Categoria: Destaque

  • Aneel aprova aumento na conta de luz em Rondônia

    Aneel aprova aumento na conta de luz em Rondônia

    Reajuste começa a valer a partir do dia 13 de dezembro. Residências e comércios serão afetados.

    Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou na manhã desta terça-feira (9) o Reajuste Tarifário Anual da conta de luz. Em Rondônia, os consumidores residenciais terão aumento de 14,64%, enquanto indústrias e comércios vão pagar 18,49% a mais. O reajuste começa a valer a partir do dia 13 de dezembro.

    Segundo a Aneel, o aumento foi provocado principalmente pelos custos de compra, distribuição e transmissão de energia. Também pesaram no cálculo os gastos com encargos setoriais, valores usados para financiar políticas públicas ligadas ao setor elétrico, e ajustes financeiros de processos tarifários anteriores.

    Como funciona o reajuste

    O valor da conta de luz é ajustado todos os anos por meio de dois processos previstos nos contratos das distribuidoras: a Revisão Tarifária Periódica (RTP) e o Reajuste Tarifário Anual (RTA).

    A Revisão Tarifária é mais complexa e acontece a cada quatro ou cinco anos. Nela, é feito um levantamento completo dos custos da distribuidora, além da definição de metas de qualidade do serviço (como reduzir quedas de energia) e de um fator de eficiência, chamado Fator X, que incentiva a empresa a ser mais produtiva.

    Nos anos em que não há essa revisão completa, ocorre o Reajuste Tarifário Anual. Esse processo é mais simples e corrige os custos da distribuidora pela inflação (IPCA ou IGP-M), descontando o Fator X, que funciona como um repasse dos ganhos de eficiência da empresa para o consumidor.

    Em ambos os casos, os custos de compra e transmissão da energia, além de impostos e taxas que financiam políticas públicas do governo, são repassados diretamente para a conta de luz.

    FONTE: G1/RO –  GLOBO.COM –  G1.COM

  • Japão faz alerta de megaterremoto pela primeira vez

    Japão faz alerta de megaterremoto pela primeira vez

    Apesar do alerta, a agência informou que ainda não há ‘certeza se um terremoto de grande escala realmente ocorrerá’

    A agência meteorológica oficial do Japão afirmou nesta terça-feira (9) que há uma possibilidade de um ‘megaterremoto’, um anúncio pouco habitual – é a primeira vez que é utilizado desde que foi introduzido em 2022. “Com base nas estatísticas de terremotos que ocorreram em todo o mundo até o momento, existe a possibilidade de um terremoto de grande escala, com magnitude igual ou superior a 8, ocorrer ao longo da Fossa do Japão e da Fossa de Chishima, perto de Hokkaido, como consequência do terremoto da noite de segunda-feira”, disse Morikubo Tsukasa, que é funcionário do gabinete da primeira-ministra para preparação para desastres, segundo a agência japonesa NHK.

    Apesar do alerta, a agência informou que ainda não há “certeza se um terremoto de grande escala realmente ocorrerá”. No entanto, todos devem atender ao alerta e tomar precauções para proteger suas vidas”. Na segunda-feira (8), o país foi atingido por um terremoto de magnitude 7,5 que deixou 33 feridos e provocou ferimentos, danos leves e um tsunami em comunidades costeiras do Pacífico.

    A escala Richter, usada para classificar tremores, pode variar de 0 a 10, com possibilidade de valores maiores. O maior terremoto já registrado foi o de 1960 no Chile, com magnitude 9,5.

    FONTE: JOVEM PAN NEWS

  • Zelensky se reúne com papa e prepara resposta ao plano americano para Ucrânia

    Zelensky se reúne com papa e prepara resposta ao plano americano para Ucrânia

    Encontro aconteceu na residência papal de Castel Gandolfo, perto de Roma; visita do ucraniano à Itália acontece após reuniões desta segunda-feira (8) com líderes europeus em Londres e Bruxelas

    O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, se reuniu nesta terça-feira (9) com o papa Leão XIV na Itália, após anunciar que apresentará uma resposta aos Estados Unidos sobre o plano de paz proposto para encerrar a guerra com a Rússia. O mandatário ucraniano foi recebido pelo pontífice na residência papal de Castel Gandolfo, perto de Roma. Após, ele teve uma reunião com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.

    A visita à Itália acontece após as reuniões de segunda-feira (8) com líderes europeus em Londres e Bruxelas, em meio às pressões do presidente americano Donald Trump para que Zelensky aceite um plano de paz. O ucraniano disse que está revisando a proposta.

