Autor: JORNAL FOLHA DA MATA

  • Não Se Engane #01: desmentimos fakes sobre vacinas e ameaça a cristãos

    Com o objetivo de verificar informações virais e trazer informações corretas relacionadas à desinformação, a EBC lançou o quadro Não Se Engane*. Toda a semana, Edgard Matsuki, jornalista da empresa, vai desmentir duas informações falsas que circulam na internet. O conteúdo será veiculado em veículos como a TV Brasil e Radioagência Nacional, além de nossas redes sociais. 

    No Não Se Engane #01, checamos a mensagem falsa que aponta que a Anvisa criou um alerta para que as pessoas não se vacinem com o imunizante da Pfizer da contra a covid-19. Ao contrário do que apontam as mensagens, a nota da Agência Nacional de Vigilância Sanitária não trata deste assunto. 

    Também desmentimos uma informação falsa “clássica” que aponta para uma suposta execução em massa de cristãos na Índia. Trata-se de uma corrente falsa que circula, no mínimo, desde 2010 que se utiliza de um vídeo gravado na Síria. 

    Para escutar o conteúdo completo, clique no player acima. A versão em vídeo está logo abaixo:

    Você pode participar do Não Se Engane enviando a sua sugestão de assunto a ser checado para as redes sociais da EBC: Facebook (https://www.facebook.com/tvbrasil), Twitter (https://twitter.com/TVBrasil), Instagram (https://www.instagram.com/tvbrasil), Youtube (https://www.youtube.com/user/tvbrasil) e TikTok (https://www.tiktok.com/@tvbrasil). Você também pode enviar um e-mail para [email protected]. Para aparecer no Não Se Engane, você pode enviar seu vídeo ou seu áudio perguntando se um assunto é verdadeiro ou falso. 

    *O Não Se Engane é uma iniciativa de checagem da EBC que vai ao ar todas as sextas-feiras no telejornal Repórter Brasil, da TV Brasil, e será publicado toda segunda-feira na Radioagência Nacional.

    Idealização, roteiro e apresentação: Edgard Matsuki
    Apoio à produção: Simone Magalhães
    Coordenação de projeto: Beatriz Arcoverde e Cintia Vargas

    4:44

  • Congresso aprova R$ 71 bi para o novo Bolsa Família

    O Congresso Nacional aprovou, nesta quarta-feira (26), projeto que destina R$ 71 bilhões para o pagamento do novo Bolsa Família.

    A proposta do governo federal prevê que o crédito especial será repassado ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Os recursos vêm do saldo do extinto programa Auxílio Brasil.

    Para a deputada Dandara, do PT de Minas Gerais, o programa garante mecanismos de controle e acompanhamento da sociedade.

    O novo Bolsa Família prevê o pagamento mínimo de R$ 600 por beneficiário, podendo ter acréscimo de R$ 150  por filho de até 6 anos.

    Na mesma sessão, deputados e senadores aprovaram outra proposta do executivo que concede reajuste aos servidores públicos federais.

    O deputado Guilherme Boulos, do PSOL de São Paulo, afirma que a proposta valoriza o servidor público.

    A proposta aprovada prevê reajuste de 9% para os funcionários do governo federal a partir de maio deste ano. Esse é o primeiro acordo de reajuste com os servidores desde 2016 e prevê um impacto de mais de R$ 11 bilhões nas contas do governo.

    Os dois projetos seguem para sanção do presidente Lula.

    2:07

  • Rompimentos de barragens afetam 4 milhões de pessoas no Brasil

    Mais de 4 milhões de pessoas foram atingidas por construções e rompimentos de barragens no Brasil, nos últimos 80 anos. Esse número foi divulgado no estudo “Saúde, água, energia, ambiente e trabalho: tecendo saberes na promoção de territórios sustentáveis e saudáveis”, realizado pela Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

    A pesquisa aponta os principais impactos das barragens na saúde dos brasileiros, no período de 1940 até 2022, a partir da análise de teses, dissertações, artigos e relatórios publicados nas últimas 8 décadas. 

    Segundo o estudo, esses empreendimentos têm sido responsáveis por uma série de violações de direitos humanos das populações atingidas. Como o direito à moradia, quando moradores foram forçados a abandonarem suas casas para a instalação de dezenas de usinas hidrelétricas, no período dos últimos governos militares.  

    No caso do rompimento da barragem em Mariana, em 2015, e em Brumadinho, em 2019, ambas em Minas Gerais, a pesquisa aponta que houve violação do direito à vida das populações locais. 

    Os resultados da pesquisa são o tema debatido na oficina “A luta dos atingidos por barragens e a saúde em movimento”, nesta quarta e quinta-feira, no Rio de Janeiro. O objetivo é estimular a criação de políticas públicas adequadas para os atingidos. 

    O estado do Pará obteve o maior número de publicações citadas no estudo, graças à construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte, na cidade de Altamira, na década passada. A região foi muito impactada com o aumento de demanda sobre serviços de saúde e infraestrutura, a partir da chegada de milhares de novos moradores e assentados, contratados para o empreendimento. 

    2:08

  • Festas Juninas são reconhecidas como manifestação da cultura nacional

    As festas juninas revelam muito da cultura nordestina… E ganharam o país… Com suas músicas, gastronomia, roupas tradicionais… Atualmente, os festejos movimentam o turismo e a economia de muitos estados. Há até quem dispute o maior e o melhor São João do país. E já é considerada a segunda maior festa popular do país, perdendo apenas para o carnaval. 

    E agora, o reconhecimento veio por lei… As Festas Juninas são reconhecidas como manifestação da cultura nacional.

    Michelly  Miguel, presidenta Federação de Quadrilhas Juninas e similares de Pernambuco, hoje com mais de duzentos grupos associados no estado, fala da importância do reconhecimento. 

    O presidente da Confederação Nacional de Quadrilhas Juninas e Grupos Folclóricos, Hamilton Teixeira, destaca que é preciso olhar para os festejos juninos e para as quadrilhas, um de seus principais símbolos culturais, como uma manifestação que precisa ser protegida, inclusive por também ajudar na economia.  

    Campina Grande e Caruaru, duas cidades com tradicionais festejos juninos, já divulgaram sua programação para este ano. 

    2:18

  • Brasil queimou mais de 185 milhões de hectares de biomas em 38 anos

    Em 38 anos, entre 1985 e 2022, o Brasil queimou mais de 185 milhões de hectares, uma extensão que representa a soma de toda a área da Colômbia e do Chile, ou 21,8 por cento do território nacional. Os dados são do MapBiomas Fogo. 

    Usando imagens geradas por três satélites Landsat, foi rastreada a ação do fogo. De acordo com os resultados, o Cerrado e a Amazônia foram os biomas mais atingidos, correspondendo a cerca de 86% da área queimada. 

    O Cerrado queimou em média 7,9 milhões de hectares/ano, uma área equivalente ao território da Escócia, a cada ano. No caso da Amazônia, a média foi de 6,8 milhões de hectares/ano.

    Quando analisadas as proporções das áreas atingidas dentro dos biomas, o Pantanal foi mais afetado: teve 51% de seu território consumido pelo fogo naquele período. Mato Grosso foi o estado que apresentou maior ocorrência de fogo no período analisado, seguido por Pará e Maranhão. Já os municípios que mais queimaram no país foram Corumbá, no Mato Grosso do Sul, São Félix do Xingu no Pará e Formosa do Rio Preto, na Bahia.

    Os números mostram que a frequência e a intensidade do fogo têm aumentado nos últimos anos, por causa do desmatamento e das mudanças climáticas, que afetam as temperaturas e intensificam os períodos de seca. 

    Os dados completos do mapeamento podem ser acessados gratuitamente na plataforma mapbiomas.org .  O Mapbiomas é uma organização que une universidades, ONGs e empresas de tecnologia. 

    2:09