Categoria: Destaque

  • Municípios de Rondônia registram queda no Ranking de Competitividade

    Municípios de Rondônia registram queda no Ranking de Competitividade

    Os principais municípios de Rondônia apresentaram retração na sexta edição do Ranking de Competitividade dos Municípios. Porto Velho caiu 109 posições, passando a ocupar a 370ª colocação entre os 418 municípios avaliados. O recuo também atingiu outras cidades do estado: Ji-Paraná perdeu 40 posições e está em 247º, Vilhena caiu 28 posições, descendo para 285º, Cacoal recuou 11 posições, ficando em 232º, e Ariquemes caiu 16 posições, ocupando agora a 337ª colocação.

    O levantamento analisa municípios brasileiros com população superior a 80 mil habitantes, conforme estimativa de 2024 do IBGE, e abrange cidades que concentram 60,28% da população do país. A avaliação é baseada em 65 indicadores, organizados em 13 pilares temáticos e distribuídos em três dimensões: Instituições, Sociedade e Economia.

    A dimensão Instituições considera critérios relacionados à sustentabilidade fiscal e ao funcionamento da máquina pública. A dimensão Sociedade analisa aspectos como acesso e qualidade da saúde e da educação, segurança, saneamento e meio ambiente. Já a dimensão Economia avalia inserção econômica, inovação e dinamismo econômico, capital humano e telecomunicações.

    O objetivo do ranking é fornecer uma visão ampla e comparável sobre o desempenho dos maiores municípios brasileiros, servindo como instrumento de apoio ao planejamento público, ao controle social e à tomada de decisões do setor privado. A ferramenta busca identificar fatores de competitividade e fragilidades locais, permitindo que gestores e cidadãos acompanhem a evolução dos indicadores ao longo do tempo.

    A metodologia do estudo envolve tratamento estatístico dos dados por meio da normalização min-máx, possibilitando a comparação entre indicadores de naturezas distintas em uma escala de 0 a 100. A ponderação considera critérios técnicos, como a penalização de indicadores altamente correlacionados, ajustes para variáveis com grande dispersão, bonificação de áreas em que o desempenho médio nacional é mais distante de parâmetros internacionais e avaliação de especialistas.

    Os resultados permitem comparações diretas entre municípios e funcionam como referência técnica para análises sobre gestão pública, desenvolvimento social e desempenho econômico das cidades brasileiras.

    FONTE: RONDONIAGORA.COM

  • Kremlin diz que Putin suspenderá ataques a Kiev até 1º fevereiro

    Kremlin diz que Putin suspenderá ataques a Kiev até 1º fevereiro

    Decisão atende a pedido de Donald Trump; Ucrânia exige fim de ataques a rede elétrica para recuar

    O Kremlin, sede do poder executivo da Rússia, afirma que o presidente Vladimir Putin irá suspender os ataques à capital ucraniana Kiev, até 1º de fevereiro. A medida acontece após um pedido pessoal do presidente norte-americano, Donald Trump, a Putin, para criar condições favoráveis para negociações de paz.

    Na quinta-feira (29), Donald Trump disse que Putin teria concordado com a trégua por uma semana, devido ao clima frio. Porém, em entrevista, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, não mencionou o clima como um fator para a suspensão do conflito e confirmou a suspensão dos ataques apenas até 1º fevereiro.

    “O presidente Trump de fato pediu pessoalmente ao presidente Putin que se abstivesse de atacar Kiev por uma semana, até 1º de fevereiro, a fim de criar condições favoráveis para as negociações. É isso que posso dizer sobre o assunto”.

    Em resposta, o governo ucraniano afirma que haverá reciprocidade ao ato, caso Putin deixe de bombardear a infraestrutura energética ucraniana. A Ucrânia enfrenta uma onda de frio com temperaturas atingindo -30º, enquanto o país enfrenta generalizados cortes de energia, devido aos ataques russos que danificaram as centrais elétricas.

    FONTE: REUTERS

  • Departamento de Justiça de Trump divulga grande lote de arquivos sobre Jeffrey Epstein

    Departamento de Justiça de Trump divulga grande lote de arquivos sobre Jeffrey Epstein

    Novo conjunto inclui mais de 3 milhões de páginas, 2 mil vídeos e 180 mil imagens

    O Departamento de Justiça dos Estados Unidos publicou nesta sexta-feira (30) um novo e definitivo conjunto de milhões de documentos relacionados ao falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, de acordo com uma lei aprovada em novembro que exigia a divulgação de todos os registros relacionados ao caso.