    O plano apresentado por Washington, que inicialmente tinha 28 pontos, foi reduzido para 20 após reuniões entre representantes da Ucrânia e dos Estados Unidos, segundo Zelensky.

    “Vamos trabalhar nos 20 pontos. Não estamos totalmente satisfeitos com as propostas de nossos parceiros”, afirmou Zelensky na segunda-feira. “Amanhã (terça-feira) à noite faremos todo o possível para transmitir nossa posição aos Estados Unidos”, acrescentou.

    O plano de Washington previa que a Ucrânia cedesse territórios não ocupados pela Rússia em troca de promessas na área de segurança, mas fechava a porta ao desejo de Kiev de adesão à Otan.

    Segundo Zelensky, as negociações enfrentam dificuldades justamente nas questões territoriais e nas garantias de segurança. “Consideramos ceder territórios? Não temos nenhum direito legal para fazê-lo, devido à legislação ucraniana, nossa Constituição e o direito internacional. E também não temos nenhum direito moral”, declarou.

    “O essencial é saber o que nossos parceiros estão dispostos a fazer caso aconteça uma nova agressão por parte da Rússia. Até o momento, não recebemos nenhuma resposta para esta questão”, apontou.

    Zelensky também abordará a questão com Meloni. A primeira-ministra italiana apoia Kiev desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022, apesar das dúvidas de um de seus parceiros de coalizão, Matteo Salvini, líder do partido nacionalista Liga.

    FONTE: AFP

  • Governo lança aplicativo para obtenção de CNH com custo reduzido

    Governo lança aplicativo para obtenção de CNH com custo reduzido

    Custo da carteira de habilitação será reduzido em até 80%

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou nesta terça-feira (9) as novas regras para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Durante cerimônia de regulamentação da resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), ele destacou que não se trata apenas do barateamento do processo.

    “Estamos oferecendo às pessoas mais humildes o direito de serem cidadãos de primeira categoria, respeitados na sua plenitude, nos direitos que eles têm que ter”, disse.

    “Espero que o sucesso deste momento que estamos vivendo com a CNH seja uma coisa muito promissora para as pessoas que mais necessitam neste país. Custava R$ 4 mil para tirar uma carteira. Quem é que tem R$ 4 mil? O povo não tem emenda parlamentar. Para o povo, é o seguinte: ‘Se sobrar do salário, eu faço. Se não sobrar, não faço’. A competição é sempre essa: comer ou fazer o que tem que fazer. E a opção é sempre a mesma: comer. A opção correta”, completou.  

    O ministro dos Transportes, Renan Filho, avaliou que as mudanças modernizam, simplificam e barateiam a CNH. “Uma decisão politicamente muito forte que vai atender cerca de 100 milhões de brasileiros que têm a carteira ou estão esperando a oportunidade para tirara a carteira”.

    “Essa política é tão forte que a demanda por formação de condutores no Brasil parou. Está todo mundo esperando hoje pelo barateamento da Carteira Nacional de Habilitação. Vai cair em até 80% nos estados brasileiros. É uma marca muito forte, muito importante”, completou.

    Entenda

    A resolução, aprovado por unanimidade na semana passada, simplifica etapas, retira a obrigatoriedade de passar por autoescola para fazer a prova de direção, amplia formas de preparação do candidato e reduz em até 80% o custo total da carteira de motorista. Durante o evento, também foi lançada a nova versão do aplicativo da CNH.

    O texto prevê curso teórico gratuito e digital, flexibilização de aulas práticas e abertura para instrutores credenciados pelos departamentos de trânsito (Detrans). A abertura do processo pode ser feita pelo site do Ministério dos Transportes ou pela Carteira Digital de Trânsito (CDT). 

    Já o aplicativo vai viabilizar a obtenção da CNH sem necessidade de passar por uma autoescola, disponibilizando o material para que os pretendentes a condutor estudem as regras de trânsito. Quem quiser ainda poderá fazer aulas teóricas e práticas em uma autoescola.

    Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) indicam que 20 milhões de brasileiros dirigem sem habilitação enquanto 30 milhões têm idade para ter a CNH, mas não possuem o documento principalmente por não conseguirem arcar com os custos, que podem chegar a R$ 5 mil.

