Categoria: Destaque

  • Seleção complementar para serviço militar feminino começa nesta semana

    Seleção complementar para serviço militar feminino começa nesta semana

    Serão realizados exames, entrevistas e avaliações

    Em sua etapa final, o serviço militar inicial voluntário feminino 2025 inicia, nesta segunda-feira (12), o processo de seleção complementar. Em nota, o Ministério da Defesa informou que o prazo segue até 20 de fevereiro em todo o país, mas que as datas variam de acordo com o cronograma de cada Força.

    “A iniciativa conjunta das três Forças é inédita e sinaliza um marco na ampliação e ingresso das mulheres nas fileiras da Marinha, do Exército e da Forças Aérea”, destacou o comunicado.

    Segundo a pasta, durante a seleção complementar, serão realizados novos exames clínicos e entrevistas, bem como avaliação de atributos técnicos e preparo físico, requisitos básicos para a formação militar. As convocadas podem conferir a programação na unidade da Força a qual foram designadas no site oficial do alistamento.

    “Depois do ato oficial de incorporação, o serviço militar se tornará de cumprimento obrigatório, conforme a Lei nº 4.375, de 17 de agosto de 1964, e no Decreto nº 57.654, de 20 de janeiro de 1966. Os homens e as mulheres incorporados não terão estabilidade no serviço militar”, destacou a pasta.

    Incorporação

    Ainda de acordo com o ministério, a previsão é que, em 2026, a incorporação de mulheres selecionadas ocorra em dois momentos: de 2 a 6 de março e de 3 a 7 de agosto. Na Marinha, as militares vão ingressar como marinheiro-recruta. Já no Exército e na Força Aérea, como soldado, “tendo os mesmos direitos e deveres dos homens”.

    Inicialmente, são oferecidas 1.467 vagas, sendo 157 para a Marinha, 1.010 para o Exército e 300 para a Força Aérea. As oportunidades estão distribuídas em 51 municípios, abrangendo unidades militares das três Forças em 13 estados, além do Distrito Federal.

    Serviço militar obrigatório

    Dados da pasta mostram que, em 2025, o serviço militar ultrapassou a marca de 1 milhão de alistados em todo o país, sendo cerca de 34 mil inscrições de mulheres voluntárias para o recrutamento. Para o alistamento masculino, que é obrigatório, foram 1.029.323 homens alistados.

    “É por meio do alistamento militar que as Forças Armadas renovam, anualmente, a maior parte de seus efetivos, oferecendo aos jovens a oportunidade de servir à Pátria. Essa formação garante recursos humanos qualificados e uma reserva estratégica para eventual mobilização nacional”, concluiu o ministério.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Trump anuncia tarifas de 25% a países que negociarem com Irã

    Trump anuncia tarifas de 25% a países que negociarem com Irã

    Presidente dos EUA tem repetido ameaças de intervenção no Irã

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (12) a imposição, com efeitos imediatos, de uma tarifa de 25% sobre “qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã”. 

    Segundo Trump, estes países terão uma tarifa imediata sobre todas as transações comerciais realizadas com os Estados Unidos.

    “Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre todas as transações realizadas com os Estados Unidos da América”, anunciou Donald Trump em sua rede social. 

    “Esta ordem é definitiva e irrecorrível”, acrescentou. 

    Protestos

    O anúncio de Trump surge no momento em que o regime de Teerã enfrenta uma das maiores ondas de protestos dos últimos anos. 

    Neste domingo (11) e segunda-feira, Teerã registrou também atos pró-regime da República Islâmica e para criticar as manifestações violentas dos últimos dias.

    Ontem, o presidente do Irã Masoud Pezeshkian afirmou que protestos pacíficos são tolerados no país, mas que os distúrbios recentes são provocados por “terroristas do estrangeiro”, para justificar uma invasão pelos EUA e por Israel. 

    Em resposta aos protestos, que já se estendem a todo o país, as autoridades iranianas têm respondido com força letal perante a população. Segundo organizações não-governamentais, há registro de pelo menos 600 mortes. 

