Categoria: Economia

  • IRPF 2026 terá restituição automática para pequenos contribuintes

    IRPF 2026 terá restituição automática para pequenos contribuintes

    Contribuintes que tiveram pequenos valores de Imposto de Renda (IR) retidos na fonte e não fizerem a declaração receberão automaticamente a restituição. A novidade foi anunciada nesta segunda-feira (16) pela Receita Federal durante o anúncio de regras da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026.

    Ainda como projeto-piloto, o chamado Lote Especial de Restituição Automática de 2025 – Cashback IRPF será pago em 15 de julho.

    “Muita gente tem direito à restituição e nem sabe”, afirmou o Secretário Especial da Receita Federal do Brasil Robinson Barreirinhas.

    Segundo ele, se trata, por exemplo, de um trabalhador de renda menor, que é isento de fazer a declaração, mas que, por alguma razão teve uma retenção em um determinado mês por receber um pouco a mais da fonte pagadora. 

    “Mas ele não é obrigado a prestar declaração e nem lembra disso, e não recebe a restituição”, reforçou. “Então, temos um piloto este ano para começar a dar a restituição automaticamente”, acrescentou.

    O prazo para entrega da declaração do IRPF 2026, ano-calendário de 2025, começa na próxima segunda-feira (23) e vai até 29 de maio.

    Entre outros critérios, devem apresentar a declaração os contribuintes residentes no Brasil que receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 35.584 em 2025.

    Sobre a nova faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês, apesar de a medida ter entrado em vigor em 1º de janeiro, a mudança não terá impacto na declaração entregue em 2026. Isso ocorre porque a declaração deste ano se refere aos rendimentos obtidos em 2025.

    Assim, a nova faixa de isenção só terá efeito prático na declaração a ser apresentada em 2027. E estar isento do pagamento mensal do imposto não significa automaticamente estar dispensado de prestar contas ao Fisco, pois a obrigação de declarar depende também de outros critérios, como patrimônio, investimentos e operações financeiras.

    Calendário

    As restituições do IR serão pagas em quatro lotes, sendo o primeiro em 29 de maio.

    Confira, a seguir, o calendário completo de pagamento de restituições:

    • primeiro lote em 29 de maio de 2026;
    • segundo lote em 30 de junho de 2026;
    • terceiro lote em 31 de julho de 2026;
    • quarto lote em 28 de agosto de 2026.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Alta do diesel impacta logística e governo aposta em medidas para conter preços

    Alta do diesel impacta logística e governo aposta em medidas para conter preços

    Medidas incluem redução de impostos e subsídio ao combustível após diesel subir cerca de 12% em uma semana

    O aumento do preço do diesel já impacta diretamente o setor de transporte e logística, que depende do combustível para manter as operações em todo o país.

    Diante da escalada recente dos preços, o governo federal anunciou nesta quinta-feira (12) um pacote de medidas para tentar reduzir os efeitos da alta. A iniciativa inclui redução de impostos e criação de subsídio ao diesel.

    Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o valor do litro do combustível subiu cerca de 12% em apenas uma semana.

    A alta ocorre em meio a tensões internacionais e temor de desabastecimento global, fatores que pressionam os preços dos combustíveis.

    Com conflitos e instabilidade em outras regiões do mundo, aumentou o receio de interrupções no fornecimento de energia, o que acaba refletindo no mercado brasileiro.

    Redução pode não chegar ao consumidor, diz especialista

    Segundo a economista do Insper, Juliana Inhasz, a redução anunciada pelo governo pode não ser percebida pelo consumidor final.

    De acordo com ela, o governo anunciou uma redução de 32 centavos por litro, mas um reajuste recente da Petrobras elevou o preço do diesel em 38 centavos.

    “Na prática, para o consumidor que vai ao posto abastecer o caminhão ou o utilitário para trabalhar ou fazer entregas, ele não vai sentir diferença nenhuma. É como se não tivesse acontecido nada”, afirma.

    Logística sente impacto imediato

    Empresas de transporte já sentem os efeitos da alta. Em uma transportadora na Grande São Paulo, cerca de 70% das cargas são transportadas por caminhões que percorrem rodovias em diferentes regiões do país.