    Veja as principais mudanças:

    Abertura do processo

    • Poderá ser feita pelo site do Ministério dos Transportes ou pelo aplicativo da Carteira Digital de Trânsito (CDT).
    • Aulas teóricas
    • O Ministério dos Transportes irá disponibilizar todo o conteúdo teórico online gratuitamente.
    • Quem preferir poderá estudar presencialmente em autoescolas ou instituições credenciadas.

    Aulas práticas

    • -A exigência de aulas práticas passará das atuais 20 horas-aula para duas horas.
    • O candidato poderá escolher entre: autoescolas tradicionais, instrutores autônomos credenciados pelos Detrans ou preparações personalizadas.
    • Será permitido uso de carro próprio para as aulas práticas

    Provas

    • Mesmo sem a obrigatoriedade das aulas, o condutor ainda é obrigado a fazer as provas teórica e prática para obter a CNH.
    • Outras etapas obrigatórias como coleta biométrica e exame médico devem ser feitas presencialmente no Detran.

    Instrutores

    • Os instrutores autônomos serão autorizados e fiscalizados pelos órgãos estaduais, com critérios padronizados nacionalmente.
    • A identificação e o controle serão integrados à Carteira Digital de Trânsito.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Condenação do Deputado Neiva pode abrir caminho para Primeiro Suplente Follador na ALE/RO

    Condenação do Deputado Neiva pode abrir caminho para Primeiro Suplente Follador na ALE/RO

    Dessa maneira, a saída de Neiva da cadeira de deputado poderá ocorrer ainda na atual legislatura, sendo que o seu primeiro suplente é o ex-deputado Adelino Folador, que já está arrumando o terno para a posse.

    A recente decisão da Justiça de Rondônia que condenou o deputado estadual Ezequiel Neiva, incluindo-o na famigerada lista dos políticos inelegíveis, pode abrir caminho para que o ex-deputado Adelino Folador tome posse da cadeira que pode ficar vaga caso a ALE/RO seja comunicada pela Justiça Eleitoral sobre a condição de Ficha Suja do parlamentar.

    Neiva foi condenado por atos envolvendo a sua gestão no Departamento de Estradas e Rodagens – DER, ainda durante o governo Confúcio Moura (MDB). Ele foi sentenciado à suspensão dos direitos políticos por 8 anos, pagamento de multa de 10 salários mínimos e à proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais.

    Dessa maneira, a saída de Neiva da cadeira de deputado poderá ocorrer ainda na atual legislatura, sendo que o seu primeiro suplente é o ex-deputado Adelino Folador, que já está arrumando o terno para a posse.

    Vale destacar que já existe histórico de parlamentares condenados durante o mandato e que perderam a cadeira na ALE/RO, como é o caso de Geraldo da Rondônia e Aélcio da TV.

    Ezequiel Neiva nega as acusações e garante que irá recorrer na Justiça.

    FONTE: JH NOTICIAS

  • CNH sem Auto-Escola – Exames médicos e psicológicos terão custo máximo de R$ 180, segundo Ministério dos Transportes

    CNH sem Auto-Escola – Exames médicos e psicológicos terão custo máximo de R$ 180, segundo Ministério dos Transportes

    Redução é de 40% em relação aos valores atuais; aplicativo oficial com as novas regras da CNH foi lançado nesta terça (9)

    Segundo o ministro dos Transportes, Renan Filho, exames médicos e psicológicos para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) terão custo máximo de R$ 180, uma redução de 40% em relação aos valores atuais (R$ 300). O aplicativo “CNH do Brasil”, que oficializa as novas regras para obter a CNH no país, foi lançado nesta terça-feira (9).

    Cerca de 20 milhões de brasileiros dirigem sem ter CNH, conforme o governo federal. O cenário se deve ao alto valor para obter o documento, além da burocracia. Com o fim da autoescola obrigatória, a previsão é que o custo reduza até 80% e, consequentemente, o número de condutores sem documentação também diminua.

    O governo também anunciou a medida provisória do bom condutor, que vai renovar automaticamente a CNH do motorista que não levar ponto na carteira e não cometer infração de trânsito. Assim, os condutores contemplados não vão precisar ir ao Detran nem pagar novas taxas de exame.

    Veja as principais mudanças aprovadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran):

    1. Curso teórico gratuito e 100% digital

    O ministério disponibilizará todo o conteúdo teórico online, sem custo para o candidato. Quem preferir poderá estudar presencialmente em autoescolas ou instituições credenciadas.

    2. Aulas práticas terão carga mínima de apenas 2 horas

    Hoje o candidato precisa cumprir 20 horas-aula práticas antes do exame. Com a nova regra, o número cai para apenas 2 horas mínimas.

