Categoria: Agronegócio

  • Conheça o Sistema Agrinho da Faperon – Senar Rondônia

    Conheça o Sistema Agrinho da Faperon – Senar Rondônia

    O encerramento do Programa Agrinho, realizado pelo Sistema Faperon/Senar, celebrou o talento e o empenho de estudantes e educadores de Cerejeiras, Candeias do Jamari e Porto Velho em uma cerimônia marcada pelo reconhecimento de projetos que integram educação, cidadania e sustentabilidade. Como maior iniciativa de responsabilidade social do Senar, o programa premiou os melhores trabalhos em diversas categorias, destacando a importância da conexão entre o conhecimento em sala de aula e a realidade do agronegócio rondoniense.

    O evento reafirmou o compromisso da federação com o desenvolvimento social e a formação de novas gerações conscientes sobre o papel fundamental do campo na sociedade.

    FONTE: ASCOM FAPERON / SENAR RONDÔNIA

  • NOTA TÉCNICA FAPERON: Ponto de equilíbrio da arroba do boi revela distorções econômicas na cadeia da carne bovina

    NOTA TÉCNICA FAPERON: Ponto de equilíbrio da arroba do boi revela distorções econômicas na cadeia da carne bovina

    A Federação de Agricultura e Pecuária de Rondônia (FAPERON), por meio de sua área técnica, apresenta uma análise objetiva sobre o ponto de equilíbrio da arroba do boi e a atual distribuição de valor na cadeia produtiva da pecuária de corte. O estudo baseia-se em modelos econômicos aplicados ao setor, utilizando levantamentos do consultor Celso Ricardo Ferreira, parâmetros de instituições como CNA, CEPEA, Embrapa e Scot Consultoria, bem como dados de custeio levantados diretamente junto a pecuaristas de Rondônia, conferindo maior aderência à realidade produtiva local.

    A análise contempla sistemas de recria e engorda praticados em todo o território nacional e incorpora custos reais de produção, tempo de ciclo produtivo, capital imobilizado e os riscos econômicos inerentes à atividade. No cálculo, estão incluídos os custos de reposição (bezerro e recria), alimentação e manejo, sanidade, mão de obra, depreciação de benfeitorias e máquinas, além do custo da terra por arrendamento ou custo de oportunidade e da remuneração mínima do capital investido e do risco produtivo.

    Os dados indicam que o ponto de equilíbrio financeiro, em sistemas de alta exigência tecnológica, varia entre R$ 308,00 e R$ 372,00 por arroba. Esses valores correspondem a médias nacionais e refletem a realidade de produtores que operam em sistemas de ciclo completo ou semiconfinamento, enfrentando elevados custos de reposição e a necessidade de remunerar adequadamente o capital e a terra. Embora sistemas extensivos a pasto apresentem custos inferiores, entre R$ 240,00 e R$ 280,00 por arroba, é fundamental destacar que os patamares mais elevados representam o custo total de sustentabilidade da atividade. Esses valores não configuram lucro, mas apenas a recomposição do capital investido. Preços abaixo desse nível caracterizam prejuízo econômico e corrosão patrimonial. A elevação do ponto de equilíbrio decorre de fatores objetivos, como o aumento do ágio da reposição animal, a valorização do arrendamento, a elevação dos custos operacionais e a maior exigência de capital ao longo do ciclo produtivo da pecuária de corte.

    Em Rondônia, simulações de custeio pecuário para 2026 reforçam a sensibilidade do setor. Em cenários de recria e engorda intensiva, o custo total por cabeça pode ultrapassar R$ 5.300,00. Quando a arroba é comercializada a R$ 290,00, a rentabilidade mensal do produtor recua para aproximadamente 0,52%, percentual insuficiente para compensar os riscos produtivos e a depreciação do patrimônio. Dados do indicador DATAGRO apontam que, em janeiro de 2026, o preço da arroba em Rondônia variou entre R$ 271,90 e R$ 287,96, valores significativamente abaixo do ponto de equilíbrio nacional e também inferiores aos cenários locais de simulação de custos para o período.

