Categoria: Destaque

  • Governo autoriza envio da Força Nacional a Roraima por 90 dias

    Governo autoriza envio da Força Nacional a Roraima por 90 dias

    Medida é adotada em meio à crise na Venezuela, que faz fronteira com o estado no Norte do país

    Uma portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (8), autoriza o emprego da Força Nacional no estado de Roraima pelo prazo de 90 dias. O documento foi assinado pelo ministro Ricardo Lewandowski.
    A atuação será nos municípios de Boa Vista e Pacaraima — a capital e a principal fronteira terrestre do Brasil com a Venezuela — em apoio às forças de segurança estaduais.

    Segundo o texto, a Força Nacional vai atuar em atividades consideradas imprescindíveis para a preservação da ordem pública e da segurança de pessoas e do patrimônio, em caráter “episódico e planejado”. A operação terá apoio logístico do governo de Roraima, responsável por garantir a infraestrutura necessária para o trabalho das equipes.

    A decisão ocorre em um contexto de agravamento da crise na Venezuela, que pode ter reflexos diretos na fronteira norte do Brasil, embora a situação seja considerada, até o momento, tranquila pelo governo brasileiro. A medida busca reforçar a atenção à segurança na região, especialmente em Pacaraima, principal porta de entrada terrestre de venezuelanos no país.

    De acordo com a portaria, o tamanho do efetivo a ser empregado será definido pela Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública, vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública do ministério.

    FONTE: SBT NEWS

  • Inscrições da 1ª Corrida da Polícia Penal resultam em doações de alimentos para instituições sociais, em Porto Velho

    Inscrições da 1ª Corrida da Polícia Penal resultam em doações de alimentos para instituições sociais, em Porto Velho

    A 1ª Corrida da Polícia Penal de Rondônia promoveu inclusão social, solidariedade e fortalecimento das políticas públicas voltadas para pessoas em situação de vulnerabilidade

    A segunda etapa do pacote de ações solidárias vinculadas à 1ª Corrida da Polícia Penal de Rondônia foi realizada na terça-feira (6), em Porto Velho. A iniciativa transformou os valores arrecadados com as inscrições da população em alimentos não perecíveis, destinados para associações que atuam no atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social na Capital. A ação foi coordenada pela Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) e reforça o caráter solidário da iniciativa, ampliando seu alcance social. Nesta etapa, foram entregues 34 cestas básicas às associações: Casa Família Rosetta e Casa Acolhedora Refúgio Canaã.

    Ao todo, o pacote de ações solidárias resultou na distribuição de 80 cestas de alimentos para associações que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social. As entregas ocorreram em duas etapas. A primeira foi realizada no dia 14 de novembro, com a distribuição de 46 cestas básicas às famílias atendidas pela Associação Comunitária das Mulheres da Vila Princesa, arrecadadas por meio das inscrições dos servidores da Polícia Penal.

    Além disso, no dia do evento, 6 de dezembro, foram realizados sorteios de brindes e a entrega de 50 bolas confeccionadas por reeducandos, por meio do projeto Pintando a Liberdade, reforçando o comprometimento da gestão estadual com ações de ressocialização e cidadania.

    Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a iniciativa demonstra o empenho do estado em promover ações que ultrapassem o esporte. “Com a realização da 1ª Corrida da Polícia Penal, transformamos a participação e lazer em solidariedade. As doações representam cuidado, respeito e atenção às pessoas em situação de vulnerabilidade”, salientou.

    O impacto da doação também foi ressaltado pelo coordenador da Casa Acolhedora Refúgio Canaã, Roni Paulo Gonçalves Cardoso, que enfatizou a importância do apoio recebido no início do ano. “Tudo o que estamos recebendo vem para a casa onde acolhemos pessoas que, na maioria das vezes, chegam em situação de vulnerabilidade. O que está acontecendo aqui é um momento ímpar para nós. Receber essas doações no começo do ano foi uma alegria e, somos muito gratos por essa ação.”