    3. Autoescola vira opcional

    As autoescolas continuam existindo, mas não serão mais o caminho obrigatório. Quem quiser poderá contratar aulas pagas, mas isso será uma escolha, não mais uma regra.

    O futuro motorista poderá escolher como quer aprender:

    • Autoescolas tradicionais;
    • Instrutores autônomos credenciados pelos Detrans;
    • Preparação personalizada conforme suas necessidades.

    O objetivo é dar liberdade para o candidato montar seu próprio plano de aprendizagem — pagando menos e com mais flexibilidade.

    4. Apesar da flexibilização, os exames seguem valendo:

    • Prova teórica;
    • Exame de direção;
    • Avaliação médica e psicológica.

    Ou seja, o processo para tirar a CNH continua exigindo testes de conhecimento e prática, só não será obrigatório fazer aulas em autoescola.

    5. Possibilidade de aprendizagem com instrutor particular

    Com as novas regras, o candidato poderá ser treinado por instrutor autônomo, sem a obrigação de que ele seja vinculado a uma autoescola.

    Os instrutores autônomos serão autorizados e fiscalizados pelos Detrans estaduais, seguindo critérios padronizados em todo o país.

    Toda a identificação e o controle serão integrados à Carteira Digital de Trânsito, garantindo transparência e segurança tanto para o aluno quanto para o profissional.

    Como fica quem já está fazendo autoescola?

    Quem já começou o processo não perde nada. A tendência é que quem quiser pode continuar normalmente e quem preferir migrar para o novo formato precisará aguardar as regras do Detran do seu estado.

    Categorias C, D e E também terão mudanças

    Motoristas profissionais, como caminhoneiros, motoristas de ônibus e condutores de veículos pesados, também serão beneficiados.

    O processo de formação será modernizado, com menos exigências e mais opções de treinamento, facilitando a vida de quem precisa da habilitação para trabalhar e gerar renda.

    FONTE: SBT NEWS

  • Netanyahu se reunirá com Trump nos EUA em 29 de dezembro

    Netanyahu se reunirá com Trump nos EUA em 29 de dezembro

    Primeiro-ministro de Israel já tinha anunciado na semana passada que o republicano o convidou para ir à Casa Branca a fim de avançar na segunda fase do cessar-fogo na Faixa de Gaza

    O primeiro-ministro de IsraelBenjamin Netanyahu, se reunirá em Washington com o presidente dos Estados UnidosDonald Trump, no dia 29 de dezembro, informou nesta segunda-feira (8) o gabinete do mandatário israelense. Netanyahu já tinha comunicado na semana passada que havia sido convidado por Trump para ir à Casa Branca a fim de avançar na segunda fase do cessar-fogo implementado na Faixa de Gaza em 10 de outubro, embora, na prática, Israel continue descumprindo o acordo e já tenham sido contabilizadas aproximadamente 370 mortes de habitantes do enclave desde então.

    Para esta segunda fase, a previsão é que sejam abordados o desarmamento do grupo terrorista Hamas, a implementação de um governo tecnocrático de transição para a Faixa, a chegada de uma força internacional de estabilização e a hipotética retirada de Israel — que agora controla mais de 50% de Gaza —, entre outros pontos.

    A última conversa entre Netanyahu e Trump a ser divulgada foi justamente a mencionada, há uma semana, por telefone e minutos depois de o presidente americano publicar em suas redes sociais que Israel deveria apostar em um “diálogo firme e verdadeiro” com a Síria. Essas declarações vieram depois de um ataque israelense a apenas 40 quilômetros de Damasco, que deixou 13 mortos do lado palestino, mas que não parece ter prejudicado a relação entre os dois líderes.

    Há quase um mês, o próprio Trump pediu formalmente ao presidente israelense, Isaac Herzog, o perdão de Netanyahu, julgado por corrupção em três processos. Além disso, nesta segunda-feira, o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, encontra-se em Israel no âmbito de uma visita diplomática até quarta-feira, após se ter reunido com o rei jordaniano Abdullah II, com Netanyahu e também com Herzog.

    A viagem de Waltz visa o “firme compromisso dos Estados Unidos com a promoção da estabilidade regional, a implementação do plano de 20 pontos do presidente Trump para Gaza e o avanço nos objetivos da Resolução 2803 do Conselho de Segurança da ONU, que estabelece o caminho a seguir para a região”, detalhou seu porta-voz em um comunicado na véspera da visita.