    Segundo o gerente de logística Fernando Balbino, o aumento repentino do diesel dificulta o repasse dos custos.

    “Quando recebemos essa informação, o nosso custo aumenta porque precisamos pagar os nossos motoristas e agregados, que estão na ponta da cadeia. Do outro lado, também precisamos vender esse serviço. A grande discussão é: você consegue em uma semana repassar 20% ou 30% de aumento? Não conseguimos.”

    Balbino explica que o preço do combustível depende de fatores externos, como o dólar e o mercado internacional de petróleo.

    “Uma coisa é o desejo do governo de reduzir o preço. Outra coisa é a realidade do que está acontecendo. Hoje sabemos que todo combustível, principalmente o diesel, é precificado em dólar. E isso ninguém tem controle — nem o governo, nem a indústria.”

    O pacote anunciado pelo governo busca amenizar os impactos da alta do diesel sobre transportadoras, caminhoneiros e setores produtivos que dependem do combustível.

    Os detalhes completos das medidas e os valores envolvidos ainda não foram divulgados.

    FONTE: SBT NEWS

  • Petrobras anuncia aumento de R$ 0,38 no preço do diesel a partir de sábado

    Petrobras anuncia aumento de R$ 0,38 no preço do diesel a partir de sábado

    Com o aumento, o preço médio do diesel A comercializado pela estatal para as distribuidoras passará a ser de R$ 3,65 por litro.

    A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (13) um reajuste de R$ 0,38 por litro no preço do óleo diesel vendido às distribuidoras. O novo valor começa a valer a partir deste sábado (14).

    Com o aumento, o preço médio do diesel A comercializado pela estatal para as distribuidoras passará a ser de R$ 3,65 por litro. Já a participação da Petrobras no preço do diesel B, que é o combustível vendido nos postos ao consumidor final após a mistura com biocombustível, ficará em R$ 3,10 por litro, em média.

    O diesel A corresponde ao combustível que sai das refinarias antes da mistura com biodiesel, enquanto o diesel B é o produto final disponibilizado para os consumidores nos postos.

    Medidas do governo tentam reduzir impacto

    Segundo a companhia, o impacto do reajuste pode ser parcialmente reduzido por medidas anunciadas pelo governo federal para conter a alta no preço do combustível.

    Entre as ações está a redução a zero das alíquotas de dois tributos federais, o PIS e a Cofins, que incidem sobre a importação e comercialização do diesel. De acordo com o Ministério da Fazenda, a medida representa uma redução estimada de R$ 0,32 por litro.

    Além disso, uma Medida Provisória autoriza a concessão de subvenção econômica a produtores e importadores de diesel. Caso seja aplicada integralmente, a compensação também poderá representar R$ 0,32 por litro, desde que o desconto seja repassado ao consumidor.

    Somadas, as duas iniciativas podem gerar um alívio de até R$ 0,64 por litro na cadeia de preços.

    Alta do petróleo influencia mercado

    As medidas foram adotadas em meio à alta do petróleo no mercado internacional, provocada pelas tensões no Oriente Médio após o conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e Irã.

    Esse cenário elevou o valor do barril no mercado global e pressionou os preços dos combustíveis em diversos países.

    Histórico recente de reajustes

    A Petrobras informou que a última alteração no preço do diesel ocorreu em maio de 2025, quando houve uma redução. Já o último aumento havia sido registrado em fevereiro de 2025.

    Segundo a estatal, considerando o período desde dezembro de 2022, o preço do diesel vendido às distribuidoras acumula queda de R$ 0,84 por litro, o que representa uma redução de aproximadamente 29,6%, levando em conta a inflação do período.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Governo prevê multa de até R$ 500 milhões por aumento abusivo de combustíveis

    Governo prevê multa de até R$ 500 milhões por aumento abusivo de combustíveis

    Medida faz parte de pacote anunciado por Lula para conter a alta do diesel diante da guerra no Oriente Médio

    O governo federal estipulou uma multa de até R$ 500 milhões para quem aumentar, de forma abusiva, os preços dos combustíveis no Brasil. A iniciativa faz parte do pacote de medidas anunciadas nesta quinta-feira (12) para frear os preços dos combustíveis diante da guerra no Oriente Médio.

    De acordo com a medida provisória (MP) que institui a subvenção (uma espécie de auxílio) ao óleo diesel para produtores e importadores, condicionada à comprovação de repasse ao consumidor, a penalidade para o “aumento abusivo dos preços de combustíveis, biocombustíveis e derivados de petróleo, sendo agravada em situações de conflitos geopolíticos ou de calamidade”, vai variar entre R$ 50 mil e R$ 500 milhões.

    Também foi estipulada multa, de igual valor, para quem recusar o fornecimento de combustíveis, biocombustíveis e derivados de forma injustificada, sendo agravada de forma proporcional ao ganho econômico. A medida, publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) de hoje (12), já está valendo.

    Nesta quinta, o governo Lula (PT) anunciou a assinatura de dois decretos e uma MP para tentar conter a alta nos valores do diesel no Brasil, reflexo do conflito no Oriente Médio.

    Entre as medidas anunciadas estão a zeragem do PIS e do Cofins, impostos federais que incidem sobre os combustíveis.

    FONTE: SBT NEWS

  • Governo anuncia pacote para conter alta do diesel por guerra e espera redução de R$ 0,64 na refinaria

    Governo anuncia pacote para conter alta do diesel por guerra e espera redução de R$ 0,64 na refinaria

    Lula zera impostos federais sobre o combustível e pressiona governadores a fazer o mesmo com o ICMS

    Preocupado com os impactos da inflação em ano eleitoral, o governo federal anunciou nesta quinta-feira (12) um pacote de medidas para frear o aumento de preços do óleo diesel em razão da guerra no Irã, que catapultou a cotação do petróleo no mercado internacional. A expectativa é fazer o litro de diesel cair R$ 0,64 na refinaria.

    As medidas anunciadas foram:

    – Zeragem de PIS e Cofins (impostos federais) sobre o diesel, válida até 31 de maio de 2026, com possibilidade de prorrogação;

    – Subvenção de R$ 0,32 por litro de diesel, válida até dezembro ou até o limite de R$ 10 bilhões;

    – Imposto de exportação, sendo de 12% para óleo bruto e 50% para diesel;

    – Reforço da fiscalização em caso de abusos

    De acordo com o governo federal, não haverá impacto fiscal porque a subvenção e a zeragem de PIS/Cofins será compensada com o imposto de exportação.

    Por ter sido aplicada via Medida Provisória, a política de subvenção tem validade imediata, mas precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias.

    Em coletiva de imprensa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva clamou aos governadores a também zerar o ICMS, um imposto estadual. “Estamos dizendo em alto e bom som, fazendo um sacrifício enorme aqui, uma engenharia econômica para evitar que o efeito das irresponsabilidades das guerras cheguem ao povo brasileiro. Nós vamos fazer tudo que for possível e quem sabe esperar até a boa vontade dos governadores de estados que podem reduzir um pouco do ICMS sobre os combustíveis para que a gente garanta que isso não chegue ao bolso do povo”, afirmou.

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que as medidas não afetam em nada e são independentes da política de preços da Petrobras.

    Crítico à intervenção no preço dos combustíveis no governo Bolsonaro, que tiveram impacto fiscal, Haddad afirmou que o pacote não é controle de preço. “Estamos falando de abusividade pq precisamos garantir que as medidas que o presidente definiu cheguem na bomba”, argumentou.

    Para o ministro, haverá agora um “equilíbrio” entre produtores e consumidores no País. “Os produtores que estão auferindo lucros extraordinários vão contribuir com imposto de exportação temporário e os consumidores não serão afetados no sentido de mitigar os efeitos da guerra sobre o consumidor”, declarou.

    O governo ainda vai editar um decreto para determinar que os postos de combustíveis adotem uma sinalização clara informando a redução dos tributos federais e do preço em função das medidas do governo.

    Na tarde desta quinta-feira (12), o vice-presidente, Geraldo Alckmin e ministros ainda vão se reunir com representantes das maiores distribuidoras privadas de combustíveis para cobrar que as medidas sejam repassadas ao consumidor, informou o Palácio do Planalto.

    FONTE: SBT NEWS

  • Febraban alerta sobre golpe do falso gerente

    Febraban alerta sobre golpe do falso gerente

    Clientes de bancos devem ficar atentos a um novo golpe que vem ocorrendo por telefone, de acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Os criminosos ligam para os clientes e se passam por falsos gerentes de instituições financeiras.

    Eles pedem senhas e outros dados bancários para dar o golpe. Geralmente, o golpista mascara o número de origem da ligação, fazendo parecer que a chamada é feita do próprio banco ou agência do cliente.

    Ao fingir ser funcionário do banco, ele alega que foram feitos descontos indevidos na conta-corrente do cliente ou que o cartão foi clonado. Alegam que há necessidade de fazer atualização de segurança. Quando o cliente passa os dados e senhas aos criminosos, essas informações são usadas para o golpe.

    A instituição alerta que nenhum funcionário de banco liga para clientes a fim de pedir dados financeiros. Por isso, ao receber uma ligação desse tipo, o cliente deve desligar o telefone. E, caso tenha dúvidas, ele mesmo deve procurar os canais oficiais do banco.

    “Nenhum gerente ou funcionário de banco pede senhas, dados financeiros e muito menos que ele faça uma transação bancária para resolver supostos problemas na conta. Se receber este tipo de contato, encerre-o na hora. Se tiver dúvidas, contate os canais oficiais do banco”, disse Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban.

    Segundo a Febraban, o cliente deve estar sempre alerta, porque os bancos nunca solicitam dados pessoais, senhas, atualizações de sistemas, chaves de segurança, pagamentos ou estornos de transações.

    Além disso, a entidade orienta que senhas pessoais, códigos ou tokens são de uso pessoal, intransferível e exclusivo do cliente e não devem ser compartilhados com outras pessoas. Essas informações nunca devem ser digitadas ou fornecidas durante uma ligação ou em mensagens de e-mails ou links.

    Caso tenha sido vítima de algum crime, o cliente deve notificar imediatamente o seu banco para que medidas de segurança sejam adotadas, como o bloqueio do aplicativo ou de sua senha de acesso. Também é importante registrar um boletim de ocorrência.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Caixa retoma financiamento de imóveis acima de R$ 2,25 milhões

    Caixa retoma financiamento de imóveis acima de R$ 2,25 milhões

    A Caixa Econômica Federal anunciou nesta terça-feira (3) que voltou a financiar a compra de imóveis residenciais acima de R$ 2,25 milhões para pessoas físicas no âmbito do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), por meio de sua linha que usa recursos da caderneta de poupança.

    Desde 2024, o banco estatal não vinha liberando financiamentos individuais para aquisição de imóveis acima desse limite. O objetivo era priorizar o crédito para moradias de menor valor, atendendo um maior número de famílias, uma vez que os recursos da caderneta de poupança ficaram mais escassos para atender toda a demanda.

    A vice-presidente de Habitação da Caixa, Inês Magalhães, disse que as mudanças promovidas pelo Banco Central em 2025 nas regras do depósito compulsório ampliaram a disponibilidade de recursos das cadernetas, viabilizando a retomada gradual do atendimento ao público que busca imóveis de valor mais alto.

    “A reabertura das contratações para aquisição de imóveis prontos, anunciada agora, amplia o escopo de atuação do banco no crédito habitacional, fortalecendo o relacionamento com clientes de alta renda e contribuindo para o aquecimento do mercado imobiliário e da cadeia da construção civil”, disse Inês Magalhães.

    A Caixa já havia voltado a financiar a construção de imóveis no SFI. Neste caso, o banco passou a exigir como contrapartida que os empreendimentos obtenham a certificação de sustentabilidade, o chamado Selo Casa Azul Uni.

    FONTE: ESTADÃO CONTEÚDO –  AGÊNCIA ESTADO

  • Guerra EUA x Irã pode explodir preço da gasolina e dos alimentos no Brasil

    Guerra EUA x Irã pode explodir preço da gasolina e dos alimentos no Brasil

    Escalada de tensão no Oriente Médio pressiona petróleo e dólar, com possíveis reflexos no preço dos combustíveis, alimentos e na inflação brasileira.

    A escalada de tensão entre Estados Unidos e Irã pode gerar impactos indiretos na economia brasileira, principalmente no preço da gasolina e dos alimentos. O risco de instabilidade no fornecimento global de petróleo tende a pressionar o valor do barril e o dólar, o que pode elevar custos de combustíveis, transporte e produção agrícola no Brasil. Os efeitos dependem da duração e intensidade do conflito.

    A escalada de tensão entre os Estados Unidos e o Irã voltou ao centro do noticiário internacional e já acende um alerta no mercado financeiro. Embora o conflito ocorra a milhares de quilômetros do Brasil, os reflexos podem chegar diretamente ao bolso do consumidor, principalmente no preço da gasolina e dos alimentos.

    A principal preocupação é o impacto sobre o fornecimento global de petróleo. O Oriente Médio concentra algumas das rotas mais estratégicas para exportação de energia, e qualquer ameaça à circulação de navios petroleiros provoca reação imediata nas bolsas e no câmbio.

    Petróleo mais caro e efeito na gasolina

    Grande parte do petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz, corredor marítimo considerado vital para o abastecimento global. Em caso de bloqueios, ataques ou agravamento militar na região, o preço do barril tende a subir rapidamente no mercado internacional.

    Quando o petróleo dispara, os efeitos costumam ser quase imediatos:

    • O dólar se valoriza frente a moedas de países emergentes;

    • O custo de importação aumenta;

    • A gasolina pode ficar mais cara no Brasil.

    Mesmo com produção nacional relevante, a política de preços da Petrobras considera referências internacionais, como o valor do barril e a taxa de câmbio. Na prática, isso significa que oscilações externas acabam influenciando os combustíveis vendidos nos postos brasileiros.

    Alimentos também entram na conta

    O impacto não se limita à bomba de combustível. O aumento do petróleo encarece toda a cadeia logística e produtiva.

    Entre os principais efeitos estão:
    • Alta no transporte rodoviário, principal meio de distribuição de mercadorias no Brasil;

    • Encarecimento de fertilizantes, muitos deles importados;

    • Aumento nos custos de produção agrícola.

    Com isso, alimentos como arroz, feijão, carne e hortaliças podem sofrer reajustes, especialmente se houver disparada do dólar. O Brasil depende de insumos importados para o agronegócio, e qualquer instabilidade cambial pressiona os preços internos.

    Pressão sobre inflação e juros

    Um conflito prolongado também pode provocar um efeito dominó na economia:

    • Alta do dólar;

    • Queda na bolsa de valores;

    • Pressão inflacionária;

    • Possível aumento da taxa de juros.

    Em cenários de guerra, investidores tendem a buscar ativos considerados mais seguros, como títulos do governo americano e ouro. Esse movimento pode gerar saída de capital de países emergentes, elevando ainda mais o câmbio e dificultando o controle da inflação.

    O que pode acontecer agora?

    Analistas avaliam que os impactos dependerão da duração e intensidade da crise. Se houver ataques pontuais seguidos de solução diplomática, os efeitos podem ser temporários, com recuo gradual do petróleo e do dólar.

    Por outro lado, um confronto prolongado ou bloqueios em rotas estratégicas podem sustentar a alta do barril por mais tempo, pressionando combustíveis, alimentos e o custo de vida no Brasil.

    Para o consumidor, o reflexo mais imediato tende a ser sentido na bomba de combustível e nas prateleiras do supermercado. O cenário reforça como conflitos internacionais, mesmo distantes, podem ter efeitos diretos na economia doméstica.

    FONTE: NEWS RONDÔNIA

  • Governo Federal prepara o programa Brasil Soberano 2.0 para socorrer indústrias

    Governo Federal prepara o programa Brasil Soberano 2.0 para socorrer indústrias

    Ministro Waldez Góes destaca ações de salvamento em Juiz de Fora e Ubá após enchentes históricas; governo libera R$ 3,4 milhões para assistência imediata.

