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  • Governo Trump suspende pedidos de imigração de 19 países

    Governo Trump suspende pedidos de imigração de 19 países

    Medida ocorre após o ataque contra militares da Guarda Nacional em Washington

    O governo dos Estados Unidos suspendeu os pedidos de imigração apresentados por cidadãos de 19 países considerados uma ameaça à segurança do país, como Afeganistão e Irã. A decisão consta em um memorando publicado na terça-feira (2) pelo Serviço de Cidadania e Imigração (USCIS, na sigla em inglês), responsável pelos processos.

    Segundo o texto, a suspensão se aplica a todos os processos de imigração, como pedidos de green card (visto de residência permanente nos Estados Unidos), asilo e cidadania norte-americana. Aqueles que forem procedentes dos países listados e já estiverem em território norte-americano, por sua vez, terão os vistos reavaliados pelas autoridades.

    Essa é mais uma resposta do governo de Donald Trump ao ataque a tiros próximo à Casa Branca, em Washington, que matou um militar da Guarda Nacional e deixou outro ferido em estado grave. O atirador, detido no local, foi identificado como Rahmanullah Lakanwal, um imigrante afegão em situação irregular no país.

    São alvos da medida:

    • Afeganistão
    • Chade
    • Congo
    • Eritreia
    • Guiné Equatorial
    • Haiti
    • Irã
    • Iêmen
    • Líbia
    • Mianmar
    • Somália
    • Sudão
    • Burundi
    • Cuba
    • Laos
    • Serra Leoa
    • Togo
    • Turcomenistão
    • Venezuela

    Alguns dos países listados já foram alvos do governo Trump neste ano. Em agosto, o presidente proibiu a entrada de cidadãos de 12 nações, alegando terrorismo e outras ameaças à segurança nacional dos Estados Unidos. Para cidadãos de outros sete países, como Cuba, Serra Leoa e Venezuela, a entrada no território norte-americano foi parcialmente restrita.

    No memorando, o USCIS reforçou que a nova medida visa garantir a segurança do país em meio aos últimos casos de violência. “Estamos comprometidos em garantir que todos os estrangeiros de países de alto risco que entrem nos Estados Unidos não representem ameaças à segurança nacional ou à segurança pública”, diz o texto.

    Relembre o ataque

    O ataque aconteceu no dia 26 de novembro, por volta das 16h30 (no horário de Brasília), a poucos quarteirões da Casa Branca. Os disparos acertaram dois militares da Guarda Nacional, que foram socorridos e internados em hospitais diferentes. Sarah Beckstrom, de 20 anos, morreu no dia seguinte, enquanto Andrew Wolfe, de 24, segue internado “em estado crítico”.

    Trump não estava na Casa Branca no momento do ataque. Ele deixou Washington na noite de terça-feira (25) e viajou para a Flórida, onde passou o feriado de Ação de Graças. Como medida de prevenção, a sede do governo chegou a ser colocada em lockdown temporário.

    O crime é investigado pelo Departamento de Justiça como “ato de terrorismo”. Inicialmente, o suspeito enfrentava pelo menos três acusações de agressão com intenção de matar e porte ilegal de arma. Agora, com a morte de Sarah, as acusações devem ser elevadas para homicídio. A procuradora-geral, Pam Bondi, falou que fará “tudo ao seu alcance” para buscar a pena de morte para o agressor.

    FONTE: SBT NEWS

  • Buscas pelo voo MH370 da Malaysia Airlines serão retomadas 11 anos após desaparecimento

    Buscas pelo voo MH370 da Malaysia Airlines serão retomadas 11 anos após desaparecimento

    Operação será conduzida pela Ocean Infinity e pode durar 55 dias; governo pagará até US$ 70 milhões se destroços substanciais forem encontrados

    O governo da Malásia anunciou nesta quarta-feira (3) que as buscas pelo voo MH370 serão retomadas no próximo 30 de dezembro. O avião da Malaysia Airlines desapareceu em 2014 e se tornou um dos maiores mistérios da história da aviação mundial.

