Blog

  • Terremoto de magnitude 7,6 atinge Japão e provoca alerta de tsunami

    Terremoto de magnitude 7,6 atinge Japão e provoca alerta de tsunami

    População de Hokkaido, Aomori e Iwate deve deixar o litoral imediatamente diante da previsão de ondas de até três metros

    Um poderoso terremoto de magnitude 7,6 atingiu a costa norte do Japão nesta segunda-feira (8). A imprensa local relatou feridos e a agência meteorológica local registrou a chegada de várias ondas de tsunami. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o terremoto ocorreu às 23h15 (11h15 em Brasília) em frente a Misawa, na costa norte do Japão, a uma profundidade de 53 quilômetros.

    A primeira onda de tsunami atingiu um porto em Aomori, na ilha principal do Japão, às 23h43 (11h43), informou a Agência Meteorológica do Japão (JMA). A agência declarou que várias ondas, de até 50 centímetros, chegaram posteriormente às costas.

    A emissora pública NHK citou um funcionário de um hotel na cidade de Hachinohe, em Aomori, que afirmou que houve alguns feridos. Imagens ao vivo mostraram cacos de vidro espalhados pelas ruas. Residentes de Hachinohe fugiram de suas casas para se refugiar na prefeitura, segundo a NHK.

    O terremoto também foi sentido no centro urbano de Sapporo, onde os alarmes soaram nos celulares para alertar os moradores. Um repórter da NHK em Hokkaido descreveu um tremor horizontal de cerca de 30 segundos que o impediu de ficar em pé.

    A agência meteorológica havia alertado que era esperado um tsunami de até três metros na costa do Pacífico do Japão. O porta-voz do governo Minoru Kihara instou os residentes a permanecerem em um local seguro até que o alerta fosse suspenso. “Mesmo após a onda inicial, pode chegar uma segunda ou terceira onda de maior altura”, disse à imprensa.

    Sem ‘anomalias’ em usinas nucleares

    Kihara afirmou que, por enquanto, não havia recebido “relatos de anomalias” nas duas usinas nucleares do norte do Japão, e acrescentou que investigações estavam sendo realizadas em outras instalações nucleares.

    Em 2011, um terremoto de magnitude 9,0 provocou um tsunami que deixou 18.500 mortos ou desaparecidos e causou uma devastadora fusão na central nuclear de Fukushima.

    Pouco depois do terremoto desta segunda, a Tohoku Electric Power disse em uma publicação no X que os sistemas de segurança de sua usina nuclear de Higashidori, em Aomori, e de sua usina de Onagawa, na região de Miyagi, não apresentaram nenhuma anormalidade.

    O Japão está localizado no Anel de Fogo do Pacífico, uma área de intensa atividade sísmica. O arquipélago, lar de cerca de 125 milhões de pessoas, registra aproximadamente 1.500 tremores por ano. A grande maioria é leve, embora os danos causados variem dependendo de sua localização e profundidade abaixo da superfície terrestre.

    Os terremotos são extremamente difíceis de prever, mas em janeiro um painel governamental aumentou ligeiramente sua estimativa sobre a chance de um tremor significativo na fossa de Nankai, na costa do Japão, nos próximos 30 anos, situando-a entre 75% e 82%.

    FONTE: AFP 

  • Minha Casa, Minha Vida projeta 3 milhões de moradias contratadas até 2026

    Minha Casa, Minha Vida projeta 3 milhões de moradias contratadas até 2026

    Ministro das Cidades, Jader Filho, garante que não faltarão recursos para o programa e anuncia atualização das faixas de renda no início de 2026 para ampliar o acesso à moradia popular.

    O governo federal pretende contratar o financiamento de 3 milhões de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) até o final de 2026. A meta foi anunciada nesta segunda-feira, dia 8 de dezembro de 2025, pelo ministro das Cidades, Jader Filho, que garantiu a disponibilidade de recursos para sustentar o programa.

    O ministro informou que o programa deve encerrar o ano de 2025 com cerca de 2 milhões de moradias contratadas desde o início da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O cenário para 2026, com a meta de mais 1 milhão de unidades, é sustentado pelo aquecimento da construção civil e pela segurança financeira.

    “Temos hoje a segurança para dar ao mercado de que não haverá falta de recurso no Minha Casa, Minha Vida. As pessoas podem contratar, as empresas podem acreditar no programa que não terá nenhum tipo de soluço”, afirmou o ministro.

    Atualização nas faixas de renda

    Jader Filho anunciou que as faixas de renda do MCMV serão atualizadas no início de 2026. A Faixa 1, que atualmente abrange famílias com renda de até R$ 2.850, deverá passar a contemplar quem recebe aproximadamente dois salários mínimos.

    A medida visa acompanhar a evolução do mercado de trabalho e ampliar o alcance do programa para famílias que não conseguem ter acesso ao financiamento habitacional no sistema tradicional.

