Categoria: Agronegócio

  • Colheita de soja chega a 82% da área no Brasil, enquanto milho sofre com clima seco

    Colheita de soja chega a 82% da área no Brasil, enquanto milho sofre com clima seco

    A colheita da soja da safra 2025/26 no Brasil alcançou 82% da área cultivada até quinta-feira da semana passada, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira pela consultoria AgRural. O avanço foi de sete pontos percentuais em relação à semana anterior.

    Apesar do progresso, o ritmo segue abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando os trabalhos já atingiam 87% da área plantada.

    Neste momento, a colheita está mais concentrada nas regiões com calendário agrícola mais tardio, como o Matopiba — que reúne áreas produtoras de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — e no Rio Grande do Sul.

    De acordo com a AgRural, no Matopiba o excesso de umidade nos grãos tem causado problemas de qualidade em parte das lavouras. A condição também tem dificultado o ritmo da colheita e a recepção da produção nos armazéns.

    Enquanto isso, no Paraná, lavouras de milho da segunda safra continuam sob atenção por causa da baixa umidade do solo, agravada por temperaturas acima da média.

    Segundo a consultoria, a situação é mais sensível no oeste do Estado, onde muitas lavouras já entraram na fase reprodutiva. Nessa etapa do ciclo, os produtores já começam a calcular possíveis perdas nas áreas mais afetadas pela estiagem.

    O Paraná é o segundo maior produtor de milho do país, e na semana passada a AgRural já havia reduzido sua estimativa para a safra brasileira do cereal.

    O relatório também aponta piora nas condições de umidade em outras regiões. No norte do Paraná, no sul de Mato Grosso do Sul e no sul de São Paulo, as lavouras começam a sentir maior pressão causada pela falta de chuva.

    Nas demais áreas produtoras do centro-sul do país, porém, o cenário é mais favorável. As chuvas têm sido mais frequentes e o milho da safrinha 2026 apresenta bom desenvolvimento.

    Ainda assim, a consultoria ressalta que o cereal precisa de precipitações regulares até maio para garantir bons níveis de produtividade.

  • Sistema FAPERON/SENAR participa de debate sobre logística do agronegócio e o papel do Rio Madeira

    Sistema FAPERON/SENAR participa de debate sobre logística do agronegócio e o papel do Rio Madeira

    A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), em parceria com o CREA-RO e a Federação de Agricultura e Pecuária de Rondônia (FAPERON), promoveu na noite de segunda-feira (23) uma importante roda de conversa com empresários, produtores rurais, profissionais da logística, lideranças do agronegócio e gestores públicos para uma discussão estratégica sobre o futuro logístico da região Norte.

    Com o tema “Rio Madeira e Agronegócio: Desafios Logísticos e a Importância do Porto Público de Porto Velho”, o encontro destacou o papel fundamental do Rio Madeira como corredor estratégico para o escoamento da produção agrícola, contribuindo diretamente para a competitividade do agronegócio brasileiro.

    A programação contou com a participação do especialista Sidnei Aranha, superintendente de Meio Ambiente, Saúde e Segurança do Trabalho do Porto de Santos, ligado ao Ministério de Portos e Aeroportos, que trouxe uma visão técnica sobre infraestrutura portuária, logística de exportação e necessidade de investimentos no setor.

    O presidente do Sistema FAPERON/SENAR, Hélio Dias, destacou que a hidrovia do Rio Madeira já é uma realidade e desempenha um papel estratégico no transporte de grãos, alimentos, combustíveis e pessoas, sendo um dos modais mais eficientes e de menor custo no país. Para avançar, é necessário investimento em estrutura, como sinalização, derrocagem de pontos críticos e manutenção do calado ao longo do trecho entre Porto Velho e Itacoatiara (AM).

    A iniciativa mostra a importância da integração entre poder público e iniciativa privada na construção de soluções eficientes para o desenvolvimento econômico regional. Ao final da programação, ficou evidenciado que o fortalecimento do sistema logístico, especialmente com o aproveitamento do Rio Madeira, é fundamental para garantir mais eficiência no escoamento da produção, reduzir custos e ampliar a competitividade do agronegócio nacional.