    Todd Blanche, vice-procurador-geral, disse em uma coletiva de imprensa que o enorme lote de arquivos divulgado nesta sexta-feira marcou o fim das divulgações planejadas pelo governo Trump nos termos da lei. O novo conjunto inclui mais de 3 milhões de páginas, 2 mil vídeos e 180 mil imagens, disse ele.

    Os arquivos incluem “extensas” edições, disse ele, dadas as exceções da lei que permitem que certos documentos sejam ocultados, incluindo informações de identificação das vítimas ou materiais relacionados a investigações em andamento. As divulgações anteriores foram fortemente editadas, atraindo críticas de alguns membros do Congresso.

    A Reuters está analisando os arquivos.

    Trump, que era amigo de Epstein na década de 1990 e no início dos anos 2000, até se desentenderem anos antes da primeira condenação de Epstein, passou meses resistindo a qualquer divulgação até que democratas e republicanos no Congresso o forçaram a ceder, aprovando a lei apesar de suas objeções.

    Trump não foi formalmente acusado de qualquer irregularidade relacionada a Epstein e nega que tivesse conhecimento dos crimes. Mas o escândalo o perseguiu por meses, em parte porque ele prometeu divulgar os arquivos durante sua campanha presidencial de 2024.

    Não ficou imediatamente claro quantos dos arquivos recém-divulgados incluíam menções a Trump. A primeira grande divulgação do Departamento de Justiça em dezembro continha relativamente poucas referências ao presidente.

    Em um comunicado à imprensa anunciando a divulgação dos documentos, o Departamento de Justiça escreveu: “Alguns dos documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump que foram apresentadas ao FBI pouco antes das eleições de 2020. Para ser claro, as alegações são infundadas e falsas e, se tivessem um pingo de credibilidade, certamente já teriam sido usadas como arma contra o presidente Trump”.

    Blanche disse que o departamento também reteve alguns arquivos com base em privilégios legais, incluindo produtos de trabalho e privilégios advogado-cliente. Alguns parlamentares afirmaram que essas retenções parecem contrariar a lei, que exigia que o departamento divulgasse comunicações internas relacionadas às decisões sobre a acusação ou investigação de Epstein ou de quaisquer associados.

    O Departamento de Justiça fornecerá ao Congresso um relatório que inclui um resumo de todas as edições e documentos retidos, conforme exigido por lei, disse Blanche em uma carta enviada ao Congresso nesta sexta-feira.

    Questionado se acreditava que todos os arquivos haviam sido divulgados em conformidade com a lei, o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, disse: “Acreditamos que não”.

    Epstein, um financista de Nova York com ligações com figuras políticas e empresariais de destaque, foi encontrado enforcado em sua cela em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. Embora sua morte tenha sido considerada suicídio, ela gerou anos de teorias da conspiração, algumas das quais o próprio Trump divulgou para seus apoiadores durante sua campanha presidencial de 2024.

    Blanche expressou frustração com as acusações de que o Departamento de Justiça se recusou a processar os associados de Epstein que podem ter participado de atividades ilegais.

    “Existe essa suposição inerente de que, de alguma forma, há uma parcela oculta de informações sobre homens que conhecemos, que estamos encobrindo ou que estamos optando por não processar. Esse não é o caso”, disse ele.

    O escândalo Epstein se tornou um problema político persistente para Trump, que já enfrenta uma queda nos índices de aprovação em uma série de questões, incluindo sua gestão da economia e sua repressão à imigração.

    Blanche defendeu a lentidão das divulgações, dizendo que os volumosos arquivos exigiram que centenas de advogados trabalhassem dia e noite durante semanas para revisá-los e prepará-los para divulgação pública. A lei havia estabelecido o prazo de 19 de dezembro de 2025, mas as autoridades disseram que precisavam de mais tempo para revisar os arquivos.