    Adicionalmente, observa-se que o diferencial de base praticado em Rondônia no mês de janeiro apresentou patamares superiores à média historicamente observada. De acordo com o indicador DATAGRO, o diferencial médio de base foi de aproximadamente 13%, enquanto estimativas fundamentadas no giro do agronegócio indicam um diferencial em torno de 14%. Esses percentuais evidenciam que a desvalorização da arroba no estado extrapola os limites considerados tecnicamente aceitáveis, contribuindo de forma significativa para a ampliação das perdas econômicas ao produtor rural.

    A zootecnista Cimara Gonzaga, analista técnica da FAPERON, alerta que o Custo Operacional Total (COT) já se aproxima perigosamente dos valores pagos pelos frigoríficos. Essa pressão é sentida de forma mais intensa pelo pequeno produtor, cuja escala reduzida compromete a sustentabilidade do negócio diante das margens atualmente praticadas. A análise evidencia ainda uma forte assimetria na cadeia produtiva. Enquanto o pecuarista enfrenta dificuldades para cobrir seus custos, a receita da indústria frigorífica, considerando a venda de cortes, subprodutos e exportações, ultrapassa o equivalente a R$ 1.000,00 por arroba. Dados de rendimento de carcaça da ABIEC e do CEPEA demonstram que o setor industrial possui margem para uma remuneração mais justa ao produtor. Essa diferença revela que, mesmo remunerando a arroba dentro do ponto de equilíbrio, a indústria mantém resultados positivos. O cenário atual não decorre de inviabilidade industrial, mas de uma distribuição desequilibrada dos resultados, na qual o produtor rural assume a maior parte dos riscos, do capital investido e da volatilidade do mercado, enquanto sua remuneração permanece pressionada.

    Para o presidente da FAPERON, Hélio Dias, o fortalecimento do setor passa pelo aumento da produtividade por hectare e pela melhoria da eficiência logística, tendo a Hidrovia do Rio Madeira como eixo estratégico. Além disso, medidas como a redução da alíquota do ICMS para 4% na saída de animais em pé são fundamentais para garantir o livre comércio e evitar distorções de mercado.

    Conclui-se que o pagamento de um preço justo pela arroba, alinhado aos custos reais de produção e às exigências do mercado internacional, é essencial. Somente com equilíbrio financeiro será possível assegurar que a pecuária rondoniense continue sendo um dos principais motores econômicos do estado e sustente as milhares de famílias que dependem da atividade no campo.

    Referências Bibliográficas:

    BISCOLA, Paulo Henrique Nogueira; MALAFAIA, Guilherme Cunha. Anuário CiCarne da cadeia produtiva da carne bovina 2024-2025. Campo Grande, MS: Embrapa Gado de Corte, 2025. 1 recurso online (Documentos, 322). ISSN 1983-974X.

    CEPEA – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada. Indicador do Boi Gordo CEPEA/B3. Piracicaba: ESALQ/USP, 2026. Disponível em:  https://www.cepea.org.br/br/indicador/boi-gordo.aspx. Acessado em: 05 fev. 2026.

    CNA – Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. Projeto Campo Futuro. Brasília, DF, 2026. Disponível em: https://www.cnabrasil.org.br/projetos-e-programas/campo-futuro. Acessado em: 02 fev. 2026.

    DATAGRO. Pecuária. Disponível em: https://portal.datagro.com/pt/livestock. Acessado em: 06 fev. 2026.

    SCOT CONSULTORIA. Cotações: Boi Gordo. 2026. Disponível em: https://www.scotconsultoria.com.br/cotacoes/boi-gordo/?ref=smn. Acessado em: 05 fev. 2026.