    Nos últimos dias, o presidente estadunidense tem repetido ameaças de intervenção no Irã. Donald Trump afirmou que tem opções “muito fortes”, incluindo a via militar, e adiantou ainda que está em contacto com líderes da oposição iranianos.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Prazo para recurso da avaliação de títulos do CNU termina hoje

    Prazo para recurso da avaliação de títulos do CNU termina hoje

    Prazo para recurso da avaliação de títulos do CNU termina hoje

    Acaba nesta segunda-feira (12) o prazo para os candidatos da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU 2025) apresentarem recurso para revisão da avaliação de títulos. O resultado provisório da etapa que analisa a formação acadêmica foi divulgado na noite de quinta-feira (8) e está disponível na área do candidato.

    Para apresentar os recursos é necessário fazer o login com Cadastro de Pessoa Física (CPF) e senha no portal único de serviços digitais do governo federal, o gov.br. Em seguida, o candidato deve acessar o menu “interposição de recursos”.

    A reaplicação do procedimento de caracterização de deficiência, destinada a quem concorre às vagas reservadas a pessoas com deficiência (PcD), também será realizada até esta segunda-feira. O procedimento está previsto apenas para os candidatos que foram afetados por falhas na plataforma de teleatendimento, nos dias 13 e 14 de dezembro de 2025, e que foram convocados por edital.

    Próximas etapas

    No dia 15 de janeiro serão divulgados os resultados preliminares da caracterização da deficiência e da avaliação das autodeclarações das pessoas candidatas às vagas reservadas para pessoas negras, indígenas e quilombolas. Recursos sobre o resultado dessa etapa poderão ser apresentados entre os dias 16 e 19 de janeiro.

    A divulgação da nota preliminar da prova discursiva e a disponibilização do espelho de correção estão previstas para 23 de janeiro, com prazo para apresentação de recurso entre os dias 26 e 27 do mesmo mês. E a classificação final é prevista para 20 de fevereiro.

    Nesta edição, o CPNU2 tem o objetivo de preencher 3.652 vagas em 32 órgãos do governo federal. São 3.144 para nível superior e 508 para nível intermediário. De acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, que coordena o processo seletivo, 2.480 candidatos serão chamados para ocupar as vagas imediatamente após a homologação do resultado final e 1.172 vagas serão preenchidas em um curto prazo​.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Brasil faz história com dois prêmios no Globo de Ouro com o filme “O Agente Secreto”

    Brasil faz história com dois prêmios no Globo de Ouro com o filme “O Agente Secreto”

    Wagner Moura conquistou prêmio de Melhor Ator em Filme de Drama

    O cinema brasileiro viveu uma noite histórica neste domingo no Globo de Ouro, realizado no The Beverly Hilton, em Los Angeles (EUA). O filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, venceu duas das principais categorias da cerimônia: Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama, com Wagner Moura.

    Apesar do desempenho expressivo, o longa brasileiro não levou o prêmio de Melhor Filme de Drama, principal categoria da noite, que ficou com Hamnet. Ainda assim, a chamada “noite do Brasil” consolidou a presença do país entre os destaques da premiação.

    O anúncio de Melhor Filme em Língua Não Inglesa foi feito pelos atores Orlando Bloom e Minnie Driver. Ao revelar o vencedor, Driver saudou o público brasileiro com um “Parabéns”, dito em português. Na categoria, O Agente Secreto superou produções de cinco países: Valor Sentimental (Noruega), Sirât (Espanha), A Única Saída (Coreia do Sul), A Voz de Hind Rajab (Tunísia) e Foi Apenas um Acidente (França).

    Ao receber a estatueta, Kleber Mendonça Filho iniciou o discurso saudando o país. “Eu quero dar um alô ao Brasil: alô, Brasil”, disse. Em seguida, agradeceu à distribuidora brasileira Vitrine Filmes, à produtora e companheira Emilie, à equipe e ao elenco. “Obrigado, Wagner Moura. As melhores coisas acontecem quando você tem um grande ator e um grande amigo. Eu dedico esse filme aos jovens cineastas. Esse é um grande momento”, afirmou o diretor.