    O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, afirmou nesta quinta-feira, 26, que o foco absoluto das equipes federais é o resgate de vítimas e o suporte aos milhares de desabrigados na Zona da Mata mineira. Durante entrevista à “Voz do Brasil”, Góes ressaltou que, embora o plano de reconstrução física das cidades já esteja em debate, a urgência no momento é “assistir as pessoas e fazer a procura de desaparecidos”. Até agora, a tragédia na região contabiliza 64 mortes confirmadas — sendo 58 em Juiz de Fora e seis em Ubá — com operações concentradas em frentes críticas de soterramento e alagamento.

    A Defesa Civil Nacional já formalizou o estado de calamidade pública em Juiz de Fora e emitiu o reconhecimento sumário para Ubá e Matias Barbosa, o que acelera o repasse de verbas. O governo federal autorizou a liberação inicial de R$ 3,4 milhões para as localidades mais atingidas, sendo R$ 2,9 milhões destinados a Juiz de Fora e R$ 482,4 mil para Ubá. Esses recursos serão aplicados na compra de mantimentos, kits de higiene e na estruturação de abrigos temporários para as mais de 5,5 mil pessoas que precisaram abandonar suas casas.

    Restabelecimento de serviços e mobilidade

    Além do socorro direto às vítimas, o ministério trabalha na recuperação da infraestrutura básica para permitir que a ajuda chegue a bairros isolados. Equipes multidisciplinares, incluindo técnicos do Ministério da Saúde e do Desenvolvimento Social, atuam no restabelecimento de energia elétrica, comunicações e na limpeza de vias obstruídas por lama e destroços. “Nós vamos atuar fortemente fazendo as buscas e até ter tudo resolvido, com as pontes reconstruídas e estradas liberadas”, assegurou o ministro.

    Monitoramento e gabinete de crise

    Para agilizar as providências burocráticas e técnicas, o Governo Federal instalará um gabinete de crise físico na prefeitura de Juiz de Fora nos próximos dias. O objetivo é permitir que engenheiros e especialistas auxiliem os prefeitos na elaboração de planos de trabalho para a reconstrução definitiva de pontes e moradias. O monitoramento meteorológico segue rigoroso, visto que o solo saturado ainda oferece risco elevado de novos deslizamentos em áreas de encosta já fragilizadas pelos temporais.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Contas de luz seguem com bandeira tarifária verde em março

    Contas de luz seguem com bandeira tarifária verde em março

    Pelo terceiro mês consecutivo, não haverá cobrança de custos adicionais na fatura de energia elétrica do consumidor

    A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta sexta-feira (27) a manutenção da bandeira tarifária verde no mês de março.

    Trata-se do terceiro mês consecutivo da bandeira no mesmo patamar, o que significa que não haverá cobrança de custos adicionais na fatura de energia elétrica do consumidor.

    De acordo com a Aneel, houve um aumento no volume de chuvas em fevereiro e a consequente elevação do nível dos reservatórios, condições que favorecem a manutenção da bandeira verde.

    “Ainda que a bandeira seja verde e as condições de geração sejam favoráveis na maior parte do tempo, importante lembrar que pode haver despacho complementar de usinas termelétricas para garantir a robustez do sistema elétrico em situações operativas específicas.”

    Pelo calendário divulgado pela agência reguladora, no dia 27 de março, sairá a definição sobre a bandeira a ser aplicada em abril.

    Custos extras

    Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica.

    Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

    A cada mês, as condições de operação do sistema de geração de energia elétrica são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a melhor estratégia de geração de energia para atendimento da demanda e traça uma previsão de custos a serem cobertos pelas Bandeiras.

    Portanto, as cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês.

    Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.

    Importante observar que, anualmente, ao final do período úmido, em abril, a Aneel define o valor das Bandeiras Tarifárias para o ciclo seguinte.

    Atualmente os valores cobrados são os seguintes:

    • bandeira amarela – condições de geração menos favoráveis: acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos;
    • bandeira vermelha, patamar 1 – condições mais custosas de geração: acréscimo de R$ 4,46 por 100 kWh;
    • bandeira vermelha, patamar 2 – condições de geração ainda mais custosas: acréscimo de R$ 7,87 por 100 kWh.

    FONTE: SBT NEWS