    O programa conta com um orçamento robusto para o próximo ano. São R$ 125 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) voltados à habitação popular. Além disso, há R$ 5,5 bilhões do Orçamento da União destinados a cobrir subsídios para a Faixa 1 urbana, e R$ 17 bilhões do fundo da Caixa Econômica Federal também para custear subsídios.

    Impacto na economia e entregas futuras

    O MCMV tem apresentado um forte ritmo de crescimento. Em novembro, foram registrados 80 mil novos financiamentos, um aumento em relação à média mensal de 60 mil observada até outubro.

    “O PIB [Produto Interno Bruto] da construção civil está puxando a economia brasileira, e quem está puxando a construção civil é o Minha Casa, Minha Vida”, destacou Jader Filho. Em São Paulo, 67% dos lançamentos imobiliários são do programa.

    O governo projeta atingir, ao fim de 2026, uma média mensal de 80 mil contratações. A meta também inclui ampliar a oferta de unidades para a classe média, buscando chegar a 10 mil contratações para esse segmento até 2026, ante as atuais 6 mil.

    Apesar das restrições do calendário eleitoral, o ministro garantiu que o ritmo de entregas não será afetado, com 60% das unidades previstas para 2026 ficando prontas no primeiro semestre. O próximo ano é esperado como o mais robusto em entregas da atual gestão, com cerca de 40 mil unidades previstas. O prazo médio entre a contratação e a conclusão da obra é de 18 a 22 meses.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Saúde encerra grupo de crise contra intoxicações por metanol; 22 mortes foram confirmadas

    Saúde encerra grupo de crise contra intoxicações por metanol; 22 mortes foram confirmadas

    Medida ocorre após dez dias sem novos registros; estados possuem estoque garantido de antídotos e vigilância segue ativa no fluxo regular

    Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (8), o encerramento da Sala de Situação criada em outubro para monitorar o surto de intoxicação por metanol no país. A decisão, oficializada pela Portaria nº 9.169 e publicada no Diário Oficial da União, baseia-se na estabilidade epidemiológica alcançada após dez dias sem a confirmação de novos casos.

    Segundo a pasta, o último diagnóstico confirmado refere-se a um paciente que apresentou sintomas em 23 de novembro, com registro oficial no dia 26 do mesmo mês. Apesar da desmobilização da estrutura emergencial, o ministro Alexandre Padilha reforçou que o monitoramento continua. “Encerrar a Sala de Situação não é interromper o monitoramento. O cuidado permanece e a vigilância segue sem qualquer interrupção”, afirmou. A partir de agora, o acompanhamento retorna ao fluxo de rotina do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

    Anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha

    Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirma que o monitoramento dos casos de intoxicação continua

    Balanço do surto e vítimas

    Entre 26 de setembro e 5 de dezembro de 2025, as autoridades de saúde receberam 890 notificações. Destas, 73 casos foram confirmados e 22 resultaram em óbito. Outras 29 suspeitas seguem em análise, enquanto 788 foram descartadas.

    O estado de São Paulo foi o epicentro do surto, concentrando 50 dos casos confirmados e 10 mortes. Outras unidades federativas também foram atingidas:

    – Pernambuco: 8 casos e 5 óbitos;

    – Mato Grosso: 6 casos e 3 óbitos;

    – Paraná: 6 casos e 3 óbitos;

    – Bahia: 2 casos e 1 óbito;

    – Rio Grande do Sul: 1 caso confirmado;

    Há ainda nove mortes sob investigação em São Paulo, Pernambuco e Alagoas.

    Combate e prevenção

    A Sala de Situação articulou ações entre diversos órgãos, incluindo Anvisa, Polícia Federal e Ministérios da Justiça e da Agricultura. O foco foi conter a circulação de bebidas alcoólicas adulteradas, origem do problema. O metanol é um álcool altamente tóxico, impróprio para consumo humano, capaz de causar cegueira, falência de órgãos e morte mesmo em pequenas quantidades.

    Como resultado da gestão da crise, o governo garantiu que todos os estados brasileiros agora contam com estoques de antídotos e maior capacidade para diagnóstico rápido, permitindo uma resposta ágil caso novos focos surjam no mercado ilegal de destilados.

    FONTE: JOVEM PAN NEWS

  • Em 10 anos, 60,7% dos beneficiários conseguiram deixar o Bolsa Família

    Em 10 anos, 60,7% dos beneficiários conseguiram deixar o Bolsa Família

    Entre jovens de 15 a 17 anos, taxa de saída é de 71,25%

    De cada dez pessoas que recebiam o Bolsa Família em 2014, seis conseguiram deixar o programa assistencial nos dez anos seguintes. A constatação faz parte do estudo Filhos do Bolsa Família, divulgado nesta sexta-feira (5) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.

    O levantamento feito em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) mostra também que a maior taxa de saída do programa é dos que eram adolescentes em 2014.

    Enquanto a taxa média de saída dos beneficiários foi de 60,68%, entre os jovens de 15 a 17 anos de idade, a proporção chega a 71,25%. Ou seja, de cada dez, sete deixaram de precisar da transferência de renda nos dez anos seguintes.

