Categoria: Destaque

  • Trump convida Lula para integrar ‘Conselho da Paz’ sobre Gaza

    Trump convida Lula para integrar ‘Conselho da Paz’ sobre Gaza

    À Jovem Pan, fonte do governo federal disse que a carta-convite foi entregue na Embaixada do Brasil em Washington

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou na sexta-feira (16) o chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para integrar o chamado “Conselho da Paz” sobre Gaza que o republicano pretende fundar. A informação foi noticiada pelo jornalista Jamil Chade, do ICL Notícias, e confirmada pela Jovem Pan.

    Segundo disse fonte do governo federal à Jovem Pan, a Casa Branca entregou uma carta-convite na Embaixada do Brasil em Washington, nos Estados Unidos. Lula ainda não deu uma resposta a Trump.

    Neste sábado (17), o presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou por meio de publicação no X (ex-Twitter) que foi convidado pela Casa Branca para se juntar ao “Conselho da Paz” como integrante fundador. O líder argentino compartilhou uma reprodução da carta-convite assinada por Trump.

    No documento, o republicano chamou Milei para “juntar-se” em “um esforço de grande importância histórica para consolidar a paz no Oriente Médio”. Segundo informou Trump na carta-convite, a iniciativa faz parte do plano para Gaza apresentado por ele em setembro de 2025.

    FONTE: JOVEM PAN NEWS

  • Mercosul e União Europeia assinam acordo comercial histórico

    Mercosul e União Europeia assinam acordo comercial histórico

    O documento será formalizado neste sábado em Assunção e cria a maior zona de livre comércio do mundo, integrando um mercado consumidor de 720 milhões de pessoas.

    Após 26 anos de negociações, representantes do Mercosul e da União Europeia assinam neste sábado (17) o acordo de livre comércio entre os dois blocos. A cerimônia ocorre em Assunção, no Paraguai, no mesmo teatro onde o Mercosul foi fundado em 1991.

    O tratado estabelece a eliminação gradual de tarifas de importação para mais de 90% do comércio bilateral. O acordo abrange desde bens industriais, como automóveis e máquinas, até produtos agrícolas, setor de grande interesse para os países sul-americanos.

    Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não compareça por questões de agenda, o Brasil será representado pelo chanceler Mauro Vieira. Ontem, Lula recebeu a cúpula europeia no Rio de Janeiro para alinhar os detalhes finais da implementação do texto.

    O acordo projeta um incremento de 7 bilhões de dólares nas exportações brasileiras. O texto final inclui cláusulas ambientais vinculantes, garantindo que os produtos comercializados não estejam vinculados ao desmatamento ilegal, respeitando as normas do Acordo de Paris.

    Para entrar em vigor, o texto precisa ser ratificado pelo Parlamento Europeu e pelos congressos nacionais dos países do Mercosul. O governo brasileiro espera que a internalização da lei ocorra ainda no primeiro semestre, com vigência plena a partir da metade de 2026.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Presidente da Síria reconhece direitos dos curdos e restaura cidadania após violência em Aleppo

    Presidente da Síria reconhece direitos dos curdos e restaura cidadania após violência em Aleppo

    Decreto de Ahmed al-Sharaa reconhece o idioma curdo e proíbe discriminação étnica, em meio a tensões com forças curdas

    O presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, emitiu um decreto afirmando os direitos dos sírios curdos, reconhecendo formalmente seu idioma e restaurando a cidadania de todos os sírios curdos, informou a agência de notícias estatal Sana nesta sexta-feira(16).

    O decreto de Sharaa veio após os confrontos que eclodiram na última semana na cidade de Aleppo, no norte do país, deixando pelo menos 23 pessoas mortas, segundo o Ministério da Saúde da Síria, e forçando mais de 150.000 pessoas a fugir dos dois bolsões da cidade controlados pelos curdos.

    Os confrontos terminaram depois que os combatentes curdos se retiraram.

    A violência em Aleppo aprofundou uma das principais divisões na Síria, onde a promessa de al-Sharaa de unificar o país sob uma única liderança, após 14 anos de guerra, tem enfrentado a resistência das forças curdas que desconfiam de seu governo liderado por islamitas.

    Pela primeira vez, o decreto concede direitos aos sírios curdos, incluindo o reconhecimento da identidade curda como parte do tecido nacional da Síria. Ele designa o curdo como idioma nacional, juntamente com o árabe, e permite que as escolas o ensinem.

    Também abole medidas que datam de um censo de 1962 na província de Hasaka, que retirou a nacionalidade síria de muitos curdos, concedendo cidadania a todos os residentes afetados, incluindo aqueles anteriormente registrados como apátridas.

    O decreto proíbe a discriminação étnica ou linguística, exige que as instituições estatais adotem mensagens nacionais inclusivas e estabelece penalidades para o incitamento de conflitos étnicos.

    O governo sírio e as Forças Democráticas da Síria, lideradas pelos curdos, que controlam o nordeste do país, iniciaram meses de conversações no ano passado para integrar os órgãos militares e civis administrados pelos curdos às instituições estatais sírias até o final de 2025, mas houve pouco progresso.

    FONTE: REUTERS

  • Trump anuncia criação de governo de transição para Faixa de Gaza

    Trump anuncia criação de governo de transição para Faixa de Gaza

    Nova gestão faz parte da segunda fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas; nomes ainda serão divulgados

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quinta-feira (15) a criação do governo de transição para a Faixa de Gaza. O republicano disse que os integrantes do grupo serão divulgados em breve, afirmando que “todos estão inabalavelmente comprometidos com um futuro pacífico”.

    O governo transitório faz parte da segunda fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas, mediado pelos Estados Unidos. Até que uma Autoridade Palestina reformada comece a administrar o enclave, a região será administrada pela gestão internacional, chamada de “Conselho da Paz”, chefiada por Trump e outros líderes, e composta por “palestinos qualificados”.

    A segunda fase do acordo ainda engloba a saída das tropas israelenses da Faixa de Gaza e o desarmamento do Hamas. A última questão é considerada sensível, já que o grupo palestino abriu mão da governança do enclave, mas insistiu repetidamente que não renunciará às suas armas. Trump, contudo, disse estar confiante no assunto.

    “Com o apoio do Egito, Turquia e Catar, garantiremos um acordo abrangente de desmilitarização com o Hamas, incluindo a entrega de todas as armas e o desmantelamento de todos os túneis. O Hamas deve imediatamente honrar seus compromissos e prosseguir sem demora para a desmilitarização total. Como já disse antes, eles podem fazer isso do jeito fácil ou difícil. O povo de Gaza já sofreu por tempo suficiente”, disse o republicano.

    Plano de reconstrução

    A implementação do governo transitório abrirá caminho para os planos de reconstrução de Gaza e o envio de uma força de estabilização internacional para garantir a segurança no território. Espera-se, também, a ampliação da ajuda humanitária no enclave palestino, limitada drasticamente por Israel durante os anos de guerra.

    Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), 75% da população de Gaza apresenta níveis extremos de insegurança alimentar aguda e riscos críticos de desnutrição. A previsão é que a situação permaneça grave até abril deste ano, até que o cenário seja estabilizado, com cerca de 1,6 milhão de pessoas com altos níveis de insegurança alimentar aguda.

    FONTE: REUTERS

  • IBGE prevê safra recorde de 346 milhões de toneladas

    IBGE prevê safra recorde de 346 milhões de toneladas

    Resultado representa alta de 18,2% em relação ao ano anterior

    O Brasil deverá fechar 2025 com safra recorde de 346,1 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas. O resultado representa um aumento de 18,2% em relação a 2024 (292,7 milhões de toneladas).

    Os dados são da estimativa calculada em dezembro de 2025, divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

    A previsão é de que em 2026, a produção seja menor. Segundo estimativas do IBGE, a safra brasileira em 2026 deve somar 339,8 milhões de toneladas, declínio de 1,8% em relação a 2025 ou 6,3 milhões de toneladas. 

    Para a safra 2026, o IBGE informou que está incluindo a canola e o gergelim, produtos que vêm ganhando importância na safra de cereais, leguminosas e oleaginosas nos últimos anos, muito embora ainda tenham seu cultivo limitado a poucas unidades da federação.

    Recorde

    Para 2025, o IBGE prevê recorde da série histórica. O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo que, somados, representaram 92,7% da estimativa da produção e respondem por 87,9% da área a ser colhida. 

    Para a soja, a estimativa de produção foi de 166,1 milhões de toneladas, novo recorde da série histórica, que representa alta de 14,6% em relação a 2024. Para o milho, a estimativa também foi recorde,141,7 milhões de toneladas (crescimento de 23,6%). 

    Outro recorde se refere à produção do algodão herbáceo em caroço, que chegou a 9,9 milhões de toneladas, um acréscimo de 11,4% em relação a 2024.

    Já a produção do arroz em casca foi estimada em 12,7 milhões de toneladas (alta de 19,4%); a do trigo, em 7,8 milhões de toneladas (3,7% a mais que em 2024), e a do sorgo foi de 5,4 milhões de toneladas (35,5% a mais).

    Previsão para 2026

    O prognóstico para 2026 divulgado nesta quinta foi o terceiro. Apesar de estimar uma produção em 2026 menor que em 2025, a previsão foi maior do que a do último prognóstico, divulgado em dezembro de 2024, pelo IBGE.

    Em relação ao segundo prognóstico, houve crescimento de 4,2 milhões de toneladas – alta de 1,2% na previsão para este ano.

    De acordo com o IBGE, o declínio da produção de 2026 em relação à safra 2025 deve-se, principalmente, à menor estimativa para o milho (-6% ou -8,5 milhões de toneladas), para o sorgo (-13% ou -700,2 mil toneladas), para o arroz (-8% ou -1 milhão de toneladas), para o algodão herbáceo em caroço (-10,5% ou -632,7 mil toneladas) e para o trigo (-1,6% ou -128,4 mil toneladas).

    Já para a soja, o IBGE estima um crescimento de 2,5% ou 4,2 milhões de toneladas. A produção do feijão também deve crescer 3,1% na primeira safra, chegando a 30,1 mil toneladas.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Notas do Enem 2025 já estão disponíveis

    Notas do Enem 2025 já estão disponíveis

    As notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 já podem ser consultadas na Página do Participante, na internet. Os resultados foram divulgados nesta sexta-feira (16) pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

    Segundo dados do balanço da aplicação do exame, participaram da edição de 2025 4,8 milhões de inscritos, com 72% de presença nos dois dias de prova.

    Na Página do Participante é possível conferir tanto a nota da redação (que varia de zero a mil pontos) quanto a pontuação de cada uma das quatro áreas de conhecimento avaliadas. Para os chamados treineiros – aqueles que não concluíram o ensino médio em 2025, o boletim individual será publicado até 60 dias após a divulgação do resultado. 

    Com os resultados do exame, os participantes poderão concorrer a vagas em instituições de educação superior públicas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), com inscrições abertas de 19 a 23 de janeiro; tentar uma bolsa de estudo pelo Programa Universidade para Todos (Prouni), no período de 26 a 29 de janeiro; ou acessar o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).  

    A inscrição no Sisu não exige envio prévio de documentos. Os selecionados, no entanto, devem observar os prazos e requisitos, bem como apresentar a documentação solicitada pela instituição de educação superior no momento da matrícula. 

    Os participantes do Enem 2025 que atendem aos critérios estabelecidos e desejam utilizar o exame para fins de certificação de conclusão do ensino médio devem ficar atentos aos prazos para solicitar o certificado nas instituições, por meio do portal do Inep

    Para obter o certificado de conclusão do ensino médio pelo Enem, é necessário ter indicado essa finalidade no momento da inscrição e alcançar, no mínimo, 450 pontos em cada área do conhecimento, além de obter, pelo menos, 500 na redação. 

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Europeus preparam exercícios militares na Groenlândia

    Europeus preparam exercícios militares na Groenlândia

    Movimento acontece em meio à insistências do presidente Donald Trump de colocar a ilha sob controle dos EUA

    Os países europeus estão enviando um pequeno número de militares para a Groenlândia nesta quinta-feira (15), enquanto a Dinamarca e seus aliados se preparam para exercícios militares para tentar assegurar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a segurança da ilha, que ele tem insistido em colocar sob controle dos EUA.

    Uma reunião de autoridades dos Estados Unidos, da Dinamarca e da Groenlândia na quarta-feira evitou o tipo de humilhação pública sofrida pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, no ano passado, mas também não produziu uma solução rápida para a disputa.

    “A ambição norte-americana de assumir o controle da Groenlândia está intacta”, disse a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, em um comentário escrito à Reuters nesta quinta-feira, descrevendo um “desacordo fundamental”.

    “É claro que isso é sério e, portanto, continuamos nossos esforços para impedir que esse cenário se torne realidade.”

    Trump disse que a ilha estrategicamente localizada e rica em minerais é vital para a segurança dos EUA e que os Estados Unidos devem possuí-la para evitar que a Rússia ou a China a ocupem. Ele disse que todas as opções estão na mesa para garantir a segurança da ilha, que é um território autônomo da Dinamarca.

    Ele disse que a Dinamarca não pode evitar a influência russa e chinesa na região do Ártico.

    A Rússia disse que o discurso da aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de que Moscou e Pequim são uma ameaça à Groenlândia é um mito criado para provocar histeria e alertou sobre os perigos da escalada do confronto na região.

    Ainda assim, qualquer tentativa de ignorar os interesses da Rússia no Ártico não ficaria sem resposta, disse posteriormente uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

    Atualmente, há poucas evidências de que um grande número de navios chineses e russos navegue próximo à costa da Groenlândia.

    A Groenlândia e a Dinamarca afirmam que a ilha não está à venda, que as ameaças de uso da força são imprudentes e que as questões de segurança devem ser resolvidas entre os aliados.

    Países proeminentes da União Europeia apoiaram a Dinamarca, alertando que uma tomada militar da Groenlândia pelos EUA poderia, na verdade, significar o fim da Otan.

    Antes da reunião de quarta-feira nos EUA, a Groenlândia e a Dinamarca disseram que haviam começado a aumentar sua presença militar na Groenlândia e nos arredores, em cooperação com os aliados da Otan.

    Alemanha, França, Suécia, Noruega e Holanda disseram que estão enviando equipes militares para iniciar os preparativos para exercícios maiores no final deste ano.

    “As Forças Armadas dinamarquesas, juntamente com vários aliados europeus e do Ártico, explorarão nas próximas semanas como uma maior presença e atividade de exercícios no Ártico pode ser implementada na prática”, disse o Ministério da Defesa dinamarquês.

    O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, disse na quarta-feira que cerca de 200 soldados norte-americanos estavam estacionados na Groenlândia, que tem uma população de cerca de 57.000 habitantes.

    A escala do aumento militar europeu planejado não foi divulgada, mas os destacamentos iniciais parecem pequenos.

    As Forças Armadas alemãs estavam enviando uma equipe de reconhecimento de 13 pessoas, primeiro para Copenhague, antes de seguir para a Groenlândia com pessoal dinamarquês. No final da quarta-feira, um avião da Força Aérea dinamarquesa aterrissou no aeroporto de Nuuk e desembarcou uma equipe em trajes militares.

    A Suécia estava enviando três oficiais e a Noruega, dois. Olivier Poivre d’Arvor, embaixador da França nos Pólos, disse que a França estava enviando cerca de 15 especialistas em montanhas.

    “Uma primeira equipe de militares franceses já está no local e será reforçada nos próximos dias por meios terrestres, aéreos e navais”, disse o presidente da França, Emmanuel Macron.

    A França e a União Europeia como um todo devem ser “inflexíveis na defesa da soberania territorial”, acrescentou.

    Um oficial britânico estava se juntando ao grupo de reconhecimento. A Holanda disse que enviaria um oficial de sua Marinha. A Polônia disse que não enviaria soldados.

    O destacamento militar europeu para a Groenlândia envia duas mensagens ao governo dos EUA, disse Marc Jacobsen, professor associado do Royal Danish Defence College.

    “Uma é para dissuadir, é para mostrar que ‘se vocês decidirem fazer algo militarmente, estamos prontos para defender a Groenlândia’”, disse ele à Reuters. “E o outro objetivo é dizer: ‘Bem, levamos suas críticas a sério, aumentamos nossa presença, cuidamos de nossa soberania e melhoramos a vigilância sobre a Groenlândia’.”

    Depois de se reunir com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e com o vice-presidente JD Vance na quarta-feira, Rasmussen e a ministra das Relações Exteriores da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, disseram que os EUA e a Dinamarca formariam um grupo de trabalho para discutir as preocupações com relação à ilha.

    O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, reiterou no Facebook, na quinta-feira, que a ilha não quer ser governada pelos Estados Unidos ou pertencer a eles, e que continuaria a fazer parte da Dinamarca e da Otan.

    (Reportagem de Jacob Gronholt-Pedersen, em Nuuk; Terje Solsvik, em Oslo; Tom Little e Soren Jeppesen, em Copenhague, e Andrew Osborn, em Moscou; Reportagem adicional de John Irish e Ingrid Melander, em Paris; Kate Holton, em Londres; Bart Meijer, em Amsterdã; Madeline Chambers, em Berlim, e Gwladys Fouche, em Oslo)

    FONTE: REUTERS

  • Trump ameaça usar Forças Armadas em protestos contra agentes de imigração em Minnesota

    Trump ameaça usar Forças Armadas em protestos contra agentes de imigração em Minnesota

    Presidente dos EUA já enviou cerca de 3 mil agentes federais para a região; eles usavam armas, equipamentos de camuflagem e máscaras para ocultar rostos

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta quinta-feira (15) invocar a Lei da Insurreição para enviar forças militares a Minnesota, após dias de protestos furiosos contra o aumento do número de agentes de imigração nas ruas de Minneápolis.

    “Se os políticos corruptos de Minnesota não obedecerem à lei e impedirem que os agitadores e insurrecionistas profissionais ataquem os patriotas da I.C.E., que estão apenas tentando fazer seu trabalho, eu instituirei a LEI DE INSURREIÇÃO”, escreveu Trump nas mídias sociais, usando a sigla em inglês para o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA.

    Ele já enviou cerca de 3.000 agentes federais para a área de Minneápolis, que portavam armas pelas ruas geladas da cidade, usando equipamentos de camuflagem em estilo militar e máscaras que escondem seus rostos.

    Eles têm sido recebidos com frequência por protestos barulhentos e muitas vezes furiosos dos moradores, alguns soprando apitos ou batendo pandeiros. A raiva aumentou depois que um agente do ICE matou Renee Good, cidadã norte-americana, em um carro há oito dias, e os protestos se espalharam por outras cidades.

    A última ameaça de Trump veio poucas horas depois que um agente de imigração atirou em um venezuelano que, segundo eles, estava fugindo de uma parada de trânsito em Minneápolis.

    O Departamento de Segurança Interna dos EUA, que está supervisionando a repressão à imigração de Trump, disse que, durante o incidente de quarta-feira, duas pessoas atacaram o agente federal com um cabo de vassoura e uma pá de neve enquanto ele lutava com o venezuelano, que, segundo o departamento, estava nos EUA ilegalmente.

    A Reuters não conseguiu verificar o relato feito pelo Departamento de Segurança Interna.

    A Lei da Insurreição de 1807 permite ao presidente enviar militares ou federalizar soldados da Guarda Nacional de um Estado para reprimir uma rebelião, uma exceção às leis que proíbem o uso de soldados na aplicação da lei civil ou criminal.

    FONTE: REUTERS

  • Irã fecha espaço aéreo em meio a tensões e temores de intervenção dos EUA

    Irã fecha espaço aéreo em meio a tensões e temores de intervenção dos EUA

    Suspensão durou pouco mais de duas horas e ocorre em meio à repressão a protestos e ameaças de ação militar americana

    O Irã fechou seu espaço aéreo para todos os voos nesta quarta-feira (14), permitindo apenas operações internacionais com autorização especial. A informação foi divulgada pelo site de rastreamento aéreo Flightradar24.

    Segundo o site, o aviso de restrição permaneceu válido por pouco mais de duas horas. Durante esse período, apenas voos internacionais de e para o Irã, mediante permissão, puderam operar.

    O fechamento ocorre em meio à escalada das tensões internas no país, que enfrenta protestos desde dezembro, e ao aumento das preocupações internacionais sobre uma possível intervenção militar dos Estados Unidos.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta que as mortes decorrentes da repressão iraniana aos protestos estariam diminuindo.

    Trump também declarou acreditar que não há planos para execuções em massa de manifestantes, apesar de reconhecer o cenário instável.

    Tensão com os EUA

    A repressão do governo iraniano contra os protestos chamou a atenção de Trump, que ameaçou interferir militarmente no país caso o regime continue com a resposta violência. Na terça-feira (13), o republicano ainda afirmou que o país adotará “medidas muito duras” caso o governo execute manifestantes presos.

    Nas redes sociais, encorajou a população a continuar com os protestos, afirmando que a “ajuda estava a caminho”. “Continuem protestando — assumam o controle de suas instituições.

    Guardem os nomes dos assassinos e dos abusadores. Eles pagarão um preço alto. Cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que a matança sem sentido de manifestantes pare. A ajuda está a caminho”, escreveu Trump.

    As declarações foram criticadas pelo regime iraniano, que acusou Trump de incitar a violência e a desestabilização política, bem como ameaçar a soberania do país.

    O governo alegou, ainda, que os Estados Unidos tinham “responsabilidade legal direta pela morte de civis inocentes, sobretudo jovens”. O mesmo foi dito contra Israel, que também vem encorajando os protestos e criticando a repressão violenta.

    FONTE: REUTERS

  • Alemanha, Suécia e Noruega vão enviar soldados à Groenlândia

    Alemanha, Suécia e Noruega vão enviar soldados à Groenlândia

    Decisão ocorre em meio às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de anexar a região autônoma pertencente à Dinamarca

    A Alemanha, a Suécia e a Noruega anunciaram nesta quarta-feira (14) que vão enviar soldados à Groenlândia. A decisão ocorre em meio às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de anexar a ilha.

    A missão ocorre a pedido da Dinamarca, país ao qual a Groenlândia pertence, e decorrerá de quinta-feira (15) a sábado (17). Objetivo é explorar possíveis contribuições militares para reforçar a segurança da região — o que poderia incluir, por exemplo, a vigilância marítima.

    Nas últimas semanas, Trump vem afirmando repetidamente que os EUA devem controlar a Groenlândia. Na semana passada, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que a possível compra da ilha está sendo discutida ativamente pelo presidente e sua equipe.

    O governo dos EUA chegou a afirmar que avalia a possibilidade de pagar moradores da Groenlândia em troca de apoio ao plano de anexação, mesmo depois de a primeira-ministra da Dinamarca, Mette, Frederiksen, dizer que a ilha não está à venda. A ideia seria pagar entre US$ 10 mil e US$ 100 mil (de R$ 53 mil a R$ 538 mil) por apoiador.

    A Groenlândia é um território de grande interesse para os EUA. A ilha abriga, desde 1951, a Base Aérea de Thule, instalação militar estratégica dos EUA no noroeste da ilha, fundamental para a defesa antimísseis, vigilância espacial e monitoramento do Ártico.

    A região autônoma também concentra reservas de minerais críticos usados na indústria tecnológica, materiais hoje amplamente dominados pela China, além de estar numa localização vista como estratégica. O território é situado entre a América do Norte, a Rússia e rotas de acesso ao Ártico.

    FONTE: REUTERS