Tag: Saúde

  • Atenção, moradores do bairro Jardim Tropical e Distrito de Nova Estrela

    A Prefeitura de Rolim de Moura chega ao seu bairro e no distrito de nova estrela nesta segunda-feira, 25 de maio, com a Operação Cidade Limpa.

    ​O objetivo é eliminar focos do mosquito da dengue nas ruas não pavimentadas. Faça a sua parte: coloque os entulhos em frente à sua residência para que a equipe possa fazer a coleta.

    ​Vamos juntos manter nosso bairro mais limpo, seguro e saudável.

    Fonte: Assessoria

  • Audiência Pública do Fundo Municipal de Saúde em Rolim de Moura

    A Gestora do Fundo Municipal de Saúde de Rolim de Moura, Senhora Geiciane Louback Feitoza, no cumprimento das disposições da Lei Complementar nº 141/2012, em conformidade com o artigo 36, convida toda a população para participar presencialmente da AUDIÊNCIA PÚBLICA DO FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE – 1º QUADRIMESTRE DE 2026.

    A audiência será realizada no dia 29 de maio de 2026, às 08h30min, na Câmara Municipal de Rolim de Moura, ocasião em que serão apresentados os resultados e ações desenvolvidas pela gestão da saúde referentes ao 1º quadrimestre do exercício de 2026.

    A participação da sociedade é fundamental para o fortalecimento da transparência e do controle social na saúde pública.

    Fonte: Assessoria

  • Segundo caso suspeito de meningite em Rolim de Moura é descartado e professora recebe alta

    O segundo caso suspeito de meningite investigado em Rolim de Moura (RO) foi descartado nesta terça-feira (19) pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa). A paciente, uma professora de 33 anos, que estava internada, recebeu alta na manhã de segunda-feira (18).

    O caso estava relacionado à morte do adolescente Eduardo Nascimento, de 14 anos, ocorrida no início deste mês em um hospital de Ji-Paraná (RO). Exames confirmaram que o jovem tinha meningite bacteriana.

    Eduardo era aluno da professora. Os dois tiveram contato próximo e chegaram a ser internados para investigação da doença.

    A professora, que leciona na Escola Carlos Drummond de Andrade, em Rolim de Moura, estava internada no Hospital Regional de Cacoal (Heuro) devido à relação epidemiológica entre os casos. Segundo a Semusa, ela apresentou melhora no quadro clínico e recebeu alta após avaliação médica.

    Texto: Fernanda Bonilha
    Fonte: Rolnews

  • Confúcio Moura destaca investimentos em saúde e modernização de Rolim de Moura

    Novos investimentos para a saúde pública, ampliação de serviços especializados e modernização da administração municipal estiveram entre os principais temas discutidos nesta segunda-feira (18) durante reunião entre o senador Confúcio Moura, o prefeito de Rolim de Moura, Aldo Júlio, a secretária municipal de Saúde, Geiciane Louback, e o secretário de Planejamento, Rudney Paes.
    Durante o encontro, foram apresentados projetos voltados à implantação de uma nova UTI, fortalecimento da hemodiálise, ampliação de cirurgias e avanço do programa Cidades Inteligentes, que prevê a digitalização dos serviços públicos nas áreas da saúde e educação.

    Confúcio Moura destacou que Rolim de Moura vem se consolidando como referência em inovação e gestão moderna em Rondônia.
    “Rolim de Moura é uma cidade que está à frente do tempo, inovando e apresentando projetos modernos que melhoram a vida das pessoas”, afirmou o senador.
    Reconhecido como um dos grandes incentivadores da tecnologia e da inovação na gestão pública em Rondônia, Confúcio Moura foi responsável pela implantação do programa Cidades Inteligentes em Ariquemes, projeto que se tornou referência estadual e agora avança também em municípios como Rolim de Moura e Cerejeiras.
    Segundo o senador, a nova etapa apresentada pela prefeitura prevê a eliminação do uso de papel em setores estratégicos da administração municipal, tornando os serviços mais rápidos, eficientes e acessíveis à população.
    Na área da saúde, os representantes da prefeitura apresentaram importantes projetos para ampliar o atendimento à população, incluindo a implantação de uma nova UTI, fortalecimento da hemodiálise, ampliação de cirurgias e expansão dos serviços especializados no município.
    O prefeito Aldo Júlio destacou a parceria com o senador Confúcio Moura e agradeceu pelos investimentos destinados ao município ao longo dos últimos anos.
    “Confúcio Moura é um grande parceiro de Rolim de Moura. Além dos importantes investimentos que já levou para o município, ele também é um grande entusiasta da tecnologia e da inovação. O projeto Cidades Inteligentes só está avançando graças ao apoio e incentivo do senador”, afirmou o prefeito.
    Confúcio Moura também elogiou a capacidade de planejamento e inovação da gestão municipal.