    Em seguida, figura a faixa de 11 a 14 anos, com 68,80%. Já entre as pessoas que tinham até 4 anos de idade, a proporção das que deixam o programa no intervalo de uma década foi de 41,26%.

    O público avaliado na pesquisa é classificado como a “segunda geração” do programa criado em 2003.

    Mobilidade social

    Autor do estudo, o professor de economia da FGV Valdemar Rodrigues de Pinho Neto classifica o Bolsa Família não só como um alívio dos efeitos da pobreza imediata, mas também como forma de mobilidade social.

    Ele destaca a importância das condicionalidades de saúde e educação, como a obrigatoriedade de o responsável manter crianças na escola, cobertura vacinal em dia e realização de exame pré-natal.

    “Transferência de renda e, ao mesmo tempo, viabilizar o fomento de capital humano desses jovens, para que no futuro, tendo oportunidades de trabalho, de empreendedorismo, eles consigam acessar o setor produtivo, ter melhores condições socioeconômicas e, de certa forma, viabilizar essa mobilidade”, diz.

    O pesquisador aponta que a saída de pessoas do Bolsa Família é fator determinante para a continuidade da política social.

    “No contexto de recursos escassos para o governo, saber que os filhos do Bolsa Família não necessariamente estarão presentes no programa no futuro, de certa forma, diz um pouco também a respeito da própria sustentabilidade do programa.”

    Valdemar Neto assinala que as pessoas que deixaram o Bolsa Família não ficaram desprotegidas. No grupo dos que tinham 15 a 17 anos em 2014, 28,4% tinham vínculo formal de emprego dez anos depois; e mais da metade (52,67%) tinha deixado o Cadastro Único (CadÚnico), porta de entrada para programas sociais do governo, voltado à população mais vulnerável.

    A pesquisa buscou informações do mercado de formal de trabalho por meio da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego, declaração anual obrigatória que as empresas enviam ao governo para registrar dados sobre trabalhadores.

    Situação ao redor

    A pesquisa concluiu que o ambiente socioeconômico no qual estão inseridos os beneficiários do Bolsa Família influenciou a taxa de saída do programa no período de 2014 a 2025.

    Entre outras constatações, o levantamento aponta que:

    • Em áreas urbanas, a taxa de saída de jovens de 6 a 17 anos (67%) supera a de regiões rurais (55%);
    • Jovens de 6 a 17 anos em famílias na qual a pessoa de referência tem emprego com carteira têm taxa de saída (79,40%) superior à de quem trabalha sem carteira (57,51%) e por conta própria (65,54%);
    • Jovens de 6 a 17 anos em famílias na qual a pessoa de referência tem ensino médio têm taxa de saída (70%) acima de quando a escolaridade é apenas fundamental completo (65,31%).

    “Pais que têm mais acesso à educação conseguem romper a pobreza que a gente chama de pobreza intergeracional. Então, filhos de pais mais educados, obviamente, também conseguem sair mais do programa”, avalia Neto.

    Difícil estudar com fome

    O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, comemorou os números de saída do programa e afirmou que “o Bolsa Família não é um fim, mas um começo”.

    “É muito difícil dar passos largos sem tirar da fome. É difícil estudar se não tirar da fome. É difícil trabalhar se não tirar da fome. Esse passo justifica os mais pobres no Orçamento”, afirma.

    Tendência recente

    O estudo da FGV traz dados do Novo Bolsa Família, a versão atual do programa, iniciada em 2023.

    Entre os beneficiários observados no início de 2023, cerca de um terço (31,25%) já não estava mais no programa em outubro de 2025. Entre jovens de 15 a 17 anos, a saída é ainda mais elevada nos três anos: 42,59%

    Nesse período, a entrada mensal de famílias no programa (359 mil em média) fica abaixo da média de saída, 447 mil.

    “Já oferece uma ideia do que a gente pode esperar na década seguinte”, aponta Valdemar Pinho Neto.

    “Assim como a [taxa de saída da] segunda geração foi melhor que a da primeira, a terceira espera-se que seja melhor que a da segunda”.

    A pesquisa da FGV foi divulgada na mesma semana em que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que mais de 8,6 milhões de brasileiros deixaram a linha da pobreza em 2024, reduzindo a proporção da população na pobreza para 23,1%, a menor já registrada desde 2012, quando começou a série histórica do instituto.

    O mercado de trabalho aquecido e programas sociais foram apontados como motivos da redução no número de pobres.

    Mecanismo de autonomia

    O pesquisador Valdemar Pinho Neto enfatizou a importância de duas características da nova versão do programa.

    Um é a regra de proteção, que não tira automaticamente da lista de beneficiário a pessoa que conseguiu emprego. Há um período de adaptação e a garantia de que ela poderá voltar a ser atendida, sem fila de espera, caso perca o emprego.

    O outro é o Programa Acredita, que oferece microcrédito para apoiar empreendedores de baixa renda.

    “A ideia é que a transição do Bolsa Família para o mercado de trabalho seja algo mais suave e não uma decisão muito drástica na vida dos beneficiários”, salienta o professor.