    O secretário da Sejus, Marcus Rito, destacou que a iniciativa reforça o papel social da Polícia Penal e da pasta. “Além de promover integração e qualidade de vida por meio do esporte, conseguimos transformar as inscrições em alimentos que fazem a diferença na mesa de muitas pessoas. Esse é o verdadeiro sentido do serviço público: servir à sociedade.”

    FONTE: SECOM/RO

  • Mão de obra reeducanda produz 500 vassouras com material reciclável em Porto Velho

    Mão de obra reeducanda produz 500 vassouras com material reciclável em Porto Velho

    Além de contribuir para a preservação do meio ambiente por meio do reaproveitamento de materiais recicláveis, a iniciativa proporciona qualificação profissional para os reeducandos

    Com o objetivo de promover a sustentabilidade ambiental, a ressocialização e a capacitação profissional de pessoas privadas de liberdade, o governo de Rondônia produziu, em 2025, 500 vassouras a partir de garrafas PET recicláveis, utilizando mão de obra reeducanda em unidades prisionais de Porto Velho. A ação é resultado de um Termo de Cooperação Técnica firmado entre a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) e a Secretaria Municipal de Saneamento e Serviços Básicos (Semusb), com a participação da Cooperativa de Trabalho Multidisciplinar de Desenvolvimento da Amazônia (Cootama).

    O acordo estabelece um plano de trabalho voltado à coleta, reaproveitamento e transformação de resíduos sólidos em produtos de utilidade pública, aliando responsabilidade ambiental à geração de oportunidades de trabalho e capacitação profissional para reeducandos. O projeto está em execução na Penitenciária Milton Soares de Carvalho e no Centro de Ressocialização Vale do Guaporé, e concede remição de pena aos reeducandos através de atividades laborais.

    O projeto está em execução na Penitenciária Milton Soares de Carvalho e no Centro de Ressocialização Vale do Guaporé

    Para o governador de Rondônia Marcos Rocha, a iniciativa reforça o compromisso do estado com políticas públicas integradas. “Estamos investindo em ações que unem sustentabilidade, responsabilidade social e ressocialização. Ao transformar resíduos em oportunidade, o governo fortalece a dignidade humana e contribui para um futuro mais sustentável”

    CAPACITAÇÃO E RESSOCIALIZAÇÃO

    A proposta capacita, em média, 20 reeducandos por unidade prisional, por meio de um plano de trabalho que contempla 40 horas de aulas teóricas e 200 horas de aulas práticas, realizadas quatro dias por semana, nos turnos da manhã e da tarde. A Cootama é responsável por ministrar os cursos, fornecer os insumos necessários, coordenar a produção das vassouras PET e emitir os certificados de conclusão.

    Pelo acordo, a Sejus disponibiliza o espaço físico e a mão de obra reeducanda para o desenvolvimento das atividades. A Semusb é responsável pelo fornecimento das garrafas PET, além de disponibilizar quatro reeducandos beneficiários do convênio nº 253/PGE-2022 para auxiliar o instrutor da cooperativa.

    Em 2025, foram produzidas 500 vassouras a partir de garrafas PET recicláveis

    A secretaria municipal também garantirá, por meio do Departamento de Posturas Urbanas, espaço em eventos públicos realizados pela Prefeitura de Porto Velho para a divulgação e comercialização das vassouras, enquanto o plano de trabalho estiver vigente.

    CONTINUIDADE DO PROJETO

    Após a formação, novos reeducandos poderão ser selecionados como multiplicadores, assegurando a continuidade das capacitações e da produção, conforme a oportunidade e conveniência da administração prisional.

    O secretário da Sejus, Marcus Rito destacou o impacto social do projeto.
    “Além de reduzir a ociosidade no sistema prisional, a iniciativa contribui para o resgate da cidadania dos reeducandos e cria condições reais de reintegração social, diminuindo a reincidência criminal”, afirmou.

    FONTE: SECOM/RO

  • Governo lança rede de hospitais inteligentes e promete modernização do SUS

    Governo lança rede de hospitais inteligentes e promete modernização do SUS

    Projeto prevê integração de dados, uso de inteligência digital e ampliação do acesso a serviços de saúde em todo o país

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançaram nesta quarta-feira (7) no Palácio do Planalto a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do Sistema Único de Saúde (SUS), projeto que busca modernizar o atendimento público com uso de tecnologia avançada e inteligência artificial.

    Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa inclui a criação de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) inteligentes, interligadas por tecnologia digital e conexão de dados, que permitirão monitoramento mais preciso de pacientes e apoio a decisões clínicas em tempo real.

    O programa prevê também a construção do primeiro hospital inteligente do Brasil, que será instalado em São Paulo como parte da nova rede de serviços. A expectativa é que os primeiros componentes da rede entrem em operação a partir de 2026, com foco na aceleração do atendimento em emergências e na integração entre unidades médicas.

    “Os hospitais inteligentes usam da mais alta tecnologia e inteligência artificial, usando uma rede que permite fazer procedimentos a distância e para acelerar diagnostico”, afirmou Padilha.

    O plano faz parte do programa “Agora Tem Especialistas”, voltado à expansão e qualificação da assistência especializada no SUS, e conta com cooperação internacional para viabilizar o financiamento e a implantação das estruturas mais tecnológicas.

    Padilha destacou, durante o anúncio, que os hospitais inteligentes e os serviços com tecnologias de informação e comunicação têm potencial para integrar atendimentos à distância, acelerar diagnósticos por meio de inteligência artificial e reduzir o tempo de espera por atendimento emergencial.

    A presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, vinculado ao bloco dos BRICS, Dilma Rousseff, presente no evento, classificou o programa como um marco histórico para o Brasil e para a cooperação internacional no setor de saúde, ressaltando a importância das parcerias tecnológicas e financeiras para a implantação da rede.

    O governo federal diz que a nova rede vai reforçar a capacidade do SUS de oferecer atendimento médico mais rápido, integrado e com tecnologia de ponta em todo o país.

    FONTE: SBT NEWS

  • EUA diz que têm plano de três fases para a Venezuela

    EUA diz que têm plano de três fases para a Venezuela

    Secretário de Estado afirmou que a ideia do país norte-americano é: estabilização, recuperação e transição

    Sem dar prazo, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse nesta quarta-feira (7) que o país norte-americano tem um plano de três fases para a Venezuela: estabilização, recuperação e transição.

    “O primeiro passo é a estabilização do país. Não queremos que ele mergulhe no caos. Parte dessa estabilização, e a razão pela qual entendemos e acreditamos que temos a maior influência possível, é a nossa quarentena. Como vocês viram hoje, mais dois navios foram apreendidos. Estamos no meio disso agora e, de fato, prestes a fechar um acordo para tomar todo o petróleo. Eles têm petróleo preso na Venezuela. Não podem transportá-lo por causa da nossa quarentena e porque está sujeito a sanções”, disse.

    Rubio voltou a dizer que os EUA vão tomar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo. “Vamos vendê-lo no mercado a preços de mercado, não com os descontos que a Venezuela estava recebendo. Esse dinheiro será então administrado de forma que controlaremos sua distribuição, de uma maneira que beneficie o povo venezuelano, e não a corrupção, e não o regime. Portanto, temos muita influência para avançar na frente da estabilização”, disse.

    A segunda fase foi chamada de recuperação. “Consiste em garantir que empresas americanas, ocidentais e de outros países tenham acesso ao mercado venezuelano de uma forma que seja justo também. Ao mesmo tempo, é preciso começar a criar o processo de reconciliação nacional na Venezuela para que as forças de oposição possam ser anistiadas e libertadas das prisões ou trazidas de volta ao país e comecem a reconstruir a sociedade civil. E então a terceira fase, claro, será de transição.”