    FONTE: REUTERS

  • Secretário-geral da ONU alerta para “colapso financeiro iminente” da entidade

    Secretário-geral da ONU alerta para “colapso financeiro iminente” da entidade

    Em carta a membros das Nações Unidas, Guterres citou taxas não pagas e regra orçamentária que obriga órgão a devolver dinheiro não utilizado

    O secretário-geral da ONU informou aos Estados-membros que a organização corre o risco de um “colapso financeiro iminente”, citando taxas não pagas e uma regra orçamentária que obriga o órgão global a devolver o dinheiro não gasto, de acordo com uma carta vista pela Reuters nesta sexta-feira (30).

    António Guterres tem falado repetidamente sobre o agravamento da crise de liquidez da organização, mas este é seu aviso mais severo até o momento, e surge em um momento em que seu principal contribuinte, os Estados Unidos, está se afastando do multilateralismo em várias frentes.

    “A crise está se aprofundando, ameaçando a execução dos programas e causando risco de colapso financeiro. E a situação se deteriorará ainda mais no futuro próximo”, afirmou Guterres em uma carta aos Estados-membros datada de 28 de janeiro.

    Os EUA cortaram o financiamento voluntário às agências da ONU e se recusaram a fazer pagamentos obrigatórios aos seus orçamentos regulares e de manutenção da paz.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, descreveu a ONU como tendo “grande potencial”, mas disse que ela não está cumprindo esse papel e lançou um Conselho da Paz que alguns temem que possa minar o órgão internacional.

    Fundada em 1945, a ONU tem 193 Estados-membros e trabalha para manter a paz e a segurança internacionais, promover os direitos humanos, fomentar o desenvolvimento social e econômico e coordenar a ajuda humanitária.

    Em sua carta, Guterres disse que “as decisões de não honrar as contribuições que financiam uma parte significativa do orçamento regular aprovado foram agora formalmente anunciadas”.

    Ele não disse a qual Estado ou Estados se referia, e um porta-voz da ONU não estava disponível para comentar imediatamente.

    “Ciclo kafkiano”

    De acordo com as regras da ONU, as contribuições dependem do tamanho da economia de cada Estado-membro. Os EUA respondem por 22% do orçamento principal, seguidos pela China, com 20%.

    Mas, no final de 2025, havia um recorde de US$ 1,57 bilhão em dívidas pendentes, disse Guterres, sem nomear os países.

    “Ou todos os Estados-membros honram suas obrigações de pagar integralmente e em dia, ou os Estados-membros devem reformular fundamentalmente nossas regras financeiras para evitar um colapso financeiro iminente”, disse ele.

    Guterres lançou no ano passado uma força-tarefa de reforma, conhecida como UN80, que busca cortar custos e melhorar a eficiência. Para esse fim, os Estados concordaram em cortar o orçamento de 2026 em cerca de 7%, para US$ 3,45 bilhões.

    Ainda assim, Guterres alertou na carta que a organização poderia ficar sem dinheiro até julho.

    Um dos problemas é uma regra agora considerada antiquada, segundo a qual o órgão global tem que creditar de volta centenas de milhões de dólares em contribuições não gastas aos Estados a cada ano.

    “Em outras palavras, estamos presos em um ciclo kafkiano que exige a devolução de dinheiro que não existe”, disse Guterres, referindo-se ao autor Franz Kafka, que escreveu sobre processos burocráticos opressivos.

    FONTE: REUTERS

  • Aliança entre PSDB e União pode alavancar Hildon Chaves ao CPA em 2026

    Aliança entre PSDB e União pode alavancar Hildon Chaves ao CPA em 2026

    Movimento depende diretamente da decisão de Marcos Rocha

    A possível candidatura do ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), ao governo de Rondônia começa a ganhar contornos mais claros — e ao mesmo tempo mais incertos — à medida que se aproxima a decisão do governador Marcos Rocha (União) sobre deixar ou não o Palácio Rio Madeira em abril para disputar uma vaga no Senado.

    Nos bastidores, o cenário é o seguinte: caso o plano “A” do União, representado pelo vice-governador Sérgio Gonçalves, não se consolide eleitoralmente, Hildon Chaves surge como alternativa viável dentro de uma possível aliança entre PSDB e União.

    Essa composição teria peso relevante na disputa, garantindo ao ex-prefeito expressivo volume de fundo partidário e tempo de televisão, dois ativos considerados decisivos em uma eleição majoritária estadual.

