Categoria: Geral

  • Bolsonaro apresenta piora da função renal e elevação de marcadores inflamatórios, diz boletim médico

    Bolsonaro apresenta piora da função renal e elevação de marcadores inflamatórios, diz boletim médico

    Situação é considerada estável; ex-presidente matém ainda tratamento com antibióticos e hidratação por via endovenosa, fisioterapia respiratória e motora

    O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou piora da função renal e elevação dos marcadores inflamatórios, segundo boletim médico divulgado pelo hospital DF Star na manhã deste sábado (14).

    O quadro de Bolsonaro é considerado estável clinicamento e ele segue internado na Unidade de Terapia (UTI) Intensiva em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral, decorrente de broncoaspiração. Não há previsão de alta da UTI.

    Bolsonaro foi internado na manhã de sexta-feira depois de um mal-estar durante a noite. Segundo Flávio, o ex-presidente “acordou com calafrios e vomitou bastante”. Ele deu entrada no Hospital DFStar, em Brasília, por volta de 8h50.

    Bia Kicis

    Mais cedo, neste sábado, a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) foi até o hospital DF Star e, após conversar com a equipe médica, afirmou ao SBT News que Bolsonaro está bem, mas que a situação ainda inspira cuidados.

    “O fato dele ter melhorado não significa que ele esteja bem. Ele estava muito grave e melhorou, mas é preciso deixar claro que a situação ainda inspira muitos cuidados, porque ele tem uma infecção, os dois pulmões estavam tomados. E agora, o tratamento tem que contar com a reação do organismo dele. Ele precisa ficar aqui, não sabemos ainda por quanto tempo. Mas ele está lúcido.”

    Segundo Kicis, ela tinha uma visita agendada com Bolsonaro neste sábado na Papudinha, marcada há mais de um mês.

    Veja o boletim completo:

    O hospital DF Star informa que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração. Encontra-se estável clinicamente, porém apresentou piora da função renal e elevação dos marcadores inflamatórios. Mantém o tratamento com antibióticos e hidratação por via endovenosa, fisioterapia respiratória e motora, além das medidas de prevenção de trombose venosa. Não há previsão de alta da UTI neste momento.

    FONTE: SBT NEWS

  • Jair Bolsonaro é internado em UTI com broncopneumonia bilateral

    Jair Bolsonaro é internado em UTI com broncopneumonia bilateral

    O ex-presidente foi transferido para o hospital após apresentar febre alta e queda de oxigenação na prisão onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.

    O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, na manhã desta sexta-feira. O diagnóstico médico confirmou um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral, possivelmente de origem aspirativa, após o paciente apresentar calafrios e baixa saturação de oxigênio.

    Socorrido por uma equipe do Samu no Complexo Penitenciário da Papuda, Bolsonaro está sob tratamento com antibióticos aplicados por via venosa. O boletim médico, assinado por especialistas da unidade privada, indica que ele recebe suporte clínico não invasivo enquanto permanece em observação rigorosa na terapia intensiva.

    Atualmente, o ex-presidente cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses de reclusão. Diante da gravidade do estado de saúde, a defesa e familiares manifestaram preocupação com as condições de encarceramento, defendendo que o ambiente prisional pode ter contribuído para a evolução da patologia pulmonar.

    Decisão judicial e esquema de segurança

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acompanhe o marido no hospital. Além disso, os filhos e enteados receberam permissão para visitas, embora o magistrado tenha imposto restrições rígidas para garantir a custódia do preso.

    Pedido de prisão domiciliar

    O senador Flávio Bolsonaro, após visitar o pai, declarou à imprensa que este é o quadro clínico mais delicado já apresentado pelo ex-presidente em termos de acúmulo de líquido nos pulmões. O parlamentar apelou publicamente por uma concessão de prisão domiciliar humanitária, alegando necessidade de cuidados permanentes.

    A justiça ainda deve analisar se a estrutura hospitalar da rede privada é suficiente para a estabilização do quadro ou se haverá mudanças no regime de cumprimento da pena por razões de saúde. Enquanto isso, o esquema de segurança segue reforçado tanto no interior quanto nas áreas externas do hospital em Brasília.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Vorcaro enviou R$ 60 milhões à empresa usada para pagar servidores do Banco Central

    Vorcaro enviou R$ 60 milhões à empresa usada para pagar servidores do Banco Central

    PF aponta que empresa intermediou pagamentos a ex-servidores do BC e integrantes do grupo conhecido como “A Turma”

    O banqueiro Daniel Vorcaro enviou ao menos R$ 60 milhões para uma empresa apontada nas investigações como intermediária no pagamento dos dois servidores afastados do Banco Central, Belline Santana e Paulo Sérgio, e os participantes do grupo “A Turma”.

    Essas transferências aparecem na declaração de Imposto de Renda de Vorcaro como uma dívida com a Super Empreendimentos e Participações S/A.

    De acordo com a investigação da Polícia Federal, a empresa era utilizada para intermediar movimentações financeiras entre o banqueiro e os operadores de atividades ilícitas, que foram alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero.

    A companhia está registrada em nome de Ana Cláudia Queiroz de Paiva, e era gerida por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Segundo os investigadores, os valores destinados à remuneração dos servidores passavam primeiro pela Super Empreendimentos e, em seguida, eram transferidos para uma segunda empresa antes de chegarem às contas bancárias.

    Segundo a Polícia Federal, a empresa servia como uma camada societária para dificultar o rastreamento do dinheiro e ocultar a origem dos recursos, sendo utilizada para o pagamento de despesas ligadas a atividades ilícitas.

    À Receita Federal , Vorcaro declarou que os pagamentos à Super eram relativos a quitação de dívidas relacionadas à compra de imóveis.

    Participação dos servidores do Banco Central

    Segundo a Polícia Federal, o ex-diretor do Banco Central Paulo Sérgio Souza vazava informações sigilosas da autarquia para Daniel Vorcaro para mitigar questionamentos regulatórios do Banco Central.

    Souza foi alvo de busca e apreensão no dia 4 de março, e, desde então, está usando tornozeleira eletrônica. Ele comandou a diretoria de Fiscalização sob a gestão de Roberto Campos Neto e, nos últimos anos, era chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária. O chefe da divisão era Belline Santana, que também está entre os alvos da PF.

    Os dois foram afastados pelo Banco Central no final de janeiro, e depois também por ordem de André Mendonça.

    Paulo Sérgio Neves de Souza participou do processo de autorização da compra por Daniel Vorcaro do Banco Máxima, que se tornou Master.

    Souza e Santana eram uma espécie de consultores do Master dentro do BC e tinham até um grupo de mensagens com Vorcaro, fornecendo informações sobre procedimentos em curso e indicando estratégias para contornar a fiscalização da autoridade monetária, segundo as investigações.

    Os dois revisaram minutas de ofícios e documentos que o próprio banco os enviava ao BC, sugerindo alterações e ajustes antes da formalização.

    A defesa de Daniel Vorcaro foi procurada, mas não se pronunciou até o momento.

    As defesas de Paulo Sérgio Souza, Belline Santana e Ana Claudia Queiroz de Paiva não foram localizadas pelo SBT News.

    FONTE: SBT NEWS

  • Debate sobre classificar facções como terroristas reacende discussão sobre combate ao crime no Brasil

    Debate sobre classificar facções como terroristas reacende discussão sobre combate ao crime no Brasil

    A preocupação de diplomatas brasileiros seria evitar que o tema da classificação de facções brasileiras como organizações terroristas entre oficialmente na pauta do encontro.

    A discussão sobre o combate ao crime organizado voltou ao centro do debate nacional após informações de que o governo brasileiro tenta evitar que a classificação de facções criminosas como organizações terroristas seja tratada em negociações diplomáticas com os Estados Unidos.

    De acordo com informações divulgadas pelo portal G1, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, estaria articulando com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, os detalhes de uma possível visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Casa Branca. A preocupação de diplomatas brasileiros seria evitar que o tema da classificação de facções brasileiras como organizações terroristas entre oficialmente na pauta do encontro.

    Segundo a publicação, fontes diplomáticas mencionam, em caráter reservado, o receio de que os Estados Unidos utilizem o combate ao narcotráfico e a classificação desses grupos como organizações terroristas para justificar algum tipo de operação militar ou intervenção na região.

    A possível decisão do governo norte-americano de enquadrar facções brasileiras nessa categoria ainda dependeria de aprovação do Congresso dos Estados Unidos. Entre os grupos citados nas discussões estariam organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), que há décadas atuam no tráfico de drogas e em outras atividades ilegais no país.

    Especialistas em segurança pública apontam que o crescimento dessas organizações representa um dos maiores desafios do Estado brasileiro. Há avaliações de que o crime organizado já exerce influência significativa em diversas regiões do país, afetando diretamente a segurança da população e o funcionamento de instituições.

    O debate também envolve a questão da soberania nacional. Enquanto parte da opinião pública defende uma atuação mais dura contra as facções, incluindo sua classificação como organizações terroristas, há também preocupação com qualquer possibilidade de interferência externa em assuntos internos do Brasil.

    Diante desse cenário, cresce a pressão para que o próprio país fortaleça suas políticas de segurança pública e amplie as estratégias de combate ao crime organizado, buscando soluções internas para enfrentar um problema que afeta diretamente milhões de brasileiros.

    FONTE: JH NOTICIAS

  • 11 profissionais concluem Curso Técnico em Zootecnia pelo SENAR Rondônia

    11 profissionais concluem Curso Técnico em Zootecnia pelo SENAR Rondônia

    O Sistema FAPERON/SENAR, em parceria com o Sindicato dos Produtores Rurais de Costa Marques, realizou nesta sexta-feira (27) a colação de grau da turma 2024.1 do Curso Técnico em Zootecnia do polo de Costa Marques. Ao todo, 11 alunos concluíram a formação. O curso é ofertado por meio da Rede e-Tec do Senar, programa de educação técnica profissionalizante gratuita voltado à capacitação de pessoas para atuação no setor agropecuário, organizado pelo Departamento Técnico do SENAR Rondônia.

    A cerimônia contou com a presença de autoridades que compuseram a mesa de honra, entre elas o coordenador de programas especiais do SENAR/RO, Alex Lima; o paraninfo da turma, Josemar Torres; o patrono, Roberto Badaró; a coordenadora do Polo de Costa Marques, Juliana Gilmet; o coordenador regional, Vanilson Neile Mendes; e a presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Costa Marques, Carla Patrícia de Sousa.

    “Essa formação representa crescimento, preparo técnico e novas oportunidades no mercado de trabalho. O SENAR tem orgulho de contribuir para que saiam mais qualificados, mais confiantes e prontos para fazer a diferença no agro de Rondônia”, destacou Alex Lima.

    Um dos momentos mais marcantes da solenidade foi o juramento conduzido pela formanda Marcela Rapo Guacama de Lima. Em nome da turma, os concluintes reafirmaram o compromisso com a ética, a responsabilidade profissional e a promoção de uma agricultura socialmente justa, economicamente viável e ecologicamente sustentável.

    Para a presidente do Sindicato de Produtores Rurais de Costa Marques, Carla Patrícia de Sousa, “o Sindicato está de portas abertas para recebê-los. Precisamos de técnicos comprometidos e preparados para fortalecer o nosso setor produtivo. Contem conosco como parceiros nessa nova etapa da caminhada profissional”, destacou.

    Na sequência, foi realizada a outorga de grau, oficializando a formação dos novos Técnicos em Zootecnia. O ato simbólico do capelo marcou a transição de estudantes para profissionais técnicos, prontos para aplicar o conhecimento adquirido em favor do desenvolvimento do campo, da comunidade e do estado.

    A cerimônia também contou com mensagem do orador da turma, Onezio Maria Oliveira, e foi encerrada com uma bênção especial, marcando o início de uma nova etapa na vida profissional dos formandos.

    FONTE: ASSESSORIA SENAR RONDÔNIA  /  FAPERON

  • Justiça do Rio de Janeiro manda prender goleiro Bruno após descumprimento da condicional

    Justiça do Rio de Janeiro manda prender goleiro Bruno após descumprimento da condicional

    Jogador viajou sem autorização prévia para o estado do Acre, no dia 15 de fevereiro; agora ele voltará para a prisão no regime semiaberto

    A Justiça do Rio de Janeiro determinou a prisão do goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, ex-jogador do Flamengo, após ele descumprir as regras do livramento condicional e deixar o estado sem autorização prévia.

    Bruno viajou para o Acre no dia 15 de fevereiro, segundo a Justiça. O goleiro agora voltará para a prisão no regime semiaberto.

    “As condutas do apenado devem ser encaradas como descaso no cumprimento do benefício que lhe foi concedido. Apenas quatro dias após a efetivação do livramento condicional, o penitente foi para o Estado do Acre, sem a prévia autorização deste Juízo, em violação as determinações contidas na decisão que concedeu o benefício”, diz nota do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

    Bruno Fernandes foi condenado a 23 anos e um mês de reclusão pelos crimes de homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal contra Eliza Samudio.

    De acordo com os cálculos da Vara de Execuções Penais, o término da pena está previsto para 8 de janeiro de 2031.

    FONTE: SBT NEWS

  • ARTIGO – Violência: Rondônia exige mais que reação, exige estratégia  – Por Acir Gurgacz

    ARTIGO – Violência: Rondônia exige mais que reação, exige estratégia – Por Acir Gurgacz

    Nos últimos meses, a sensação de insegurança tem se tornado cada vez mais presente no cotidiano da população de Rondônia. Casos de violência armada, crimes patrimoniais e episódios de violência contra a mulher têm ocupado espaço frequente nas manchetes e nas conversas nas ruas. Ainda que a criminalidade seja um fenômeno complexo e multifatorial, os dados recentes reforçam a percepção de que o estado enfrenta um momento delicado na área da segurança pública.

    Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, responsável pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública, Rondônia registrou centenas de mortes violentas intencionais nos últimos anos, incluindo homicídios e latrocínios. A taxa de homicídios permanece acima de patamares considerados seguros por organismos internacionais, colocando o Estado entre aqueles com maior nível de violência proporcional no país.

    A situação torna-se ainda mais preocupante quando observamos o crescimento das denúncias de violência doméstica. Dados do serviço Ligue 180 indicam aumento expressivo nos atendimentos relacionados à violência contra a mulher no estado, um reflexo tanto da ampliação das denúncias quanto da persistência de uma realidade alarmante. Esse tipo de violência, muitas vezes invisível, expõe falhas estruturais na rede de proteção às vítimas.

    Na capital Porto Velho, episódios recentes envolvendo confrontos armados e ataques ligados a organizações criminosas evidenciam outro desafio: o fortalecimento de facções que disputam territórios e ampliam o clima de medo nas comunidades. Esse fenômeno não é exclusivo de Rondônia, mas assume características preocupantes em regiões onde o Estado ainda enfrenta dificuldades para consolidar presença institucional em determinadas áreas.

    Diante desse cenário, insistir apenas em respostas emergenciais ou operações pontuais de segurança é insuficiente. A violência exige estratégia, continuidade e integração entre diferentes políticas públicas, como o fortalecimento do policiamento orientado por inteligência, investimentos em tecnologia, análise de dados e integração entre forças policiais.

    Outra frente indispensável é a ampliação do monitoramento urbano. Sistemas de videomonitoramento, centros integrados de comando e uso de tecnologias de vigilância têm se mostrado ferramentas eficazes em diversas cidades brasileiras. Quando aliados a respostas rápidas das forças de segurança, esses sistemas contribuem para reduzir crimes e aumentar a sensação de segurança.

    Segurança pública não se constrói apenas com polícia nas ruas. Políticas sociais também desempenham papel central, com programas voltados para juventude, educação integral, esporte e qualificação profissional também são fundamentais para reduzir a vulnerabilidade social que muitas vezes alimenta o recrutamento de jovens por facções criminosas.

    No caso da violência contra a mulher, o fortalecimento da rede de proteção é urgente. Delegacias especializadas, casas de acolhimento, atendimento psicológico e campanhas permanentes de conscientização são instrumentos essenciais para garantir que vítimas tenham apoio e segurança para denunciar.

    Também é necessário ampliar a cooperação entre os entes federados com políticas de urbanização, iluminação pública, ocupação de espaços degradados e fortalecimento das guardas municipais, contribuindo significativamente para a prevenção da criminalidade.

    Rondônia tem diante de si um desafio complexo, mas não insolúvel. Experiências bem-sucedidas em outras regiões mostram que a violência pode ser reduzida quando há planejamento, investimento e continuidade nas políticas públicas. Mais do que reagir às crises do momento, é preciso construir uma estratégia de longo prazo capaz de devolver à população aquilo que deveria ser um direito básico: a tranquilidade de viver sem medo.

    * Acir Gurgacz é empresário e ex-senador

  • Funcionários fantasmas ajudaram a lavar bilhões de Vorcaro

    Funcionários fantasmas ajudaram a lavar bilhões de Vorcaro

    No topo da estrutura, estava Daniel Vorcaro, apontado pela investigação como o principal articulador do sistema

    Quando a Polícia Federal (PF) começou a seguir o rastro do dinheiro no caso do Banco Master, encontrou um mecanismo que usava empresas intermediárias, contratos simulados e pessoas registradas formalmente como prestadoras de serviço, mas que, na prática, funcionavam como peças de um sistema de lavagem de dinheiro.

    Segundo a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que embasou a terceira fase da Operação Compliance Zero, parte dessa engrenagem operava com estruturas que davam aparência de legalidade ao dinheiro sujo.

    Empresas com CNPJ regular eram usadas para firmar contratos de consultoria ou prestação de serviços que, no papel, pareciam operações comerciais comuns.

    Na prática, porém, esses vínculos serviam para justificar transferências financeiras destinadas a servidores públicos, integrantes de um grupo de vigilância privada e outros operadores do esquema.

    No topo da estrutura, estava Daniel Vorcaro – apontado pela investigação como o principal articulador do sistema.

    O caminho do dinheiro

    O dinheiro partia da empresa Super Participações e Empreendimentos S.A., ligada ao grupo econômico do banco. Em seguida, ia para companhias intermediárias, entre elas a Varajo Consultoria Empresarial Sociedade Unipessoal Ltda., controlada por Leonardo Augusto Furtado Palhares.

    Para os investigadores, a Varajo funcionava como uma “conta de passagem”. Os recursos entravam como pagamento por supostos serviços de consultoria e depois eram repassados a terceiros, novamente com justificativas contratuais.

    O objetivo era criar camadas entre a origem do dinheiro e o destinatário final, dificultando o rastreamento pelas autoridades.

    A mesma estrutura teria sido usada para pagar integrantes de um grupo conhecido nas investigações como “A Turma”, coordenado por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de “Sicário”.

    Os valores saíam da Super Participações, passavam por empresas ligadas a Mourão, como a King Participações Imobiliárias Ltda., e chegavam aos integrantes do grupo. Segundo a investigação, Mourão recebia cerca de R$ 75 mil mensais, com bônus conforme o desempenho.

    Pagamentos

    Os pagamentos eram operacionalizados por Fabiano Campos Zettel, apontado como operador financeiro do esquema, e por Ana Claudia Queiroz de Paiva, funcionária responsável por executar transferências a mando de Vorcaro.

    A decisão judicial descreve que os repasses eram realizados “principalmente, mas não de forma exclusiva”, por meio da Super Participações.

    A engrenagem também alcançava servidores de alto escalão do Banco Central do Brasil. Segundo a decisão do STF, Paulo Sérgio Neves de Souza, chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária (Desup), e Belline Santana, chefe do mesmo departamento, teriam atuado como consultores informais do Banco Master.

    Para remunerá-los sem levantar suspeitas, o grupo teria estruturado contratos simulados de consultoria por meio da Varajo.

    O dinheiro era transferido como se fosse pagamento por serviços profissionais. Na prática, segundo a investigação, tratava-se de compensação por informações e orientações prestadas ao banco.

    As mensagens interceptadas pela PF ajudam a ilustrar a dinâmica dessa relação. Em uma delas, registrada nos autos, aparece a frase: “Belline cobrando. Paga?”. Para os investigadores, o diálogo evidencia a cobrança por pagamentos vinculados à suposta consultoria.

    Ocultação patrimonial

    Além dos pagamentos recorrentes, a investigação revelou operação de ocultação patrimonial de grande escala.

    Em janeiro de 2026, a PF identificou que R$ 2.245.235.850,24 estavam depositados em uma conta em nome de Henrique Moura Vorcaropai do banqueiro, na CBSF DTVM, conhecida como Reag. Segundo a decisão judicial, a empresa é apontada como especializada em operações de lavagem de dinheiro.

    Para os investigadores, utilizar o nome de um familiar acrescentava mais uma camada de ocultação, dificultando a vinculação direta dos recursos ao controlador do banco.

    Carteiras de crédito

    Outra frente do esquema envolvia transferências bilionárias entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).

    Entre julho de 2024 e outubro de 2025, o BRB transferiu R$ 16,7 bilhões ao grupo Master por meio da compra de carteiras de crédito que, segundo a investigação, eram insubsistentes ou superavaliadas.

    Inicialmente, essas carteiras foram atribuídas a duas associações de servidores públicos da Bahia, a Asteba e a Asseba.

    As autoridades, porém, identificaram que não havia movimentação financeira compatível com os valores declarados. Posteriormente, a titularidade dos créditos foi transferida para uma empresa chamada Tirreno, descrita nos autos como um CNPJ recém-criado sem histórico operacional.

    Para a Polícia Federal, o conjunto dessas operações revelava que contratos aparentemente legítimos eram usados como fachada para transferências ilegais.

    Organização criminosa

    A investigação descreve que empresas intermediárias e vínculos formais de prestação de serviço funcionavam como instrumentos para dar aparência legal a pagamentos que, na prática, sustentavam corrupção, lavagem de dinheiro e estruturas paralelas de vigilância.

    Ao analisar o material reunido pela PF, o ministro André Mendonça concluiu que havia indícios de organização criminosa com “altíssima capacidade de reorganização” e com mecanismos sofisticados para ocultar recursos e influenciar agentes públicos.

    Com base nessas conclusões, o STF decretou a prisão preventiva de Daniel Bueno Vorcaro, Fabiano Campos Zettel, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão e Marilson Roseno da Silva.

    Já os servidores do Banco Central investigados foram afastados de suas funções e proibidos de acessar sistemas ou manter contato com outros alvos da apuração.

    Para o relator, permitir que os investigados permanecessem em liberdade poderia comprometer as apurações e manter em funcionamento uma estrutura que, segundo os autos, produziu prejuízos bilionários ao sistema financeiro.

    FONTE: METROPOLES

  • Ministro do STF Dias Toffoli recebeu R$ 18 milhões de fonte suspeita

    Ministro do STF Dias Toffoli recebeu R$ 18 milhões de fonte suspeita

    A Declaração foi feita pelo Senador Alessandro Vieira no Programa ‘Roda Viva’

    A situação de Dias Toffoli ficou mais complicada depois da entrevista de ontem do senador Alessandro Vieira ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura. Relator da CPI do Crime Organizado, ele disse que os irmãos e o primo do ministro foram convocados em razão das investigações da PF no fundo Reag:

    “Segundo denúncias do Ministério Público Federal, esse fundo lavava dinheiro para o PCC – Primeiro Comando da Capital, e parte do dinheiro desse fundo chegou às contas dos parentes de Toffoli”.

    Embora tenha enfatizado que Toffoli não é acusado de crime algum, há, segundo ele, um fato relevante a ser apurado:

    “Há uma suposta negociação imobiliária nebulosa, porque o ministro se posicionou como um sócio oculto da empresa Maridt e depois reconheceu, para interlocutores, que recebeu algo como R$ 18 milhões vindos dessa fonte”.

    O caso da mulher de Alexandre de Moraes não tem nada a apurar:

    “O procurador-geral da República já se manifestou no sentido de que não há necessidade de investigação; ele não achou nada de diferente ou suspeito no contrato de R$ 129 milhões da esposa do ministro Alexandre com o Banco Master”.

    Nunca antes, na história, um ministro do STF foi alvo de uma acusação tão grave quanto essa. É óbvio que vão chover pedidos de impeachment.

    A situação de Toffoli é: se correr, o bicho pega; se ficar, o bicho come.

    Alex Solnik

    Alex Solnik, jornalista, é autor de “O dia em que conheci Brilhante Ustra” (Geração Editorial)

    FONTE: BRASIL 247

  • Grupo de Vorcaro invadiu PF, MPF, Interpol e FBI, aponta investigação

    Grupo de Vorcaro invadiu PF, MPF, Interpol e FBI, aponta investigação

    Polícia Federal apura acessos ilegais a sistemas sigilosos de órgãos nacionais e internacionais ligados à segurança e à investigação criminal

    Uma investigação da Polícia Federal aponta que um grupo ligado ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, teria acessado de forma indevida sistemas restritos utilizados por órgãos de investigação e segurança. A informação foi divulgada em reportagem publicada nesta quarta-feira (4) pelo Portal G1, com base em dados obtidos no âmbito das apurações conduzidas pela PF.

    Os investigadores identificaram que integrantes do grupo teriam conseguido consultar e extrair informações de bases sigilosas da Polícia Federal (PF), do Ministério Público Federal (MPF) e também de organismos internacionais como o FBI e a Interpol. Os acessos, de acordo com a investigação, teriam ocorrido por meio do uso irregular de credenciais funcionais pertencentes a terceiros.

    Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, é investigado por suspeitas de envolvimento em fraudes bilionárias associadas à instituição financeira. Ele voltou a ser preso nesta quarta-feira (4) por determinação do ministro André Mendonça, que passou a relatar as investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) após a saída do ministro Dias Toffoli do caso.

    O banqueiro já havia sido detido em novembro do ano passado, mas foi colocado em liberdade poucos dias depois mediante o uso de tornozeleira eletrônica.

    Mais prisões

    Além de Vorcaro, outras três pessoas foram presas no âmbito da investigação. Entre elas está Luiz Phillipi Mourão, conhecido pelo apelido de “Sicário”. Segundo a Polícia Federal, ele seria responsável por coordenar uma estrutura descrita pelos investigadores como uma milícia privada chamada “A Turma”.

    De acordo com os investigadores, o grupo teria sido utilizado para monitorar ilegalmente adversários, autoridades públicas e jornalistas. Mourão é apontado como responsável por realizar consultas e extrair informações sensíveis de bases de dados restritas utilizadas por órgãos de segurança pública e investigação criminal.

    As apurações indicam que os acessos eram realizados por meio da utilização de credenciais funcionais pertencentes a terceiros, estratégia que permitia acessar dados protegidos por sigilo institucional sem levantar suspeitas imediatas nos sistemas.

    Os outros dois presos foram Marilson Roseno da Silva, integrante do grupo “A Turma”. Conforme a investigação, ele usou sua experiência e contatos para obter informações sigilosas e realizar vigilância clandestina. O outro detido foi Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e apontado como operador finaceiro de seus esquemas fraudulentos.

    Acesso a sistemas sigilosos

    Com esse método, o grupo investigado teria conseguido acessar sistemas internos da própria Polícia Federal e do Ministério Público Federal, além de plataformas utilizadas por organismos internacionais de cooperação policial.

    Entre os sistemas citados na investigação estão bases associadas ao FBI, agência federal de investigação dos Estados Unidos, e à Interpol, organização internacional que coordena a cooperação policial entre diferentes países.

    A Polícia Federal continua analisando o alcance dos acessos realizados e o volume de informações que podem ter sido consultadas ou extraídas de forma irregular. O caso segue sob análise do Supremo Tribunal Federal, no âmbito das investigações relacionadas às atividades atribuídas ao grupo ligado ao controlador do Banco Master.

    FONTE: BRASIL 247