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Cerca de 2 mil morreram em protestos no Irã, diz autoridade do país

janeiro 13, 2026·2 min de leitura

Manifestações ocorrem desde final de dezembro pela crise econômica da região, com inflação alta, desvalorização da moeda e aumento dos preços de bens essenciais

Cerca de 2 mil pessoas foram mortas nos protestos no Irã, disse uma autoridade iraniana à Reuters nesta terça-feira (13), culpando os “terroristas” pelas mortes de civis e de membros da segurança. Os protestos ocorrem desde o final de dezembro de 2025 pela crise econômica da região, com inflação elevada, desvalorização da moeda e aumento dos preços de bens essenciais.

Com a falta da internet no país, a verificação independente é um desafio.

As manifestações não são vistas de uma forma positiva. O aiatolá Ali Khamenei, por exemplo, afirmou que os responsáveis são “sabotadores”. Enquanto o Procurador-Geral do Irã, Mohammad Movahedi Azad, descreveu todos os manifestantes como mohareb (inimigos de Deus), uma acusação punível com pena de morte pela lei iraniana.

O governo também respondeu aos atos com uma forte repressão, com disparos de armas de fogo, uso de gás lacrimogêneo e munição de espingardas de chumbo, conforme a Human Rights Activists News Agency (Hrana).

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu neste domingo que a população iraniana mantenha distância do que chamou de “terroristas e badernistas” e tentou buscar uma via de diálogo com os manifestantes. O líder também acusou os Estados Unidos e Israel de “semear caos e desordem” no país.

Neste domingo (11), o Irã ameaçou retaliar contra Israel e bases dos Estados Unidos caso haja ataques norte-americanos ao país. Donald Trump havia alertado que poderá atacar o país “muito duramente” caso as autoridades do país “comecem a matar pessoas” em meio aos protestos que assolam a nação do Oriente Médio.

FONTE: REUTERS

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