    Bolsa Família

    critério inicial para uma pessoa ser beneficiária do Bolsa Família é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa (quanto a família ganha por mês, dividido pelo número de pessoas).

    O benefício base é de R$ 600, que pode ser aumentado em casos de haver criança e grávida na família, por exemplo. O valor médio do benefício está em R$ 683,28. Em novembro, o programa tinha 18,65 milhões de famílias e custava R$ 12,69 bilhões.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Violência e censura afetam nove em cada dez professores brasileiros

    Violência e censura afetam nove em cada dez professores brasileiros

    Constata pesquisa do ONVE da Universidade Federal Fluminense

    Nove em cada dez professores e professoras da educação básica e superior do ensino público e privado de todo o país já foram perseguidos diretamente ou presenciaram perseguições e censura contra profissionais da educação.

    O dado consta da pesquisa inédita A violência contra educadoras/es como ameaça à educação democrática, realizada pelo Observatório Nacional da Violência Contra Educadoras/es (ONVE), da Universidade Federal Fluminense (UFF), em parceria com o Ministério da Educação (MEC).

    Participaram do levantamento 3.012 profissionais da educação básica e superior do ensino público e privado de todo o país.

    O coordenador da pesquisa, professor Fernando Penna, da UFF, explicou à Agência Brasil que o trabalho teve como foco principal violências ligadas à limitação da liberdade de ensinar, tentativa de censura, perseguição política, embora tenha envolvido também a possibilidade de o professor registrar caso de violência física, embora esse não fosse o foco do relatório.

    De acordo com Penna, o objetivo do trabalho foi identificar violências no sentido de impedir o educador de ensinar uma temática, de usar um material, ou seja, perseguição política.

    “É mais uma censura de instituições em relação aos professores. E não são só instituições. Entre os agentes da censura, estão tanto pessoas dentro da escola, quanto de fora, figuras públicas”, informou.

    Censura

    Segundo o professor, um primeiro “dado preocupante” constatou que a censura se tornou um fenômeno disseminado por todo o território brasileiro e em todos os níveis e etapas da educação, englobando não só o professor, em sala de aula, mas todos que trabalham com educação.

    A pesquisa mostrou um percentual alto de professores vítimas diretas da violência. Na educação básica, o índice registrou 61%, e 55% na superior. “Na educação superior, foi 55%, um pouquinho menor, mas, ainda assim, está acima de 50%”, destacou Penna.

    Entre os educadores diretamente censurados, o levantamento constatou que 58% relataram ter sofrido tentativas de intimidação; 41% questionamentos agressivos sobre seus métodos de trabalho; e 35% enfrentaram proibições explícitas de conteúdo.

    Os educadores também relataram casos de demissões (6%), suspensões (2%), mudança forçada do local de trabalho (12%), remoção do cargo ou função (11%), agressões verbais e xingamentos (25%), e agressões físicas (10%).

    Temáticas

    Fernando Penna analisou que os dados mostraram ainda que a violência e a censura já estão enraizadas no Brasil, nas instituições de educação básica e superior. “Isso é preocupante porque a gente está falando aqui de temáticas obrigatórias”.

    Ele citou, como exemplo, o caso de uma professora do interior do estado do Rio de Janeiro, cujo um colega, durante a pandemia da Covid 19, pegou um material do Ministério da Saúde, com orientações sobre medidas sanitárias e a importância da vacinação, mas foi impedido sob argumento de “doutrinação”.

    “E quando ele foi entregar isso à diretora da escola, ela disse para ele que na escola não ia ter doutrinação de vacina”.

    A pesquisa identificou ainda professores proibidos de tratar, na sala de aula, temas como o da violência sexual, em que alerta o aluno sobre o fato desse tipo de violência ocorrer dentro de casa.

    “E é depois de algumas aulas na escola sobre orientação sexual, gênero, sexualidade, que esse jovem que tem uma violência naturalizada acontecendo no espaço privado denuncia o autor disso”, explicou Pena, ao ressaltar a importância de o tema ser tratado no ambiente escolar. “Mas essa temática, que é a discussão dos temas envolvendo gênero e sexualidade, é que os professores mais indicaram como sendo o motivo da violência que eles sofreram”.

    O professor disse ainda que o estudo deixa claro que essa violência não impacta só os educadores, mas a liberdade de ensinar e a liberdade de aprender. “Estudantes estão deixando de discutir temáticas vitais para a sua formação”, acrescentou.

    Outro exemplo de tema óbvio, que é motivo de questionamentos de pais contra professores de ciência, é o da teoria da evolução. Alguns preferem que se discuta dentro da escola o criacionismo e não a teoria da evolução. “Então, professores que tentam fazer o trabalho de levar o conhecimento às crianças e adolescentes acabam sendo demitidos, transferidos”.

    A proporção de professores que passaram diretamente por esse tipo de violência ficou em torno de 49% a 36%. A maior parte dos educadores disse que o episódio ocorreu quatro vezes ou mais.

    Segundo o levantamento, os temas que motivaram o questionamento à prática do educador foram liderados por questões políticas (73%), seguidos por questões de gênero e sexualidade (53%), questões de religião (48%) e negacionismo científico (41%).

    Polarização

    A pesquisa pediu também que os educadores respondessem os anos que essa violência ocorreu, “porque uma das nossas hipóteses é que essa violência tem relação com a polarização política que nós vivemos. E quando eu falo polarização, eu estou dizendo extrema direita, extrema esquerda. É uma polarização assimétrica entre uma extrema direita e uma centro-esquerda, no máximo”.

    “Os dados configuraram um gráfico que revela que a violência contra educadores sobe a partir de 2010 e tem um pico em 2016, em 2018 e em 2022, que são os anos do ‘impeachment’ e de duas eleições presidenciais”, destacou Penna, frisando que essa “tensão política que o país vive está, infelizmente, entrando nas escolas”.

    Agentes da violência

    Quando perguntados sobre quem foram os agentes da violência, os educadores citaram os próprios membros da comunidade interna da escola ou da universidade. Ou seja, a própria direção, coordenação, membros da família, estudantes. “Isso é muito grave porque traz um dado de pesquisa que mostra que essa violência pode ter partido de figuras públicas, de uma atenção política mais ampla, mas, infelizmente, ela já está dentro das comunidades educativas”.

    A pesquisa identificou que são os próprios membros da comunidade educativa interna que estão levando essa violência para dentro da escola, liderados pelos profissionais da área pedagógica (57%), familiares dos estudantes (44%), estudantes (34%), os próprios professores (27%), profissional da administração da instituição (26%), funcionário da instituição (24%) ou da secretaria de educação (municipal ou esta- dual) ou reitoria, no caso das universidades (21%).

    Perseguição

    De acordo com o coordenador do estudo, esse quadro de perseguição e violência envolve tanto a política institucional, quanto a política partidária, mas também abre espaço para se pensar em dimensões políticas da vida comum. Então não é surpresa que o crescimento da violência que foi observado esteja mais vinculado ao dado político do momento. “Ele é um tema que realmente tenciona muito”.

    A perseguição a educadores foi relatada como extremamente impactante para 33% dos educadores tanto na vida profissional como pessoal, e bastante impactante para 39% na profissão e também no lado pessoal. A consequência em muitos casos foi que grande parte dos professores que vivenciaram esses casos de violência acabaram deixando de ser educadores, o chamado apagão dos professores, confirmou Penna.

    “Foi uma das ferramentas de manipulação política desse pânico moral usado pela extrema direita nos anos recentes”, afirmou.

    Impacto

    Fernando Penna salientou que os educadores nem precisam ter sido vítimas diretas da violência porque, quando ela acontece em uma escola ou universidade, “ela degrada o clima escolar”.

    Quando perguntados sobre mudanças que esses eventos trouxeram para o seu cotidiano de trabalho, a maioria dos educadores afetados citou insegurança e desconforto. “O desconforto com o espaço de trabalho foi o terceiro maior impacto da censura citado pelos respondentes (53%). Isso levou 20% dos participantes a mudarem de local de trabalho por iniciativa própria.

    “As pessoas estão com medo de discutir temas. Estão com medo de fazer o seu trabalho como elas foram formadas para fazer e de acordo com seus saberes da experiência. Aí você está falando que o dano para a sociedade é gigantesco. Porque, os professores estão com medo de discutir temas, alguns estão sendo prejudicados e não podem discutir temas, por exemplo, no caso do gênero”, afirmou Penna.

    Vigiados

    A pesquisa constatou que em torno de 45% dos professores entrevistados disseram se sentir constantemente vigiados. Fato que leva a censurar sobre o que falam na sala de aula. O coordenador do estudo disse ter encontrado professores que trabalham em escolas privadas e relatam já ter entendido que não podem abordar determinados assuntos sob risco de serem demitidos.

    “Muitas vezes, esse educador precisa do emprego, mas pode estar sendo ameaçado ali no território onde ele vive”. Penna argumentou que é preciso reconhecer que esse é um problema da sociedade brasileira. “A gente está vivendo em uma sociedade na qual educadores têm medo de falar e de trabalhar de acordo com seu saber profissional”.

    Ele indicou que todos os profissionais que trabalham com a produção de um conhecimento seguro, ou seja, que podem desmascarar mentiras, teorias da conspiração, ‘fake news’, são vítimas.

    “Tanto que, em 2023, surgiu o Observatório Nacional da Violência Contra Educadoras/es, que é quem fez a pesquisa. Mas também surgiu o Observatório Nacional da Violência Contra Jornalistas, que são outra categoria que sofreu muito durante o governo Bolsonaro. Uma perseguição incrível”.

    Regiões de destaque

    O impacto que está ocorrendo nas comunidades educativas, que demonstram medo de discutir abertamente temas importantes para a formação dos estudantes foi mais identificado nas regiões Sudeste e Sul, onde foram registrados casos de professores que passaram por essas situações de violência mais diretamente.