    SCOT CONSULTORIA. Confina Brasil: Benchmarking 2025. Bebedouro: Scot Consultoria, 2025. Disponível em: https://materiais.scotconsultoria.com.br/confina-brasil-benchmarking-2025. Acesso em: 30 jan. 2026.

    FONTE: ASECOM FAPERON / SENAR

  • Presidente da FAPERON Hélio Dias comemora Recam e diz que medida É Benéfica ao setor produtivo

    Presidente da FAPERON Hélio Dias comemora Recam e diz que medida É Benéfica ao setor produtivo

    Programa Estadual de Recuperação de Créditos Ambientais e Multas (Recam) é sancionado em Rondônia e recebe apoio do setor produtivo rural

    O Governo do Estado de Rondônia sancionou recentemente a Lei nº 6.329, que institui o Programa Estadual de Recuperação de Créditos Ambientais e Multas (Recam), uma iniciativa voltada à regularização de débitos ambientais de pessoas físicas e jurídicas decorrentes de autos de infração aplicados por órgãos ambientais estaduais, como a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), até 31 de dezembro de 2024.

    A lei, publicada no Diário Oficial de 4 de fevereiro de 2026, oferece condições diferenciadas para quitação de débitos: o pagamento à vista garante redução de até 35% no valor principal do auto de infração e até 95% nos juros moratórios e multas, enquanto o parcelamento em até 120 parcelas concede descontos de 20% no principal e 80% nos juros e multas. O programa também prevê a suspensão de processos administrativos e judiciais relacionados enquanto durar o cumprimento do acordo.

    Os percentuais de descontos de 35% ajuda, mais não resolve multas milionárias, mas isso segundo consta é ujma limitação contida na legislação0 federal.

    Para aderir ao programa, o interessado deve assinar o Termo de Adesão junto à Sedam, que pode ser feito presencialmente ou por meio eletrônico, com prazo inicial de 180 dias a partir da publicação da lei, prorrogáveis por igual período.

    O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Rondônia (FAPERON), Hélio Dias, ressaltou a importância da norma para o setor produtivo. a FAPERON e entidades parceiras vêm defendendo a necessidade de medidas que aliviem a pressão de multas e embargos ambientais sobre produtores rurais, que muitas vezes ficam sem acesso a crédito e têm dificuldades para comercializar produtos em virtude de autos emitidos por órgãos como a Sedam e outros de controle ambiental.

    Hélio Dias destacou que a aprovação da lei atende a um pleito antigo das associações de produtores, sindicatos rurais e da federação da agricultura, que vinham buscando segurança jurídica e alternativas para regularização de passivos ambientais que travavam a atividade no estado. Eles argumentam que muitos produtores, diante de autos de infração e da impossibilidade de negociar dívida ou acessar crédito no sistema financeiro, ficaram impedidos de investir, produzir e comercializar seus produtos.

    Com a Recam, o governo pretende receber créditos ambientais de forma mais eficiente, oferecendo janelas de negociação mais amplas e descontos relevantes para estimular a regularização dos passivos. As condições de pagamento e reduções visam tanto beneficiar quem quer se colocar em conformidade com a legislação quanto aumentar a arrecadação do Estado.

    O programa é visto como uma oportunidade de “destravar” o setor produtivo rural de Rondônia, possibilitando que produtores com débitos ambientais antigos regularizem suas pendências e retomem acesso ao crédito e à plena participação no mercado.

    FONTE: FOLHA RONDONIENSE

  • Inscrições abertas: SENAR/RO busca profissionais do agro para atuar na Assistência Técnica e Gerencial em Rondônia

    Inscrições abertas: SENAR/RO busca profissionais do agro para atuar na Assistência Técnica e Gerencial em Rondônia

    O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Rondônia (SENAR-RO) está com inscrições abertas para o credenciamento de profissionais interessados em prestar serviços de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) no estado.