    A vitória coroou um percurso internacional iniciado no Festival de Cannes, onde o filme teve estreia concorrendo à Palma de Ouro. Na ocasião, uma apresentação de frevo tomou a Avenida Croisette e se tornou um dos momentos mais comentados da edição.

    Melhor ator

    Já Wagner Moura fez história ao se tornar o primeiro brasileiro a vencer o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme de Drama. Em seu discurso, falou em português e celebrou a cultura brasileira. “Viva a cultura brasileira”, disse o ator, ao destacar a parceria com Kleber Mendonça Filho, a quem definiu como “um gênio”, e a amizade construída ao longo do projeto.

    Além de Wagner Moura, concorriam à categoria Joel Edgerton (Sonhos de Trem), Oscar Isaac (Frankenstein), Dwayne Johnson (Coração de Lutador: The Smashing Machine), Michael B. Jordan (Pecadores) e Jeremy Allen White (Springsteen: Salve-me do Desconhecido).

    A vitória de O Agente Secreto resgata uma tradição brasileira na premiação: Central do Brasil venceu a mesma categoria em 1999, e, no ano passado, Fernanda Torres conquistou o prêmio de Melhor Atriz em Filme de Drama.

    Entre os demais vencedores do Globo de Ouro, o prêmio de Melhor Direção em Filme ficou com Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra. Já Melhor Ator em Filme de Musical ou Comédia foi conquistado por Timothée Chalamet, por Marty Supreme.

    Na televisão, a série Adolescência saiu com dois prêmios de atuação: Owen Cooper venceu como Melhor Ator Coadjuvante em Série, e Stephen Graham foi premiado pela atuação como protagonista, além de também assinar a direção da produção.

    Com duas estatuetas e forte repercussão internacional, O Agente Secreto consolida o Brasil como um dos grandes protagonistas da atual temporada de premiações do cinema mundial.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • “Venezuela busca reconstruir laços diplomáticos com os EUA”, diz Delcy Rodriguez

    “Venezuela busca reconstruir laços diplomáticos com os EUA”, diz Delcy Rodriguez

    Presidente interina da Venezuela afirmou que irá dialogar com os EUA para reestabelecer embaixadas e agradeceu Lula pelo apoio ao povo venezuelano

    A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta sexta-feira (9) que o governo venezuelano está explorando canais diplomáticos com os Estados Unidos para restabelecer as embaixadas nos dois países.

    Rodríguez afirmou que pretende se reunir pessoalmente com autoridades americanas, utilizando o que chamou de “diplomacia bolivariana” para defender a soberania e a independência da Venezuela.

    “O povo venezuelano não merece esse tratamento, não merece essa agressão de uma potência nuclear. Mas nossa resposta será na arena diplomática e, como já disse, vamos nos encontrar frente a frente na diplomacia e usaremos nossa diplomacia bolivariana de paz para defender a paz da Venezuela.”, destacou Rodriguez.

    A presidente interina também agradeceu ao Catar por atuar como mediador. De acordo com ela, o emirado ajudou a confirmar que Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, estavam vivos nas primeiras horas após a ação americana do último sábado (3), além de facilitar um canal de comunicação entre Caracas e Washington.

    O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou que funcionários americanos viajaram a Caracas para realizar avaliações técnicas e logísticas sobre uma possível retomada gradual das operações da embaixada.

    Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que a libertação de presos políticos na Venezuela seria um sinal de busca pela paz e afirmou ter cancelado uma segunda onda de ataques que estava planejada.

    A retomada das embaixadas, se confirmada, pode indicar uma reaproximação diplomática gradual, a reabertura de canais oficiais de diálogo e avanços em temas como sanções, segurança e direitos humanos.