    O dado não surpreendeu o coordenador da pesquisa. “Tanto que um dos estados que teve mais respondentes no Sul do país foi Santa Catarina, onde a gente sabe de muitos casos de violência. É um estado onde a extrema direita impera”, afirmou.

    A sondagem apurou que em todas as cinco regiões brasileiras 93% dos educadores tiveram contato com situações de censura, sendo que 59% passaram diretamente por essa situação, 19% souberam que aconteceu com alguém e 15% ouviram falar.

    Proteção aos professores

    Fernando Penna afirmou a necessidade de serem criadas ações para proteger os professores, sobretudo em anos de eleição presidencial, quando se sabe que a tendência é essa violência recrudescer, se tornar mais intensa.

    A pesquisa, até agora, gerou um banco de dados que ainda tem muitos cruzamentos para serem feitos, manifestou o coordenador.

    “A gente pode fazer análises de estados separadamente. A segunda etapa da pesquisa, que está em curso, e de entrevistas. Do total desses de professores que responderam, a gente vai escolher 20 pelo país para entrevistar”, anunciando que serão divulgados outros relatórios vinculados a essa pesquisa inicial.

    No relatório completo que está sendo preparado, o Observatório sugere a criação de uma política nacional de enfrentamento à violência contra educadores, como resposta do poder público. Essa política já estaria sendo elaborada no âmbito do MEC. O Observatório tem ainda um acordo de cooperação técnica com o Ministério dos Direitos Humanos.

    “A gente tem insistido muito que os educadores trabalhem na perspectiva da educação e direitos humanos, porque são justamente aqueles que mais sofrem violência. Então, a gente tem uma demanda de que os educadores sejam reconhecidos como defensores de direitos humanos e incluídos como uma categoria específica nas políticas do ministério. É uma ferramenta de denúncia de violação de direitos humanos”, concluiu Penna.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Presidente do Progressistas, deputada Sílvia Cristina anuncia chegada de novas lideranças ao partido

    Presidente do Progressistas, deputada Sílvia Cristina anuncia chegada de novas lideranças ao partido

    Ato de novas filiações será nesta quinta-feira (11), às 19h, no auditório da Unopar na capital

    A presidente estadual do Progressistas, deputada federal Sílvia Cristina, anunciou a chegada de novas lideranças ao partido. O evento que marca o recebimento dos novos filiados à sigla vai ocorrer nesta quinta-feira (11), às 19h, no auditório da Unopar, em Porto Velho.

    “Estamos fortalecendo o Progressistas, visando a formação de uma nominata sólida, para a disputa eleitoral de 2026. A chegada dessas lideranças representa esse processo de reforço ao time para concorrer à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal”, disse a presidente.

    Assinarão a ficha de filiação ao Progressistas, o deputado estadual Ismael Crispin, a professora Agna Souza e os médicos Maiquy Paulo e Wenceslau Ruiz. O evento vai contar com militantes e correligionários, com a expectativa de um grande público presente, além do deputado estadual do Progressistas, Lucas Torres, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e demais lideranças, incluindo de outras legendas.

    FONTE: ASSESSORIA PARLAMENTAR  –  PP PARTIDO PROGRESSISTAS

  • Deputada Ieda Chaves pede micro-ônibus para Polícia Penal de Rondônia visando segurança e agilidade

    Deputada Ieda Chaves pede micro-ônibus para Polícia Penal de Rondônia visando segurança e agilidade

    Veículo deve otimizar logística de escoltas e recambiamento de presos, valorizando o trabalho dos Policiais Penais.

    CCCA deputada estadual Ieda Chaves (União Brasil) apresentou, na última semana, ao Governo de Rondônia a Indicação nº 15199/2025, via que cabe à Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), solicitando a aquisição de um micro-ônibus para uso exclusivo da Polícia Penal.

    A proposta tem como objetivo central garantir melhores condições de deslocamento às equipes operacionais envolvidas em escoltas, vigilância, recambiamento de presos e outras ações estratégicas do sistema penitenciário estadual.

    Ieda Chaves argumenta que os policiais penais frequentemente atuam em condições adversas e realizam missões que exigem deslocamentos coletivos e frequentes. Segundo a parlamentar, a ausência de um veículo próprio compromete diretamente a logística, a segurança da equipe e a eficiência do serviço.

    “A aquisição de um micro-ônibus devidamente adaptado permitirá maior agilidade, organização e segurança no transporte das equipes, especialmente em trajetos de longa distância ou com destino a unidades prisionais em outros municípios”, justifica a deputada.

    A parlamentar finaliza destacando que “a medida é um investimento direto na valorização dos profissionais da Polícia Penal, cuja função é essencial para a manutenção da ordem, disciplina e legalidade dentro do sistema”.

    Demanda

    A necessidade foi apresentada pelo vereador Nilton Souza (PSDB), que também é servidor público estadual e policial penal.