    O Boeing 777 partiu de Kuala Lumpur com 227 passageiros e 12 tripulantes rumo a Pequim, mas desapareceu dos radares pouco depois da decolagem. Desde então, dezenas de operações internacionais foram realizadas.

    Alguns detritos compatíveis com a aeronave chegaram a ser encontrados em praias da África e em ilhas do Oceano Índico, mas nenhuma parte principal, como fuselagem ou motores, foi localizada.

    A nova fase de buscas será conduzida pela Ocean Infinity, empresa especializada em exploração de águas profundas.

    Segundo o Ministério dos Transportes da Malásia, as operações serão realizadas de forma intermitente durante 55 dias e vão se concentrar em uma área específica considerada a mais promissora.

    Ainda segundo o órgão, a localização exata das buscas não será divulgada, seguindo contrato já firmado entre governo e empresa.

    O governo malaio informou ainda que pagará US$ 70 milhões caso a Ocean Infinity encontre destroços substanciais em uma área de 15 mil km² no sul do Oceano Índico.

    Por que as buscas anteriores foram encerradas?

    A última tentativa de localizar o avião havia sido suspensa em abril deste ano, após poucas semanas, devido às más condições climáticas e à complexidade técnica de buscar destroços a grandes profundidades.

    A Ocean Infinity já havia conduzido uma operação em 2018, também sem sucesso.

    Desvio de rota

    Um relatório de 495 páginas, divulgado em 2018, sugeriu que os controles do Boeing podem ter sido manipulados para desviar a rota, hipótese que levantou suspeitas de ação intencional.

    No entanto, os investigadores não identificaram responsáveis, não encontraram indícios contra o piloto ou copiloto e reforçaram que a verdade só será conhecida com a descoberta dos destroços principais.

    O voo transportava passageiros de mais de uma dezena de países, incluindo 150 chineses, 50 malaios, além de cidadãos da França, Austrália, Indonésia, Índia, Estados Unidos, Ucrânia e Canadá.

    Até hoje, familiares das vítimas exigem respostas e pedem indenizações da Malaysia Airlines, da Boeing, da Rolls-Royce (fabricante dos motores) e do grupo segurador A

    FONTE: REUTERS

  • STF limita tentativas de impeachment contra ministros da Corte

    STF limita tentativas de impeachment contra ministros da Corte

    Mudanças incluem quórum mais alto no Senado e exclusividade da PGR para apresentar denúncias; discussão ocorre em meio a movimentos no Congresso para ampliar mecanismos de controle sobre o Supremo

    O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta quarta-feira (3) dispositivos da Lei do Impeachment que tratam do afastamento de ministros da Corte. A decisão, tomada em caráter liminar, atende a ações apresentadas pelo partido Solidariedade e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).

    O ponto central do despacho é a conclusão de que parte da legislação de 1950 não foi recepcionada pela Constituição de 1988. Entre os artigos suspensos estão aqueles que definem o quórum para abertura de processo de impeachment, a legitimidade para apresentação de denúncias e a possibilidade de questionar o mérito de decisões judiciais como crime de responsabilidade. O tema será levado a referendo do plenário do STF.

    Atualmente, a lei prevê maioria simples do Senado para autorizar um processo contra ministros do STF — 41 dos 81 senadores. Para Gilmar Mendes, esse quórum reduzido fragiliza garantias constitucionais, como vitaliciedade e inamovibilidade, e cria um desequilíbrio entre os Poderes. O ministro considerou mais adequado exigir o apoio de dois terços da Casa (54 senadores), mesmo patamar necessário para aprovar a indicação de um ministro do próprio Supremo. A mudança tem efeito imediato com a liminar.

    Outro ponto derrubado foi o artigo que autorizava qualquer cidadão a apresentar denúncia de crime de responsabilidade contra ministros do STF. Na avaliação do decano, essa regra estimula pedidos motivados por disputas políticas ou discordâncias jurídicas. Pela decisão, somente a Procuradoria-Geral da República (PGR) poderá apresentar uma denúncia desse tipo. Gilmar sustentou que, por se tratar de medida excepcional, o processo deve ser deflagrado por órgão com capacidade técnica para avaliar elementos concretos.

    O ministro também afastou a possibilidade de instaurar processos com base apenas no mérito de decisões judiciais — o chamado “crime de hermenêutica”. Segundo ele, divergências interpretativas são parte do exercício da função jurisdicional e não podem justificar processos de responsabilização. Além disso, Gilmar Mendes acompanhou parecer da PGR que apontou irregularidade em trechos sobre afastamento cautelar de ministros. Como um magistrado do STF não possui substituto, sua saída temporária poderia comprometer o funcionamento do tribunal.

    Ao justificar a decisão, Gilmar afirmou que o impeachment não pode ser utilizado como instrumento de intimidação do Judiciário. Para o ministro, a tentativa infundada de afastar um integrante da Suprema Corte fragiliza o Estado de Direito e mina a confiança nas instituições. A liminar foi concedida após o relator ouvir manifestações do Congresso, da Procuradoria-Geral da República e da Advocacia-Geral da União. O julgamento das ações (ADPFs 1.259 e 1.260) em plenário virtual está previsto para começar em 12 de dezembro.

    A discussão ocorre em meio a movimentos no Congresso para ampliar mecanismos de controle sobre o STF e após seguidas críticas de parlamentares a decisões da Corte. Desde a criação da Lei do Impeachment, nenhum ministro do Supremo foi removido do cargo, e apenas um — em 1969 — chegou a ser afastado temporariamente durante o regime militar.

    FONTE: JOVEM PAN NEWS

  • Bolsonaro poderá ir ao semiaberto em 2033 e cumprirá pena até 2052

    Bolsonaro poderá ir ao semiaberto em 2033 e cumprirá pena até 2052

    Atualmente, Bolsonaro cumpre pena em regime fechado na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília

    O ex-presidente Jair Bolsonaro deve terminar de cumprir a condenação a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista em novembro de 2052. O cálculo foi feito pela Vara de Execuções Penais (VEP) do Distrito Federal e encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF).

    Conforme atestado de pena a cumprir, o término da pena do ex-presidente está previsto para o dia 4 de novembro de 2052. Pelos cálculos da VEP, Bolsonaro terá direito a passar para o semiaberto no dia 23 de abril de 2033 e de cumprir livramento condicional a partir do dia 13 de março de 2037.

    A data de início da contagem é o dia 4 de agosto deste ano, data na qual Bolsonaro passou a cumprir prisão domiciliar, período que poderá ser descontado da pena.

    Os prazos para progressão de regime ainda poderão ser reduzidos em função de outros descontos previstos pela legislação, como leitura de livros e realização de cursos na prisão.

    Atualmente, Bolsonaro cumpre pena em regime fechado na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília.

    Na semana passada, a defesa do ex-presidente apresentou novo recurso contra a condenação.

    Os advogados protocolaram os chamados embargos infringentes para tentar derrubar a decisão do ministro Alexandre de Moraes que negou outro recurso da defesa, os embargos de declaração, e determinou a execução da condenação de Bolsonaro e mais seis réus do núcleo 1 da trama golpista.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Relatório da Abin aponta risco de interferência internacional nas eleições, mas não cita EUA

    Relatório da Abin aponta risco de interferência internacional nas eleições, mas não cita EUA

    Segundo documento, o uso de IA para desinformação e a atuação do crime organizado representam ameaças que podem deslegitimar as instituições democráticas 

    Abin (Agência Brasileira de Inteligência) aponta como riscos para o processo eleitoral de 2026 a interferência externa bem como a atuação do crime organizado. O documento “Desafios da Inteligência —Edição 2026”, foi divulgado nesta terça-feira (2), uma publicação contendo os principais desafios para o próximo ano, no intuito de antecipar as ameaças contra a segurança do Estado e da sociedade.

    A segurança no processo eleitoral e ataques cibernéticos com inteligência artificial (IA) estão entre esses desafios. Em 2026, os brasileiros vão às urnas para eleições gerais de Presidente da República, governadores, senadores e deputados (federais, estaduais e distritais).

    A publicação ajudará a Abin a cumprir, de forma transparente, seu papel institucional de assessorar a presidência da República na tomada de decisões – inclusive para formular políticas –, bem como para salvaguardar conhecimentos considerados sensíveis para o Estado brasileiro.

    O levantamento contou com a ajuda de especialistas de universidades, instituições de pesquisa e agências governamentais, no desenvolvimento de informações relativas a questões como clima, tecnologia, demografia, saúde e migrações, além de análises sobre as situações internacional e regional.

    O material detalha cinco desafios para lidar com riscos diretos e indiretos para a segurança do país:

    – Segurança no processo eleitoral;
    – transição para a criptografia pós-quântica;
    – ataques cibernéticos autônomos com agentes de inteligência artificial;
    – reconfiguração das cadeias de suprimento global; e
    – dependência tecnológica, atores não estatais e interferência externa.

    O relatório que projetou os riscos para 2025 destacou desafios relacionados ao agravamento da crise climática; às alterações dos padrões populacionais; à aceleração da corrida tecnológica; e ao acirramento da competição entre potências mundiais.

    “Ao longo do ano, vimos essas dinâmicas internacionais ganharem mais proeminência”, relatou o diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Corrêa, durante a apresentação do documento.

    Com relação ao contexto geopolítico, Corrêa destacou, na edição 2026, o emprego de instrumentos econômicos como fatores de pressão política; e a escalada de ameaças militares a países latino-americanos – inclusive fronteiriços com o Brasil.

    Destacou também a competição acirrada pela dianteira no desenvolvimento e uso da inteligência artificial (IA).

    Contexto

    De acordo com a Abin, o cenário atual é de multipolaridade desequilibrada e desinstitucionalizada, tendo como fator central a competição estratégica entre EUA e China. A agência acrescenta que a situação mundial atravessa um “período de profunda reconfiguração”, impulsionado por confluências entre clima, demografia e tecnologia, em um cenário de “desestruturação da ordem internacional”.

    Tudo isso em meio ao acirramento da competição entre grandes potências.

    Eleições gerais

    Na avaliação da Abin, há ameaças “complexas e multifacetadas”, no que se refere ao processo eleitoral de 2026. Essas ameaças têm, como “vetor principal”, tentativas de deslegitimação das instituições democráticas, como as que culminaram na invasão às sedes dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro de 2023, em um cenário de manipulação de massas e disseminação de desinformação em larga escala.

    “Adicionalmente, a integridade do pleito é desafiada pela crescente influência do crime organizado em territórios sob sua influência e pelo risco de interferência externa voltada a desestabilizar o processo eleitoral e favorecer interesses geopolíticos estrangeiros”, diz o documento.

    Era digital

    O documento propõe, sob a ótica da atividade de inteligência, que o Estado fique atento também às transições nos domínios do clima, da demografia e da tecnologia, em um contexto marcado pela alta densidade das interações e das interdependências – em especial da energia, da informação e dos transportes.

    Sugere, ainda, foco nos “impactos sem precedentes” da Era Digital. Com relação às questões tecnológicas, o relatório aponta como “desafio nevrálgico” do país a garantia de uma soberania digital.

    Entre as dificuldades previstas para se atingir esse objetivo, ela destaca a dependência estrutural de hardwares estrangeiros e a concentração de poder em big techs: “essas empresas monopolizam dados e desafiam estruturas estatais, ameaçando a autonomia decisória nacional”, alerta a Abin.

    A agência, no entanto, destaca os avanços do Brasil na área de cibersegurança. O país, segundo ela, vem desenvolvendo tecnologias de ponta, como a do aplicativo de mensagens governamentais, que faz uso de criptografia pós-quântica.

    A rápida evolução da IA pode fazer desta ferramenta um “agente ofensivo autônomo, capaz de planejar, executar e adaptar ataques”. Isso pode, em algum momento, elevar o risco de alguma escalada, fazendo com que incidentes cibernéticos possam resultar em conflitos militares, por exemplo.

    A Abin conta com um quadro de especialistas em criptografia, ferramenta que é considerada pilar da soberania digital e da segurança governamental, em especial no que se refere a comunicações sigilosas e transações digitais.

    Diante da evolução tecnológica, a agência antevê riscos que deverão surgir a partir do advento da computação quântica – algo que, no prazo de 5 a 15 anos, tornará obsoleta a atual criptografia de chaves públicas.

    Dependência

    Nesse sentido, a Abin considera urgente uma transição para algoritmos pós-quânticos que não dependam de tecnologias estrangeiras. A Abin enxerga no domínio digital a “arena central” da competição geopolítica; e as big techs como “vetores de influência de seus Estados-sede”.

    “Nesse contexto, a dependência de provedores externos em infraestruturas críticas (nuvem, dados, identidade digital) é uma vulnerabilidade estratégica severa para o Brasil”, destaca a agência ao afirmar que essa dependência tecnológica pode levar à interferência externa.

    Como exemplo, a Abin cita a chamada guerra cognitiva, em geral catalisada por alguma desinformação algorítmica. Cita também o risco de espionagem com o objetivo de acessar dados sensíveis.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Post sem título 2529

    Mesmo depois da nova multa aplicada no último sábado à empresa EcoPVH por falhas graves na coleta de lixo domiciliar, o cenário nas ruas de Porto Velho permaneceu o mesmo durante o fim de semana: lixeiras transbordando, sacos espalhados por calçadas e moradores sem resposta.

    A Prefeitura já havia informado a possibilidade de romper o contrato com a empresa, alegando descumprimento reiterado das obrigações e danos ao interesse público.

    Moradores continuam encaminhando fotos às redações mostrando o acúmulo de lixo em diversos bairros da capital, mesmo em pontos onde a coleta deveria ocorrer regularmente às sextas-feiras.

    As imagens mostram ruas tomadas por sacos de lixo, restos orgânicos expostos ao sol, presença de urubus e forte mau cheiro.

    Em uma das imagens recebidas, em uma rua do bairro São Francisco, o lixo se espalha por toda a calçada, bloqueando a passagem de pedestres. Em outro registro, na região do bairro Jamary, uma lixeira comunitária aparece completamente cheia, com sacos empilhados ao redor e resíduos se acumulando desde a sexta-feira.

    O volume de denúncias aumentou após a Prefeitura anunciar, ainda no sábado, a aplicação de multa no valor de R$ 753 mil à EcoPVH, empresa contratada emergencialmente no final de outubro para realizar a coleta em Porto Velho. Segundo o município, a penalidade foi motivada por falhas graves e reiteradas, com descumprimento de rotas e ausência de atendimento em dezenas de bairros.

    A Prefeitura iniciou o processo de rescisão unilateral do contrato com a empresa, com base em parecer técnico que apontou “inexecução sistemática” do serviço e prejuízo direto à população. Enquanto o processo segue os trâmites legais, a empresa permanece atuando e moradores continuam sem coleta em diversos pontos da cidade.

    Para quem vive nos bairros mais afetados, a situação já virou rotina. “É como se não houvesse mais coleta na cidade”, disse uma moradora da região sul. “A gente tira o lixo e ele fica ali, apodrecendo.” Em tempos de chuva e calor, a exposição dos resíduos nas ruas representa risco à saúde e intensifica o desconforto para milhares de famílias.

    FONTE: PORTAL DE RONDÔNIA

  • Inundações devastadoras deixam mais de mil mortos na Ásia

    Inundações devastadoras deixam mais de mil mortos na Ásia

    Fenômenos meteorológicos simultâneos provocaram chuvas torrenciais na semana passada em todo o Sri Lanka, partes da indonésia, da Tailândia e da Malásia

    Mais de mil pessoas morreram e centenas são consideradas desaparecidas após as inundações registradas nos últimos dias no sul e sudeste da Ásia, onde os moradores relatam cenas de terror, com inundações “incontroláveis” e a água “até o pescoço”.

    Vários fenômenos meteorológicos provocaram chuvas torrenciais na semana passada em todo o Sri Lanka, partes da ilha indonésia de Sumatra, no sul da Tailândia e no norte da Malásia. Em Sumatra, o balanço de vítimas subiu nesta segunda-feira (1º) para 593 mortos e 468 desaparecidos, anunciou a agência de gestão de desastres.

    “A água chegava até o meu pescoço”, contou à AFP Misbahul Munir, 28 anos, morador de Aceh Norte, na ponta norte de Sumatra. “A água subiu quase dois metros. Todos os móveis estão danificados. Tenho apenas a roupa que estou vestindo”, acrescentou, sem conter o choro.

    Para as pessoas refugiadas em abrigos, “as condições são preocupantes. Há mulheres grávidas e crianças pequenas”, disse. Zamzami, 33 anos, descreveu a chegada das águas “como uma onda de tsunami imparável”. “É difícil descrever quanta água havia, foi algo realmente impressionante”.

    O presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, anunciou nesta segunda-feira em Sumatra do Norte que “a prioridade do governo é enviar a ajuda necessária”. Ele disse que o governo mobilizou helicópteros e aviões, além dos três navios militares enviados no final de semana às regiões afetadas, onde muitas rodovias continuam intransitáveis devido à lama e aos destroços.

    O presidente enfrenta uma pressão crescente para declarar estado de emergência diante da catástrofe natural com o maior número de vítimas no país desde o terremoto seguido de um tsunami em 2018, que deixou mais de 2.000 mortos.

    Sri Lanka pede ajuda

    No Sri Lanka, o governo pediu ajuda internacional e utilizou helicópteros militares para chegar às pessoas isoladas pelas inundações e deslizamentos de terra.

    “Nunca pensei que as inundações seriam tão terríveis”, confessou Dinusha Sanjaya, 37 anos, em um acampamento de emergência. “Não foi apenas a quantidade de chuva que caiu, mas principalmente a velocidade com que cobriu tudo”, acrescentou o entregador, ao lado de vizinhos que também ficaram desabrigados.

    Pelo menos 335 pessoas morreram e 366 estão desaparecidas no país, segundo um balanço atualizado pelas autoridades nesta segunda-feira. As chuvas pararam nesta segunda-feira na capital Colombo e as autoridades esperam uma redução do nível da água.

    Alguns estabelecimentos comerciais reabriram as portas. Em Ma Oya, ao norte de Colombo, Hasitha Wijewardena disse que estava tentando limpar sua residência após a inundação. “A água baixou, mas a casa está cheia de lama”, declarou.

    As autoridades anunciaram que ainda estão avaliando a dimensão dos danos no centro do país, a área mais afetada, enquanto as equipes de emergência tentavam liberar as estradas bloqueadas.

    O presidente do Sri Lanka, Anura Kumara Dissanayake, que declarou estado de emergência, prometeu reconstruir as áreas devastadas. “Estamos enfrentando o maior e mais difícil desastre natural da nossa história”, expressou em uma mensagem ao país. “Sem dúvida construiremos um país melhor do que o que existia antes”.

    As perdas e os danos são os mais graves no Sri Lanka desde o tsunami de 2004, que matou quase 31.000 pessoas e deixou mais de um milhão de desabrigados.

    Críticas na Tailândia

    Helicópteros militares foram enviados para resgatar os moradores isolados e transportar alimentos, mas um aparelho caiu no domingo ao norte de Colombo.

    Selvi, 46 anos, uma moradora do subúrbio da capital Wennawatte, contou que abandonou sua casa inundada no domingo com quatro sacolas de roupas e outros pertences. “Minha casa está completamente inundada. Não sei para onde ir, mas espero encontrar um abrigo para onde possa levar minha família”, declarou à AFP.