    O credenciamento faz parte do Edital SENAR-AR-RO nº 02/2022 e tem como objetivo formar um cadastro com profissionais qualificados para atender produtores rurais em todos os municípios de Rondônia, conforme a demanda e convocação do SENAR. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até o dia 30 de junho de 2026, por meio do link: https://forms.gle/KBVqwHtPKUxosq6p6

    O credenciamento não garante contratação imediata, mas possibilita que a empresa faça parte do banco de prestadores de serviço da ATeG, podendo ser chamada sempre que houver necessidade, sem exclusividade.

    Etapas do processo:

    1. Inscrição on-line: de 05/02/2026 a 30/06/2026;
    2. Análise curricular dos profissionais indicados pela empresa (classificatória e eliminatória);
    3. Entrevista on-line com os profissionais (classificatória e eliminatória);
    4. Treinamento sobre a metodologia ATeG do SENAR (classificatório).

    As datas das fases seguintes e o formato do treinamento serão informados posteriormente por e-mail, conforme a demanda do SENAR Rondônia.

    Quem pode participar:

    Podem se inscrever profissionais que tenham concluído curso Técnico de Nível Médio em agropecuária, agricultura, agronegócio, agroindústria, biologia, ciências agrárias, zootecnia, florestal, ou meio ambiente e áreas afins; ou  ter concluído curso de Nível Superior em Agronegócio, Agronomia, Agroindústria, Biologia, Engenharia Agrícola, Medicina Veterinária, Zootecnia, Engenharia Florestal, Engenharia de Pesca, Engenharia de Produção, Engenharia Ambiental, Economia Rural, Gestão do Agronegócio, Ciências Agrárias e Áreas Afins compatível com serviços técnicos agropecuários e que comprovem capacidade técnica. O credenciamento é válido para todos os municípios de Rondônia, e não há limite mínimo ou máximo de credenciados.

    A ATeG é uma metodologia consolidada em todo o Brasil, que une assistência técnica com foco em gestão rural e resultados. Com esse processo, o SENAR busca ampliar o número de propriedades atendidas e contribuir ainda mais para o desenvolvimento do agro em Rondônia.

    FONTE: ASSESSORIA SENAR  /FAPERON

  • Seguem até março inscrições para venda de R$ 3,1 milhões em alimentos

    Seguem até março inscrições para venda de R$ 3,1 milhões em alimentos

    Estão abertas até a primeira quinzena do próximo mês de março para o cadastramento de agricultores interessados em comercializar seus produtos para o Programa de Aquisição de Alimentos (PPA) na modalidade doação simultânea. Os recursos são do Governo Federal, mas a Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) administra o convênio. Os valores dessa etapa chegam a R$ 3,1 milhões e devem contemplar 117 itens, desde feijão a postas, filés e peixes in natura. 

    Poderão participar do PAA os beneficiários que se enquadram na Lei Federal 11.326/2006, e os alimentos visam o reforço para indivíduos e familiares em situação de insegurança alimentar. As organizações sociais, também já cadastradas, deverão receber os itens e distribui-los aos necessitados. 

    Segundo a Seagri, tem preferência na venda dos produtos os seguintes grupos:

    I – inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal- CadÚnico; 

    II – indígenas, quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais; 

    III – negros; 

    IV- mulheres; 

    V – assentados da reforma agrária; 

    VI – pescadores; e 

    VII – jovens entre 18 e 29 anos.

    Os interessados devem comparecer as unidades da Emater com os seguintes documentos:

    Cópia de inscrição no Cadastro de Pessoa Física (CPF); Cópia da Carteira de Identidade, frente e verso (RG); Cópia da Declaração de Aptidão ao PRONAF (DAP) ou Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) devidamente atualizada; e Termo de Compromisso do Fornecedor conforme modelo do Anexo II. 

    Preços atrativos

    Conforme estudos do grupo técnico da Seagri, os preços estão atrativos, embora a venda para cada produtor não possa ultrapassar os R$ 15 mil. O quilo do filé de pintado está valendo R$ 57,72 pela tabela; o quilo do pirarucu foi calculado em R$ 49,91, e o tambaqui (filé: R$ 40,36).