    Agradecimento a Lula e conversas com Petro e Pedro Sánchez

    Pelas redes sociais, Delcy agradeceu a Lula e ao povo brasileiro pelo apoio e acompanhamento a Caracas nos momentos mais críticos após a agressão.

    Ela também afirmou que manteve conversas com o líder petista, com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e com o chefe do governo da Espanha, Pedro Sánchez, após o que classificou como uma “grave agressão criminal, ilegal e ilegítima” contra a Venezuela.

    Segundo Rodríguez, ela apresentou detalhes sobre ataques armados ao território venezuelano, que teriam provocado a morte de mais de 100 civis e militares, além de violações ao Direito Internacional. Entre elas, citou a violação da imunidade pessoal do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores.

    De acordo com a presidente interina, os líderes concordaram na necessidade de avançar em uma agenda ampla de cooperação bilateral, baseada no respeito ao Direito Internacional, na soberania dos Estados e no diálogo entre os povos.

    “Reafirmei que a Venezuela continuará a enfrentar essa agressão por meio de canais diplomáticos, fiel aos princípios da Diplomacia Bolivariana da Paz, como o único caminho para defender nossa soberania e preservar a paz.”, disse a líder venezuelana.

    FONTE: REUTERS

  • ‘Não queremos ser americanos’, responde Groenlândia à Trump

    ‘Não queremos ser americanos’, responde Groenlândia à Trump

    Magnata republicano afirma repetidamente que o controle da ilha é ‘crucial’ para a segurança nacional dos EUA devido ao aumento da atividade militar russa e chinesa no Ártico

    Groenlândia rejeitou categoricamente a ideia de se tornar um território dos Estados Unidos. “Não queremos ser americanos, não queremos ser dinamarqueses, queremos ser groenlandeses”, disseram os líderes dos cinco partidos no Parlamento da Groenlândia na sexta-feira (9) em resposta ao presidente americano, Donald Trump, que ameaçou novamente usar a força para anexar o território autônomo dinamarquês, rico em minerais. “O futuro da Groenlândia deve ser decidido pelos groenlandeses”, concluíram.

    O magnata republicano afirma repetidamente que o controle da ilha é “crucial” para a segurança nacional dos EUA devido ao aumento da atividade militar russa e chinesa no Ártico. A Casa Branca afirmou, sem descartar a opção militar, que o presidente está “ativamente” considerando a possibilidade de comprar a ilha.

    Em todo caso, Trump enfatizou na sexta-feira que não permitirá que “a Rússia ou a China ocupem a Groenlândia”. Esses dois países aumentaram sua atividade militar na região do Ártico nos últimos anos, embora nenhum deles tenha reivindicado o vasto território, e tanto Nuuk quanto Copenhague refutam o argumento de Trump.

    Existe desde 1951 um acordo de defesa entre os Estados Unidos e a Dinamarca, que essencialmente dá às forças americanas livre acesso ao território da Groenlândia após notificar as autoridades locais. A Dinamarca, incluindo a Groenlândia, é membro da Otan, e uma anexação da ilha pelos EUA acabaria com a Organização do Tratado do Atlântica Norte (Otan) e a estrutura de segurança pós-Segunda Guerra Mundial, alertou a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen.

    Nesse contexto, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, se reunirá na próxima semana com o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca e representantes da Groenlândia para discutir a situação.

    Em janeiro de 2025, 85% dos groenlandeses se opunham à adesão aos Estados Unidos, segundo uma pesquisa publicada na imprensa local. Apenas 6% eram favoráveis a essa opção.

    FONTE: JOVEM PAN NEWS

  • Brasil institui 17 de outubro como Dia Nacional de Luto e Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio

    Brasil institui 17 de outubro como Dia Nacional de Luto e Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio

    O combate à violência contra a mulher é uma das prioridades do Governo do Brasil. Nesta sexta-feira (8/1), em mais uma medida neste sentido, foi publicada no Diário Oficial da União a Lei nº 15.334 , que institui o dia 17 de outubro como o Dia Nacional de Luto e de Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio. Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a lei também leva a assinatura das ministras Márcia Lopes (Mulheres), Macaé Evaristo (Direitos Humanos e da Cidadania) e Margareth Menezes (Cultura).