    Outro fator que reforça essa equação política é o fato de Ieda Chaves, deputada estadual e esposa de Hildon, ser filiada ao União. Até o momento, não há qualquer sinalização de que ela pretenda disputar a reeleição por outra legenda, o que amplia a interdependência entre os projetos políticos do casal e o futuro do partido no estado.

    Com a instabilidade do xadrez político envolvendo Marcos Rocha, as definições devem ficar para os momentos finais da janela decisória. O jogo segue aberto.

    O que já parece certo é que Hildon Chaves estará no pleito de 2026. Resta saber se chegará ao CPA pela via tucana pura ou impulsionado por uma aliança estratégica com o União.

    FONTE: JH NOTICIAS

  • Exército faz seleção para alistamento militar de homens e mulheres

    Exército faz seleção para alistamento militar de homens e mulheres

    Será na próxima quarta-feira (4), no Setor Militar Urbano, em Brasília

    O Exército Brasileiro realiza na próxima quarta-feira (4) às 9h, no Setor Militar Urbano (SMU), em Brasília, a Seleção Complementar do Alistamento Militar Inicial — etapa decisiva do processo de incorporação de jovens às fileiras da força terrestre.

    Pela primeira vez, mulheres participam da seleção complementar, ampliando a presença feminina no processo de ingresso e refletindo o fortalecimento de políticas institucionais voltadas à inclusão, à diversidade e à valorização do potencial das mulheres no âmbito da defesa nacional.

    Em todo o território nacional, mais de 33 mil jovens se alistaram em 2025. Para a fase de seleção complementar, mais de 260 mil candidatos, homens e mulheres, foram convocados. Somente em Brasília, mais de 900 jovens do sexo feminino foram chamados a participar dessa fase.

    Durante a atividade, as candidatas passarão por revisão médica e odontológica, exames e avaliações de habilidades específicas, além de entrevista individual, conforme os critérios previstos na legislação vigente, assim como os candidatos do sexo masculino. Os jovens considerados aptos serão incorporados em março, quando terão início as atividades de formação militar.

    O serviço militar aproxima os jovens da Instituição e evidencia valores como cidadania, disciplina e patriotismo, além de simbolizar novas oportunidades para homens e mulheres que desejam servir ao país com dedicação, competência e espírito cívico. Por todo o Brasil, serão incorporadas 1.010 mulheres no Exército Brasileiro, sendo 182 na capital federal.

    FONTE: AGÊNCIA BRASIL

  • EUA declaram emergência nacional contra Cuba e ampliam sanções com foco em petróleo

    EUA declaram emergência nacional contra Cuba e ampliam sanções com foco em petróleo

    Principal eixo da nova política é a criação de tarifas punitivas contra qualquer país que forneça petróleo a Cuba, direta ou indiretamente

    O governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald J. Trump, nesta quinta-feira (29) uma nova Ordem Executiva declarando que o Governo de Cuba representa uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional e à política externa norte-americana.

    A medida amplia de forma significativa o alcance das sanções contra Havana e cria um novo mecanismo de pressão econômica indireta, com potencial impacto regional e global. A ordem entra em vigor em 30 de janeiro de 2026. A informação tinha sido adiantada

    A intensificação da tensão com Cuba já havia sido informado pela Coluna, que destacou que essa seria um nova rota de choque com a América Latina.

    O que a ordem determina:

    O principal eixo da nova política é a criação de tarifas punitivas contra qualquer país que forneça petróleo a Cuba, direta ou indiretamente.

    Na prática, os Estados Unidos passam a poder:

    • Declarar emergência nacional com base na relação de Cuba com potências e grupos considerados hostis;
    • Aplicar tarifas adicionais (impostos de importação) sobre produtos vindos de países que vendam petróleo a Cuba;
    • Penalizar inclusive fornecimentos indiretos, feitos por meio de intermediários ou terceiros;
    • Ajustar, ampliar ou suspender as medidas conforme o comportamento de Cuba ou dos países afetados.

    A decisão final sobre quando e quanto tarifar caberá ao presidente, com base em recomendações dos Departamentos de Comércio, Estado, Tesouro e Segurança Interna.

    Por que o petróleo é o foco?