    Os interessados podem acessar o edital na página: 

    https://rondonia.ro.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/Edital_PAA_Federal_2026.pdf

    FONTE: SECOM/RO

  • Faperon e Incra firmam acordo para ampliar a regularização fundiária em Rondônia

    Faperon e Incra firmam acordo para ampliar a regularização fundiária em Rondônia

    Acordo tem como objetivo fortalecer as ações de regularização fundiária em Rondônia, ampliando a emissão de títulos definitivos de terra e facilitando o acesso de produtores rurais, assentados da reforma agrária e famílias que detêm a posse mansa e pacífica de imóveis rurais aos serviços de titulação

     

    A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Rondônia (FAPERON) e a direção do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) firmaram, nesta quarta-feira (22), um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para a execução do Programa Terra Cidadã no estado. A iniciativa será executada com o apoio administrativo dos Sindicatos de Produtores Rurais e foi assinada durante o Encontro Anual dos Mobilizadores do Senar Rondônia 2026, realizado em Ji-Paraná.

    O acordo tem como objetivo fortalecer as ações de regularização fundiária em Rondônia, ampliando a emissão de títulos definitivos de terra e facilitando o acesso de produtores rurais, assentados da reforma agrária e famílias que detêm a posse mansa e pacífica de imóveis rurais aos serviços de titulação.

    O Programa Terra Cidadã é uma iniciativa nacional do Incra que busca levar os serviços da autarquia para mais perto das comunidades rurais, especialmente em regiões afastadas dos centros urbanos. Com a parceria, as ações ganham maior alcance e passam a atender de forma mais efetiva a realidade do meio rural rondoniense. Atualmente, o estado possui mais de 40 mil propriedades rurais ocupadas sem documentação definitiva, o que evidencia a necessidade de ações conjuntas para garantir segurança jurídica e reduzir a demanda reprimida nos municípios de Rondônia.

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    Como vai funcionar

    Por meio do acordo, a FAPERON e os Sindicatos de Produtores Rurais irão oferecer apoio administrativo às famílias rurais, auxiliando no acesso às plataformas digitais do Incra. A expectativa é que os processos de regularização e titulação se tornem mais ágeis, garantindo maior segurança jurídica aos produtores com a emissão dos documentos das terras ocupadas.

    A cooperação também amplia a capacidade de atuação do Incra em Rondônia e fortalece a governança fundiária no estado. A atuação conjunta entre servidores, técnicos e entidades representativas do setor produtivo rural busca promover um atendimento mais próximo e eficiente para quem vive e produz no campo.

    Compromisso com o produtor rural

    Para o presidente do Sistema FAPERON/SENAR, Hélio Dias, o acordo representa um compromisso com os sindicatos e com os produtores rurais de Rondônia. Segundo ele, a regularização fundiária ainda é um dos principais desafios do estado, com muitas propriedades que aguardam a titulação definitiva, tanto em áreas de assentamentos quanto em outras áreas fundiárias.

    De acordo com o superintendente do Incra, Luiz Flávio Carvalho Ribeiro, a parceria fortalece a atuação do órgão e amplia a capacidade de atendimento. “Com isso, quem ganha é o produtor rural, que passa a ter mais segurança jurídica e melhores condições para investir, produzir e contribuir com o desenvolvimento de Rondônia”, destacou.

    A FAPERON informou que seguirá atuando ao lado dos sindicatos, do Incra e dos produtores rurais para avançar na regularização fundiária e no desenvolvimento do campo em Rondônia.

    FONTE: ASCOM CNA BRASIL

  • IBGE prevê safra recorde de 346 milhões de toneladas

    IBGE prevê safra recorde de 346 milhões de toneladas

    Resultado representa alta de 18,2% em relação ao ano anterior

    O Brasil deverá fechar 2025 com safra recorde de 346,1 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas. O resultado representa um aumento de 18,2% em relação a 2024 (292,7 milhões de toneladas).