    FONTE: ASSESSORIA PARLAMENTAR –  ALE/RO DECOM

  • Projeto do deputado Thiago Flores propõe que empresas de segurança privada custeiem cursos de formação e atualização

    Projeto do deputado Thiago Flores propõe que empresas de segurança privada custeiem cursos de formação e atualização

    Texto apresentado pelo deputado altera a Lei nº 14.967/2024 e estabelece novas obrigações para empregadores do setor

     O deputado federal Thiago Flores apresentou o Projeto de Lei nº 6177/2025, protocolado em 4 de dezembro de 2025, que estabelece obrigações às empresas prestadoras de serviços de segurança privada quanto ao custeio de cursos de formação, aperfeiçoamento, atualização e aprendizagem destinados aos empregados. A proposta determina que as empresas ofereçam essas atividades sem repassar qualquer tipo de encargo financeiro, trabalhista ou contratual aos trabalhadores. 

    O texto prevê a inclusão do artigo 29-A na Lei nº 14.967, de 9 de setembro de 2024. Conforme o dispositivo sugerido, o serviço autônomo de aprendizagem mencionado no inciso VII do artigo 29 passa a ser entendido como cursos e treinamentos promovidos pelo empregador, com foco no desenvolvimento humano e profissional dos empregados, de acordo com as políticas internas e atividades executadas pela empresa. O conteúdo dessas atividades deve ser diferente daquele ministrado por escolas de formação, aperfeiçoamento e atualização do profissional de segurança privada descritas no artigo 22 da mesma lei.

    Ainda segundo o projeto, as empresas ficam obrigadas a garantir todas as condições necessárias para o acesso ao serviço autônomo de aprendizagem e para a realização de cursos de formação, aperfeiçoamento ou atualização prestados por escolas especializadas, quando esses cursos forem requisito para o exercício das atividades. O texto estabelece que a empresa deve assumir integralmente custos de matrícula, transporte, alimentação e despesas de hospedagem quando as aulas ocorrerem fora do município onde o empregado atua. 

    A proposta determina também que o empregador libere o empregado da jornada de trabalho durante o período do curso, assegurando remuneração integral, incluindo adicionais e benefícios previstos em lei ou contrato. Quando o curso ocorrer fora da jornada regular, o tempo deverá ser remunerado como serviço extraordinário. O projeto dispõe ainda que a empresa providencie, por sua conta, a substituição do empregado liberado por outro profissional habilitado.

    O texto indica que a omissão ou recusa injustificada do empregador em cumprir as obrigações previstas, ou qualquer conduta que dificulte a realização do curso, será considerada infração administrativa grave para fins das penalidades previstas no artigo 46 da lei vigente. 

    proposição afirma também que, além das sanções administrativas, a empresa será responsável civilmente por danos materiais ou morais ao profissional, incluindo perda salarial, impedimento funcional ou demissão decorrente da não realização do curso. É considerada nula qualquer cláusula contratual que transfira ao empregado responsabilidades ou encargos atribuídos à empresa nos termos do projeto.

    FONTE: RONDONIA DINAMICA

  • Deputado Luizinho Goebel Parabeniza o Senador Jaime Bagattoli por Entrega de Colheitadeira a Produtores Rurais

    Deputado Luizinho Goebel Parabeniza o Senador Jaime Bagattoli por Entrega de Colheitadeira a Produtores Rurais

    Ação do Senador Jaime Bagattoli beneficia Agricultura Familiar

    O deputado estadual Luizinho Goebel parabenizou o senador Jaime Bagattoli pela ação que resultou na entrega de uma colheitadeira de cereais para produtores da Cooperativa COOPAAP e da Associação ASPROLIM. A iniciativa, promovida pelo senador, foi viabilizada por meio de recursos destinados ao fortalecimento da agricultura familiar e oficializada durante cerimônia realizada nesta semana.

    Ação do Senador Jaime Bagattoli Beneficia Agricultura Familiar

    A colheitadeira entregue é destinada a ampliar a capacidade produtiva das famílias atendidas pelas duas organizações rurais. Segundo informações da agenda, o equipamento chega para reduzir perdas na colheita e melhorar o desempenho das atividades ligadas à agricultura familiar, setor que depende de investimentos para garantir maior eficiência no campo.

    Equipamento Deve Aumentar Produtividade e Reduzir Perdas

    O maquinário tem como finalidade apoiar pequenos produtores no processo de colheita, contribuindo diretamente para o crescimento da produção local. A modernização do trabalho rural, segundo técnicos presentes, deve refletir em melhores resultados para agricultores que utilizam práticas tradicionais e buscam maior competitividade.

    Prefeitura e Representantes Acompanham a Entrega

    O prefeito Denair Pedro da Silva acompanhou a cerimônia e destacou o suporte oferecido às famílias rurais do município. O gestor municipal ressaltou que iniciativas como esta fortalecem o trabalho das cooperativas e ampliam as oportunidades para pequenos agricultores.

    Luizinho Goebel Reconhece o Trabalho do Senador

    Presente ao evento, o deputado Luizinho Goebel destacou a importância do investimento e parabenizou o senador Jaime Bagattoli pela destinação dos recursos que tornaram possível a aquisição da colheitadeira. Goebel reforçou a relevância de ações voltadas ao desenvolvimento rural e ao apoio direto às associações locais.

    Associações e Cooperativa São Beneficiadas com o Novo Equipamento

    As famílias vinculadas à COOPAAP e à ASPROLIM foram contempladas com o novo equipamento, que deverá contribuir para ampliar a produtividade e fortalecer o trabalho desempenhado pelas comunidades rurais. A iniciativa reforça o compromisso das lideranças envolvidas com o desenvolvimento da agricultura familiar.

    FONTE: ASSESSORIA PARLAMENTAR –  ALE/RO DECOM

  • Rondônia no topo do Brasil: Cássio Gois celebra prêmio nacional do cacau e reforça apoio ao setor

    Rondônia no topo do Brasil: Cássio Gois celebra prêmio nacional do cacau e reforça apoio ao setor

    Rondônia foi o único estado com dois produtores entre os três melhores do Brasil

    Rondônia voltou a fazer história no cenário da cacaueicultura brasileira ao conquistar posições de destaque no VI Concurso Nacional do Cacau Especial, Sustentabilidade e Qualidade, um dos mais importantes do país. Entre 108 amostras inscritas de estados tradicionalmente fortes — Bahia, Espírito Santo, Pará e Rondônia — dois rondonienses subiram ao pódio nacional, comprovando a excelência e o potencial produtivo do nosso estado.

    Na categoria Varietal e Mistura, Rondônia brilhou com:
    • 1º lugar: Mauro Celso Tauffer, de Buritis (RO), com a variedade BN34 – Categoria Varietal.
    • 2º lugar: José Batista de Souza, de Uruará (PA), variedade Casca Fina – Categoria Varietal
    • 3º lugar: Luiz Anastácio da Silva, de Cacoal (RO), com a variedade CEPEC 2022 – Categoria Varietal.

    Rondônia foi o único estado com dois produtores entre os três melhores do Brasil, reafirmando seu protagonismo na produção de cacau fino e sustentável.

    A cerimônia foi marcada por emoção e reconhecimento, especialmente para Cacoal, que mais uma vez demonstra sua força no agro, sendo nacionalmente reconhecida entre as regiões produtoras de maior qualidade do país.

    Participando do evento e representando a Assembleia Legislativa, o deputado estadual Cássio Gois, autor de importantes iniciativas que impulsionam a cacaueicultura, celebrou a conquista ao lado dos produtores.

    Em sua fala, o deputado destacou:

    “É uma alegria imensa ver Rondônia levando dois prêmios nacionais. Os melhores cacaus do Brasil estão aqui! E ver Cacoal — que é terra do café e do cacau — subir ao pódio nos enche de orgulho. Saber que o meu amigo Luiz Anastácio, lá da Linha 13, está entre os três melhores do país mostra que nossa terra tem força, tem talento e tem futuro.”

    Cássio Gois lembrou ainda que as primeiras mudas que impulsionaram a produção de Luiz Anastácio foram doadas pela prefeitura, demonstrando como políticas públicas e incentivo técnico fazem diferença para transformar a realidade agrícola.

    O deputado Cássio Gois fez questão também de agradecer e reconhecer o produtor Mauro Celso, de Buritis, que participou do concurso com dedicação e qualidade, ocupando o 1º lugar na categoria Varietal.

    Em sua mensagem, o deputado afirmou:

    “Quero deixar meu agradecimento especial ao seu Mauro, de Buritis, que também levou o nome de Rondônia para este concurso tão importante. A participação dele mostra que o nosso estado inteiro está comprometido em produzir cacau de qualidade. Produtores como ele fortalecem a nossa cadeia produtiva e nos inspiram a continuar lutando pelo desenvolvimento da cacaueicultura em todos os municípios.”

    Lei Ordinária nº 5.729 — Um marco para a cacaueicultura de Rondônia

    O deputado também ressaltou a Lei Ordinária nº 5.729, de sua autoria, que institui a Política Estadual de Incentivo à Produção de Cacau de Qualidade em Rondônia. A legislação garante diretrizes para fortalecer a cadeia produtiva, ampliando o acesso dos agricultores a tecnologia, assistência técnica, qualificação e estímulos para alcançar novos mercados.

    Segundo Cássio Gois:

    “Enquanto deputado, seguirei lutando para que Rondônia avance ainda mais. A cacaueicultura é um patrimônio econômico e social do nosso estado. Com a nossa lei, damos um passo importante para incentivar quem produz e consolidar Rondônia como referência nacional.”

    Com resultados expressivos e produtores que se destacam pela qualidade e inovação, Rondônia consolida seu nome como uma potência no cultivo de cacau especial. O pódio nacional deste ano prova que nosso estado está entre os melhores do país — e Cacoal, mais uma vez, mostra sua força no agro brasileiro.

    FONTE: ASSESSORIA PARLAMENTAR –  ALE/RO DECOM