    O secretário de Estado disse que os EUA têm um enorme controle e influência sobre as autoridades interinas da Venezuela, mas que caberá ao povo transformar o país. “Estamos preparados, sob as condições certas, usando a influência que temos, o que inclui o fato de que eles não podem transportar petróleo a menos que o façamos.”

    Prazo

    Rubio não deu prazo para a implantação do plano de três fases. “Querem que tudo aconteça da noite para o dia. Não vai funcionar assim. Mas já estamos vendo progresso com este novo acordo que foi anunciado e outros acordos que virão. Já é possível ver como a influência que os Estados Unidos têm sobre essas autoridades interinas começará a gerar resultados positivos.”

    Apreensão de petroleiros

    O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que as apreensões a petroleiros da Venezuela continuarão. “Essa pressão continuará. Somos um governo de ação para promover nossos interesses, e isso está sendo totalmente demonstrado”, disse.

    Após capturar o ditador Nicolás Maduro em um ataque a Caracas no sábado (3), os EUA continuam bloqueando embarcações ao largo da costa do país sul-americano, membro da OPEP.

    Na manhã desta quarta (7), os EUA apreenderam um petroleiro vazio, de bandeira russa e com ligações à Venezuela, no Oceano Atlântico, como parte da agressiva investida do presidente Donald Trump para ditar o fluxo de petróleo nas Américas e forçar o governo da Venezuela a se tornar um aliado.

    A Guarda Costeira dos EUA e as forças especiais militares americanas apreenderam o petroleiro Marinera, que se recusou a ser abordado no mês passado e passou a navegar sob a bandeira da Rússia, disseram as autoridades.

    FONTE: REUTERS

  • Rondônia impressiona o país com força do rebanho bovino e liderança no agronegócio

    Rondônia impressiona o país com força do rebanho bovino e liderança no agronegócio

    Rondônia é hoje o estado onde existem mais bois do que pessoas em todo o país.

    Vídeos e textos jornalísticos que circulam intensamente nas redes sociais têm chamado a atenção para um dado que impressiona até quem acompanha de perto o agronegócio brasileiro: Rondônia é hoje o estado onde existem mais bois do que pessoas em todo o país.

    De acordo com as informações divulgadas, são cerca de dez cabeças de gado para cada um dos aproximadamente 1 milhão e 750 mil habitantes. O estado ocupa atualmente a sexta posição no ranking nacional de rebanho bovino, avançando de forma consistente — há dez anos, Rondônia aparecia apenas como o oitavo maior produtor do país.

    Hoje, cerca de 18 milhões de cabeças de gado pastam nos campos rondonienses, abastecendo o mercado interno e fornecendo carne de alta qualidade para diversos países, consolidando o estado como uma potência nacional da pecuária.

    Crescimento histórico em pouco mais de meio século

    O salto da produção bovina em Rondônia é considerado histórico. Em 1973, há pouco mais de 50 anos, todo o território estadual — com quase 239 mil quilômetros quadrados — registrava menos de 21 mil cabeças de gado. Em pouco mais de cinco décadas, o rebanho cresceu cerca de 900 vezes, refletindo investimentos, tecnologia, abertura de mercados e a profissionalização do setor produtivo.

    No cenário nacional, o Brasil mantém desde 2015 o título de país com o maior rebanho bovino do mundo, com aproximadamente 225 milhões de cabeças. Rondônia responde por 8,22% desse total, percentual expressivo que reforça o peso do estado no agronegócio brasileiro.

    Exportações bilionárias e mercados consolidados

    A força da pecuária rondoniense também se reflete nas exportações. Somente em 2024, o setor garantiu ao estado mais de US$ 1,16 bilhão em receitas. Entre os principais destinos da carne produzida em Rondônia estão China, Emirados Árabes Unidos, Chile, Hong Kong e Egito, mercados exigentes e estratégicos para o Brasil.

    Os Estados Unidos também absorvem uma parcela importante da produção, especialmente a chamada “carne verde”, proveniente de gado alimentado exclusivamente a pasto, sem uso de produtos químicos. Até outubro do ano passado, 15,3 mil toneladas haviam sido exportadas para o mercado norte-americano, gerando receitas próximas de US$ 78 milhões.

    O desempenho do setor confirma Rondônia como um dos grandes protagonistas do agronegócio nacional, unindo escala de produção, qualidade da carne e acesso a mercados internacionais, em um crescimento que segue chamando atenção dentro e fora do país.

    FONTE: JH NOTICIAS

  • Militares venezuelanos retomam revistas na fronteira com Brasil

    Militares venezuelanos retomam revistas na fronteira com Brasil

    Operação havia sido suspensa desde o fim de semana e voltou a ser realizada na fronteira em Pacaraima (RR)

    Militares venezuelanos retomaram nesta terça-feira (6) as revistas em quem entra no país pela fronteira com o Brasil. O trabalho é de rotina, mas estava suspenso desde o fim de semana, após a queda do ditador Nicolás Maduro.

    No terceiro dia depois da captura de Nicolás Maduro pelos norte-americanos, a rotina na fronteira da Venezuela com o Brasil segue sem mudanças.

    Se a imagem dos últimos dias já dava a impressão de que não houve reflexos na região, os números divulgados pela Polícia Federal comprovam isso. Entre domingo e segunda-feira, depois da queda do ditador, 269 venezuelanos cruzaram a fronteira por Pacaraima, no norte do estado de Roraima. A média diária do mês de dezembro do ano passado foi de 280 venezuelanos.

    Uma mudança que pôde ser vista a partir desta terça-feira foi a retomada das inspeções feitas pelos militares venezuelanos. Eles passaram o dia revistando tanto as pessoas que entram no Brasil quanto brasileiros ou venezuelanos que atravessam para o lado venezuelano. Desde a prisão de Nicolás Maduro, na madrugada do último sábado, esse tipo de operação estava suspenso.

    Do lado brasileiro, o Exército Brasileiro continua com a operação diária de parada e revista de carros que entram e saem do país.

    Para medir a situação do lado vizinho, os militares perguntam o motivo da travessia. As respostas, segundo os agentes, são sempre que não há ligação com a queda de Maduro. Atualmente, 129 militares do Exército fazem a segurança na área da fronteira.

    FONTE: SBT NEWS

  • França trabalha com aliados em plano para caso de EUA avançarem sobre Groenlândia

    França trabalha com aliados em plano para caso de EUA avançarem sobre Groenlândia

    Líderes de grandes potências europeias e do Canadá se uniram em apoio ao território nesta semana, dizendo que a ilha do Ártico pertence ao seu povo

    A França está trabalhando com seus parceiros em um plano sobre como responder caso os Estados Unidos cumpram sua ameaça de tomar a Groenlândia, disse um ministro nesta quarta-feira (7), enquanto a Europa procurava abordar as ambições do presidente dos EUA, Donald Trump, na região.

    Uma tomada militar da Groenlândia pelos EUA de um aliado de longa data, a Dinamarca, enviaria ondas de choque através da aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e aprofundaria a divisão entre Trump e os líderes europeus.

    O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, disse que o assunto será abordado em uma reunião com os ministros das Relações Exteriores da Alemanha e da Polônia no decorrer do dia.

    “Queremos agir, mas queremos fazê-lo junto com nossos parceiros europeus”, disse ele à rádio France Inter.

    Líderes de grandes potências europeias e do Canadá se uniram em apoio à Groenlândia nesta semana, dizendo que a ilha do Ártico pertence ao seu povo, após uma ameaça renovada de Trump de assumir o controle do território.

    Trump renova ambições sobre Groenlândia

    Nos últimos dias, Trump repetiu que deseja obter o controle da Groenlândia, uma ideia expressa pela primeira vez em 2019, durante seu primeiro mandato na Presidência dos EUA. Ele argumenta que a ilha é fundamental para a estratégia militar dos EUA e afirma que a Dinamarca não fez o suficiente para protegê-la.

    A Casa Branca disse na terça-feira (6) que Trump estava discutindo opções para adquirir a Groenlândia, incluindo o uso potencial das Forças Armadas dos EUA, em um renascimento de sua ambição de controlar a ilha estratégica, apesar das objeções europeias.

    Barrot sugeriu que uma operação militar dos EUA havia sido descartada pelo principal diplomata de Washington.

    “Eu mesmo estive ao telefone ontem com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio… que confirmou que essa não foi a abordagem adotada… ele descartou a possibilidade de uma invasão (da Groenlândia)”, disse ele.

    Uma operação militar dos EUA no fim de semana que capturou o líder da Venezuela já havia reacendido as preocupações de que a Groenlândia poderia enfrentar um cenário semelhante.

    Uma autoridade graduada dos EUA, falando sob condição de anonimato, disse esta semana que Trump e seus assessores estão discutindo várias maneiras de adquirir a Groenlândia, incluindo uma compra. Groenlândia e Dinamarca afirmaram que a ilha não está à venda.

    O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, e seu colega da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, solicitaram uma reunião urgente com Rubio para discutir a situação.

    “Gostaríamos de acrescentar algumas nuances à conversa”, escreveu Rasmussen em uma publicação nas mídias sociais. “A briga de gritos deve ser substituída por um diálogo mais sensato. Agora.”

    Maior ilha do mundo, mas com uma população de apenas 57.000 pessoas, Groenlândia não é um membro independente da Otan, mas é coberta pela adesão da Dinamarca à aliança ocidental.

    A ilha está estrategicamente localizada entre a Europa e a América do Norte, o que a tornou um local essencial para o sistema de defesa dos EUA contra mísseis balísticos durante décadas. Sua riqueza mineral também se alinha com a ambição de Washington de reduzir a dependência da China.

    Trump tem dito repetidamente que embarcações russas e chinesas estão perseguindo as águas ao redor da Groenlândia, que a Dinamarca contesta.

    “A imagem que está sendo pintada de navios russos e chineses bem dentro do fiorde de Nuuk e de investimentos chineses maciços sendo feitos não é correta”, disse Rasmussen a repórteres na noite de terça-feira.

    Dados de rastreamento de embarcações da MarineTraffic e da LSEG não mostram a presença de navios chineses ou russos perto da Groenlândia.

    FONTE: REUTERS

  • EUA defendem controle do petróleo venezuelano em reunião da OEA

    EUA defendem controle do petróleo venezuelano em reunião da OEA

    Em reunião de emergência, diplomata norte-americano afirma que petróleo da Venezuela não deve ficar nas mãos de adversários do Hemisfério Ocidental e reforça ações contra Maduro.

    Na Organização dos Estados Americanos (OEA), os Estados Unidos reforçaram sua posição sobre a crise venezuelana, afirmando que o petróleo da Venezuela não pode ser controlado por adversários estratégicos da região, como Irã, Rússia, China, Hezbollah e Cuba. A declaração foi feita pelo embaixador norte-americano Leandro Rizzuto durante reunião de emergência convocada para discutir o ataque à Venezuela e a prisão do presidente Nicolás Maduro.

    Segundo Rizzuto, a operação não configurou invasão ou ocupação do país. O objetivo, segundo os EUA, foi a prisão de Maduro e sua esposa Cilia Flores, seguindo ordem judicial por indiciamento criminal. “Não foi uma interferência na democracia da Venezuela. A ação removeu o principal obstáculo para o futuro democrático do país”, afirmou o diplomata, solicitando a libertação de cerca de mil prisioneiros políticos.

    Operação nos territórios venezuelanos
    Militares norte-americanos retiraram Maduro e sua esposa de Caracas, provocando confrontos com forças de segurança locais e explosões na capital. O casal foi levado para Nova York, onde enfrenta acusações de envolvimento com narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e uso de armamento pesado.

    Em audiência de custódia no Tribunal Federal do Brooklyn, Maduro declarou inocência e se definiu como “prisioneiro de guerra” e “homem decente”. Atualmente, ambos permanecem detidos em presídio federal no bairro do Brooklyn, sob supervisão das autoridades norte-americanas.

    A reunião na OEA reforçou a narrativa estadunidense de que a proteção das reservas petrolíferas venezuelanas é uma questão de segurança estratégica para o Hemisfério Ocidental, destacando que os lucros do petróleo não beneficiam a população local devido ao controle de adversários políticos.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Governo Trump recua em acusação contra Maduro e admite que ‘Cartel de los Soles’ não é real

    Governo Trump recua em acusação contra Maduro e admite que ‘Cartel de los Soles’ não é real

    Departamento de Justiça dos EUA reformula denúncia e reconhece que termo usado contra Maduro se refere a um sistema de corrupção, não a um cartel formal

    O governo dos Estados Unidos recuou oficialmente da acusação de que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, lideraria uma organização criminosa chamada ‘Cartel de los Soles’ e passou a reconhecer que o termo não se refere a um cartel real. A mudança consta em uma denúncia reformulada pelo Departamento de Justiça americano e foi revelada pelo The New York Times nesta terça-feira (6). O SBT News teve acesso ao documento e confirmou as informações.

    A nova acusação abandona a tese sustentada pelo governo Trump desde 2020 de que o Cartel de los Soles seria uma organização estruturada de tráfico internacional de drogas comandada por Maduro. No lugar disso, o documento afirma que a expressão descreve um “sistema de patronagem” e uma “cultura de corrupção” dentro do Estado venezuelano, alimentada por recursos do narcotráfico.

    De acordo com o texto revisado, os lucros do tráfico “fluem para funcionários civis, militares e de inteligência de baixo escalão, que operam em um sistema de patronagem comandado pelos que estão no topo – referido como Cartel de los Soles”, em referência às insígnias solares usadas por oficiais de alta patente das Forças Armadas da Venezuela.

    A mudança representa um recuo significativo em relação à denúncia original de 2020, que mencionava o Cartel de los Soles mais de 30 vezes e descrevia Maduro como líder direto da suposta organização criminosa. Na nova versão, o termo aparece apenas duas vezes e é tratado como uma expressão informal, criada pela imprensa venezuelana nos anos 1990.

    Apesar do recuo, os promotores americanos mantêm a acusação de que Nicolás Maduro participou de uma conspiração internacional de tráfico de drogas ao longo de décadas, em parceria com grupos armados e organizações criminosas da América Latina. O Departamento de Justiça afirma que Maduro “participou, perpetuou e protegeu” esse sistema de corrupção enquanto ocupava cargos públicos, incluindo a presidência do país.

    Especialistas em segurança e crime organizado ouvidos pelo jornal americano afirmam que a nova redação é mais fiel à realidade. Para Elizabeth Dickinson, vice-diretora do International Crisis Group para a América Latina, a correção demonstra que a acusação original não se sustentaria judicialmente. “Eles sabiam que não conseguiriam provar isso em tribunal”, afirmou ao NYT.

    Relatórios oficiais da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA) e da Organização das Nações Unidas (ONU) nunca reconheceram o Cartel de los Soles como uma organização criminosa estruturada, o que reforça o caráter informal e político do termo agora admitido pelo governo americano.

    Maduro diz que é inocente

    Em audiência no Tribunal Federal de Manhattan, em Nova York, na segunda-feira (5), Nicolás Maduro se disse inocente e afirmou que foi sequestrado pelo governo dos Estados Unidos.

    “Sou inocente. Não sou culpado. Sou um homem decente”, disse Maduro por meio de um intérprete, antes de ser interrompido pelo juiz distrital americano Alvin Hellerstein.

    Maduro nega veementemente as acusações do Governo Trump e afirma que a ação tem como interesse o petróleo da Venezuela. O advogado do venezuelano, Barry Pollack, disse que seu cliente sofreu um “sequestro militar”.

    FONTE: SBT NEWS