    A data homenageia Eloá Cristina Pimentel, vítima de feminicídio em 17 de outubro de 2008, em Santo André (SP), aos 15 anos. Eloá foi morta pelo ex-namorado depois de ser tomada como refém por ele durante quatro dias O feminicídio é o assassinato de mulheres por razões de gênero. O Brasil ocupa o 5º lugar no ranking mundial deste crime.

    Diário Oficial da União também traz hoje sanção da Lei nº 15.336 . Ela altera a Lei nº 14.232 , de 28 de outubro de 2021, que instituiu a Política Nacional de Dados e Informações relacionadas à Violência contra as Mulheres – PNAINFO. Segundo a nova norma, assinada pelo presidente Lula e por Márcia Lopes e Macaé Evaristo, a cada dois anos será publicado pelo poder público, em meio eletrônico e na forma de regulamento, relatório do Registro Unificado de Dados e Informações sobre Violência contra as Mulheres

    FORMULÁRIO NACIONAL – Em 2025, o Governo Federal do Brasil deu um importante passo no enfrentamento a crimes contra mulheres, com a criação do Formulário Nacional de Avaliação de Risco (Fonar). A ferramenta visa padronizar o registro de informações de vítimas de violência doméstica e familiar no Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). O objetivo é subsidiar os profissionais de segurança e do sistema de justiça com informações precisas para que eles possam reconhecer o risco elevado de morte da mulher ou qualquer forma de violência doméstica, e ajudá-la com pedidos de medidas protetivas.

    ANTES QUE ACONTEÇA – Outra medida foi o programa Antes que Aconteça, criado para garantir recursos a ações de fortalecimento da rede de apoio às mulheres em situação de violência doméstica, com olhar especial para a prevenção. O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, também lançou o Programa Nacional das Salas Lilás, instituindo diretrizes nacionais para fomentar e direcionar o acolhimento e atendimento especializado às mulheres e meninas em situação de violência de gênero nas instituições de segurança pública e de justiça.

    FUNDO NACIONAL – Em 2024, o Ministério da Justiça e Segurança Pública editou portaria para estabelecer que 10% dos repasses obrigatórios do Fundo Nacional de Segurança Pública aos estados e ao DF sejam destinados ao enfrentamento da violência contra a mulher.

    DELEGACIAS ESPECIALIZADAS – O Governo do Brasil também apoia a estruturação das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e das Patrulhas Maria da Penha, além de reforçar o apoio à Casa da Mulher Brasileira, com recursos do FNSP. Em 2025, lançou Cadernos Temáticos de Referência para padronizar e qualificar o atendimento às mulheres e meninas em situação de violência:

    • Padronização Nacional das Patrulhas Maria da Penha;
    • Padronização Nacional das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher;
    • Protocolo Nacional de Investigação e Perícias nos Crimes de Feminicídio.

    MAPA DA SEGURANÇA PÚBLICA – Segundo dados do Mapa da Segurança Pública 2025, divulgado em junho do ano passado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Brasil registrou, em 2024, um aumento de 0,69% no número de vítimas de feminicídio no país em relação a 2023. No ano passado, foram 1.459 vítimas, contra 1.449, em 2023, o que equivale a quatro mulheres vítimas de feminicídio por dia no Brasil. Entre 2015 e 2024, o país acumulou 11.650 ocorrências de feminicídio, conforme dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). O crime foi tipificado pela Lei 13.104/2015.

    O Mapa da Segurança Pública 2025 traz ainda dados referentes aos homicídios de mulheres, que sofreu uma redução de 8,78% em 2024, em relação a 2023, mas cujos números seguem assustadores. Foram 2.422 vítimas em 2024, contra 2.655 vítimas em 2023, o equivalente a sete mulheres assassinadas por dia no país.

    O documento registra ainda os dados referentes a estupros de mulheres e os números são igualmente alarmantes. Foram 71.834 vítimas em 2024, um aumento de 0,10% em relação às 71.759 vítimas em 2023, o que equivale a 196 mulheres vítimas por dia.

    FONTE: PORTAL DE RONDÔNIA

  • Brasil registra recorde histórico de denúncias de trabalho escravo

    Brasil registra recorde histórico de denúncias de trabalho escravo

    Segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) obtidos pela Jovem Pan News, ao todo, 4.515 denúncias foram recebidas em 2025

    Em 2025, o Brasil registrou o maior número de denúncias de trabalho escravo, trabalho escravo infantil, e de condições análogas à escravidão da história.

    Segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) obtidos pela Jovem Pan News, ao todo, 4.515 denúncias foram registradas ao longo do ano.

    O número representa um crescimento de 14% em relação a 2024, quando 3.959 denúncias foram recebidas.

    Estados líderes no número de denúncias

    O documento do MDHC também apresenta o número de denúncias registradas em cada estado.

    São Paulo lidera o ranking, com 5.539 registros, seguido por Minas Gerais (3.371) e Rio de Janeiro (2.095).

    Na sequência aparecem Bahia (1.701), Rio Grande do Sul (1.396), Paraná (1.162) e Goiás (1.129). Completam a lista dos dez estados com mais denúncias Pará (897), Ceará (882) e Pernambuco (864).

    Segundo a pasta, desde que o canal começou a receber registros, 26.172 denúncias de trabalho escravo e de condições análogas à escravidão foram contabilizadas em todo o país.

    Trabalho escravo contemporâneo

    Segundo a Cartilha de Apoio à Atuação no Combate ao Trabalho Escravo, do Ministério dos Direitos Humanos, o trabalho escravo contemporâneo, embora diferente da escravidão legal extinta em 1888, ainda persiste no Brasil e é sustentado por desigualdades históricas — regionais, sociais, raciais e de gênero — além de disparidades econômicas no contexto global.

    Esse crime está previsto no artigo 149 do Código Penal, que define a redução de alguém à condição análoga à de escravo. A prática pode ocorrer com a presença de um ou mais dos seguintes elementos, que não precisam acontecer simultaneamente:

    • Trabalho forçado;
    • Jornada exaustiva;
    • Condições degradantes de trabalho;
    • Restrição da liberdade de locomoção em razão de dívida.

    Também chamado de trabalho em condições análogas à escravidão, o trabalho escravo contemporâneo viola direitos fundamentais e atinge, sobretudo, pessoas em situação de vulnerabilidade social.

    Como denunciar trabalho análogo à escravidão

    Situações de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciadas pelo Disque Direitos Humanos – Disque 100, serviço do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

    O canal funciona como um pronto-socorro dos direitos humanos, recebendo denúncias de violações graves em andamento ou já ocorridas e acionando os órgãos competentes.

    Qualquer pessoa pode denunciar, seja a vítima ou alguém que tenha conhecimento do caso, sem necessidade de identificação.

    • Disque 100
    • Ligação gratuita
    • Atendimento 24 horas, todos os dias
    • Disponível em todo o Brasil

    As denúncias são analisadas e encaminhadas aos órgãos responsáveis para proteção e responsabilização.

    FONTE: SBT NEWS / SBT BRASIL

  • Trump diz que EUA precisam controlar Groenlândia para evitar avanço de Rússia ou China

    Trump diz que EUA precisam controlar Groenlândia para evitar avanço de Rússia ou China

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (9) que os EUA precisam possuir a Groenlândia para impedir que Rússia ou China ocupem a ilha no futuro.

    A declaração foi feita em meio a críticas de líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que voltaram a questionar a coesão interna da principal aliança militar do Ocidente.

    Falando a jornalistas na Casa Branca, Trump declarou que considera a Groenlândia estratégica para a segurança americana.

    “Vamos fazer algo em relação à Groenlândia, quer eles gostem ou não, porque, se não fizermos, a Rússia ou a China vão tomar posse da Groenlândia e não vamos querer a Rússia ou a China como vizinhas”, disse o presidente.

    Trump recentemente intensificou as ameaças de assumir o controle do território, revivendo uma ideia que ele lançou em 2019 durante seu primeiro mandato.

    Em comunicado divulgado pela Casa Branca, Trump “deixou claro que a aquisição da Groenlândia é uma prioridade de segurança nacional dos Estados Unidos” e que o território é considerado “vital para dissuadir adversários na região do Ártico”.

    Líderes europeus expressaram forte preocupação, afirmando que a Groenlândia faz parte da soberania da Dinamarca e que quaisquer ações unilaterais seriam inaceitáveis.

    Qual é o papel estratégico da Groenlândia?

    A Groenlândia está estrategicamente localizada entre a Europa e a América do Norte, o que a torna um local essencial para o sistema de defesa contra mísseis balísticos dos EUA. Seus ricos recursos minerais também se encaixam na meta de Washington de reduzir a dependência da China.

    A ilha é um território autônomo do Reino da Dinamarca. Ela tem seu próprio Parlamento e governo, mas Copenhague mantém a autoridade sobre as relações exteriores e a defesa.

    FONTE: REUTERS

  • Trump diz que EUA controlarão vendas de petróleo da Venezuela

    Trump diz que EUA controlarão vendas de petróleo da Venezuela

    Em reunião com petroleiras, presidente disse que produto será vendido com depósitos em contas controladas pelos norte-americanos

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (9) que empresas petrolíferas da Venezuela passarão a negociar diretamente com os Estados Unidos, que ficarão responsáveis pelas vendas do petróleo.

    Segundo o republicano, os pagamentos serão depositados em contas controladas pelo governo norte-americano. A declaração foi feita durante uma reunião com executivos do setor de petróleo na Casa Branca.

    Trump afirmou que os Estados Unidos “construíram a indústria petrolífera da Venezuela”, mas que o país sul-americano teria se apropriado de ativos americanos. “Eles roubaram nossos bens como se fôssemos crianças, e os EUA não fizeram nada a respeito”, disse o presidente.

    De acordo com Trump, a Venezuela forneceu mais de 30 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos, avaliados em cerca de US$ 4 bilhões, que estariam a caminho do país. Ele afirmou que parte dos recursos ficará com os EUA, parte com a Venezuela e outra parcela será destinada às empresas petrolíferas envolvidas.

    “É muito petróleo e ele está a caminho dos Estados Unidos neste momento. Estamos trabalhando muito bem com eles, obviamente, ou não teriam sido tão generosos.”

    O presidente também disse que refinarias norte-americanas vão investir pelo menos US$ 100 bilhões e que a Venezuela concordou em permitir que os Estados Unidos refinem e vendam cerca de 50 milhões de barris de petróleo venezuelano por tempo indeterminado.

    Mark A. Nelson executivo sênior da petroleira Chevron e Stephen Miller estrategista político de Trump | Foto: reprodução/SBT News

    A coletiva ocorreu poucos dias após uma ação militar em território venezuelano que, segundo Trump, resultou na prisão do ditador, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores. O presidente classificou a operação como “uma das mais espetaculares da história americana” e afirmou que Maduro teria sido responsável pela morte de “milhões de pessoas”, além de crimes cometidos contra os Estados Unidos. Para Trump, a saída de Maduro abriria caminho para um futuro melhor nas relações entre os dois países e para a redução dos preços de energia nos EUA.

    Enquanto isso, o Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira (9) uma resolução que impede o presidente de adotar novas ações militares contra a Venezuela sem autorização do Congresso. A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos deve votar ainda neste mês uma proposta semelhante, que limita os poderes do Executivo para intervir militarmente no país sul-americano. Caso ambas sejam aprovadas, os textos precisarão ser unificados antes do envio da versão final para sanção presidencial.

    FONTE: SBT NEWS