    FONTE: EFE

  • Terremoto de magnitude 7,6 atinge Japão e provoca alerta de tsunami

    Terremoto de magnitude 7,6 atinge Japão e provoca alerta de tsunami

    População de Hokkaido, Aomori e Iwate deve deixar o litoral imediatamente diante da previsão de ondas de até três metros

    Um poderoso terremoto de magnitude 7,6 atingiu a costa norte do Japão nesta segunda-feira (8). A imprensa local relatou feridos e a agência meteorológica local registrou a chegada de várias ondas de tsunami. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o terremoto ocorreu às 23h15 (11h15 em Brasília) em frente a Misawa, na costa norte do Japão, a uma profundidade de 53 quilômetros.

    A primeira onda de tsunami atingiu um porto em Aomori, na ilha principal do Japão, às 23h43 (11h43), informou a Agência Meteorológica do Japão (JMA). A agência declarou que várias ondas, de até 50 centímetros, chegaram posteriormente às costas.

    A emissora pública NHK citou um funcionário de um hotel na cidade de Hachinohe, em Aomori, que afirmou que houve alguns feridos. Imagens ao vivo mostraram cacos de vidro espalhados pelas ruas. Residentes de Hachinohe fugiram de suas casas para se refugiar na prefeitura, segundo a NHK.

    O terremoto também foi sentido no centro urbano de Sapporo, onde os alarmes soaram nos celulares para alertar os moradores. Um repórter da NHK em Hokkaido descreveu um tremor horizontal de cerca de 30 segundos que o impediu de ficar em pé.

    A agência meteorológica havia alertado que era esperado um tsunami de até três metros na costa do Pacífico do Japão. O porta-voz do governo Minoru Kihara instou os residentes a permanecerem em um local seguro até que o alerta fosse suspenso. “Mesmo após a onda inicial, pode chegar uma segunda ou terceira onda de maior altura”, disse à imprensa.

    Sem ‘anomalias’ em usinas nucleares

    Kihara afirmou que, por enquanto, não havia recebido “relatos de anomalias” nas duas usinas nucleares do norte do Japão, e acrescentou que investigações estavam sendo realizadas em outras instalações nucleares.

    Em 2011, um terremoto de magnitude 9,0 provocou um tsunami que deixou 18.500 mortos ou desaparecidos e causou uma devastadora fusão na central nuclear de Fukushima.

    Pouco depois do terremoto desta segunda, a Tohoku Electric Power disse em uma publicação no X que os sistemas de segurança de sua usina nuclear de Higashidori, em Aomori, e de sua usina de Onagawa, na região de Miyagi, não apresentaram nenhuma anormalidade.

    O Japão está localizado no Anel de Fogo do Pacífico, uma área de intensa atividade sísmica. O arquipélago, lar de cerca de 125 milhões de pessoas, registra aproximadamente 1.500 tremores por ano. A grande maioria é leve, embora os danos causados variem dependendo de sua localização e profundidade abaixo da superfície terrestre.

    Os terremotos são extremamente difíceis de prever, mas em janeiro um painel governamental aumentou ligeiramente sua estimativa sobre a chance de um tremor significativo na fossa de Nankai, na costa do Japão, nos próximos 30 anos, situando-a entre 75% e 82%.

    FONTE: AFP 

  • Minha Casa, Minha Vida projeta 3 milhões de moradias contratadas até 2026

    Minha Casa, Minha Vida projeta 3 milhões de moradias contratadas até 2026

    Ministro das Cidades, Jader Filho, garante que não faltarão recursos para o programa e anuncia atualização das faixas de renda no início de 2026 para ampliar o acesso à moradia popular.

    O governo federal pretende contratar o financiamento de 3 milhões de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) até o final de 2026. A meta foi anunciada nesta segunda-feira, dia 8 de dezembro de 2025, pelo ministro das Cidades, Jader Filho, que garantiu a disponibilidade de recursos para sustentar o programa.

    O ministro informou que o programa deve encerrar o ano de 2025 com cerca de 2 milhões de moradias contratadas desde o início da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O cenário para 2026, com a meta de mais 1 milhão de unidades, é sustentado pelo aquecimento da construção civil e pela segurança financeira.

    “Temos hoje a segurança para dar ao mercado de que não haverá falta de recurso no Minha Casa, Minha Vida. As pessoas podem contratar, as empresas podem acreditar no programa que não terá nenhum tipo de soluço”, afirmou o ministro.

    Atualização nas faixas de renda

    Jader Filho anunciou que as faixas de renda do MCMV serão atualizadas no início de 2026. A Faixa 1, que atualmente abrange famílias com renda de até R$ 2.850, deverá passar a contemplar quem recebe aproximadamente dois salários mínimos.

    A medida visa acompanhar a evolução do mercado de trabalho e ampliar o alcance do programa para famílias que não conseguem ter acesso ao financiamento habitacional no sistema tradicional.

    O programa conta com um orçamento robusto para o próximo ano. São R$ 125 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) voltados à habitação popular. Além disso, há R$ 5,5 bilhões do Orçamento da União destinados a cobrir subsídios para a Faixa 1 urbana, e R$ 17 bilhões do fundo da Caixa Econômica Federal também para custear subsídios.

    Impacto na economia e entregas futuras

    O MCMV tem apresentado um forte ritmo de crescimento. Em novembro, foram registrados 80 mil novos financiamentos, um aumento em relação à média mensal de 60 mil observada até outubro.

    “O PIB [Produto Interno Bruto] da construção civil está puxando a economia brasileira, e quem está puxando a construção civil é o Minha Casa, Minha Vida”, destacou Jader Filho. Em São Paulo, 67% dos lançamentos imobiliários são do programa.

    O governo projeta atingir, ao fim de 2026, uma média mensal de 80 mil contratações. A meta também inclui ampliar a oferta de unidades para a classe média, buscando chegar a 10 mil contratações para esse segmento até 2026, ante as atuais 6 mil.

    Apesar das restrições do calendário eleitoral, o ministro garantiu que o ritmo de entregas não será afetado, com 60% das unidades previstas para 2026 ficando prontas no primeiro semestre. O próximo ano é esperado como o mais robusto em entregas da atual gestão, com cerca de 40 mil unidades previstas. O prazo médio entre a contratação e a conclusão da obra é de 18 a 22 meses.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • Violência e censura afetam nove em cada dez professores brasileiros

    Violência e censura afetam nove em cada dez professores brasileiros

    Constata pesquisa do ONVE da Universidade Federal Fluminense

    Nove em cada dez professores e professoras da educação básica e superior do ensino público e privado de todo o país já foram perseguidos diretamente ou presenciaram perseguições e censura contra profissionais da educação.

    O dado consta da pesquisa inédita A violência contra educadoras/es como ameaça à educação democrática, realizada pelo Observatório Nacional da Violência Contra Educadoras/es (ONVE), da Universidade Federal Fluminense (UFF), em parceria com o Ministério da Educação (MEC).

    Participaram do levantamento 3.012 profissionais da educação básica e superior do ensino público e privado de todo o país.

    O coordenador da pesquisa, professor Fernando Penna, da UFF, explicou à Agência Brasil que o trabalho teve como foco principal violências ligadas à limitação da liberdade de ensinar, tentativa de censura, perseguição política, embora tenha envolvido também a possibilidade de o professor registrar caso de violência física, embora esse não fosse o foco do relatório.

    De acordo com Penna, o objetivo do trabalho foi identificar violências no sentido de impedir o educador de ensinar uma temática, de usar um material, ou seja, perseguição política.

    “É mais uma censura de instituições em relação aos professores. E não são só instituições. Entre os agentes da censura, estão tanto pessoas dentro da escola, quanto de fora, figuras públicas”, informou.

    Censura

    Segundo o professor, um primeiro “dado preocupante” constatou que a censura se tornou um fenômeno disseminado por todo o território brasileiro e em todos os níveis e etapas da educação, englobando não só o professor, em sala de aula, mas todos que trabalham com educação.

    A pesquisa mostrou um percentual alto de professores vítimas diretas da violência. Na educação básica, o índice registrou 61%, e 55% na superior. “Na educação superior, foi 55%, um pouquinho menor, mas, ainda assim, está acima de 50%”, destacou Penna.

    Entre os educadores diretamente censurados, o levantamento constatou que 58% relataram ter sofrido tentativas de intimidação; 41% questionamentos agressivos sobre seus métodos de trabalho; e 35% enfrentaram proibições explícitas de conteúdo.

    Os educadores também relataram casos de demissões (6%), suspensões (2%), mudança forçada do local de trabalho (12%), remoção do cargo ou função (11%), agressões verbais e xingamentos (25%), e agressões físicas (10%).

    Temáticas

    Fernando Penna analisou que os dados mostraram ainda que a violência e a censura já estão enraizadas no Brasil, nas instituições de educação básica e superior. “Isso é preocupante porque a gente está falando aqui de temáticas obrigatórias”.

    Ele citou, como exemplo, o caso de uma professora do interior do estado do Rio de Janeiro, cujo um colega, durante a pandemia da Covid 19, pegou um material do Ministério da Saúde, com orientações sobre medidas sanitárias e a importância da vacinação, mas foi impedido sob argumento de “doutrinação”.

    “E quando ele foi entregar isso à diretora da escola, ela disse para ele que na escola não ia ter doutrinação de vacina”.

    A pesquisa identificou ainda professores proibidos de tratar, na sala de aula, temas como o da violência sexual, em que alerta o aluno sobre o fato desse tipo de violência ocorrer dentro de casa.

    “E é depois de algumas aulas na escola sobre orientação sexual, gênero, sexualidade, que esse jovem que tem uma violência naturalizada acontecendo no espaço privado denuncia o autor disso”, explicou Pena, ao ressaltar a importância de o tema ser tratado no ambiente escolar. “Mas essa temática, que é a discussão dos temas envolvendo gênero e sexualidade, é que os professores mais indicaram como sendo o motivo da violência que eles sofreram”.

    O professor disse ainda que o estudo deixa claro que essa violência não impacta só os educadores, mas a liberdade de ensinar e a liberdade de aprender. “Estudantes estão deixando de discutir temáticas vitais para a sua formação”, acrescentou.

    Outro exemplo de tema óbvio, que é motivo de questionamentos de pais contra professores de ciência, é o da teoria da evolução. Alguns preferem que se discuta dentro da escola o criacionismo e não a teoria da evolução. “Então, professores que tentam fazer o trabalho de levar o conhecimento às crianças e adolescentes acabam sendo demitidos, transferidos”.

    A proporção de professores que passaram diretamente por esse tipo de violência ficou em torno de 49% a 36%. A maior parte dos educadores disse que o episódio ocorreu quatro vezes ou mais.

    Segundo o levantamento, os temas que motivaram o questionamento à prática do educador foram liderados por questões políticas (73%), seguidos por questões de gênero e sexualidade (53%), questões de religião (48%) e negacionismo científico (41%).

    Polarização

    A pesquisa pediu também que os educadores respondessem os anos que essa violência ocorreu, “porque uma das nossas hipóteses é que essa violência tem relação com a polarização política que nós vivemos. E quando eu falo polarização, eu estou dizendo extrema direita, extrema esquerda. É uma polarização assimétrica entre uma extrema direita e uma centro-esquerda, no máximo”.

    “Os dados configuraram um gráfico que revela que a violência contra educadores sobe a partir de 2010 e tem um pico em 2016, em 2018 e em 2022, que são os anos do ‘impeachment’ e de duas eleições presidenciais”, destacou Penna, frisando que essa “tensão política que o país vive está, infelizmente, entrando nas escolas”.

    Agentes da violência

    Quando perguntados sobre quem foram os agentes da violência, os educadores citaram os próprios membros da comunidade interna da escola ou da universidade. Ou seja, a própria direção, coordenação, membros da família, estudantes. “Isso é muito grave porque traz um dado de pesquisa que mostra que essa violência pode ter partido de figuras públicas, de uma atenção política mais ampla, mas, infelizmente, ela já está dentro das comunidades educativas”.

    A pesquisa identificou que são os próprios membros da comunidade educativa interna que estão levando essa violência para dentro da escola, liderados pelos profissionais da área pedagógica (57%), familiares dos estudantes (44%), estudantes (34%), os próprios professores (27%), profissional da administração da instituição (26%), funcionário da instituição (24%) ou da secretaria de educação (municipal ou esta- dual) ou reitoria, no caso das universidades (21%).

    Perseguição

    De acordo com o coordenador do estudo, esse quadro de perseguição e violência envolve tanto a política institucional, quanto a política partidária, mas também abre espaço para se pensar em dimensões políticas da vida comum. Então não é surpresa que o crescimento da violência que foi observado esteja mais vinculado ao dado político do momento. “Ele é um tema que realmente tenciona muito”.

    A perseguição a educadores foi relatada como extremamente impactante para 33% dos educadores tanto na vida profissional como pessoal, e bastante impactante para 39% na profissão e também no lado pessoal. A consequência em muitos casos foi que grande parte dos professores que vivenciaram esses casos de violência acabaram deixando de ser educadores, o chamado apagão dos professores, confirmou Penna.

    “Foi uma das ferramentas de manipulação política desse pânico moral usado pela extrema direita nos anos recentes”, afirmou.

    Impacto

    Fernando Penna salientou que os educadores nem precisam ter sido vítimas diretas da violência porque, quando ela acontece em uma escola ou universidade, “ela degrada o clima escolar”.

    Quando perguntados sobre mudanças que esses eventos trouxeram para o seu cotidiano de trabalho, a maioria dos educadores afetados citou insegurança e desconforto. “O desconforto com o espaço de trabalho foi o terceiro maior impacto da censura citado pelos respondentes (53%). Isso levou 20% dos participantes a mudarem de local de trabalho por iniciativa própria.

    “As pessoas estão com medo de discutir temas. Estão com medo de fazer o seu trabalho como elas foram formadas para fazer e de acordo com seus saberes da experiência. Aí você está falando que o dano para a sociedade é gigantesco. Porque, os professores estão com medo de discutir temas, alguns estão sendo prejudicados e não podem discutir temas, por exemplo, no caso do gênero”, afirmou Penna.

    Vigiados

    A pesquisa constatou que em torno de 45% dos professores entrevistados disseram se sentir constantemente vigiados. Fato que leva a censurar sobre o que falam na sala de aula. O coordenador do estudo disse ter encontrado professores que trabalham em escolas privadas e relatam já ter entendido que não podem abordar determinados assuntos sob risco de serem demitidos.

    “Muitas vezes, esse educador precisa do emprego, mas pode estar sendo ameaçado ali no território onde ele vive”. Penna argumentou que é preciso reconhecer que esse é um problema da sociedade brasileira. “A gente está vivendo em uma sociedade na qual educadores têm medo de falar e de trabalhar de acordo com seu saber profissional”.

    Ele indicou que todos os profissionais que trabalham com a produção de um conhecimento seguro, ou seja, que podem desmascarar mentiras, teorias da conspiração, ‘fake news’, são vítimas.

    “Tanto que, em 2023, surgiu o Observatório Nacional da Violência Contra Educadoras/es, que é quem fez a pesquisa. Mas também surgiu o Observatório Nacional da Violência Contra Jornalistas, que são outra categoria que sofreu muito durante o governo Bolsonaro. Uma perseguição incrível”.

    Regiões de destaque

    O impacto que está ocorrendo nas comunidades educativas, que demonstram medo de discutir abertamente temas importantes para a formação dos estudantes foi mais identificado nas regiões Sudeste e Sul, onde foram registrados casos de professores que passaram por essas situações de violência mais diretamente.

    O dado não surpreendeu o coordenador da pesquisa. “Tanto que um dos estados que teve mais respondentes no Sul do país foi Santa Catarina, onde a gente sabe de muitos casos de violência. É um estado onde a extrema direita impera”, afirmou.

    A sondagem apurou que em todas as cinco regiões brasileiras 93% dos educadores tiveram contato com situações de censura, sendo que 59% passaram diretamente por essa situação, 19% souberam que aconteceu com alguém e 15% ouviram falar.

    Proteção aos professores

    Fernando Penna afirmou a necessidade de serem criadas ações para proteger os professores, sobretudo em anos de eleição presidencial, quando se sabe que a tendência é essa violência recrudescer, se tornar mais intensa.

    A pesquisa, até agora, gerou um banco de dados que ainda tem muitos cruzamentos para serem feitos, manifestou o coordenador.

    “A gente pode fazer análises de estados separadamente. A segunda etapa da pesquisa, que está em curso, e de entrevistas. Do total desses de professores que responderam, a gente vai escolher 20 pelo país para entrevistar”, anunciando que serão divulgados outros relatórios vinculados a essa pesquisa inicial.

    No relatório completo que está sendo preparado, o Observatório sugere a criação de uma política nacional de enfrentamento à violência contra educadores, como resposta do poder público. Essa política já estaria sendo elaborada no âmbito do MEC. O Observatório tem ainda um acordo de cooperação técnica com o Ministério dos Direitos Humanos.

    “A gente tem insistido muito que os educadores trabalhem na perspectiva da educação e direitos humanos, porque são justamente aqueles que mais sofrem violência. Então, a gente tem uma demanda de que os educadores sejam reconhecidos como defensores de direitos humanos e incluídos como uma categoria específica nas políticas do ministério. É uma ferramenta de denúncia de violação de direitos humanos”, concluiu Penna.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL