatro dias após a exposição. Apenas em situações excepcionais a imunização pode ser realizada em até 14 dias, mas com redução da sua efetividade.

    A estratégia de vacinar somente esses públicos se deve à limitação de produção e acesso aos imunizantes.

    FONTE: ESTADÃO CONTEÚDO –  AGÊNCIA ESTADO

  • Risco  de novo surto de Mpox não é descartado no Brasil, casos são registrados nos estados

    Risco de novo surto de Mpox não é descartado no Brasil, casos são registrados nos estados

    Casos estão sob monitoramento; especialista afirma que não há indicação de pandemia, mas alerta para prevenção

    A mpox voltou ao noticiário após novos registros da doença em estados brasileiros. Em 2024, o país contabilizou 2.022 casos, segundo o Ministério da Saúde. Em 2025, foram 1.047 notificações. Agora, em 2026, o Painel Mpox da pasta registra 46 casos oficiais.

    A circulação do vírus, somada ao período de grandes eventos como o Carnaval, que reúne turistas e provoca aglomerações por todo o país, reacende uma pergunta recorrente: há risco de uma nova epidemia de mpox no Brasil?

    Para o virologista e professor da USP Paulo Brandão, que falou com exclusividade ao SBT News, o cenário exige atenção, mas não aponta para uma crise sanitária.

    Embora possam ocorrer aumentos pontuais de casos, especialmente em períodos de maior interação social, ele afirma que a mpox não apresenta, neste momento, características de uma doença com potencial pandêmico.

    Ainda assim, autoridades de saúde reforçam a importância do diagnóstico precoce, do isolamento de casos suspeitos e da vacinação dos grupos prioritários.

    O que é mpox e como ocorre a transmissão

    A mpox é causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus, da família Poxviridae. É uma doença zoonótica (ou seja, pode ser transmitida de animais para humanos), principalmente por roedores silvestres infectados.

    Hoje, porém, a principal forma de transmissão ocorre entre pessoas. Segundo o Ministério da Saúde, o contágio acontece principalmente por:

    • contato direto com lesões na pele
    • contato com fluidos corporais, como pus e sangue das feridas
    • secreções respiratórias em situações de contato próximo e prolongado

    Também é possível a infecção por meio de objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis.

    “A mpox não é um vírus de transmissão aérea ampla, como a covid-19. Ela exige contato próximo, direto, geralmente pele a pele. Isso muda bastante a dinâmica de disseminação”, explica o virologista.

    Sintomas, diagnóstico e tratamento

    Os sintomas costumam aparecer entre três e 16 dias após o contato com o vírus e podem chegar a 21 dias. As lesões na pele geralmente surgem poucos dias depois da febre, mas podem aparecer antes.

    Os sinais mais comuns são:

    • erupções ou lesões na pele
    • febre
    • ínguas (linfonodos inchados)
    • dor de cabeça
    • dores no corpo
    • calafrios
    • fraqueza

    As lesões evoluem de manchas para bolhas com líquido e depois formam crostas, que caem à medida que a pele cicatriza. A transmissão do vírus pode ocorrer desde o início dos sintomas até que todas as lesões estejam completamente cicatrizadas.

    O diagnóstico é feito por exame laboratorial, a partir da secreção ou das crostas das lesões.

    Não há, até o momento, um medicamento específico amplamente disponível para tratar a Mpox. O atendimento é voltado para aliviar os sintomas.

    “Existem alguns antivirais, mas não há consistência sobre a eficiência para uso amplo. O que se trata são os sintomas, sobretudo as lesões de pele. Então o tratamento é sintomático”, afirma Brandão.

    Na maioria dos casos, a doença evolui de forma leve a moderada e dura entre duas e quatro semanas.

    Há risco de pandemia?

    Para o professor da USP, não há risco concreto de pandemia neste momento. Isso não impede, porém, a ocorrência de surtos localizados, especialmente em períodos de grande circulação de pessoas.

    “O Carnaval certamente pode impactar. Os vírus gostam de pessoas perto de pessoas. Esse aumento da interação pode favorecer a transmissão e gerar picos regionais de casos”, afirma.

    Segundo ele, o principal fator de risco está no contato direto e próximo entre pessoas, o que exige atenção redobrada em ambientes com aglomeração.

    Brandão também chama atenção para a possibilidade de casos importados, com linhagens diferentes do vírus trazidas por turistas de outros países. Ainda assim, reforça que o cenário atual não aponta para uma emergência sanitária de grandes proporções.

    Sobre a possibilidade de reinfecção, ele diz que pode haver, seja pela mesma cepa ou por uma outra.

    Vacinação contra o Mpox

    A vacinação, segundo o Ministério da Saúde, é direcionada a grupos com maior risco de desenvolver formas graves da doença.

    Podem se vacinar:

    • pessoas vivendo com HIV/aids com imunossupressão (CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses), especialmente homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais com 18 anos ou mais
    • profissionais de laboratório que trabalham diretamente com Orthopoxvírus
    • pessoas que tiveram contato de médio ou alto risco com casos suspeitos ou confirmados, após avaliação da vigilância em saúde

    Especialistas reforçam que qualquer pessoa exposta ao vírus pode se infectar. Quem apresentar sintomas deve procurar uma unidade de saúde, informar possível contato com casos suspeitos ou confirmados e evitar contato próximo com outras pessoas até receber orientação médica.

    FONTE: SBT NEWS

  • Rondônia registra 4 casos da Mpox, doença transmissível que preocupa o País

    Rondônia registra 4 casos da Mpox, doença transmissível que preocupa o País

    Quatro casos de Mpox foram confirmados em Porto Velho, segundo nota oficial divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia (Sesau).

    Ao todo, foram registradas seis notificações de infecção pelo vírus na capital. Desse total, quatro foram confirmadas e duas descartadas.

    Os atendimentos ocorreram no Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron). Conforme a Sesau, os pacientes passaram por avaliação clínica, receberam orientações e permanecem em isolamento.

    A secretaria informou ainda que houve a notificação de um caso suspeito no Hospital Infantil Cosme e Damião, que posteriormente foi descartado após confirmação de diagnóstico de varicela.

    Viral

    Segundo o Ministério da Saúde, a Mpox é causada pelo mpox vírus (MPXV) do gênero Orthopoxvirus e família Poxviridae. Trata-se de uma doença zoonótica viral, em que sua transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com: Pessoa infectada pelo mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, e animais silvestres (roedores) infectados. Os sintomas são erupções cutâneas ou lesões na pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio e fraqueza.

    Ainda segundo o MS, o intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas da mpox (período de incubação) é tipicamente de 3 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias. Após a manifestação de sintomas como erupções na pele, o período em que as crostas desaparecem, a pessoa doente deixa de transmitir o vírus a outras pessoas. As erupções na pele geralmente começam dentro de um a três dias após o início da febre, mas às vezes, podem aparecer antes da febre.

    As lesões podem ser planas ou levemente elevadas, preenchidas com líquido claro ou amarelado, podendo formar crostas, que secam e caem. O número de lesões em uma pessoa pode variar de algumas a milhares de lesões. As erupções tendem a se concentrar no rosto, na palma das mãos e planta dos pés, mas podem ocorrer em qualquer parte do corpo, inclusive na boca, olhos, órgãos genitais e no ânus.

    FONTE: RONDONIAGORA.COM

  • Ministério da Saúde lança Portal de Educação Empreendedora com cursos gratuitos

    Ministério da Saúde lança Portal de Educação Empreendedora com cursos gratuitos

    O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) lançou o Portal de Educação Empreendedora do Programa Acredita no Primeiro Passo, uma ferramenta digital que oferece cursos gratuitos e de fácil compreensão, com capacitação voltada ao empreendedorismo.

    Acesse o portal aqui.

    A iniciativa é coordenada pela Secretaria Nacional de Inclusão Socioeconômica do MDS e o objetivo é dar apoio, autonomia econômica e contribuir para a geração de renda, especialmente para pessoas que estão em situação de vulnerabilidade social. A ideia reforça a proposta do programa Acredita, que prevê ações de capacitação para estimular a inclusão produtiva. 

    Para o secretário nacional de Inclusão Socioeconômica do MDS, Luiz Carlos Everton, o portal complementa as capacitações que o Programa Acredita já oferece, além de ampliar e facilitar o acesso a conteúdos fundamentais para empreendedores.  “É esse conjunto de ações que está mudando o perfil dos nossos, do Cadastro Único. A prova disso é que, no ano passado, 98% do saldo positivo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) foi de pessoas inscritas no Cadastro Único, o que mostra que essa política está funcionando”, destacou.

    O conteúdo dos cursos é gratuito, oferecido de forma presencial ou online, e pode ser acessado por todos. Com o portal no ar, qualquer pessoa que deseja abrir o próprio negócio pode aprender a administrar as finanças, fazer a gestão do empreendimento, além de ter acesso a ferramentas que ajudam a operar o negócio, com direito a certificado de conclusão. Cursos voltados para qualificação profissional de mulheres e de pessoas com deficiência também estão disponíveis na plataforma. Para realizar a inscrição, o usuário deve acessar o portal, selecionar o curso que deseja e preencher o formulário com as informações solicitadas.

    O portal reúne, de forma clara e acessível, as capacitações que já estavam disponíveis nos sites de parceiros do Programa Acredita, como a Aliança Empreendedora, a Ação Social para Igualdade das Diferenças (ASID), o Banco do Nordeste, a Rede Mulher Empreendedora (RME) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE).

    FONTE: SECOM NACIONAL  –  GOV BR