    Os dados são da estimativa calculada em dezembro de 2025, divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

    A previsão é de que em 2026, a produção seja menor. Segundo estimativas do IBGE, a safra brasileira em 2026 deve somar 339,8 milhões de toneladas, declínio de 1,8% em relação a 2025 ou 6,3 milhões de toneladas. 

    Para a safra 2026, o IBGE informou que está incluindo a canola e o gergelim, produtos que vêm ganhando importância na safra de cereais, leguminosas e oleaginosas nos últimos anos, muito embora ainda tenham seu cultivo limitado a poucas unidades da federação.

    Recorde

    Para 2025, o IBGE prevê recorde da série histórica. O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo que, somados, representaram 92,7% da estimativa da produção e respondem por 87,9% da área a ser colhida. 

    Para a soja, a estimativa de produção foi de 166,1 milhões de toneladas, novo recorde da série histórica, que representa alta de 14,6% em relação a 2024. Para o milho, a estimativa também foi recorde,141,7 milhões de toneladas (crescimento de 23,6%). 

    Outro recorde se refere à produção do algodão herbáceo em caroço, que chegou a 9,9 milhões de toneladas, um acréscimo de 11,4% em relação a 2024.

    Já a produção do arroz em casca foi estimada em 12,7 milhões de toneladas (alta de 19,4%); a do trigo, em 7,8 milhões de toneladas (3,7% a mais que em 2024), e a do sorgo foi de 5,4 milhões de toneladas (35,5% a mais).

    Previsão para 2026

    O prognóstico para 2026 divulgado nesta quinta foi o terceiro. Apesar de estimar uma produção em 2026 menor que em 2025, a previsão foi maior do que a do último prognóstico, divulgado em dezembro de 2024, pelo IBGE.

    Em relação ao segundo prognóstico, houve crescimento de 4,2 milhões de toneladas – alta de 1,2% na previsão para este ano.

    De acordo com o IBGE, o declínio da produção de 2026 em relação à safra 2025 deve-se, principalmente, à menor estimativa para o milho (-6% ou -8,5 milhões de toneladas), para o sorgo (-13% ou -700,2 mil toneladas), para o arroz (-8% ou -1 milhão de toneladas), para o algodão herbáceo em caroço (-10,5% ou -632,7 mil toneladas) e para o trigo (-1,6% ou -128,4 mil toneladas).

    Já para a soja, o IBGE estima um crescimento de 2,5% ou 4,2 milhões de toneladas. A produção do feijão também deve crescer 3,1% na primeira safra, chegando a 30,1 mil toneladas.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Reconhecimento consolida Nova Brasilândia d’Oeste como a Cidade do Café

    Reconhecimento consolida Nova Brasilândia d’Oeste como a Cidade do Café

    Solenidade do Melhor Café de Nova Brasilândia d’Oeste contou com a presença do deputado Cássio Gois e celebrou a força da cafeicultura local.

    Nova Brasilândia d’Oeste foi oficialmente consolidada como a Cidade do Café durante a 4ª edição da Solenidade de Premiação do Melhor Café de Nova Brasilândia d’Oeste, realizada na noite desta segunda-feira (15), no CEDIV – Centro de Eventos Direito de Viver. O evento reuniu autoridades estaduais e municipais, produtores rurais, representantes de cooperativas, empresários e participantes do CONCAFÉ Estadual 2025, concurso que avalia a qualidade do café produzido em Rondônia.

    A solenidade contou com a participação do deputado estadual Cássio Gois, autor do Projeto de Lei nº 1169/25, aprovado pela Assembleia Legislativa e sancionado pelo governador Coronel Marcos Rocha. A lei declara oficialmente o município como “Terra do Café”, em reconhecimento à sua contribuição para o desenvolvimento da cafeicultura no estado.

    Premiação destaca excelência do café local

    Durante o evento, foram anunciados os vencedores da etapa municipal do concurso, conforme avaliação técnica:

    • 1º lugar: Ivonete Terezinha Nedel – 86,75 pontos

    • 2º lugar: Ilson Luciano da Silva – 85,25 pontos

    • 3º lugar: Maria Aparecida da Silva – 85,00 pontos

    Com a maior pontuação, Ivonete Terezinha Nedel foi reconhecida como vencedora do Melhor Café de Nova Brasilândia d’Oeste, destacando-se pela qualidade e excelência do produto apresentado.

    Autoridades reforçam importância da cafeicultura

    Em seu pronunciamento, o deputado Cássio Gois destacou o protagonismo do município e o papel das políticas públicas na valorização do produtor rural.

    Segundo ele, Nova Brasilândia d’Oeste se tornou referência ao estruturar um concurso municipal voltado à qualidade e ao reconhecimento da produção. O parlamentar ressaltou que o município ultrapassa 7 mil hectares de café cultivados, refletindo a força da cadeia produtiva local.

    O vereador Jotinha também destacou a atuação conjunta entre o Legislativo e o Executivo municipal como fundamental para o fortalecimento da cafeicultura e o desenvolvimento econômico.

    Já o prefeito Ginão agradeceu ao deputado pela iniciativa legislativa e afirmou que o título representa o reconhecimento de um trabalho construído ao longo dos anos.

    A solenidade reafirmou o compromisso institucional com o agronegócio, a valorização da produção rural e o desenvolvimento sustentável de Nova Brasilândia d’Oeste, consolidando o município como referência na cafeicultura rondoniense.

    FONTE: ASSESSORIA PARLAMENTAR –  ALE/RO DECOM

  • Rondônia sedia pela primeira vez o Concurso Nacional de Qualidade do Cacau

    Rondônia sedia pela primeira vez o Concurso Nacional de Qualidade do Cacau

    Rondônia se destaca na produção de cacau ao sediar, pela primeira vez, o VII Concurso Nacional de Qualidade do Cacau, que acontece neste domingo (6), em Cacoal, com a participação de produtores rondonienses, além dos estados do Pará, Bahia e Espírito Santo. O concurso é realizado pelo Comitê Nacional de Qualidade de Cacau Especial e tem apoio do Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri). A competição tem o objetivo de valorizar e reconhecer os produtores que se dedicam à produção de cacau de alta qualidade, também incentiva a sustentabilidade em todo o processo produtivo.

    O governador de Rondônia, Marcos Rocha destacou a importância do estado em sediar a competição pela primeira vez. “Receber o Concurso Nacional em Rondônia reforça a importância do nosso estado no cenário agrícola nacional. Temos investido no fortalecimento da produção, na valorização do produtor rural e no incentivo às boas práticas. Esse evento é um reconhecimento ao trabalho desenvolvido no campo e ao potencial da nossa cadeia produtiva”.

    O secretário de Estado da Agricultura (Seagri) destacou o potencial do evento e a vitrine que ele proporciona na produção do cacau para o Brasil. “Rondônia é o quarto maior produtor de cacau do Brasil e, sediar um evento como este potencializa a visibilidade da produção rondoniense no Brasil, fortalecendo o mercado, abrindo mais portas para o produtor do nosso estado”.

    Nos últimos anos, os produtores rondonienses tem conquistado o pódio do Concurso Nacional de Qualidade do Cacau. A produtora Decoclide, da cidade de Jaru, já foi campeã em duas edições, já o produtor Mauro Celso, de Buritis, soma três prêmios na competição.

    Em 2024, produtores de cacau de Rondônia conquistaram o 3º lugar na categoria Varietal e o 2º lugar na categoria Mistura do Concurso Nacional de Cacau Especial, em Belém (PA); em 2023, um produtor rural de Rondônia conquistou o 1º lugar no V Concurso Nacional de Qualidade do Cacau Especial do Brasil, em Ilhéus (BA).