    Cuba é fortemente dependente de importações de petróleo para manter:

    • transporte,
    • geração de energia,
    • indústria,
    • serviços básicos.

    Ao mirar o fornecimento de petróleo, os EUA buscam asfixiar economicamente o governo cubano, aumentar o custo político para países que mantêm relações energéticas com Havana, forçar um realinhamento diplomático regional.

    Diferentemente de sanções tradicionais, essa estratégia não pune apenas Cuba, mas cria um efeito cascata sobre terceiros.

    Países que podem ser afetados

    Com base nas atuais relações políticas e energéticas, os principais países potencialmente impactados incluem:

    • Venezuela
    • Rússia
    • China
    • Irã

    Países latino-americanos que mantêm relações políticas próximas com Havana passam a enfrentar um dilema:
    manter apoio a Cuba e sofrer retaliações comerciais, ou recuar diplomaticamente para proteger suas exportações aos EUA.

    A Ordem Executiva representa uma das medidas mais duras dos EUA contra Cuba nos últimos anos, não apenas pelo conteúdo, mas pela estratégia de punir terceiros.

    Ao transformar o fornecimento de petróleo em um fator de risco comercial global, Washington amplia seu poder de pressão — mas também eleva o potencial de conflitos diplomáticos, especialmente na América Latina, onde os efeitos econômicos, políticos e migratórios tendem a ser mais intensos.

    FONTE: JOVEM PAN NEWS

  • Trump diz que novo presidente do Fed fará ‘bom trabalho’ para reduzir juros

    Trump diz que novo presidente do Fed fará ‘bom trabalho’ para reduzir juros

    Em reunião de gabinete, o republicano comunicou que o nome do próximo chefe do Banco Central dos Estados Unidos será anunciado na próxima semana

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (29) que o próximo presidente do Federal Reserve fará “bom trabalho” na entidade para reduzir a taxa de juros no país. Durante reunião de gabinete, o republicano informou que o nome do novo chefe do Banco Central norte-americano será anunciado na próxima semana.

    Desde que retornou à Casa Branca, em janeiro de 2025, Trump tem criticado o atual presidente do Fed, Jerome Powell, em razão do patamar dos juros no país. Na reunião desta quinta, o republicano declarou que o índice está “inaceitavelmente alto”. Ele ainda argumentou que os Estados Unidos deveriam pagar a “menor taxa de qualquer país do mundo” devido ao tamanho e força da economia norte-americana.

    Na quarta-feira (29), o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. Para Trump, a taxa deveria ser de “dois a três pontos percentuais menores”, ou seja, um patamar em torno de 0,50% a 1,75%.

    Sucessão no Fed

    O mandato de Powell na presidência do Banco Central dos Estados Unidos encerra em maio. Em 2017, ele foi indicado para o cargo por Trump. Em 2022, foi reconduzido à chefia do Fed após o Congresso confirmar a nomeação feita pelo ex-presidente norte-americano Joe Biden.

    Para nova gestão do órgão, Trump quer escolher uma pessoa que reduza os juros para a faixa que ele deseja. No entanto, o presidente do Fed não é obrigado a acatar ordens do chefe do Executivo, o órgão possui autonomia para deliberar sobre a taxa.

    Até o momento, o republicano entrevistou quatro candidatos para suceder Powell:

    • Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional dos Estados Unidos;
    • Rick Rieder, diretor a companhia de investimentos BlackRock;
    • Kevin Warsh, ex-integrante do Conselho de Governadores do Fed;
    • Christopher Waller, governador do Banco Central norte-americano.

    A aposta do mercado financeiro dos Estados Unidos é de que o indicado por Trump acate a exigência do republicano para reduzir os juros. O setor também acredita que o Comitê Federal de Mercado Aberto deve manter a taxa estável até que o novo presidente do órgão assuma o cargo.

    FONTE: JOVEM PAN NEWS

  • Faperon e Incra firmam acordo para ampliar a regularização fundiária em Rondônia

    Faperon e Incra firmam acordo para ampliar a regularização fundiária em Rondônia

    Acordo tem como objetivo fortalecer as ações de regularização fundiária em Rondônia, ampliando a emissão de títulos definitivos de terra e facilitando o acesso de produtores rurais, assentados da reforma agrária e famílias que detêm a posse mansa e pacífica de imóveis rurais aos serviços de titulação

     

    A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Rondônia (FAPERON) e a direção do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) firmaram, nesta quarta-feira (22), um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para a execução do Programa Terra Cidadã no estado. A iniciativa será executada com o apoio administrativo dos Sindicatos de Produtores Rurais e foi assinada durante o Encontro Anual dos Mobilizadores do Senar Rondônia 2026, realizado em Ji-Paraná.

    O acordo tem como objetivo fortalecer as ações de regularização fundiária em Rondônia, ampliando a emissão de títulos definitivos de terra e facilitando o acesso de produtores rurais, assentados da reforma agrária e famílias que detêm a posse mansa e pacífica de imóveis rurais aos serviços de titulação.

    O Programa Terra Cidadã é uma iniciativa nacional do Incra que busca levar os serviços da autarquia para mais perto das comunidades rurais, especialmente em regiões afastadas dos centros urbanos. Com a parceria, as ações ganham maior alcance e passam a atender de forma mais efetiva a realidade do meio rural rondoniense. Atualmente, o estado possui mais de 40 mil propriedades rurais ocupadas sem documentação definitiva, o que evidencia a necessidade de ações conjuntas para garantir segurança jurídica e reduzir a demanda reprimida nos municípios de Rondônia.

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    Como vai funcionar

    Por meio do acordo, a FAPERON e os Sindicatos de Produtores Rurais irão oferecer apoio administrativo às famílias rurais, auxiliando no acesso às plataformas digitais do Incra. A expectativa é que os processos de regularização e titulação se tornem mais ágeis, garantindo maior segurança jurídica aos produtores com a emissão dos documentos das terras ocupadas.

    A cooperação também amplia a capacidade de atuação do Incra em Rondônia e fortalece a governança fundiária no estado. A atuação conjunta entre servidores, técnicos e entidades representativas do setor produtivo rural busca promover um atendimento mais próximo e eficiente para quem vive e produz no campo.

    Compromisso com o produtor rural

    Para o presidente do Sistema FAPERON/SENAR, Hélio Dias, o acordo representa um compromisso com os sindicatos e com os produtores rurais de Rondônia. Segundo ele, a regularização fundiária ainda é um dos principais desafios do estado, com muitas propriedades que aguardam a titulação definitiva, tanto em áreas de assentamentos quanto em outras áreas fundiárias.

    De acordo com o superintendente do Incra, Luiz Flávio Carvalho Ribeiro, a parceria fortalece a atuação do órgão e amplia a capacidade de atendimento. “Com isso, quem ganha é o produtor rural, que passa a ter mais segurança jurídica e melhores condições para investir, produzir e contribuir com o desenvolvimento de Rondônia”, destacou.

    A FAPERON informou que seguirá atuando ao lado dos sindicatos, do Incra e dos produtores rurais para avançar na regularização fundiária e no desenvolvimento do campo em Rondônia.

    FONTE: ASCOM CNA BRASIL

  • Justiça Federal concede liminar e suspende pedágios na BR-364

    Justiça Federal concede liminar e suspende pedágios na BR-364

    A cobrança de pedágio na BR-364, em Rondônia, foi suspensa por decisão da Justiça Federal após a constatação de falhas técnicas na verificação dos trabalhos iniciais exigidos em contrato e do descumprimento de obrigações legais por parte da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da concessionária Nova 364 S.A.

    As ações coletivas analisadas foram ajuizadas pelo União Brasil, pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Rondônia (Aprosoja/RO) e Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

    A decisão é do juiz federal Shamyl Cipriano, da 2ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária de Rondônia, que concedeu tutela de urgência determinando a suspensão imediata da cobrança de pedágio no trecho concedido da BR-364.

    Segundo informam os autores na Ação, o contrato de concessão, a cobrança de pedágio somente poderia ocorrer após o cumprimento cumulativo de cinco condicionantes, entre elas a conclusão integral dos chamados Trabalhos Iniciais, definidos no Programa de Exploração da Rodovia (PER), documento que estabelece parâmetros técnicos obrigatórios de segurança e trafegabilidade.

    Ao examinar os autos, o magistrado destacou que o próprio PER impõe metodologia objetiva e rigorosa para a aferição do cumprimento dessas exigências, determinando avaliações contínuas em 100% da extensão da rodovia, com uso de equipamentos técnicos específicos e consolidação de dados por segmentos homogêneos.

    Forma amostral

    No entanto, conforme relatórios técnicos da própria ANTT, a vistoria que embasou o atestado de conclusão dos trabalhos iniciais foi realizada de forma amostral, com inspeções de aproximadamente 200 metros a cada 10 km de rodovia, o que representou a análise efetiva de menos de 2% da extensão total concedida.

    A decisão apontou que essa metodologia adotada pela agência reguladora contrariou frontalmente os critérios previstos no PER, que exigem medições contínuas para parâmetros como irregularidade longitudinal do pavimento, afundamentos em trilhas de roda, percentual de trincas, deflexão estrutural e macrotextura, todos diretamente relacionados à segurança viária.

    O juiz também registrou surpresa quanto ao prazo declarado pela concessionária para a execução dos trabalhos iniciais, estimados contratualmente entre 12 e 24 meses, mas informados como concluídos em aproximadamente dois meses após a adjudicação da concessão.

    Além das falhas relacionadas aos trabalhos iniciais, a decisão examinou a implantação do sistema de cobrança automática Free Flow, autorizada por termo aditivo firmado em dezembro de 2025, apesar de o contrato prever que a avaliação de vantajosidade desse modelo poderia ocorrer até o quinto ano da concessão.

    Embora reconheça possíveis vantagens econômicas do sistema, o magistrado destacou que a ANTT limitou sua análise a aspectos financeiros, sem realizar estudos sobre a realidade social e de infraestrutura dos municípios rondonienses afetados pela concessão, muitos dos quais enfrentam limitações severas de acesso à internet e serviços digitais.

    A decisão ressaltou que o sistema Free Flow depende quase integralmente de meios eletrônicos para pagamento, como aplicativos, páginas na internet ou uso de tags, e que a alternativa oferecida aos usuários sem conectividade — totens de atendimento — exige parada e desembarque do veículo, o que compromete o conforto da viagem e o direito do usuário.

    Outro ponto questionado foi o desrespeito ao prazo mínimo de três meses para comunicação prévia aos usuários sobre o início da cobrança. Apesar dessa exigência constar expressamente no termo aditivo, a ANTT autorizou a cobrança em prazo inferior a dez dias, surpreendendo tanto pessoas físicas quanto agentes econômicos que utilizam a rodovia para o transporte de cargas.

    Diante desse conjunto de irregularidades, o magistrado concluiu que a cobrança de pedágio foi implementada sem o atendimento dos requisitos contratuais e legais, reconhecendo a probabilidade do direito e o risco de dano irreversível aos usuários, já que os valores arrecadados não seriam passíveis de restituição simples.

    Com isso, foi concedida tutela de urgência para determinar a suspensão imediata da cobrança de pedágio em todo o trecho da BR-364 objeto da concessão, até que sejam devidamente comprovados o cumprimento das exigências técnicas e o atendimento às obrigações legais impostas à ANTT e à concessionária.

    Trecho da decisão

    “No caso, os documentos analisados demonstram o descumprimento da cláusula 19.1.1 relacionadas á garantia de segurança de tráfego prévia ao início da cobrança de pedágio. Com relação à sistemática de Free Flow para cobrança de pedágio, há indícios de violação dos arts. 20 e 26 da Lei 10.233/2001 diante da ausência de estudos pela ANTT da infraestrutura local para adesão ao sistema e a ausência de qualquer meio de pagamento alternativo aos condutos – com exceção dos totens que exigem o estacionamento e desembarque do veículo para quitação do pedágio.

    Além disso, a implantação do sistema Free Flow em desobediência ao prazo mínimo de três meses do termo aditivo, como previsto na sua cláusula 3.3, viola o dever de informação do usuário previsto no art. 7º, II, da Lei 8.987/95.

    O perigo de dano consiste na irrepetibilidade dos valores cobrados, inviáveis de restituição aos cidadãos cobrados pelo pedágio implantado. Por essas razões, nesse momento processual de análise prévia, reputo que o pedágio apressadamente implantado na via não obedece aos requisitos legais e contratuais para cobrança.”, disse.

    FONTE: RONDONIAGORA.COM