    FONTE: ASCOM FAPERON / SENAR RONDÔNIA

  • Produtora premiada recebe produtores em conexão técnica promovida pelo Sistema FAPERON/SENAR

    Produtora premiada recebe produtores em conexão técnica promovida pelo Sistema FAPERON/SENAR

    O Sistema FAPERON/SENAR, em parceria com o Sindicato dos Produtores Rurais de Itapuã do Oeste, por meio do Departamento de Assistência Técnica (DATeG), promoveu uma conexão técnica na propriedade Boa Esperança, da produtora Maria Santana Oliveira Costa, conhecida como Nãna, localizada na Linha General Carneiro, no município de Itapuã do Oeste. A atividade reuniu produtores rurais dos municípios de Porto Velho, Candeias do Jamari e Itapuã do Oeste.

    A iniciativa teve como objetivo proporcionar aos participantes uma troca de experiências diretamente no campo, permitindo que acompanhassem de perto as práticas adotadas na produção de café da propriedade.

    Durante a visita, a produtora Maria Santana, reconhecida por premiações na cafeicultura, apresentou aos participantes o manejo adotado em sua propriedade, demonstrando na prática as etapas do processo produtivo, desde a colheita até o processo de fermentação dos grãos. Também foram compartilhadas técnicas utilizadas na produção de café especial e de café tradicional.

    A conexão técnica contou com a presença dos supervisores do Senar Fernanda Atalane e Luan Burge, além dos técnicos de campo André Bunhak que acompanha a Lavoura e mais três técnicos, técnico Marcos Santana, Tecnica Larissa Dambros e técnico Victor Kloss da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), que acompanham os produtores da região.

    A ação busca levar conhecimento prático aos produtores, apresentando experiências bem-sucedidas que podem ser adaptadas às diferentes realidades das propriedades rurais. A iniciativa também reforça que, com conhecimento, dedicação e acompanhamento técnico, os produtores têm potencial para alcançar melhores resultados e ampliar as oportunidades dentro da cafeicultura.

    FONTE: ASCOM FAPERON/SEAR RONDÔNIA

  • Modernização da Rodovia do Boi coloca Cone Sul de Rondônia em destaque como corredor de progresso no Brasil

    Modernização da Rodovia do Boi coloca Cone Sul de Rondônia em destaque como corredor de progresso no Brasil

    Rodovia do Boi, RO-370 é um dos principais corredores logísticos da agropecuária rondoniense, na região do Cone Sul

     

    No período chuvoso, o cenário da Rodovia do Boi, RO-370, a TransRondônia, em Corumbiara, um dos principais corredores logísticos da agropecuária rondoniense, na região do Cone Sul, era de caminhões atolados e prejuízos na produção que se perdiam pelo caminho ou chegava mais cara até o consumidor devido aos gastos no trajeto. Já no verão, a poeira levantava, atrapalhando a visibilidade do trânsito e deixando-o mais lento; donas de casas jogavam baldes de água na rua para amenizar a sujeira dentro do lar e os prejuízos à saúde da família. Sem contar as pontes e bueiros se deteriorando. A agonia vivenciada durante décadas chegou ao fim quando o governo de Rondônia asfaltou a estrada. Uma das obras de infraestrutura mais moderna do Estado.

    Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a pavimentação da Rodovia do Boi deixa um rastro de progresso no Cone Sul de Rondônia. ‘’Não foi simplesmente passar uma camada de asfalto no chão de barro. “O serviço, iniciado em abril de 2022 e concluído em agosto de 2025, envolveu drenagem, terraplanagem, pontes, passagens de fauna e uma camada reforçada de asfalto, 10 centímetros de espessura, o dobro do que geralmente tem uma estrada, para aguentar trânsito pesado, investimento de mais R$ 313,1 milhões, recurso próprio do Governo de Rondônia, ou seja, os impostos dos rondonienses convertidos em uma infraestrutura moderna, em mais dignidade e desenvolvimento para a população”,  ressaltou.

    RODOVIA DO BOI: O MAPA DO PROGRESSO

    A obra realizada na Rodovia do Boi segue os mais altos padrões de engenharia do Brasil

     

    A pavimentação da rodovia beneficia a rota de grãos

    IMPACTO

    A pavimentação da rodovia beneficia a rota de grãos, bovinos e diversas culturas na região do Cone Sul rondoniense, região composta pelos municípios de Corumbiara, Colorado do Oeste, Chupinguaia, Cerejeiras, Cabixi, Pimenteiras do Oeste e Vilhena.

    Já na fronteira com o Mato Grosso, a região tem um agronegócio que se assemelha ao estado vizinho e o clima mais ameno de Rondônia, devido à altitude elevada. Por lá, o clima e o solo trabalham a favor do produtor, favorecendo recordes de produtividade.

    A região é conhecida por ser um polo de produção de soja e milho e pela genética bovina de ponta, um cartão de visita da prosperidade rondoniense que agora conta com um escoamento mais seguro e ágil, trazendo mais desenvolvimento para o Cone Sul e todo o estado, conectando as propriedades rurais aos terminais de cargas e aos compradores com redução de tempo e excluindo transtornos no trajeto.

    PAVIMENTAÇÃO

    A rodovia liga o município de Corumbiara, região do Cone Sul, ao município de Parecis, na região da Zona da Mata. O trecho asfaltado corresponde a cerca de 84 km da estrada, se estende da parte urbana de Corumbiara até o Trevo da Pedra, uma bifurcação que dá acesso a Parecis e Chupinguaia, o que equivale a cerca de uma hora de trajeto. O diretor-geral do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes (DER), Eder André Fernandes, destaca que a pavimentação da rodovia resultou em obra que atende à necessidade de quem transita pela rodovia.

    ‘’A obra seguiu os mais altos padrões de engenharia. Houve a construção de duas pontes de concreto, uma sobre o Rio Ômerê, com aproximadamente 50 metros de extensão, e outra sobre o Rio Cabreúva, com cerca de 30 metros. Também foi implantada passagem de fauna para garantir a segurança de motoristas e animais’’.

    INFRAESTRUTURA DA REGIÃO

    A Rodovia do Boi é a obra mais emblemática em infraestrutura do Cone Sul, mas não a única. O governo de Rondônia investiu em diversas obras de pavimentação e substituição de pontes de madeira por concreto para garantir uma melhor logística na região.

    Enquanto estradas ruins aumentam o gasto com combustível, manutenção de caminhões e tempo de viagem, com estradas boas o frete fica mais barato, o que aumenta o lucro direto do produtor rural, e o produto fica mais barato para o consumidor.

    Além de proporcionar mais segurança para ônibus escolares, ambulâncias e veículos em geral transitarem. Uma boa infraestrutura também atrai investidores, aumenta a oferta de empregos e melhora a qualidade de vida.

    MAPA DAS PRINCIPAIS ESTRADAS BENEFICIADAS NO CONE SUL:

    Governo de Rondônia investiu em diversas obras de pavimentação e construção de pontes  para garantir uma melhor logística na região

     

    • RO-370 (Rodovia do Boi / TransRondônia): Pavimentação de 84 km entre Corumbiara e o Trevo da Pedra. Inclui asfalto de alta resistência (CBUQ) e duas pontes de concreto estratégicas:
    •    * Ponte sobre o Rio Omerê (50m).
    •    * Ponte sobre o Rio Cabreúva (30m).
    • RO-443 (Estrada da Resina / Kapa 144) – Vilhena: Recuperação de 46 km com serviços de cascalhamento, patrolamento e levantamento de solo.
    • RO-391 – Chupinguaia: Construção da ponte de concreto e aço sobre o Rio Canário (37m).
    • RO-495 – Chupinguaia: Construção de ponte mista sobre o Rio Pimenta Bueno (extensão de 95 metros).
    • RO-391 (Trecho Chupinguaia ao Trevo da Pedra): Melhorias em 57 km para garantir trafegabilidade e segurança no escoamento.

    VEJAM DEPOIMENTOS DOS MORADORES DA REGIÃO:

     

    CONQUISTA HISTÓRICA NO CONE SUL

    No verão, a poeira levantava na Rodovia do Boi, atrapalhando a visibilidade do trânsito e deixando-o mais lento

     

    Donas de casas jogavam baldes de água na rua para amenizar a sujeira dentro do lar e os prejuízos à saúde da família

     

    O investimento do governo de Rondônia na Rodovia do Boi envolveu drenagem, terraplanagem, pontes, passagens de fauna e asfalto

     

    No período chuvoso, o cenário da Rodovia do Boi,  era de caminhões atolados e prejuízos na produção que se perdiam pelo caminho ou chegava mais cara até o consumidor devido aos gastos no trajeto

     

    A rodovia liga o município de Corumbiara, região do Cone Sul, ao município de Parecis , na região da Zona da Mata

     

    A obra na Rodovia do Boi, a  TransRondônia no Cone Sul do estado,  englobou o trajeto até o Trevo da Pedra, que dá acesso a Parecis

     

    A pavimentação da Rodovia do Boi é reforçada, são 10 centímetros de espessura dando segurança para o trânsito pesado de caminhões

     

    A pavimentação da Rodovia do Boi  beneficia a rota de grãos, bovinos e diversas culturas na região do Cone Sul de Rondônia

     

    A obra de pavimentação da Rodovia do Boi foi  iniciado em abril de 2022 e concluída em agosto de 2025, investimento de mais R$ 313,1 milhões do Governo de Rondônia

     

    Ato de inauguração da obra de pavimentação da Rodovia do Boi realizado no dia 15 de agosto de 2025

     

    A obra de pavimentação da Rodovia do Boi seguiu os mais altos padrões de engenharia e é uma das rotas logísticas mais modernas do estado

     

    Uma das grandes obras de pavimentação da gestão foi a pavimentação de 84 km da RO-370, de Corumbiara ao Trevo da Pedra

     

    A pavimentação da Rodovia do Boi deixa um rastro de progresso no Cone Sul de Rondônia

     

     

    A obra de pavimentação da Rodovia do Boi também contemplou a construção da ponte sobre o Rio Cabreúva, com cerca de 30 metros

     

    Ponte sobre o Rio Ômerê, com aproximadamente 50 metros de extensão, na Rodovia do Boi

     

    A pavimentação do Rodovia do Boi, no Cone Sul, é símbolo da nova fase do desenvolvimento de Rondônia, onde modernização e sustentabilidade caminham juntas

     

    O Governo de Rondônia também asfaltou o trajeto da Rodovia do Boi até o distrito de Vitória da União

  • Produtores de Buritis aprendem técnicas de produção de mudas de café em curso do Sistema FAPERON/SENAR

    Produtores de Buritis aprendem técnicas de produção de mudas de café em curso do Sistema FAPERON/SENAR

    O Sistema FAPERON/SENAR, em parceria com o Sindicato dos Produtores Rurais de Buritis e a Secretaria Municipal de Agricultura, promoveu o curso de Produção de Mudas de Café, com carga horária de 16 horas-aula, destinado a produtores rurais da Linha C-30, no município de Buritis. A capacitação reuniu produtores e moradores da comunidade local interessados em aprimorar conhecimentos e fortalecer a cafeicultura na região.

    A mobilização dos participantes foi realizada por Cícero André, que destacou a importância da qualificação para o fortalecimento da produção cafeeira local e para o aumento da autonomia dos produtores no manejo de suas lavouras. O treinamento foi ministrado pela instrutora Rosinalda Barbosa Araújo, responsável por conduzir as atividades teóricas e práticas desenvolvidas durante o curso.

    O principal objetivo do curso foi orientar os participantes sobre técnicas que possibilitam reduzir os custos de implantação da lavoura, ensinando como produzir mudas de café por meio da clonagem. Durante a capacitação, os alunos aprenderam todas as etapas do processo, iniciando pelo planejamento da atividade e pela construção do viveiro, estrutura fundamental para garantir mudas de qualidade.

    Ao longo das atividades, foram abordados temas como seleção dos clones, preparo do substrato, retirada do material vegetal para produção das estacas e as técnicas corretas de plantio. Também foram apresentados conteúdos relacionados à adubação, irrigação, controle de pragas e doenças, além dos cuidados necessários durante todo o desenvolvimento das mudas até atingirem o porte ideal para o transplante definitivo no campo.

    O curso contou com aulas teóricas e práticas, permitindo que os participantes acompanhassem e executassem cada etapa do processo de produção.

    Ao final da capacitação, os alunos participaram de um momento de avaliação e destacaram o impacto positivo do aprendizado. Muitos relataram que, antes do curso, não possuíam conhecimento sobre a produção de mudas de café e que, após a formação, já se sentem preparados para aplicar as técnicas em suas próprias propriedades.

  • Rondônia viabiliza produção de suínos com foco em mercado e exportação

    Rondônia viabiliza produção de suínos com foco em mercado e exportação

    A agenda de uma visita técnica a uma indústria frigorífica de Brasiléia (AC), realizada no dia 9 de março, reuniu produtores, lideranças institucionais e representantes do setor público e financeiro, abrindo novas perspectivas para a consolidação da cadeia produtiva de suínos em Rondônia e avaliação de oportunidades de produção e integração com a indústria acreana.

    O evento foi coordenado pela presidência da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do estado de Rondônia (Emater-RO), juntamente com a superintendência do Ministério da Agricultura (Mapa).

    Durante a visita, o representante da agroindústria, Luiz Fernando  apresentou a estrutura da empresa, incluindo a fábrica de ração e a matrizeira de suínos. A empresa acreana possui certificação do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e, atualmente exporta cortes e embutidos suínos para cinco países, entre eles a China, com perspectivas de ampliar os mercados para Japão e Chile, que já estão em processo de auditoria.

    Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o estado tem grande potencial para ampliar sua produção agropecuária e expandir as cadeias produtivas. “Iniciativas como essa mostram que, com organização, parceria e apoio técnico, podemos gerar mais oportunidades de renda para os produtores e fortalecer a economia do estado”, pontuou.

    Segundo Luiz Fernando, a agroindústria possui cerca de duas mil matrizes, fornecendo leitões para produtores acreanos realizarem a fase de terminação, etapa final da criação antes do abate. A indústria também conta com uma fábrica de ração que produz cerca de 90% dos insumos utilizados, incluindo milho, soja e farinha de carne e, atualmente realiza o abate de 360 suínos por dia, provenientes do Acre e mais 100 animais vindos do Mato Grosso, totalizando cerca de 460 animais/dia. No entanto, a capacidade instalada é de 600 animais por turno, com a meta de iniciar dois turnos e alcançar 1.200 abates diários.

    O frigorífico acreano tem capacidade para abater 1.200 animais/dia em dois turnos e poderá receber animais de Rondônia

    INCENTIVO À CADEIA PRODUTIVA DE SUÍNOS

    De acordo com o presidente da Emater-RO, Luiz Cláudio, a visita possibilitou avaliar a possibilidade de Rondônia integrar essa cadeia produtiva, principalmente na região da Ponta do Abunã, devido a proximidade logística com Brasiléia, o que pode reduzir custos de transporte. “Incentivar a cadeia produtiva de suínos em Rondônia e explorar o potencial do estado nesse tipo de indústria, principalmente na produção de ração. Nova Mamoré, por exemplo, já possui produção de milho e soja, o que fortalece a viabilidade do projeto”, destacou.

    A proposta prevê que produtores invistam na estrutura das granjas, com apoio técnico da Emater-RO, que também está destinando um profissional para coordenar a iniciativa na região de Ponta do Abunã, acompanhando produtores interessados em aderir ao projeto e, que tenham acesso às linhas de crédito mais acessíveis. Ainda, segundo Luiz Cláudio, já existe perspectiva de financiamento pelo Banco da Amazônia (Basa), o que pode viabilizar a implantação da atividade.

    Outro ponto observado durante a visita foi o retorno econômico da atividade que, segundo informações apresentadas pela indústria, os produtores acreanos obtêm, atualmente, retorno líquido médio de cerca de R$ 100 por animal, o que representa uma margem atrativa.

    Para ampliar a competitividade do projeto, Luiz Cláudio também defende a redução da alíquota para comercialização de suínos vivos entre Rondônia e Acre, que hoje gira em torno de 12%. “Vamos apresentar ao governo do estado, por meio da Secretaria de Finanças (Sefin), uma redução para 3% a 4%, semelhante ao modelo adotado pelo estado do Mato Grosso”

    PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADA

    O Ministério da Agricultura também deverá ter papel estratégico na iniciativa e segundo Luiz Cláudio, a participação do superintendente do Mapa, Ênio Milani é fundamental para apoiar o projeto industrial e futuros processos de certificação. O Ministério será um parceiro importante na análise da planta industrial e na certificação do SIF internacional, o que poderá colocar Rondônia futuramente entre os exportadores de carne suína”, ressaltou.

    Além da região da Ponta do Abunã, o Cone Sul de Rondônia também desponta como área promissora, por contar com produtores que já possuem tradição na criação de suínos e produção de grãos e têm interesse em investir mais nesse segmento. A estratégia inicial prevê a produção de leitões e, posteriormente a fase de terminação, atendendo inicialmente a demanda da indústria acreana.

    A Emater-RO tem interesse em incentivar a cadeia produtiva no estado

    No médio prazo, o projeto poderá viabilizar a instalação de uma indústria frigorífica em Rondônia, com abate e processamento no próprio estado.

    Ainda, o presidente da Emater a visão, alinhada com o governador do estado, Marcos Rocha, é incentivar produtores e investidores interessados, inclusive por meio de parcerias público-privadas, para consolidar a cadeia produtiva de suínos em Rondônia e ampliar as oportunidades de renda para produtores rurais, especialmente da agricultura familiar.

    Também participaram da visita os produtores rurais do Cone Sul rondoniense Jair Gollo, Eloir Moretti e Volmir Paludo, além do técnico da Emater-RO Luiz Alberto Beghelli de Freitas, responsável pelo projeto de suinocultura na autarquia estadual.

    Representando o setor financeiro e institucional estiveram presentes Ivan Capra, presidente do Conselho de Administração de uma instituição bancária; Vilmar Saúgo, diretor executivo de uma cooperativa e o prefeito de Cerejeiras, Sinézio José.

    FONTE: SECOM RO

  • Sistema FAPERON/SENAR inicia ano letivo do Alfacampo e amplia acesso à alfabetização rural

    Sistema FAPERON/SENAR inicia ano letivo do Alfacampo e amplia acesso à alfabetização rural

    O Sistema FAPERON/SENAR, em parceria com os Sindicatos de Produtores Rurais de Ariquemes, Porto Velho, Buritis e São Miguel do Guaporé, deu início ao ano letivo do Programa Alfacampo em Rondônia, iniciativa voltada à alfabetização de jovens e adultos do meio rural que não tiveram a oportunidade de frequentar a escola na idade adequada.

    Atualmente, o programa conta com cinco turmas em andamento, cada uma com 20 alunos, totalizando 100 participantes que estão tendo acesso ao processo de alfabetização por meio da iniciativa.

    O Alfacampo tem como objetivo promover o acesso à leitura e à escrita para trabalhadores e produtores rurais, contribuindo para a inclusão social e o fortalecimento da cidadania nas comunidades do campo. A proposta é proporcionar aos participantes conhecimentos fundamentais que ampliem sua autonomia no dia a dia e contribuam para novas oportunidades pessoais e profissionais.

    Além da alfabetização, o programa também estimula o desenvolvimento humano e a valorização das pessoas que vivem e trabalham no meio rural, reforçando a importância da educação como ferramenta de transformação social.

    A iniciativa reafirma o compromisso do Sistema FAPERON/SENAR e dos sindicatos rurais com a promoção da educação e da qualificação no campo, contribuindo para o fortalecimento das comunidades rurais e para o desenvolvimento sustentável do setor agropecuário em Rondônia.

    Para muitos participantes, o Alfacampo representa a realização de um sonho antigo e a oportunidade de iniciar uma nova etapa de aprendizado, demonstrando que nunca é tarde para aprender e transformar a própria história por meio da educação.

  • Sistema FAPERON/SENAR homenageia produtora e liderança rural durante visita em Itapuã do Oeste

    Sistema FAPERON/SENAR homenageia produtora e liderança rural durante visita em Itapuã do Oeste

    O Sistema FAPERON/SENAR realizou, nesta quarta-feira (11), uma visita institucional à Propriedade Boa Esperança, da produtora Maria Santana Oliveira Costa, localizada na Linha General Carneiro, no município de Itapuã do Oeste. A iniciativa teve como objetivo acompanhar de perto os resultados alcançados por meio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) e fortalecer o relacionamento com os produtores rurais atendidos pela instituição.

    A propriedade é acompanhada pela ATeG, com supervisão de Fernanda Atalane de Oliveira e atendimento técnico do profissional de campo André Bunhak, responsáveis por orientar o desenvolvimento das atividades produtivas, além da implementação de boas práticas de gestão e produção na propriedade.

    A visita contou com a presença do superintendente do SENAR Rondônia, Elmerson Lira, do gerente da ATeG, Luiz Maurício, e do coordenador de programas especiais, Alex Lima.

    Durante a programação, foi realizado um momento de reconhecimento com a entrega de placas de homenagem à produtora Maria Santana Oliveira Costa, em destaque pelos resultados alcançados com o acompanhamento da ATeG.

    Emocionada, Nana, como é conhecida na região, relembrou as dificuldades enfrentadas antes de receber o apoio da assistência técnica e destacou a importância do acompanhamento do SENAR para a retomada da produção.

    “Eu já estava pensando em arrancar minha plantação, não estava conseguindo produzir e meu marido estava tão frustrado que não conseguia mais ir para a roça quando a técnica de campo chegou. A gente estava desacreditado. Mas eu não desisti. Continuei com força e hoje, graças a Deus, já conquistamos diversas premiações que reconhecem a qualidade do nosso café”, relatou a produtora.

    Durante a visita, também foi homenageado o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Itapuã do Oeste, Milton Pereira, em reconhecimento à sua contribuição, dedicação e ao papel fundamental como um dos principais fundadores do Sistema FAPERON/SENAR.

    Para o presidente do sindicato, ver o crescimento dos produtores locais é motivo de orgulho. “Fico muito feliz em acompanhar o desenvolvimento dos produtores do nosso município. O SENAR sempre foi um parceiro fiel do produtor rural e tenho certeza de que, com esse trabalho conjunto, ainda vamos avançar muito mais”, destacou.

    Para o superintendente do SENAR Rondônia, Elmerson Lira, momentos como esse são importantes para valorizar quem faz a diferença no campo. “Reconhecer o trabalho de produtores dedicados e de lideranças que ajudam a fortalecer o agro em seus municípios é fundamental. São pessoas que acreditam no campo, persistem diante das dificuldades e contribuem para o desenvolvimento da produção rural em Rondônia. O Sistema FAPERON/SENAR tem orgulho de caminhar ao lado desses produtores e lideranças”, afirmou.

    FONTE: ASCOM SENAR RONDÔNIA / FAPERON

  • Governo de Rondônia reduz ICMS do gado para fortalecer cadeia da carne e ampliar competitividade do setor

    Governo de Rondônia reduz ICMS do gado para fortalecer cadeia da carne e ampliar competitividade do setor

    O Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado de Finanças (Sefin), instituiu novos benefícios tributários voltados à atividade pecuária. As medidas têm como objetivo fortalecer o setor produtivo, incentivar a economia e aumentar a competitividade da pecuária rondoniense no mercado nacional e internacional.

    O Decreto nº 31.305, de 2 de março de 2026, acrescenta dispositivo ao Regulamento do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (RICMS/RO), estabelecendo redução da base de cálculo do ICMS nas operações de saída interestadual de gado bovino para abate.

    A medida, fundamentada no Convênio ICMS nº 177/2025, prevê redução de 66,67% do imposto incidente nas operações realizadas por produtor rural pessoa física com destino aos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Com isso, a carga tributária efetiva passa a ser equivalente à aplicação de 4% sobre o valor da operação.

    Fortalecimento da cadeia produtiva 

    A iniciativa busca tornar a pecuária rondoniense mais competitiva no mercado nacional, além de estimular a comercialização do rebanho bovino e fortalecer toda a cadeia produtiva da carne no estado.

    Para usufruir do benefício fiscal, o contribuinte deverá recolher, no início da operação de saída do produto beneficiado, 1% do valor do benefício fiscal ao Fundo Estadual de Defesa Sanitária Animal (FESA-RO), por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais (DARE), que deverá acompanhar a nota fiscal durante o trânsito da mercadoria.

    O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou que a medida representa um avanço estratégico para o setor agropecuário do estado. “Estamos adotando políticas fiscais responsáveis e inteligentes, que fortalecem a produção local, geram emprego, renda e garantem mais competitividade à carne produzida em Rondônia, sempre com foco no desenvolvimento sustentável do nosso estado”, afirmou.

    Benefício com prazo determinado 

    O decreto também estabelece critérios para a vigência do benefício. A aplicação cessará no último dia do mês subsequente àquele em que o total de saídas beneficiadas ultrapassar 500 mil cabeças de gado bovino ou em 30 de junho de 2026, o que ocorrer primeiro.

    O secretário de Estado de Finanças, Luís Fernando Pereira da Silva, ressaltou que a proposta foi construída com base em análise técnica e alinhamento com as diretrizes do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). “Esse trabalho contou com a atuação da Sefin na construção da proposta em conformidade com o Convênio do Confaz, garantindo segurança jurídica e criando condições para fortalecer a atividade pecuária e o desenvolvimento econômico de Rondônia”, destacou.

    FONTE: SECOM/RO

  • Excursão técnica do Sistema FAPERON/SENAR fortalece cadeia de ovinos e caprinos com visitas a frigoríficos e produtores em RO e AC

    Excursão técnica do Sistema FAPERON/SENAR fortalece cadeia de ovinos e caprinos com visitas a frigoríficos e produtores em RO e AC

    O Sistema FAPERON/SENAR, em parceria com o Sebrae Rondônia, por meio da iniciativa Juntos Pelo Agro, realizou entre os dias 23 e 27 de fevereiro uma excursão técnica voltada ao fortalecimento da cadeia produtiva de ovinos e caprinos em Rondônia. A ação reuniu produtores rurais atendidos pela Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do SENAR Rondônia, técnicos de campo e representantes de instituições parceiras.

    A programação teve início no dia 23, com saída do município de Pimenta Bueno (RO). Integraram a comitiva seis produtores dos municípios de Espigão do Oeste, Parecis e Pimenta Bueno, todos acompanhados pela equipe técnica da ATeG/Senar.

    No dia 24, o grupo visitou o frigorífico MGA Carnes, em Porto Velho. Durante a agenda, os participantes conheceram a estrutura de abate, os padrões de qualidade exigidos pelo mercado e as etapas de comercialização da carne. A atividade possibilitou a compreensão prática das exigências sanitárias e dos critérios adotados pela indústria frigorífica.

    A programação seguiu no dia 25, em Rio Branco (AC), com visitas técnicas a propriedades rurais da região. O foco foi a troca de experiências sobre manejo, nutrição animal e organização da cadeia produtiva, promovendo aprendizado direto entre produtores e ampliando a visão estratégica sobre o setor.

    No dia seguinte, a comitiva visitou o Frigorífico Annasara, onde acompanhou o processo de abate e processamento. A atividade proporcionou uma visão detalhada das exigências sanitárias e do padrão de mercado, reforçando a importância da qualidade em todas as etapas da produção, do campo ao consumidor final.

    A excursão contou com o apoio de diversas entidades parceiras, entre elas o Sebrae, o IFRO, a Câmara Municipal e a Prefeitura de Espigão do Oeste, além da Câmara Setorial de Ovinos e Caprinos de Rondônia. Também acompanharam a agenda a proprietária do frigorífico, Luciana, e o técnico da ATeG, David Julio.

    “Nosso compromisso é conectar o produtor às oportunidades de mercado, levando informação, tecnologia e gestão. Quando promovemos uma excursão técnica como essa, estamos encurtando distâncias entre quem produz e quem comercializa, fortalecendo a cadeia e gerando mais renda no campo. O Sistema FAPERON/SENAR trabalha para que o produtor esteja cada vez mais preparado, competitivo e inserido em um mercado que exige qualidade e profissionalismo”, destacou o superintendente.

    FONTE: ASCOM SENAR RONDÔNIA / FAPERON