    Esta é a primeira vez que Rondônia sedia o evento, o que fortalece a visibilidade do estado e consolida o setor cacaueiro como referência em qualidade e competitividade. A região também integra a rota nacional da produção de cacau, por meio de ações desenvolvidas pelo Ministério do Desenvolvimento e Integração Regional (MDIR), ampliando ainda mais as oportunidades para os produtores locais.

    FONTE: SECOM/RO

  • Brasil perde US$ 700 mi de agosto a outubro com exportações de carne

    Brasil perde US$ 700 mi de agosto a outubro com exportações de carne

    Queda foi compensada pelo aumento de vendas para outros países

    Apesar das tarifas adicionais impostas pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros, as exportações totais de carne bovina em outubro obtiveram uma receita de US$ 1,897 bilhão, alta de 37,4% em relação ao mesmo período de 2024. Foram movimentadas 360,28 mil toneladas, 12,8% a mais do que um ano atrás. A queda nas exportações para os EUA, com perda estimada US$ 700 milhões de agosto a outubro, foi compensada pelo aumento de vendas para outros países.

    As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que compilou os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), incluindo na informação carnes in natura e industrializada, miudezas comestíveis e sebo bovino, entre outros subprodutos da cadeia de produção da carne bovina.

    Segundo a Abrafrigo, no acumulado dos primeiros dez meses do ano as exportações totais já proporcionaram uma receita recorde de US$ 14,655 bilhões, com alta de 36% sobre o mesmo período de 2024. A movimentação, também recorde, foi de 3.148 mil toneladas, um aumento de 18% na mesma base de comparação.

    Para os Estados Unidos, segundo maior cliente do segmento no Brasil, as vendas de carne bovina vêm caindo. As exportações de carne bovina in natura para o país americano recuaram 54% no mês de outubro, em relação a outubro do ano anterior, para US$ 58 milhões, mostrando ainda certa resiliência apesar das tarifas, na visão da Abrafrigo. No caso da carne bovina industrializada, o recuo no mesmo período foi de 20,3%, para US$ 24,9 milhões, enquanto sebo e outras gorduras bovinas recuaram 70,4%, para US$ 5,7 milhões.

    Considerando o período de janeiro a outubro de 2025, as exportações totais de carnes e outros derivados bovinos para os Estados Unidos cresceram 40,4% sobre o mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 1,796 bilhão, resultado que reflete o forte ritmo das exportações anterior ao tarifaço.

    Considerando os meses de agosto a outubro de 2025, período de vigência das tarifas adicionais, as vendas totais de carne e subprodutos bovinos para os Estados Unidos recuaram 36,4%, resultando em perdas estimadas em aproximadamente US$ 700 milhões.

    “Embora essas perdas tenham sido compensadas com folga pelo aumento das vendas para outros mercados, o fato é que as exportações de carne bovina do Brasil poderiam ser ainda maiores caso as tarifas punitivas do governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros não tivessem sido aplicadas”, afirma a associação.

    As exportações para a China, no acumulado do ano de 2025 até outubro, somaram US$ 7,060 bilhões de receita e 1.323 mil toneladas exportadas, com altas de 45,8% e 21,4%, respectivamente.

    União Europeia, considerando como um mercado único, foi o segundo maior destino das exportações brasileiras de carne bovina no mês de outubro de 2025, crescendo 112% em relação ao mesmo mês do ano anterior, para US$ 140 milhões. De janeiro a outubro, as vendas para o bloco europeu cresceram 70,2% sobre o mesmo período do ano anterior, somando US$ 815,9 milhões, com preços médios que alcançaram US$ 8.362 por tonelada de carne bovina in natura.

    FONTE: JOVEM PAN NEWS