    “São investimentos importantes que fortalecem a saúde pública e garantem mais qualidade de vida para a população”, destacou o senador.

    Fonte: Assessoria do senador Confúcio Moura.

  • Nota da SEMUSA sobre casos suspeitos de meningite

    A Secretaria Municipal de Saúde de Rolim de Moura informa que, até o momento, há dois casos suspeitos de meningite em investigação.

    Ressaltamos que ainda não há confirmação dos casos, pois aguardamos os resultados dos exames laboratoriais para definição diagnóstica.

    Como medida preventiva e de segurança, foi orientado que todas as pessoas que tiveram contato com os casos suspeitos procurem a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para avaliação e, se necessário, realização de profilaxia medicamentosa.

    Destacamos que essa conduta é estritamente preventiva, com o objetivo de reduzir qualquer risco de transmissão.

    Reforçamos a importância de manter o cartão de vacinação atualizado, conforme o calendário vacinal vigente, como medida essencial de proteção individual e coletiva contra doenças imunopreveníveis, incluindo a meningite.

    A Secretaria Municipal de Saúde segue monitorando a situação, e novas informações serão divulgadas oportunamente.

    Fonte: Assessoria

  • Entrega de ambulância UTI por Aldo Júlio, com apoio de Cássio Góis, reforça estratégia da gestão em Nova Estrela

    Entrega de ambulância UTI por Aldo Júlio, com apoio de Cássio Góis, reforça estratégia da gestão em Nova Estrela

    A Prefeitura de Rolim de Moura realizou, na tarde desta segunda-feira (13), a entrega de uma ambulância tipo D, equipada como UTI móvel à UBS Eni Corrêa da Silva, no Distrito Nova Estrela.
    A solenidade foi conduzida pelo prefeito Aldo Júlio, com apoio do deputado estadual Cássio Góis, responsável pela destinação do recurso que viabilizou a aquisição do veículo. A conquista atende a uma solicitação da vereadora Cida da Saúde, que articulou o pedido junto ao parlamentar.
    A ambulância representa um avanço significativo para o único distrito de Rolim de Moura, garantindo transporte adequado e suporte avançado a pacientes em estado grave, proporcionando mais segurança e agilidade no atendimento.

    O ato contou com a presença da secretária municipal de saúde, Geiciane Louback, do vice-prefeito Alcides Rosa, morador do distrito de Nova Estrela, do administrador distrital Nilvaldo Lagasse, da vereadora Janete Lins, além de secretários municipais, da direção da unidade de saúde e outras autoridades.
    Durante o evento, o prefeito Aldo Júlio destacou que a entrega integra um conjunto de investimentos na área da saúde, incluindo a implantação de leitos de UTI no Hospital Municipal, projeto que, segundo ele, está em fase avançada e deve se tornar realidade em breve.

    Ele também ressaltou a atenção especial que a atual gestão tem dedicado ao distrito Nova Estrela. Entre as ações realizadas, destacam-se a recuperação e manutenção de estradas vicinais, investimentos na iluminação pública, apoio direto ao produtor rural com serviços de infraestrutura, melhorias no atendimento da atenção básica em saúde; além da presença constante de equipes da administração municipal na comunidade.

    Ao final, Aldo Júlio reafirmou que os investimentos em Nova Estrela seguem como prioridade. “Estamos trabalhando para levar qualidade de vida à população, com ações concretas que atendam às necessidades tanto da cidade quanto dos distritos”, destacou.
    A entrega da ambulância UTI simboliza mais um avanço da gestão municipal, consolidando o compromisso com uma saúde pública mais estruturada, eficiente e acessível para toda a população de Rolim de Moura.

    Fonte: Assessoria

  • Vírus sincicial também traz risco para idosos, alertam especialistas

    Vírus sincicial também traz risco para idosos, alertam especialistas

    O aumento dos casos de influenza A tem causado preocupação, mas esse não é o único agente infecioso que ameaça a saúde dos brasileiros. No primeiro trimestre deste ano, de acordo com dados do Ministério da Saúde, 18% dos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) com identificação viral confirmada foram causados pelo vírus sincicial respiratório (VSR), uma infecção ainda pouco conhecida.

    Neste segundo trimestre, a expectativa é de aumento. De fevereiro a março, o VSR correspondeu a 14% dos casos de síndrome com vírus confirmados, de acordo com o Boletim Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

    De março a abril, essa proporção subiu para 19,9%. Em 2025, por 23 semanas consecutivas, de março a agosto, o VSR foi o vírus mais prevalente.

    Já dados de laboratórios privados sobre pacientes com quadros leves e graves, mostram que, na semana encerrada em 4 de abril deste ano, 38% dos testes positivos para algum vírus acusaram o VSR. Essa proporção é 12 pontos maior do que a verificada na primeira semana de março, de acordo com informações reunidas pelo Intituto Todos pela Saúde.

    Dados subestimados
    Para a pneumologista e professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Rosemeri Maurici, esses números são apenas “a ponta do iceberg” e o risco do VSR é subestimado, especialmente em adultos e idosos.

    Ela explica que a testagem contra o VSR só começou a ser feita em maior escala, no Brasil, a partir da pandemia de covid-19, por isso, o impacto real da doença ainda não é totalmente conhecido.

    “Muitos hospitais internam pacientes com síndrome respiratória aguda agrave, e eles até morrem, sem saber qual o agente que causou, porque não testaram ou testaram fora do prazo que é identificável.”

    Dos cerca de 27,6 mil casos de SRAG registrados no primeiro trimestre deste ano, por exemplo, em apenas um terço, ou seja, em 9.079, o vírus causador foi identificado. E quase 17% não foram sequer testados.

    Além disso, como o VSR é o principal causador da bronquiolite, uma inflamação nos pulmões que acomete principalmente os bebês, muitas pessoas acham que o vírus não atinge adultos.

    De fato, dos 1.651 casos graves de infecção por VSR registrados de janeiro a março, 1.342 foram em menores de dois anos. Entre pessoas com mais de 50 anos, apenas 46 casos foram confirmados.

    Mas a médica ressalva que, em pacientes adultos, a carga viral do VSR diminui após 72 horas da infecção, o que dificulta a detecção do vírus. Já as crianças demoram mais para eliminar o invasor, o que propicia janela maior de diagnóstico. Para ela, isso também influencia as estatísticas.

    Comorbidades
    Os dados de mortes, por outro lado, mostram uma relação bem menos desigual: foram 27 no total este ano, sendo 17 em bebês de até 2 anos, e sete entre idosos com 65 anos ou mais. De acordo com a geriatra Maisa Kairalla, o envelhecimento pesa nessa conta, assim com as comorbidades adquiridas ao longo da vida.

    “Só com o avanço da idade, a gente já tem a imunosenescência, que é o declínio do sistema imunológico, ou seja, mais chance de ter doenças infecciosas. Acontece que, no Brasil, também se envelhece com doenças crônicas.”

    Segundo a pneumologista, a essa população se soma muitos pacientes que por muito tempo fumaram e ingeriram bebida alcoólica.

    Idosos mais propensos
    Por esse conjunto de fatores, os idosos são mais propensos a desenvolver quadros mais graves de diversas doenças. Mas dados da literatura médica apresentados por Maísa, mostram que o VSR representa um risco especial.

    O paciente idoso com VSR tem 2,7 vezes mais chance de desenvolver pneumonia, e duas vezes mais chances de precisar de UTI e intubação e de vir a óbito, na comparação com a influenza.

    As duas especialistas participaram na última terça-feira (7), do seminário “Impacto do VSR na população 50+”, organizado pela farmacêutica GSK para jornalistas, em São Paulo. O evento também debateu algumas condições de saúde que inspiram ainda mais cuidados entre esse público.

    O cardiologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Múcio Tavares ressaltou que mais de 60% dos casos graves associados à infecção pelo vírus essencial respiratório ocorrem em pacientes com alguma doença cardiovascular.

    “As doenças virais respiratórias, costumam levar a eventos cardiovasculares e cérebro-vasculares, como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e piora da insuficiência cardíaca. Isso tudo acontece porque a infecção viral causa uma inflamação sistêmica no organismo”, explicou.

    O endocrinologista Rodrigo Mendes também alertou para a maior vulnerabilidade dos pacientes com diabetes, pois a maior concentração de glicose no sangue torna o paciente mais suscetível a infecções e agravamentos.

    “Muitas vezes, o paciente está com a doença controlada e o tratamento estável há algum tempo. Aí ele contrai uma infecção, que gera uma resposta inflamatória exacerbada e ele não só precisa ser hospitalizado como também passa a precisar de um tratamento mais complexo”, acrescenta.

    Outro grupo de alto risco é o das pessoas com doenças respiratórias crônicas como asma grave e doença pulmonar obstrutiva (DPOC). De acordo com a professora da UFSC, Rosemeri Maurici, o impacto de uma internação em UTI aumenta em 70% a probabilidade desses pacientes morrerem em até três anos.

    “Além disso, ele começa a sofrer a perda da função pulmonar de forma acelerada. E esses pacientes, uma vez internando, a probabilidade de eles internarem novamente é muito grande.”

    Vacinação
    O VSR, e especialmente o agravamento da infecção, pode ser prevenido com vacinação, mas os imunizantes contra o vírus para a população adulta, por enquanto, estão disponíveis apenas na rede privada.

    Por enquanto, o Programa Nacional de Imunizações do Sistema Único de Saúde oferece apenas a vacina para gestantes, com o objetivo de proteger os bebês nos primeiros meses de vida.

    A imunização é recomendada por entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), para pessoas de 50 a 69 anos com comorbidades e para todos os idosos a partir dos 70 anos.

    A professora da UFSC Rosemeri Maurici, que também é coordenadora da Comissão de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia sugere que as sociedades médicas indiquem os grupos prioritários à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS-Conitec, responsável por recomendar a adoção de novas terapias ao Ministério da Saúde.

    Fonte: Tâmara Freire – Agência Brasil

  • Brasil cria Memorial da Pandemia em homenagem às mais de 700 mil vítimas da Covid-19

    Brasil cria Memorial da Pandemia em homenagem às mais de 700 mil vítimas da Covid-19

    Em um gesto de reconstrução da memória pública e de compromisso com a vida, o Ministério da Saúde lançou em 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, o Memorial da Pandemia, em homenagem às mais de 700 mil vítimas da Covid-19. Instalado no Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), no Rio de Janeiro, o espaço preserva essa memória e marca a reabertura do centro cultural à população. A iniciativa ocorre em um contexto de reconstrução das políticas públicas de saúde, após um período marcado pela desinformação e pelo negacionismo científico.

    “O Brasil viveu, durante a pandemia, não apenas uma crise sanitária, mas uma crise de responsabilidade pública. O negacionismo custou vidas. A ciência já demonstrou que grande parte das mortes poderia ter sido evitada se tivéssemos seguido as evidências, incentivado a vacinação e protegido a população. O que vimos foi o oposto: desinformação, descrédito da ciência e até a banalização do sofrimento de quem estava doente. Isso não pode ser normalizado nem esquecido”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Padilha destacou ainda que o memorial também cumpre o papel de lembrar que o negacionismo tem consequências concretas, profundas e irreversíveis. “Preservar essa memória é essencial para que o Brasil nunca mais repita esse erro e para que a defesa da ciência e da vida seja sempre um princípio inegociável na condução da saúde pública”, concluiu.

    A homenagem às vítimas reúne diferentes espaços no memorial: uma instalação digital com os nomes das pessoas que morreram por Covid-19, um monumento, uma escultura de Darlan Rosa, criador do personagem Zé Gotinha, e um parquinho temático voltado ao público infantil, com foco na promoção da vacinação. O Ministério da Saúde também prestou homenagem a jornalistas e veículos que atuaram na cobertura da pandemia, destacando o papel da informação de qualidade no enfrentamento à desinformação, ainda refletida na cobertura vacinal.

    Também foi lançado o Guia Nacional de Manejo das Condições Pós-Covid e o portal do Memorial Digital da Pandemia de Covid-19 no Brasil, desenvolvido em parceria com a BIREME/OPAS/OMS e o Centro de Humanidades Digitais da Unicamp. No caso do portal, o acervo dará origem a uma exposição itinerante que passará por seis capitais, entre maio e janeiro de 2027, com início em Brasília e encerramento no Centro Cultural do Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro.

    Guia Nacional de Manejo das Condições Pós-Covid

    O Guia Nacional de Manejo das Condições Pós-Covid no âmbito do SUS, elaborado em parceria com a Fiocruz, reúne orientações para identificação, diagnóstico e tratamento das sequelas persistentes da Covid-19, conhecidas como pós-Covid, e substitui normativas anteriores, consolidando uma referência única para o cuidado em todos os níveis de atenção do SUS. Baseado na melhor evidência científica disponível, o novo guia orienta o manejo clínico dessas condições e busca ampla adoção por profissionais de saúde em todo o país.

    O guia detalha ainda manifestações clínicas que podem surgir a partir de quatro semanas após a infecção, mesmo em casos leves ou assintomáticos, e abrange complicações em diferentes sistemas do organismo, como o cardiovascular, o respiratório, o neurológico e a saúde mental. Também apresenta protocolos diagnósticos, recomendações terapêuticas e fluxos assistenciais na Rede de Atenção à Saúde, com atenção a populações vulneráveis.

    A publicação responde a um cenário de alta demanda. Estimativas indicam que cerca de um quarto dos brasileiros que tiveram Covid-19 apresenta sintomas persistentes. Ao padronizar o cuidado, integrar serviços e orientar a organização da rede, o guia fortalece a resposta do SUS e contribui para reduzir complicações e melhorar a qualidade de vida da população.

    Memória, ciência e resposta ao negacionismo

    Em três anos, a atual gestão do Ministério da Saúde reverteu a queda nas coberturas vacinais, ampliou o acesso à imunização e intensificou o combate à desinformação, com impacto direto na recuperação da confiança nas vacinas no país. Em 2025, o Brasil registrou aumento no número de crianças vacinadas, interrompendo a sequência de quedas observada até 2022 e alcançando o melhor resultado dos últimos nove anos.

    A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, também apresentou avanço consistente. A cobertura da primeira dose, que era de 80% em 2022, superou a meta de 95% em 2024, com dados preliminares de 2025 apontando 92%. Outras vacinas, como as que protegem contra pneumonias e meningite, também avançaram, saindo de patamares abaixo de 80% para índices superiores a 90%.

    Na vacinação contra o HPV, o Brasil alcançou cobertura cinco vezes superior à média mundial entre meninos e meninas de 9 a 14 anos. Entre as meninas, a cobertura chegou a 86% em 2025, ante menos de 80% em 2022. Entre os meninos, o índice passou de 45,6% para 74,4%, segundo dados preliminares.

    Para a Covid-19, mais de 72,3 milhões de doses foram distribuídas em todo o país desde 2023. Durante o pico da pandemia, entre 2021 e 2022, esse volume chegou a 505 milhões de doses.

    Os resultados refletem a articulação do Ministério da Saúde com estados e municípios, com repasse de R$ 450 milhões para ações de vacinação. Entre as medidas adotadas estão a retomada das mobilizações nacionais, com o retorno do Zé Gotinha e do Dia D, a ampliação da vacinação nas escolas, além de parcerias com a sociedade civil e o reforço no enfrentamento à desinformação. A digitalização da Caderneta de Vacinação, integrada ao aplicativo Meu SUS Digital, também ampliou o alcance das campanhas, com envio de alertas e lembretes às famílias.

    A ampliação da cobertura vacinal tem sido decisiva para manter o Brasil livre do sarampo, mesmo diante do avanço da doença em outros países, especialmente na América do Norte. Ao mesmo tempo, o país ampliou o acesso à imunização com a incorporação, em 2025, de novos imunizantes de alto custo, como as vacinas contra bronquiolite e meningite ACWY.

    Investimento e requalificação do espaço

    A reabertura do Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS) marca seu reposicionamento como espaço permanente de articulação entre saúde, cultura e memória e integra as ações do Novo PAC voltadas à recuperação e valorização do patrimônio cultural brasileiro, com investimento de cerca de R$ 15 milhões na requalificação do espaço.

    Localizado na Praça Marechal Âncora, no centro do Rio, o CCMS ocupa um edifício que atravessa diferentes momentos da história pública brasileira. Criado como pavilhão de um dos principais eventos nacionais do início do século 20, o espaço foi posteriormente utilizado em ações de vigilância sanitária e, a partir de 2001, transformado em centro cultural.

    Próximos passos

    A expectativa do Ministério da Saúde é consolidar o Memorial da Pandemia como referência nacional de memória pública e manter o tema presente no debate público nos próximos anos, em articulação com ações culturais, científicas e educativas.

    Em junho, o Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS) abrigará a exposição “Vida Reinventada”, que propõe uma leitura coletiva das respostas da sociedade à pandemia de Covid-19, articulando memória, ciência, arte e justiça como eixos centrais para elaboração do trauma.

    A mostra tem curadoria da ex-ministra da Saúde, Nísia Trindade Lima, e projeto expográfico de André Cortez, combinando abordagem estética e conteúdo histórico para transformar luto e resiliência em experiência pública de reflexão, ampliada por atividades paralelas como seminários, mostra de filmes e ações educativas.

    Fonte: Ministério da Saúde
    Fotos: Walterson Rosa/MS

  • Inscrições para o programa Mais Médicos terminam nesta quarta-feira (08)

    Inscrições para o programa Mais Médicos terminam nesta quarta-feira (08)

    O prazo para os interessados em se inscrever para o 45º ciclo do projeto Mais Médicos para o Brasil (PMMB) termina às 23 horas e 59 minutos desta quarta-feira (8).

    O projeto coordenado pelo Ministério da Saúde é voltado à atuação na Atenção Primária à Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde (SUS), em regiões prioritárias, remotas, de difícil acesso e de alto índice de vulnerabilidade, incluindo territórios indígenas, onde há escassez ou ausência de médicos

    Os profissionais interessados em participar devem se inscrever por meio da Plataforma de Gerenciamento de Programas de Provimento, com login da conta do portal Gov.br.

    Para a participação no chamamento público, é indispensável a comprovação prévia da habilitação para o exercício da medicina, com o devido registro no Conselho Regional de Medicina. Os profissionais selecionados atuarão por até 48 meses, combinando atendimento direto à população com formação continuada.

    Vagas
    Neste novo edital (nº 24/2026), o Ministério da Saúde abriu 1.524 vagas.

    São 1.351 vagas para equipes de Saúde da Família (ESF), 75 para equipes de consultório na rua e 98 para Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).

    O documento esclarece que as vagas disponíveis foram distribuídas conforme estudos de demografia médica e sobre vulnerabilidade social.

    Todos os médicos poderão participar; no entanto, os profissionais formados em instituições de educação superior brasileiras ou com diploma revalidado no Brasil terão prioridade na seleção e ocupação das vagas ofertadas pelo Mais Médicos.

    O edital contempla três perfis principais:
    perfil 1: médicos formados no Brasil ou com diploma revalidado, com registro ativo no Conselho Federal de Medicina (CRM);

    perfil 2: médicos brasileiros formados no exterior (intercambistas);

    perfil 3: médicos estrangeiros com habilitação para atuar no exterior.

    Os profissionais selecionados atuarão por 48 meses.

    Bolsa-formação
    O programa oferece uma bolsa-formação de R$ 14.121,63 para os médicos matriculados e com situação regular quanto às atividades educacionais previstas no projeto.

    O médico participante deverá cumprir semanalmente com a carga horária de 44 horas de atividades que envolvem ensino, pesquisa e extensão, com componente assistencial, nas unidades de saúde no município ou distrito em que for alocado.

    No caso de o médico comprovar a necessidade de mudança de domicílio em razão da alocação em município diferente do seu domicílio, o Ministério da Saúde poderá conceder ajuda de custo, que não poderá exceder ao valor de três bolsas-formação.

    Mais Médicos
    Lançado em 2013 para suprir a falta de profissionais em regiões remotas e fixá-los nesta áreas prioritárias, atualmente, o Programa Mais Médicos para o Brasil conta com mais de 26 mil médicos em atuação em todo o país.

    O Ministério da Saúde orienta os candidatos a acompanharem regularmente a página eletrônica do Programa Mais Médicos para se informar oficialmente de todas as etapas relacionadas à adesão ao Projeto Mais Médicos para o Brasil – PMMB.

    Fonte: Agência Brasil