    No sul da Tailândia, as enchentes mataram 176 pessoas, informaram as autoridades nesta segunda-feira, em um dos fenômenos climáticos mais letais no país em uma década.

    O governo enviou ajuda, mas a população criticou a resposta às inundações. Dois funcionários governamentais foram suspensos pela resposta inadequada.

    Na Malásia, duas pessoas morreram nas enchentes no estado de Perlis. Grande parte da Ásia enfrenta atualmente a temporada anual de monções, que provoca chuvas fortes e geralmente leva a deslizamentos de terra e inundações.

    FONTE: AFP 

  • Trump terá reunião com equipe de Segurança Nacional sobre Venezuela na terça-feira

    Trump terá reunião com equipe de Segurança Nacional sobre Venezuela na terça-feira

    Aumento da presença militar no Caribe e no Pacífico somado à declaração do líder norte-americano sobre fechamento do espaço aéreo venezuelano acirrou a tensão entre os países

    A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizará uma reunião com sua equipe de Segurança Nacional sobre Venezuela na terça-feira (2/12).

    No sábado (29/11), Trump disse, em postagem em rede social, que o espaço aéreo da Venezuela está fechado, aumentando as tensões com o governo de Nícolas Maduro.

    Sobre a guerra da Ucrânia, Leavitt apontou, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, que os EUA tiveram “conversas muito boas com ucranianos na Flórida”, sem oferecer mais detalhes.

    Na terça, o presidente russo, Vladimir Putin, e o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, se encontrarão em Moscou

    A secretária ainda defendeu o posicionamento de Trump sobre conceder um indulto ao ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández (2014-2022), condenado por narcotráfico pela Justiça americana, afirmando que houve uma medida orquestrada dentro de Honduras pela esquerda para tirá-lo do poder.

    O debate ocorre em meio à presença militar americana no Caribe e no Pacífico, em operações que Washington afirma ter como foco o combate ao tráfico de drogas.

    A respeito da saúde do presidente norte-americano, a secretária enfatizou que a ressonância magnética feita recentemente por Trump mostrou “excelente saúde”.

    FONTE: ESTADÃO CONTEÚDO –  AGÊNCIA ESTADO 

  • Contran aprova fim da obrigatoriedade de aulas em autoescolas para obter a CNH

    Contran aprova fim da obrigatoriedade de aulas em autoescolas para obter a CNH

    Nova resolução reduz custos, moderniza o processo de habilitação e amplia o acesso ao documento no Brasil

    O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou nesta segunda-feira (1º) uma resolução que muda o processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e elimina a exigência de aulas em autoescolas para realização do exame prático. A aprovação foi unânime.

    A medida, baseada em propostas do Ministério dos Transportes, busca simplificar etapas e ampliar as formas de preparação dos candidatos. O governo estima que a mudança pode reduzir em até 80% o custo total da habilitação, beneficiando brasileiros que hoje não conseguem pagar pelo processo – o valor pode chegar a R$ 5 mil.

    A resolução prevê curso teórico gratuito e totalmente digital, flexibilização das aulas práticas e autorização para que instrutores credenciados pelos Detrans também possam oferecer o treinamento. A abertura do processo será feita pelo site do Ministério dos Transportes ou pela Carteira Digital de Trânsito (CDT).

    A resolução entra em vigor após publicação no Diário Oficial da União (DOU).

    FONTE: SBT NEWS

  • Nascidos em novembro e dezembro recebem 9ª parcela do Pé-de-Meia

    Nascidos em novembro e dezembro recebem 9ª parcela do Pé-de-Meia

    R$ 200 são pagos conforme o mês de nascimento do aluno

    O Ministério da Educação (MEC) paga, nesta segunda-feira (1º), a nona parcela do programa Pé-de-Meia de 2025 aos beneficiários nascidos nos meses de novembro e dezembro.

    O programa federal é voltado aos estudantes do ensino médio inscritos até 7 de fevereiro de 2025, no Cadastro Nacional de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico). Eles devem estar matriculados na rede pública regular e ter entre 14 e 24 anos de idade, ou na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA), com idade de 19 a 24 anos. Todos precisam ter Cadastro de Pessoa Física (CPF) regular.

    Para ter direito ao benefício do incentivo frequência, os alunos devem ter presença mínima de 80% nas aulas.

    Nesta nova etapa, a Caixa Econômica Federal – responsável pela gestão dos recursos repassados pelo MEC – aponta que, ao todo, cerca de 3,2 milhões de estudantes de escolas públicas receberam o benefício no valor de R$ 200.

    Pagamento escalonado

    Os pagamentos do incentivo-frequência ocorrem conforme o mês de nascimento dos alunos que estão matriculados em uma das três séries do ensino médio, na rede pública de ensino.

    Confira o calendário desta nona parcela do incentivo frequência:

    • nascidos em janeiro e fevereiro recebem em 24 de novembro;
    • nascidos em março e abril, em 25 de novembro;
    • nascidos em maio e junho, em de 26 de novembro;
    • nascidos em julho e agosto, em 27 de novembro;
    • nascidos em setembro e outubro recebem em de 28 de novembro;
    • nascidos em novembro e dezembro, em 2 de dezembro.

    Depósitos

    As parcelas da chamada poupança do ensino médio de 2025 são depositadas em uma conta poupança da Caixa Econômica Federal, aberta automaticamente em nome de cada um dos estudantes elegíveis para o programa.

    Se o estudante tiver 18 anos ou mais, a conta já estará desbloqueada para movimentação imediata do valor recebido pelo incentivo frequência. O banco público avisa que é possível solicitar de forma gratuita o cartão Pé-de-Meia no aplicativo Caixa Tem, o que permite o uso dos recursos financeiros em compras e pagamentos.

    Se o participante desejar, o valor também pode ser sacado nos terminais de autoatendimento, mesmo sem o cartão, apenas com o uso da identificação biométrica previamente cadastrada.

    No caso de menor de idade, será necessário que o responsável legal autorize a movimentação da conta. O consentimento poderá ser feito no próprio aplicativo ou em uma agência da Caixa.

    Conferência

    O participante poderá consultar no aplicativo Jornada do Estudante do MEC informações escolares, regras do programa e status de pagamentos (rejeitados ou aprovados).

    As informações relativas ao pagamento também podem ser consultadas no aplicativo Caixa Tem ou no aplicativo Benefícios Sociais.

    Incentivos

    A chamada Poupança do Ensino Médio tem quatro tipos de incentivo financeiro-educacional:

    • incentivo-matrícula: por matrícula registrada no início do ano letivo, valor pago uma vez por ano, no valor de R$ 200;
    • incentivo-frequência: por frequência mínima escolar de 80% do total de horas letivas. Para o ensino regular, são nove parcelas durante o ano de R$ 200.
    • incentivo-conclusão: por conclusão e com aprovação em cada um dos três anos letivos do ensino médio e participação em avaliações educacionais, no valor total de R$ 3 mil. O saque depende da obtenção de certificado de conclusão do ensino médio;
    • incentivo-Enem: paga após a participação nos dois dias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no ano que o estudante conclui o 3º ano do ensino médio. Os R$ 200 são pagos em parcela única.

    Desta forma, a soma do incentivo financeiro-educacional pode alcançar R$ 9,2 mil por aluno, no fim do 3º ano do ensino médio.

    Pé-de-Meia

    Criado em 2024, o programa do governo federal é voltado a estudantes de baixa renda do ensino médio da rede pública.  A iniciativa funciona como uma poupança para promover a permanência e a conclusão escolar nessa etapa de ensino. Saiba aqui.

    O MEC esclarece que não há necessidade de inscrição. Todo aluno que se encaixa nos critérios do programa é incluído automaticamente na iniciativa do governo federal. O MEC apenas verifica os dados fornecidos pelas redes de ensino dos estados e do Distrito Federal e pelo CadÚnico.

    Para tirar dúvidas sobre o programa Pé-de-Meia, o Ministério da Educação criou um site com perguntas e respostas. Confira aqui.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL